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Plataforma virtual permite o compartilhamento de insumos para a pesquisa em todo o País

Batizada de SociaLab, a plataforma é gratuita e visa combater o desperdício de materiais em laboratórios de pesquisa e acelerar o trabalho científico.

Já está em operação a Plataforma SociaLab que possibilita aos pesquisadores de todo o Brasil doar ou receber gratuitamente reagentes químicos e outros insumos de pesquisa. Iniciativa do pesquisador Lucio Freitas-Junior, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), a plataforma visa combater o desperdício de material e acelerar o tempo de execução da pesquisa.

Para doar ou verificar a disponibilidade do insumo desejado, basta entrar em contato pelo e-mail compartilhesocialab@gmail.com. A plataforma, lançada há menos de um mês, já tem cadastrados cerca de 100 laboratórios e vem viabilizando trocasentre eles. Em breve, esse cadastramento será feito diretamente no site, que está em fase final de ajustes. “Nossa proposta é buscar a adesão de laboratórios de todas as regiões do País para promover trocas de reagentes e insumos diversos, como estoque de linhagens celulares e outros materiais biológicos para cultivo – linhagens de células de mamíferos, insetos, bactérias, fungos, protozoários e vírus”, explica Freitas-Junior.

A plataforma também vai ser usada para pesquisas sobre o uso de insumos. Levantamento preliminar mostra que do total de reagentes adquiridos pelos laboratórios apenas 20% são utilizados dentro do prazo de validade. O restante (80%) acaba sendo descartado. “Além do desperdício e do custo adicional do descarte apropriado, há um prejuízo enorme para a pesquisa brasileira”, destaca Freitas-Junior. A maioria dos pesquisadores também afirma que já teve um trabalho científico interrompido por falta de insumos. “Todos saem perdendo: a universidade, que precisa gastar dinheiro para eliminar os reagentes; o pesquisador que está com os reagentes vencidos em mãos e o pesquisador que não tem acesso ao material”, afirma Freitas-Junior.

Segundo ele, uma das propostas é trabalhar em parceria com as universidades, possibilitando aos pró-reitores de pesquisa ter acesso aos inventários dos laboratórios das instituições. “Estamos trabalhando para organizar os estoques das universidades em um só lugar virtual, para que elas tenham uma visão geral do que possuem e assim acelerar a colaboração entre as instituições do País.”

 

Sobre a SociaLab: O projeto da plataforma SociaLabvem sendo desenvolvido há dois anos, sob a coordenação do pesquisador Lucio Freitas-Junior, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), em parceria com dois alunos do curso de Ciências Moleculares da USP, Fernando Tocantins e Matheus Morroni, e com duas empresas juniores: Poli Júnior, da Escola Politécnica da USP, e Júnior Conpec, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O site da plataforma, que será armazenado em nuvem, foi desenvolvido para comportar grande número de acessos simultaneamente. Além de estar em sintonia com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), a plataforma garante a privacidade dos usuários.

 

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Por Acadêmica
Instituto Pasteur inaugura Plataforma Científica na USP

Instalada na Cidade Universitária, em São Paulo, com o apoio do governo francês, a Plataforma terá 17 laboratórios de pesquisa focados em estudo de patógenos para prevenção de epidemias, atuando como uma célula de intervenção de urgências.

 

No dia 4 de julho, o Instituto Pasteur, fundação francesa de pesquisa em prevenção e tratamento de doenças infecciosas, irá inaugurar na Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista, a Plataforma Científica Pasteur-USP. Localizada no Centro de Pesquisa e Inovação Inova USP, em uma área de 1.700 m², a plataforma será composta por 17 laboratórios. Nela irão funcionar os primeiros laboratórios de pesquisa de nível de biossegurança 3 equiparáveis aos parâmetros internacionais, onde serão estudados patógenos de alto risco. O investimento previsto é de cerca de R$ 40 milhões, sendo R$ 15 milhões em equipamentos.

A partir de uma parceria científica entre o Pasteur, a USP e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), assinada em junho de 2015, na plataforma serão desenvolvidas pesquisas voltadas para o estudo de agentes patogênicos emergentes, cujas infecções podem provocar danos no sistema nervoso central, como os vírus da zika, dengue, febre amarela e influenza, além de protozoários como os tripanosomas causadores da doença do sono. O principal objetivo será desenvolver métodos para prevenir epidemias dessas doenças.

“Nos últimos 80 anos, não houve uma iniciativa como essa na USP. Estamos trabalhando a internacionalização da pesquisa, do ensino e da inovação”, destaca Luís Carlos Ferreira, diretor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. Ele irá coordenar a plataforma ao lado de Paola Minoprio, diretora de Pesquisa do Instituto Pasteur, que veio para o Brasil com esta incumbência.

Segundo Paola Minoprio, a escolha da USP para sediar a plataforma foi feita com base na relevância e no impacto global da instituição em termos de pesquisa científica. “Além disso, as linhas de pesquisa do Pasteur são muito semelhantes às do ICB-USP e os dois institutos já desenvolvem projetos colaborativos”, explica. Os institutos têm em comum pesquisas nas áreas de Imunologia, Biologia Celular, Microbiologia e Parasitologia.

 

 

Biossegurança – Dos 17 laboratórios da plataforma, quatro serão de biossegurança nível 3 (NB3) para estudo de microrganismos que representam alto risco individual e risco moderado para a comunidade. Ou seja, que transmitem e causam doenças potencialmente letais, mas que têm medidas de prevenção e tratamento conhecidas. As instalações de 200 m2 são compostas individualmente por três câmaras pressurizadas para garantir a contenção, e têm acesso controlado. Os pesquisadores que atuarão na plataforma também passarão por um treinamento de procedimentos de segurança.

Oito pesquisadores de nível sênior já foram selecionados pelos parceiros. São eles: Paola Minoprio (Instituto Pasteur de Paris – departamento de Global Health), Paolo Zanotto (ICB-Microbiologia), Edison Durigon (ICB-Microbiologia), Patrícia Beltrão Braga (USPLeste/ICB), Jean Pierre Peron (ICB-Imunologia), Eduardo Massad (FM-USP), Helder Nakaya (FCF-USP) e Pedro Teixeira (ENSP-Fiocruz). Todos manterão suas vinculações às unidades de origem e dedicarão parte de suas pesquisas à plataforma. A partir de 2020, serão selecionados anualmente mais três grupos de jovens pesquisadores para integrar a equipe. No total, espera-se que a plataforma tenha de 80 a 100 pesquisadores.

Rede internacional – O Instituto Pasteur possui atualmente 32 centros em 26 países, integrantes da Rede Internacional do Instituto Pasteur (RIIP), cuja próxima reunião regional abrigará o evento de inauguração da Plataforma Científica Pasteur-USP. Entre os dias 3 e 5 de julho, pesquisadores de diversos países estarão presentes na USP para discutir assuntos relacionados à biomedicina, como doenças emergentes na América Latina, intervenções multidisciplinares para controle da Zika e estratégias de combate à resistência a antibióticos.

A realização do evento conta com o apoio da Embaixada da França no Brasil e a Delegação regional francesa de cooperação para América do Sul sedada no Chile, da Associação Internacional do Pasteur, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da Thermo Fisher Scientific, empresa de desenvolvimento de produtos biotecnológicos, que também fornecerá parte dos equipamentos dos laboratórios da Plataforma.

 

Sobre o Instituto Pasteur: Fundado em 1887, o Instituto Pasteur, sediado em Paris, é um centro de pesquisa biomédica reconhecido internacionalmente e vencedor de 10 Prêmios Nobel. Com 23 mil pesquisadores trabalhando para a sua rede internacional, possui 130 unidades de pesquisa somente no Instituto parisiense, divididas em 11 departamentos de pesquisa cujo principal objetivo é fazer estudos colaborativos e inovadores que melhorem a saúde mundial em termos de prevenção e tratamento de doenças. Outro pilar do Pasteur é a educação: seu centro educativo recebe anualmente 900 alunos e oferece 45 programas de doutorado e pós-doutorado e 26 programas de estágio.

 

Sobre o ICB-USP: Considerado uma das melhores instituições de nível superior do Brasil em sua área, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) é referência internacional em pesquisa básica e translacional. Nos seus mais de 150 laboratórios são desenvolvidos projetos de pesquisa de alta qualidade e impacto social em saúde humana e animal. Com seis programas de pós-graduação próprios e outros três programas multi-institucionais, o ICB tem uma equipe de 167 docentes e 266 técnicos administrativos e de laboratório, em associação com 113 pesquisadores pós-doutores e 819 alunos de pós-graduação. Seus docentes têm alta produtividade científica com cerca de 600 publicações anuais em periódicos com alto fator de impacto. O ICB representa a sexta unidade da USP em número de pedidos de patente depositados no INPI e está entre as três primeiras unidades de pesquisa no Estado de São Paulo com mais recursos captados junto à FAPESP.

 

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Por Acadêmica
USP inaugura laboratório de processos catalíticos

Um dos objetivos é desenvolver catalisadores para reações que utilizam CO2 como matéria prima; RCGI ajudou a custear as novas instalações.

No próximo dia 12 de julho será inaugurado, em São Paulo, o Laboratório de Pesquisa e Inovação em Processos Catalíticos – LaPCat, do Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (PQI-POLI-USP). O evento acontece das 10h ao meio dia e começa com uma apresentação feita pelos professores Martin Schmal, Rita Maria de Brito Alves e Cláudio Augusto Oller do Nascimento, da Poli-USP, no Anfiteatro Priscila Aya Shimizu, no Bloco 19 do PQI, no Conjunto das Químicas, Campus Butantã. Na sequência, será realizada uma visita guiada ao laboratório e, após o “tour”, um coquetel será oferecido para os convidados.

As instalações ficam no andar térreo do edifício conhecido como Semi Industrial (Bloco B), anexo ao Conjunto das Químicas da USP, em uma área de 400 m² que também abriga o Laboratório de Polímeros, coordenado pelo professor Reinaldo Giudici. “Fizemos uma reforma e uma área comum aos dois grupos de pesquisa: polímeros e processos catalíticos. Ela abriga espaços de preparação, calcinação, caracterização física, térmica, química e in-situ etc. Separadamente, cada um dos grupos tem espaços exclusivos. Temos também uma área para instalação futura de plantas piloto”, resume a professora Rita.

Integrante do FAPESP Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI), ela explica que no novo laboratório são desenvolvidos catalisadores para algumas reações e processos, como a tri-reforma do metano para produção de gás de síntese (syngas) para uso como matéria prima para combustíveis e produtos químicos, a reação de Fischer-Tropsch para produção de combustíveis, hidrocarbonetos leves e olefinas, a reação conhecida como Water Gas Shift para produção de hidrogênio, e a reação de hidrogenação de COpara produção de DME (Dimetil Éter), que pode ser utilizado como combustível.

“O diferencial é o estudo de novos materiais para o desenvolvimento de catalisadores. O uso desses insumos para elaboração de catalisadores é muito recente no mundo”, enfatiza o consultor do laboratório e especialista em catálise, Martin Schmal, professor colaborador da Poli-USP. De acordo com ele, essas tecnologias de catálise ainda não estão sendo usadas pela indústria. “Os estudos estão avançando e acreditamos que elas têm futuro.”

A maior parte da verba para reformar o Laboratório de Pesquisa e Inovação em Processos Catalíticos veio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). A Shell, por meio do RCGI, também ajudou a custear parte das instalações, que receberam, ainda, verba oriunda de outros projetos desenvolvidos pela equipe que coordena o espaço.

Abatimento de CO2 – Tanto a tri-reforma do metano como a produção de DME utilizam CO2 como matéria prima e, por isso, podem ser consideradas como iniciativas de CCU (Carbon Capture and Utilization). A CCU vem sendo apontada como um dos caminhos promissores para a redução das emissões globais de CO2.

Segundo Rita, o CO2 usado como matéria prima pelas reações estudadas pode vir de diversas procedências, entre elas o pré-sal, que tem um gás natural rico em CO2; uma termoelétrica; ou o biogás. “Muitos grupos de pesquisa estão investigando processos para transformar o CO2 em produtos de alto valor agregado. Assim, ele passa de resíduo a matéria prima”, diz ela.

“Há vários estudos sobre a obtenção de produtos de alto valor agregado a partir de biomassa, por exemplo. Mas é preciso purificar os produtos obtidos. E, para isso, muitas vezes são necessários catalisadores específicos”, ressalta Schmal.

Ele lembra que o LaPCat é multiusuário, aberto aos pesquisadores da USP e de outras universidades, mas também a parcerias com a iniciativa privada por meio de projetos de pesquisa. “Temos condições de fazer estudos aplicados para a indústria. Já fomos procurados por uma empresa química de São Paulo, para fazer um projeto. Estamos delineando os termos”, adiantou ele.

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