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RCGI testa gás natural veicular em carro híbrido

Dados preliminares mostram que com o preço de um litro de gasolina o motorista rodaria quase o dobro da distância se usasse o GNV; equipe ainda vai testar o biometano no veículo.

Um grupo de pesquisadores do Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) está testando gás natural veicular (GNV) em um veículo híbrido movido a gasolina – os híbridos, além do motor a combustão, também possuem motor elétrico. Foram instalados dois tanques de gás, cada um com 7,5 m³, em um Toyota Prius. Um carro convencional faz 10 ou 11 km por litro de gasolina. Nos testes preliminares, o híbrido modificado pelos engenheiros fez 22 km por litro de gasolina. Já com o GNV, em circuito urbano, o veículo rodou cerca de 28 km com 1 m³ de gás natural.

“O Prius já tem um consumo muito baixo de gasolina, mas o consumo de GNV foi ainda menor”, comemorou o professor Julio Meneghini, diretor científico do RCGI e um dos integrantes do projeto. A economia para o motorista é grande.

O preço médio da gasolina na cidade de São Paulo atualmente é de R$ 4,15 por litro, segundo dados da ANP para o período entre 10 e 16 de novembro de 2019. O preço do GNV, para o mesmo período, é R$ 2,86 por m³. Ou seja: se o carro modificado pelos engenheiros for abastecido com gasolina, é possível fazer 22 quilômetros com R$ 4,15. Se ele for abastecido com GNV, o motorista pode chegar a 40 quilômetros rodados com os mesmos R$ 4,15 – quase o dobro da distância.

“Mas isso é na cidade, ambiente em que ele é mais eficiente. Na estrada ainda não testamos, mas sabemos que se exige muito do motor a combustão nesta condição, e o carro híbrido acaba tendo um rendimento mais parecido com o convencional”, ressalva o engenheiro Renato Romio, chefe do laboratório de motores de veículos do Instituto Mauá de Tecnologia e um dos responsáveis pelo projeto no RCGI.

“Um híbrido já tem uma eficiência geral melhor que o convencional”, complementa o engenheiro. Ele explica que a cada vez que se freia um carro convencional em uma descida, por exemplo, essa energia é desperdiçada. No híbrido, é possível recuperar a energia para ser usada em outro momento.

Romio afirma que, com o uso do GNV, na comparação com a gasolina, ganha-se duplamente. “Primeiro, por conta da eficiência do híbrido; e segundo, porque emite-se menos CO2 com o uso do GNV. Isso porque o metano, ao ser queimado, emite 15% menos CO2 do que a gasolina.” O metano é o principal componente do gás natural.

Já Meneghini chama a atenção para a autonomia do veículo modificad”, em circuito urbano. “Abastecendo os dois tanques de gás do veículo, mais o tanque de gasolina, que comporta cerca de 40 litros, é possível ter uma autonomia de mais de 1.100 km na cidade”, afirmou ele.

Os próximos testes envolverão ensaios mais robustos da medição do consumo de combustível, além da medição das emissões de CO2 e outros gases-estufa, e de poluentes. Os integrantes do projeto testarão ainda o uso do biometano nos tanques de gás, e de etanol no lugar da gasolina.

“O etanol emite 6% a menos de gases de efeito estufa do que a gasolina, para a mesma potência gerada. Recentemente, a Toyota lançou um Corolla híbrido flex. Arrisco dizer que este modelo, se abastecido com etanol, é o mais próximo que temos do ‘carro mais limpo do mundo’ atualmente, em termos de emissões de gases-estufa, considerando o ciclo de vida”, diz ele.

A equipe do projeto conta ainda com a participação dos professores Guenther C. Krieger Filho e Celma de Oliveira Ribeiro, ambos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP); Suani Coelho, do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE-USP); e, indiretamente, pesquisadores da equipe do Centro de Pesquisa em Engenharia Prof. Urbano Ernesto Stumpf, com sede no Instituto Mauá de Tecnologia, associado à da Poli/USP e ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

 

Sobre o RCGI: O FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI) é um centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Shell. Conta com mais de 320 pesquisadores que atuam em 46 projetos de pesquisa, divididos em cinco programas: Engenharia; Físico/Química; Políticas de Energia e Economia; Abatimento de CO2; e Geofísica. O Centro desenvolve estudos avançados no uso sustentável do gás natural, biogás, hidrogénio, gestão, transporte, armazenamento e uso de CO2. Saiba mais em: https://www.rcgi.poli.usp.br/pt-br/

 

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Por Acadêmica
RCGI ganha Prêmio ANP de Inovação Tecnológica

Trata-se de uma inovação disruptiva, em nível mundial, que possibilitará monetizar o gás natural oriundo das reservas do pré-sal, além de evitar mais emissões de CO2 na atmosfera.

 O Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) foi um dos vencedores do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2019, com um projeto de pesquisa que possibilitará ao Brasil monetizar o gás natural explorado nas reservas do pré-sal, sem um dos seus principais contaminantes: o dióxido de carbono (CO2). O projeto do RCGI venceu na Categoria II da área temática “Exploração e Produção de Petróleo e Gás”. Ao todo, concorreram 147 projetos de pesquisa, em cinco categorias.

O projeto do RCGI prevê a abertura de cavernas na camada de sal, onde o gás natural seria confinado para posterior separação do metano e do CO2. Isso ocorreria por meio de uma tecnologia de separação gravitacional, desenvolvida e encaminhada para patente pelo RCGI. “A caverna é mantida em alta pressão até que o CO2 passe para um estado supercrítico e decante. O metano, que se manteve em estado gasoso no processo, seria então retirado, aliviando a pressão na caverna e fazendo com que o CO2 voltasse ao estado gasoso. Esse ciclo seria repetido até o total preenchimento da caverna com CO2, quando, então, esta seria lacrada”, explica o diretor científico do RCGI, Júlio Meneghini, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (poli-USP).

Embora já existam cavernas com esta finalidade, é a primeira vez que se desenvolve uma tecnologia para águas ultraprofundas. “Além de separar o metano do CO2, em quantidades enormes, a um custo relativamente baixo, poderemos estocar carbono e vender créditos para o mundo”, ressalta Meneghini, acrescentando trata-se de uma inovação disruptiva, em nível mundial.

Ele destaca que o prêmio é um exemplo da importância de um centro de pesquisa como o RCGI, essencialmente multidisciplinar. “Ideias como essa só são concebidas por equipes multidisciplinares, compostas por engenheiros mecânicos, químicos, navais, economistas, advogados, entre outros profissionais.”

Projeto piloto – A equipe estuda agora a construção de um projeto piloto em uma caverna, para estudar in loco as condições de separação dos dois gases. Segundo o coordenador do projeto, Gustavo Assi, também professor da Poli-USP, a meta é concluir o plano da caverna piloto nos próximos 24 meses. “A construção e operação de uma caverna piloto é um grande experimento científico e tecnológico em campo, capaz de fornecer informações detalhadas dos processos físicos que ocorrem nas grandes cavernas de armazenamento e separação”, adianta.

Além de Assi, a equipe é composta pelos professores Kazuo Nishimoto, Julio Meneghini, Claudio Sampaio, Marcelo Martins e André Bergsten – todos da Poli-USP – e pelos pesquisadores Leandro Grandin, Carlos Bittencourt, Alvaro Maia da Costa, Pedro Maia da Costa, Edgard Malta, Felipe Ruggeri e Guilherme Rosetti, entre outros pós-doutorandos e pesquisadores associados. Além da Shell e da USP, o projeto tem como parceiras as empresas Modecom, Technomar, Agronautica e Granper.

 

 

 

 

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Professora da UUniversidade de Oklahoma fala sobre Direito Internacional da Energia no IEE/USP

Palestra é aberta ao público, gratuita e marca o lançamento da terceira edição de Revista Energia, Ambiente e Regulação.

 

“Direito Internacional da Energia: Admirável Mundo Novo?” é o tema da palestra que a professora visitante da Faculdade de Direito da Universidade de Oklahoma, Carolina Arlota, fará no próximo dia 27 de novembro (quarta-feira) no Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP), na Cidade Universitária, em São Paulo. O evento é gratuito. Inscreva-se pelo e-mail rcgi.lex@usp.br

O Direito Internacional da Energia pode ser entendido como um novo ramo do Direito. Na palestra, será possível entender essa nova área a partir de recentes mudanças, como a modernização do Tratado Energy Charter (ECT) e a saída dos EUA do Acordo de Paris.

A palestrante, Carolina Arlota, atua na área de Direito Internacional, Arbitragem Internacional de Comércio e Investimento, Transações Comerciais Internacionais, Direito Comparado e Direito da União Europeia.

O evento faz parte das atividades do Projeto 21 do Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI), intitulado Serviço Jurídico Brasileiro de Normas do Gás e coordenado pela professora Hirdan Katarina de Medeiros Costa, com a participação do professor Edmilson Moutinho dos Santos, ambos vinculados ao Programa de Políticas de Energia e Economia do RCGI.

Durante a palestra também será lançada a terceira edição da Revista Energia, Ambiente e Regulação. Edições anteriores da Revista estão disponíveis no site http://rcgilex.com.br/

 

Serviço:

Direito Internacional da Energia: Admirável Mundo Novo?

Data: 27/11, das 14h às 16h

 

Local: Anfiteatro do prédio R do IEE (Av. Prof. Luciano Gualberto, 1289 – Cidade Universitária, Butantã, São Paulo)

Programação:

  • 14:00 – 15:00 Palestra Professora Carolina Arlota
  • 15:00 – 15:30 Mediação Professora Hirdan K Medeiros Costa
  • 15:30 – 15:45 Discussão e Perguntas
  • 15:45 – 16:00 Lançamento da 3ª Edição da Revista Energia, Ambiente e Regulação

 

 

Sobre o RCGI: O FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI) é um centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Shell. Conta com mais de 320 pesquisadores que atuam em 46 projetos de pesquisa, divididos em cinco programas: Engenharia; Físico/Química; Políticas de Energia e Economia; Abatimento de CO2; e Geofísica. O Centro desenvolve estudos avançados no uso sustentável do gás natural, biogás, hidrogénio, gestão, transporte, armazenamento e uso de CO2. Saiba mais em: https://www.rcgi.poli.usp.br/pt-br/

 

 

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RCGI busca bolsista de Engenharia Química para atuar na área de abatimento de carbono

O Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) e a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) estão com uma chamada aberta para bolsista de pós-doutorado na área Engenharia Química. A bolsa, no valor de R$ 6.819,30 mensais, tem duração de 18 meses e é concedida pela FUSP (Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo). As inscrições podem ser feitas até o dia 10 de novembro, clicando aqui.

Os candidatos devem estar familiarizados com técnicas de simulação, modelagem e otimização e devem ter concluído o doutorado após 2013. Atributos como inglês fluente, boa capacidade de comunicação e de realização de trabalho em equipe são necessários. Para mais informações, acesse a chamada.

O bolsista irá trabalhar na área de Abatimento e Utilização de CO2 junto ao projeto nº 32 do RCGI, que trata da utilização de dióxido de carbono como matéria-prima para gerar produtos de alto valor agregado com base em processos de conversão química. Os principais objetivos são estudar profundamente os processos de conversão de CO2, incluindo a modelagem, a simulação e a otimização desses processos de modo a avaliar novas rotas tecnológicas de processo e realizar posterior elaboração de projeto conceitual.

O projeto 32 do RCGI é coordenado pela professora Rita Maria de Brito Alves e pelo professor Cláudio Oller, ambos do departamento de Engenharia Química da Poli (PQI/POLI/USP).

 

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Regulação de captura de carbono no Brasil é tema  de um dos livros lançados pelo RCGI este mês

Obras trazem artigos de 33 autores entre pesquisadores e profissionais atuantes no mercado.

 

No próximo dia 23 de outubro (quarta-feira), uma das equipes do Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) lança duas obras na Livraria da Vila, em São Paulo: A Regulação do Gás Natural no Brasil, organizado pela professora Hirdan Katarina de Medeiros Costa, e Aspectos Jurídicos da Captura e Armazenamento de Carbono no Brasil, organizado por Hirdan e Raíssa Mendes Musarra. O lançamento acontece das 18h30 às 21h30, com a presença de alguns autores e autoras que assinam artigos nos dois livros. A Livraria da Vila fica na Alameda Lorena, 1731, Jardim Paulista.

“Os livros são resultados do esforço e empenho de toda a equipe de pesquisadores. Sem o trabalho árduo de todos e todas seria impossível realizar essas obras”, ressalta Hirdan, coordenadora do RCGILex, plataforma que aglutina e analisa os marcos legais e regulatórios aplicados ao setor brasileiro de gás natural. Ela foi concebida no âmbito do projeto 21 do RCGI.

O livro A Regulação do Gás Natural no Brasil traz 21 autores e 15 artigos. “Acompanhamos de perto todos os movimentos regulatórios da indústria do gás nos últimos anos, por isso o livro reflete a pesquisa mais apurada e recente do País. Contamos também com a contribuição de importantes profissionais que atuam no mercado”, diz a professora.

Já o livro Aspectos Jurídicos da Captura e Armazenamento de Carbono no Brasil traz 14 artigos escritos por 11 autores, pesquisadores e profissionais igualmente qualificados, e mostra os resultados da pesquisa do grupo sobre o tema ao longo de dois anos. “Conciliamos com excelência a academia e o cotidiano da indústria. Estou honrada em organizar essas obras e ter o apoio de profissionais e pesquisadores tão dedicados à causa da disseminação do saber e da expansão dos resultados da pesquisa e da educação para toda a sociedade.”

As obras foram editadas pela Editora Lumen Juris e poderão em breve ser adquiridas pelo site: https://lumenjuris.com.br/

 

Sobre o RCGI: O FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI) é um centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Shell. Conta com mais de 320 pesquisadores que atuam em 46 projetos de pesquisa, divididos em cinco programas: Engenharia; Físico/Química; Políticas de Energia e Economia; Abatimento de CO2; e Geofísica. O Centro desenvolve estudos avançados no uso sustentável do gás natural, biogás, hidrogénio, gestão, transporte, armazenamento e uso de CO2. Saiba mais em: https://www.rcgi.poli.usp.br/pt-br/

 

 

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RCGI lança mapas interativos com o potencial  de geração de energia do biogás em SP

Dividido em três grandes fontes para obtenção do gás – resíduos urbanos, resíduos de criação animal e setor sucroalcooleiro – o conjunto de mapas é uma ferramenta valiosa para o planejamento energético local.

 

O Fapesp-Shell-Research Center for Gas Innovation (RCGI) lançou um conjunto inédito de mapas interativos, disponível na internet, com o tema Biogás, Biometano e Potência Elétrica em São Paulo. Os mapas estimam o potencial de produção de biogás e biometano no Estado, e o potencial elétrico a partir do biogás, por município, de acordo com três grandes fontes de obtenção do gás: resíduos de criação animal, resíduos urbanos e setor sucroalcooleiro.

Os dados mostram que o potencial de energia elétrica gerada anualmente a partir de biogás em São Paulo é de 36.197 GWh, o que corresponde a 93% do consumo residencial no estado. O potencial anual de biometano poderia exceder em 3,87 bilhões de Nm3 o volume anual de gás natural comercializado ou substituir 72% do diesel comercializado.

“O setor sucroalcooleiro é o que apresenta o maior potencial de aproveitamento de biogás. Em dez municípios com maior concentração de resíduos, o potencial de biogás é de mais de 3 bilhões Nm3 na safra. Se fossem transformados em biometano, isso corresponderia a 65% do consumo de gás natural no estado. Ou 32.000 GWh, se fossem aproveitados na geração de eletricidade com biogás”, afirma a coordenadora do projeto, Suani Coelho, professora do Instituto de Energia e Ambiente da USP e integrante do RCGI.

Os mapas foram elaborados com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), da Associação Brasileira do Biogás (Abiogás), do Datagro, do Centro Internacional de Energias Renováveis (Cibiogás), da Sabesp e da Gasbrasiliano. Podem ser acessados em português ou inglês, e a manipulação deles é fácil e intuitiva.

Dados abrangentes – Além de informações relacionadas ao potencial de biogás e biometano no Estado, é possível saber onde estão os gasodutos, as linhas de transmissão de energia elétrica, as unidades de conservação, os pontos de entrega de gás existentes, entre outras informações importantes para o planejamento energético dos municípios.

O potencial total das três grandes fontes de obtenção do gás também se desdobra em outros mapas mais específicos. Por exemplo: o grupo “resíduos de criação animal” tem mapas específicos para suinocultura, bovinocultura e avicultura. O grupo “resíduos urbanos” também tem mapas distintos para o potencial dos aterros sanitários e o das estações de tratamento de esgoto. “E o setor sucroalcooleiro traz um mapa para a totalidade dos resíduos – vinhaça, torta de filtro e palha de cana –, e um somente para a vinhaça, que representa grande parte do potencial de obtenção de biogás, biometano e de geração de energia elétrica em São Paulo”, explica a professora Suani.

O projeto é fruto de longo trabalho da professora Suani na área, cujo primeiro fruto foi a publicação, em 2009, do Atlas de Bioenergia do Brasil, com informações sobre o potencial de aproveitamento de biomassa no Brasil por município e tipo de biomassa. O avanço para mapas interativos, com diversas camadas de informações, teve o suporte do RCGI, no qual a professora Suani é líder de um dos projetos. Além dela, integram a equipe do projeto atual as engenheiras Marilin Mariano dos Santos e Vanessa Pecora Garcilasso, com a colaboração do mestrando, Diego Bonfim de Souza.

Novas informações – O grupo de pesquisa pretende inserir novas bases de dados nos mapas. “Estamos realizando simulações com relação à injeção do biometano na rede para saber, por exemplo, qual seria o impacto na tarifa para os consumidores, o quanto se evitaria de emissões de gases de efeito estufa. Também estamos simulando qual seria o impacto da substituição do diesel por biometano na indústria sucroalcooleira.”, conta a professora.

Também está em andamento um projeto P&D com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Companhia Energética de São Paulo (Cesp). “O objetivo é elaborar o Atlas de Bioenergia para São Paulo, que não será focado apenas em biogás e biometano, mas também em biomassa sólida: bagaço de cana, resíduo florestal etc. Será elaborado um mapa interativo com os potenciais de geração de eletricidade, que deverá ser lançado no início de 2020.”

 

Os mapas interativos estão disponíveis em português e inglês.

 

Sobre o RCGI: O FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI) é um centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Shell. Conta com mais de 320 pesquisadores que atuam em 46 projetos de pesquisa, divididos em cinco programas: Engenharia; Físico/Química; Políticas de Energia e Economia; Abatimento de CO2; e Geofísica. O Centro desenvolve estudos avançados no uso sustentável do gás natural, biogás, hidrogénio, gestão, transporte, armazenamento e uso de CO2. Saiba mais em: https://www.rcgi.poli.usp.br/pt-br/

 

 

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RCGI promove Workshop sobre aumento do uso de gás natural e bem estar social

Produção mundial de gás natural vem crescendo desde a crise de 2009, segundo a International Energy Agency; no Brasil, governo tenta fomentar o mercado de GN

No dia 12 de agosto, a partir das 14h, o FAPESP Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) promove o Workshop “Perspectivas de aumento de uso de gás e impactos no bem estar social”. Os palestrantes serão Luis Antônio Bittar Venturi, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciência Humanas da USP e coordenador de um dos projetos do RCGI; Diogo Martins Teixeira, advogado associado ao esctitório Machado Meyer, especialista em direito aduaneiro e tributação indireta. O Professor Edmilson Moutinho dos Santos, coordenador do Programa de Políticas de Energia e Economia do RCGI será o mediador.

O evento é organizado pela equipe do RCGILex, coordenada pela professora Hirdan Medeiros Costa, e acontece na sede do RCGI, que fica no 1º andar do prédio da Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da USP (Av. Professor Mello Moraes, 2231 – Butantã, São Paulo). É gratuito e aberto ao público em geral. Para se inscrever, basta enviar email para rcgi.lex@usp.br.

“A exposição será dividida em duas partes: a primeira se refere às evidências concretas da perspectiva de aumento do uso do gás natural, em nível mundial e nacional. A segunda alude aos possíveis efeitos desse aumento no nível de bem estar social, com base em alguns parâmetros como segurança energética, qualidade do ar e custos”, resume Venturi.

De acordo com a International Energy Agency (IEA), a produção global de gás natural vem aumentando desde a crise econômica de 2009. Em 2017, bateu um novo recorde de 3.768 bilhões de metros cúbicos, um aumento de 3,6% em relação a 2016 e o maior desde 2010. Enquanto isso, no Brasil, com o advento das reservas do pré-sal, o governo tenta mais uma vez estabelecer diretrizes para um mercado mais pujante e competitivo. Recentemente, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) publicou a Resolução 16 visando a implementação do Novo Mercado de Gás, programa de nível federal com o objetivo de expandir a indústria de gás no País, com a adesão dos Estados.

O evento faz parte de uma série de palestras e workshops desenvolvidos há quase dois anos pela equipe mantenedora do RCGILex – um conjunto de produtos editoriais digitais usados para compilar e analisar os marcos legais e regulatórios aplicados ao setor brasileiro de gás natural, desenvolvido no âmbito do Projeto 21 do RCGI.

“Os workshops e palestras geram conteúdo que retroalimentam a ferramenta RCGILex, onde aglutinamos as normas e as comentamos. E também nos proporcionam o aumento de nossa rede de contatos, a interação com outros projetos do RCGI e a constante atualização de nossos conhecimentos”, afirma a professora Hirdan K. Medeiros Costa.

 

Sobre o RCGI: O FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI) é um centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Shell. Conta com 320 pesquisadores que atuam em 46 projetos de pesquisa, divididos em quatro programas: Engenharia; Físico/Química; Políticas de Energia e Economia; e Abatimento de CO2. São projetos que visam reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa (GEEs), em especial o CO2.

 

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Palestra aborda perspectivas atuais de regulação do setor do gás natural

Especialista do setor fala sobre a nova Resolução CNPE 16, sobre o papel da ANP e os preços do gás natural no Brasil; evento acontece na sede do RCGI, em São Paulo

 

Paulo César Ribeiro Lima, engenheiro com uma longa trajetória no setor de petróleo e gás natural, estará no FAPESP Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) no próximo dia 31 de julho, da 11 às 12 horas, ministrando a palestra “Perspectivas de regulação do gás natural no Brasil”. Ribeiro Lima foi consultor legislativo do Senado Federal e da Câmara dos Deputados por 15 anos, professor da Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COOPE/RJ), além de funcionário do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes).

Organizada pela equipe do RCGILex, coordenada pela professorta Hirdan Katarina de Medeiros Costa, a palestra acontece na sede do RCGI, no 1º andar do prédio da Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da USP (Av. Professor Mello Moraes, 2.231, Cidade Universitária, São Paulo). É gratuita e aberta ao público em geral. Para se inscrever, basta enviar e-mail para rcgi.lex@usp.br.

“Vou abordar a Resolução 16 do CNPE, o papel da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis – a ANP – na regulação do setor do gás e esmiuçar um pouco os motivos que fazem os preços do gás continuarem tão altos no Brasil”, resume Ribeiro Lima, que vem de Brasília também para participar de uma banca de doutorado de um dos pesquisadores do RCGI, em São Paulo.

Segundo ele, a ANP deveria ter uma postura mais assertiva na regulação do setor gasífero brasileiro. “A Agência aprova o plano de exploração dos campos sem considerar o aproveitamento econômico do gás. Isso, em outros países, seria inadmissível. A reinjeção de gás natural vem aumentando muito no Brasil. E o gás natural reinjetado não paga royalties. É como se não existisse. Isso, no final das contas, acaba prejudicando a própria União já que, nos contratos de partilha, por exemplo, parte do óleo e do gás natural extraídos pertence à União”, argumenta ele.

Novo mercado – Para Ribeiro Lima, a Resolução 16, recentemente editada pelo Conselho Nacional de Política Enrgética (CNPE) com as diretrizes para a implementação do Novo Mercado de Gás, vai na direção correta. Mas o mercado não resolverá, sozinho, os problemas do preço do gás natural, como apregoam integrantes do governo federal.

“Um bom exemplo: vendemos a NTS e a TAG, duas transportadoras de gás que pertenciam à Petrobras.  A TAG foi vendida por US$ 8,6 bilhões. Destes, mais de US$ 20 milhões foram emprestados dos bancos. Ou seja: as empresas terão de pagar esse dinheiro aos bancos. Quando forem apresentar suas planilhas de custo, irão argumentar que precisarão amortizar os US$ 8,6 bilhões e que precisarão pagar os bancos. Ou seja: acabou qualquer possibilidade de redução da tarifa de transporte de gás no Brasil.”

Privilégio – O evento faz parte de uma série de palestras e workshops desenvolvidos há quase dois anos pela equipe mantenedora do RCGILex – um conjunto de produtos editoriais digitais usados para aglutinar e analisar os marcos legais e regulatórios aplicados ao setor brasileiro de gás natural, desenvolvido no âmbito do Projeto 21 do RCGI.

“Trazer convidados de fora para dar palestras e workshops, enriquecendo o conteúdo de nossas publicações, é um dos objetivos do RGILex. Incentivamos o diálogo e a interação constante entre mercado e academia. O Paulo César é um especialista com uma experiência imensa no setor de óleo e gás, e muito prestígio no mercado. É um privilégio poder contar com ele”, afirma a professora Hirdan Katarina de Medeiros Costa.

 

Conheça o palestrante:

Paulo César Ribeiro Lima: Depois de se formar em engenharia, na Universidade Federal de Minas Gerais, foi aprovado em concurso da Petrobras, onde trabalhou por cerca de 16 anos. Atuou no Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), no desenvolvimento de tecnologias para exploração e produção de petróleo em águas profundas. Fez mestrado em engenharia na Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado na Universidade de Cranfield, na Inglaterra. Também foi professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE) e do Instituto de Ensino Superior Planalto. Em 2002, fez concurso para consultor legislativo do Senado e da Câmara dos Deputados para Economia-Minas e Energia, sendo aprovado em ambos. Ao longo dos seus 15 anos de trabalho como consultor legislativo, participou ativamente do processo legislativo no Congresso Nacional, com destaque para os novos marcos legais do pré-sal, dos royalties para a educação e saúde, dos biocombustíveis, do setor elétrico e do setor mineral.

 

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