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Nanoestruturas lipídicas desenvolvidas no ICB-USP podem ampliar a eficácia de medicamentos e reduzir efeitos colaterais

As novas partículas de entrega permitem que o fármaco aja por mais tempo no organismo. Testes foram realizados in vitro e em modelos animais infectados pelo Plasmodium falciparum e Plasmodium berghei, causadores da malária.

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) desenvolveram um método de entrega que pode aumentar o potencial terapêutico de fármacos e vacinas: nanoestruturas lipídicas que se atraem por pontes de hidrogênio. A técnica foi criada pelo pós-doutorando Wesley Luzetti Fotoran, que atua no laboratório do professor Gerhard Wunderlich, do Departamento de Parasitologia. Fotoran modificou partículas desenvolvidas pelo grupo de pesquisa do professor Darrell Irvine, do MIT (Massachusetts Institute of Technology, EUA).

Originalmente, as partículas americanas possuem múltiplas camadas e ligações covalentes. Ao trocar as ligações por pontes de hidrogênio, Fotoran criou partículas cinco vezes menores, com menos camadas, e que se atraem mutuamente. “Isso faz com que o fármaco ou o antígeno se estabilize no interior das partículas. Além de permitir que o medicamento aja por mais tempo no organismo, as nanoestruturas também ajudam a diminuir os seus efeitos colaterais, uma vez que diminuem a dose necessária para tratamento em 50%”, explica.

Esses resultados foram obtidos através de testes em camundongos infectados com malária murina. Para tratá-los, o grupo utilizou as novas partículas para “entregar” um medicamento clássico contra a doença, a cloroquina, através de injeção. Com isso, o seu efeito foi ampliado por cinco dias. A cloroquina já não é mais usada para tratar a malária, devido à resistência, mas é um tratamento adjuvante para alguns tumores, como o melanoma. “O método é vantajoso porque pode ter o mesmo mecanismo de ação para outras doenças, não apenas para malária”, destaca. Em outros testes, o grupo utilizou a artemisinina, atualmente utilizada contra malária, e observou resultados similares.

Métodos de entrega – Após o longo processo de identificar substâncias potencialmente terapêuticas e desenvolver um fármaco ou vacina, é necessário encontrar o método de entrega ideal para aquele agente terapêutico (via oral, respiratória, intradérmica etc). Nesta etapa, segundo o pesquisador, os cientistas podem enfrentar uma série de obstáculos, tais como: baixa estabilidade em organismos vivos, necessidade de altas doses para que seja efetivo e efeitos colaterais que impedem a sua administração em seres humanos.

De acordo com Fotoran, as partículas originais do MIT também têm efeito e são funcionais porque vão se desfazendo em partículas menores. “No meu caso, eu entrego direto um conjunto de estruturas menores, que chegam rapidamente ao alvo e permanecem nele por mais tempo. A grande vantagem dessas nanoestruturas é a pluralidade de aplicações – é possível utilizá-la para qualquer tipo de agente terapêutico”, ressalta o pesquisador. O próximo passo é testar as partículas em outros modelos e

verificar se a técnica apresenta limitações. Segundo o grupo, ainda não é possível prever quando o método chegará ao mercado, pois é necessário realizar mais testes in vivo.

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ATENDIMENTO À IMPRENSA Acadêmica Agência de Comunicação Assessoria de imprensa do Instituto de Ciências Biomédicas da USP Aline Tavares – aline@academica.jor.br (11) 3091-0874 Angela Trabbold – angela@academica.jor.br / (11) 99912-8331 / 5081-5237 / 5549-1863

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Conheça as 20 tecnologias mais promissoras do Instituto de Ciências Biomédicas da USP

Sensor para rastreamento de câncer de mama, biofármaco para tratamento de doenças autoimunes e nova terapia para melanoma são algumas das soluções que serão apresentadas no dia 12 de dezembro, em São Paulo.

Uma parceria entre o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e a Emerge, organização que apoia cientistas empreendedores no Brasil, resultou em um mapeamento das 20 tecnologias mais promissoras desenvolvidas por pesquisadores do instituto. Os trabalhos selecionados serão apresentados durante o Showcase de Biotechs dos Laboratórios do ICB-USP, no dia 12 de dezembro, às 17 horas, no Inovabra (Av. Angélica, 2529, Bela Vista – São Paulo). As inscrições são obrigatórias e gratuitas e podem ser realizadas neste site.

Voltado para empresas, o evento busca promover a cooperação entre academia e indústria. Foram selecionados projetos de pesquisa com base na maturidade tecnológica e no potencial de mercado. Grande parte dos estudos envolve novas perspectivas de diagnóstico e tratamento de doenças.

Entre as tecnologias que serão apresentadas, estão um sensor para rastreamento e diagnóstico de câncer de mama; um novo teste de diagnóstico da dengue; uma nova terapia alvo direcionada para melanoma, mama e sarcoma; um potencial biofármaco para tratamento de doenças autoimunes e uma estratégia para “ensinar” o sistema imune a reconhecer e combater células tumorais.

Serviço:

Showcase de Biotechs dos Laboratórios do ICB-USP

12 de dezembro, das 17h às 21h

Auditório do Inovabra (Av. Angélica, 2529, 10º andar , Bela Vista – São Paulo, SP). Inscreva-se aqui

Sobre o ICB-USP: Considerado uma das melhores instituições de nível superior do Brasil em sua área, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) é referência internacional em pesquisa básica e translacional. Nos seus mais de 150 laboratórios são desenvolvidos projetos de pesquisa de alta qualidade e impacto social em saúde humana e animal. Com seis programas de pós-graduação próprios e outros três programas multi-institucionais, o ICB tem uma equipe de 167 docentes e 266 técnicos administrativos e de laboratório, em associação com 113 pesquisadores pós-doutores e 819 alunos de pós-graduação. Seus docentes têm alta produtividade científica com cerca de 600 publicações anuais em periódicos com alto fator de impacto. O ICB representa a sexta unidade da USP em número de pedidos de patente depositados no INPI e está entre as três primeiras unidades de pesquisa no Estado de São Paulo com mais recursos captados junto à FAPESP.

Sobre a Emerge – Criada em 2017, a Emerge é uma organização cujo objetivo é fomentar a inovação de base científica no Brasil, impulsionando projetos da bancada até o mercado. Para isso, proporciona o acesso de grandes corporações à tecnologia desenvolvida em universidades e centros de pesquisa, oferecendo um mapeamento estratégico das pesquisas mais promissoras e apresentando-as em eventos para empresas.

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ATENDIMENTO À IMPRENSA Acadêmica Agência de Comunicação Assessoria de imprensa do Instituto de Ciências Biomédicas da USP (11) 5549-1863 / 5081-5237 Angela Trabbold – angela@academica.jor.br / (11) 99912-8331 Aline Tavares – aline@academica.jor.br (11) 3091-0874

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Por Acadêmica
Nova técnica mede a resposta imunológica  de pacientes com câncer de mama

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da USP conseguiram calcular quantos linfócitos T são específicos para combater o tumor. O estudo abre caminho para entender por que pacientes têm respostas diferentes aos tratamentos.

 

Um estudo do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) conseguiu verificar quantos linfócitos T – células do sistema imunológico – são capazes de reconhecer e combater o câncer de mama, a partir da adaptação de uma técnica desenvolvida pela pesquisadora italiana Federica Sallusto, a biblioteca de linfócitos T. Com a descoberta, é possível avaliar individualmente a resposta imunológica de cada paciente e buscar novas alternativas para melhorá-la. A pesquisa é fruto do doutorado de Mariana Pereira Pinho, orientada pelo professor José Alexandre Barbuto, do Laboratório de Imunologia de Tumores.

Um dos focos do laboratório é a imunoterapia, que consiste em utilizar métodos para potencializar a própria resposta imunológica do indivíduo a determinada doença. “A imunoterapia funciona bem para vários tipos de tumor, mas apenas cerca de 30% dos pacientes se beneficiam. Com a técnica, nós conseguimos saber se o paciente apresenta uma resposta imunológica natural ao tumor e o quanto ele responde. Isso nos ajuda a entender melhor as imunoterapias e saber o quanto elas são efetivas para cada paciente”, explica a pesquisadora.

Segundo Mariana Pinho, a biblioteca de linfócitos T adaptada também pode ser aplicada em outros tipos de câncer. Na técnica original, são realizados testes in vitro nos quais é possível observar quantos linfócitos T proliferam ao entrar em contato com células apresentadoras de antígenos, identificando quais deles são específicos para combater tais antígenos. Mas a técnica não funcionava bem para tumores, então precisou ser adaptada pela pesquisadora.

“Em nosso ensaio, utilizamos a célula dendrítica, pois é considerada a célula apresentadora de antígeno mais potente entre as conhecidas. Para detectar a proliferação das células, utilizamos um corante que nos permite visualizar um único linfócito T se dividindo, mesmo que ele se divida poucas vezes – que é o caso de sua resposta frente às células tumorais”.

Outras aplicações – A nova técnica será uma grande aliada às outras pesquisas do laboratório coordenado pelo professor José Alexandre Barbuto, como as vacinas terapêuticas para glioblastoma, um dos tumores mais agressivos do sistema nervoso central. A vacina, que já está sendo testada em pacientes, utiliza células dendríticas para melhorar a resposta do sistema imunológico ao câncer. Essas células são responsáveis por apresentar agentes estranhos no organismo, para serem combatidos pelas células de defesa. O tratamento faz com que as células do paciente reconheçam o tumor como um problema, aumentando o número de linfócitos T específicos para combatê-lo.

 

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Diagnóstico sorológico específico para Zika é desenvolvido pelo ICB-USP

 O novo kit sorológico IgG, recém aprovado pela ANVISA para comercialização, é capaz de identificar se o indivíduo já contraiu Zika sem apresentar reação cruzada com o vírus da dengue.

                                    

Uma das principais demandas surgidas após a epidemia do vírus Zika no Brasil, que ocorreu entre 2015 e 2016, foi o desenvolvimento de um teste sorológico que permitisse responder se uma pessoa fora infectada pelo Zika mesmo após ter sido infectada pelos vírus da dengue – que compartilham grande semelhança genética e imunológica com o Zika. Nos últimos dois anos, um grupo de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) tem trabalhado neste desafio e desenvolveu um kit de sorologia para detecção de anticorpos (IgG) específico para o vírus Zika.

Trata-se de um diagnóstico que identifica se o indivíduo já teve contato com o vírus, mesmo em regiões endêmicas para o vírus da dengue. A pesquisa contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) resultou em um pedido de patente, licenciado pela empresa AdvaGen Biotec e recentemente aprovado pela ANVISA para uso comercial. O kit com 96 testes já está sendo comercializado pela empresa e é voltado principalmente para mulheres em fase fértil e para estudos epidemiológicos que visem determinar pessoas que já foram expostas ao vírus. O produto foi testado em cerca de 3.200 mulheres de todo o Brasil.

De acordo com Luís Carlos de Souza Ferreira, diretor do ICB-USP e um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo, o kit identifica a presença do IgG – anticorpo produzido por indivíduos que já contraíram Zika e que permanece no organismo mesmo após a infecção, conferindo imunidade. “Como os vírus da dengue e Zika são muito parecidos, os testes de sorologia disponíveis hoje no mercado podem dar resultados falsos positivos ou falsos negativos, o que dificulta ou impede o diagnóstico preciso em regiões endêmicas para esses vírus”, explica.

          Diferencial – Os pesquisadores do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas do ICB, coordenado pelo professor Luís Carlos Ferreira, criaram e analisaram diversas proteínas recombinantes do Zika, avaliaram seu desempenho em testes de diagnóstico e encontraram um fragmento de uma proteína do vírus capaz de evitar a reação cruzada com os vírus da dengue. O teste possui 95% de especificidade para Zika, enquanto os outros do mercado possuem até 75%.

Segundo o pesquisador Edison Luiz Durigon, especialista em virologia que também participou do estudo, a principal vantagem do novo kit é a de facilitar o acompanhamento de gestantes e prevenir a microcefalia em bebês, principal consequência do vírus. Caso a mulher seja infectada só no período final da gestação, o bebê ainda corre o risco de desenvolver problemas neurológicos.

Baseado na técnica de ELISA, o kit também será útil para estudar a prevalência do Zika, uma vez que a maioria das pessoas infectadas pelo vírus não apresenta sintomas. Muitas vezes, as mulheres podem estar infectadas sem saber e passar o vírus para o feto. “Algumas crianças podem nascer sem microcefalia, mas ter lesões ‘invisíveis’ no cérebro. Até identificar o problema, o indivíduo já pode ter desenvolvido problemas cognitivos severos”, explica Durigon.

Com a disponibilização do kit, as gestantes poderão ser acompanhadas ao longo da gravidez e descobrir se contraíram o vírus durante esse período. Se esse for o caso, o intuito é promover um acompanhamento precoce para a criança como forma de melhorar o seu prognóstico. Já aquelas previamente infectadas pelo vírus estão imunes a novas infecções.

 

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Reversina: a nova esperança para tratar leucemia em adultos e idosos

Especialistas do ICB-USP realizaram testes in vitro com modelos de células humanas e observaram que o fármaco foi capaz de reduzir o crescimento do tumor, ao inibir proteínas específicas responsáveis por sua proliferação.

 

A reversina é uma molécula, ainda sem utilidade clínica, que tem sido estudada por vários grupos de pesquisa para tratar diferentes tipos de câncer. Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) testaram a molécula em modelos in vitro de um tipo específico de leucemia, a neoplasia mieloproliferativa, que acomete indivíduos entre 50 e 70 anos. O grupo descobriu que o tratamento com a reversina é capaz de frear o crescimento da célula tumoral e levá-la à morte.

O estudo foi conduzido pelo grupo de pesquisa do professor João Agostinho Machado-Neto, em colaboração com a Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, e foi recentemente publicado na revista Scientific Reports. Inicialmente, segundo ele, buscou-se identificar marcadores que contribuíssem para a progressão da doença e, ao analisar 84 alvos, dois chamaram a atenção: as proteínas Aurora-quinase A (AURKA) e Aurora-quinase B (AURKB), bem conhecidas por auxiliar na proliferação das células tumorais. Ao tratá-las com um medicamento convencional contra leucemia (ruxolitinibe), os pesquisadores observaram que o tratamento reduz a expressão dessas proteínas.

“A próxima pergunta foi: qual de fato é a contribuição das Aurora-quinases para o crescimento do tumor?”, diz Machado-Neto. Ele explica que o fármaco disponível no mercado inibe a proteína JAK2, cuja mutação ativa as Aurora-quinases e contribui nesse tipo de leucemia. O grupo, então, optou por inibir diretamente as Aurora quinases utilizando a reversina. “As células responderam muito bem à reversina. Dependendo da dose, foi possível reduzir o tumor in vitro de forma significativa e levar as células tumorais à apoptose [morte]”. Isso ocorre porque a inibição das proteínas impede que as células se proliferem, entrando na chamada “catástrofe mitótica”.

Novas terapias – A leucemia é um câncer de difícil tratamento e com alta taxa de mortalidade. Embora tenha um bom prognóstico em crianças, é mais grave em indivíduos adultos: cerca de 60% a 80% dos pacientes morrem em 5 anos. Outro agravante, segundo o pesquisador, é que a única opção de cura para a maioria dos casos é o transplante de medula óssea, que funciona em metade dos pacientes. Pacientes com mais de 60 anos são raramente elegíveis para esse procedimento, o que dificulta o seu tratamento.

A melhor terapia disponível atualmente para a neoplasia mieloproliferativa é o ruxolitinibe – no entanto, cerca de metade dos pacientes apresenta resposta insatisfatória a esse fármaco. “A reversina talvez seja uma opção para os pacientes que não respondem ao tratamento convencional. No entanto, ainda é necessário testá-la em animais para verificar a sua toxicidade e garantir que ela seja segura para testes clínicos – processo que costuma demorar alguns anos. Pretendemos iniciar os testes em animais no próximo ano”, destaca Machado-Neto.

Outros inibidores de proteínas quinases, que já estão em testes clínicos, inibem somente a AURKA ou a AURKB – o diferencial da reversina é a capacidade de inibir ambas.

Respostas diferentes – Os pesquisadores utilizaram dois modelos de células para testar a reversina: um deles respondeu muito bem e, o outro, respondeu menos. Para este caso, foi necessária uma dose maior de reversina para obter os mesmos resultados do primeiro e conseguir inibir as proteínas quinases. Diante disso, em parceria com o Hospital Albert Einstein, o grupo também fez uma análise molecular utilizando um grande painel de genes relacionados a morte celular e identificou seis genes que podem influenciar na resposta à reversina. “A partir desses dados, queremos testar futuramente se a resposta ao fármaco pode mudar caso o paciente ou animal tenha a expressão aumentada desses genes”.

 

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Uso de microRNAs pode combater desgastes do músculo

Um grupo de pesquisadores do ICB-USP desenvolveu uma tecnologia que promove o ganho de força e previne a atrofia muscular, muito comum em idosos ou pessoas com lesões no músculo. Testes em animais têm sido promissores.

O bom funcionamento do tecido muscular esquelético é importante para prevenir quedas e fraturas ósseas, problemas frequentes em indivíduos idosos ou com debilidades nos músculos. Uma técnica desenvolvida pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), recentemente patenteada, pode ajudar a aumentar o tamanho e a força do músculo, além de prevenir a atrofia muscular. Coordenado pelo pesquisador Anselmo Moriscot, o grupo analisou um conjunto de microRNAs e identificou um tipo capaz de auxiliar no controle da massa muscular: o microRNA-29c.

MicroRNAs são pequenos RNAs que não codificam proteína, mas se ligam aos RNAs mensageiros e inibem a sua atividade. Utilizando ferramentas de bioinformática, os pesquisadores analisaram os genes que estavam sendo expressos no músculo em diferentes situações experimentais e a sua relação com os microRNAs. Após identificarem o microRNA-29c como um bom candidato no controle de massa muscular, realizaram testes em animais para verificar a sua atividade no músculo tibial anterior.

Para isso, o grupo criou um plasmídeo (molécula circular de DNA), no qual clonou a sequência desse microRNA. Em seguida, injetou essa solução no músculo e, após cerca de 20 minutos, realizou estímulos elétricos, com o intuito de hiperexpressar o microRNA-29c. “Em 30 dias, a técnica proporcionou 40% de aumento da massa muscular e 40% de ganho de força. Ainda não há previsão de testes clínicos [em pacientes], mas os resultados preliminares mostram que, além de expressar os genes envolvidos na hipertrofia, o microRNA-29c foi capaz de inibir aqueles responsáveis pela atrofia”, explica o professor Anselmo Moriscot.

A partir da descoberta, os pesquisadores clonaram nos plasmídeos diversas combinações, utilizando não só o microRNA-29c, mas também o A e o B, além de algumas mutações. A pesquisa, cujo primeiro autor foi o pós-doutorando William Silva, foi publicada na revista científica Acta Physiologica e teve apoio da FAPESP.

Aplicações – Segundo Moriscot, a intenção é que, a longo prazo, a tecnologia seja aplicada para a melhoria do estado trófico do músculo esquelético em indivíduos com debilidade muscular, decorrente de lesões nervosas periféricas, lesões ortopédicas, imobilização prolongada de membros, uso prolongado de corticoides, envelhecimento, entre outros fatores.

Para os próximos passos, o grupo de pesquisa pretende testar a eficiência dessa estratégia terapêutica em situações clínicas, como a caquexia, ainda utilizando modelos animais. Trata-se de uma síndrome que acomete pacientes oncológicos, que provoca uma súbita perda de peso, tanto de gordura como de massa muscular.

 

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Inaugurado novo laboratório NB3 no ICB-USP

 

Especialistas do Instituto de Biologia e do Instituto de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear do Exército brasileiro se reuniram para conhecer a nova instalação.

 

Ontem (12/9), o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) foi palco de discussão de ciência, tecnologia, terrorismo alimentar e ações de defesa biológica durante o Simpósio Estratégico sobre Biodefesa Microbiológica, que celebrou a inauguração do Laboratório de Nível de Biossegurança 3 (NB3), do Departamento de Parasitologia. O evento contou com a presença de pesquisadores do instituto e membros do Exército brasileiro.

Durante a abertura, o diretor do ICB-USP, Luís Carlos de Souza Ferreira, ressaltou a importância da parceria entre a academia, o exército e o setor privado. Para ele, o cenário atual torna necessário que a universidade encontre novos meios de se comunicar com a sociedade. “As forças armadas representam uma alavanca de desenvolvimento tecnológico na sociedade. Podemos trabalhar juntos na missão de desenvolver a ciência e proporcionar uma melhor qualidade de vida a todos”.

Segundo o general Sinclair James Mayer, chefe do escritório do Sistema Defesa-Indústria-Academia (SISDIA), o Exército e o Instituto possuem áreas comuns de interesse, como biossegurança e doenças tropicais, e isso deve ser aproveitado para o desenvolvimento de projetos colaborativos.

Biodefesa – No evento, a capitã Jacqueline Salgado, do Instituto de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear do Exército brasileiro (IDQBRN), citou uma série de casos de contaminação intencional que já ocorreram no mundo e falou sobre o papel do IDQBRN nesse âmbito. “Nós temos um laboratório de defesa biológica e uma área destinada ao desenvolvimento de biossensores para identificar possíveis ameaças nos alimentos”, contou.

Já o major Marcos Dornellas, do Instituto de Biologia do Exército (IBEx), destacou a importância de um trabalho coletivo em defesa biológica. O IBEx possui um laboratório NB2, NB3 e laboratórios de biologia molecular e genética. Também conta um programa de mestrado de Biotecnologia em Defesa Biológica, recentemente aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Laboratório de ponta – No ICB-USP, a construção do laboratório NB3 foi inteiramente planejada e coordenada pelo professor Carsten Wrenger. O laboratório terá, a princípio, duas linhas de pesquisa: uma focada em malária, pelo grupo de Wrenger, e outra focada na bactéria intracelular Rickettsia rickettsii, pelo grupo da professora Andréa Cristina Fogaça. A malária é uma doença infecciosa febril aguda que acomete mais de 150 mil brasileiros por ano; já a bactéria Rickettsia rickettsii provoca febre maculosa brasileira, doença altamente letal.

No laboratório, serão manipulados microrganismos com nível de biossegurança 3, que possuem alto grau de patogenicidade, oferecendo risco à vida humana e ao meio ambiente. Ele é composto por quatro ambientes: Unidade de Artrópodes (vetores); Unidade de Experimentação em Vertebrados (hospedeiros); Unidade de Imagens, que conta com um microscópio de tecnologia de 4D da Zeiss; e a Unidade de Cultura de Células e Tecidos, onde serão realizados os experimentos científicos e de diagnóstico envolvendo amostras humanas. Segundo Wrenger, o grande diferencial do laboratório é a possibilidade de trabalhar simultaneamente com o vetor, o agente infeccioso e o hospedeiro mamífero de uma determinada doença infecciosa.

A instalação possui câmaras pressurizadas para garantir a contenção dos patógenos, além de câmeras de segurança, cujas imagens podem ser vistas em uma televisão por quem está dentro do laboratório e também por quem está fora, no corredor. Também possui um sistema de descontaminação de efluentes que é essencial para a preservação e a segurança do meio ambiente. Conta ainda com um moderno sistema de radiação UV para descontaminação do ambiente interno, que só pode ser ativado quando o local estiver vazio.

 

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Brasil deverá liderar consórcio do Human Cell Atlas na América Latina

Projeto, que reúne cientistas do mundo inteiro para mapear todas as células humanas, será apresentado amanhã (10/9), no ICB-USP, em São Paulo.

 

Nesta terça-feira (10/9), o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) irá apresentar o projeto internacional Human Cell Atlas (HCA). Trata-se de um consórcio composto por cientistas de todo o mundo que tem o objetivo de criar um conjunto de mapas para descrever as bases celulares da saúde humana e de doenças, abrindo frente para diagnósticos melhores e tratamentos personalizados. O Human Cell Atlas já possui integrantes de todos os continentes, exceto da América Latina.

A meta do consórcio é compreender individualmente cada célula dos diferentes tecidos do corpo e a variabilidade de genes que cada uma expressa de acordo com a sua localização. Tudo isso utilizando tecnologias modernas como sequenciamento de célula única e microscopia de alta resolução.

“O HCA é visto pela comunidade científica internacional como um dos projetos mais ambiciosos desde o projeto Genoma Humano, pois possibilita o desenvolvimento de tratamentos personalizados”, explica Lucio Freitas-Junior, pesquisador do ICB-USP e integrante do Comitê de Equidade do HCA. No caso do câncer, por exemplo, existem pacientes que apresentam células tumorais resistentes aos tratamentos convencionais. Ao compreender como isso acontece e quais são as células resistentes, é possível desenvolver estratégias terapêuticas individualizadas para cada paciente.

Consórcio no Brasil – No evento do ICB-USP, o projeto será apresentado em um workshop com pesquisadores dos Estados Unidos (Alex Shalek, do Massachusetts Institute of Technology, e Jonah Cool, do Chan Zuckerberg Science Initiative), e da África do Sul (Musa Mhlanga, da University of Cape Town). Na sequência, haverá apresentações e discussões de como o Brasil poderá contribuir com o consórcio.

 

 

 

Serviço

Workshop “Mapping the Human Body: Introducing Human Cell Atlas to the Brazilian Scientific Community”

Data: 10/09/2019

Horário: 8h30 às 12h50

Local: Anfiteatro Luiz Rachid Trabulsi – Instituto de Ciências Biomédicas da USP (Av. Prof. Lineu Prestes, 2415, Cidade Universitária – Butantã)

Programação

Inscrições

 

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Instituto de Ciências Biomédicas da USP lança edital para concurso de grafite  

 

Serão selecionadas as quatro melhores propostas de arte com o tema
“Ciências Biomédicas: 50 anos do ICB-USP”, a serem aplicadas em paredes externas de um dos edifícios do instituto. Inscrições até 14/10/19.

 A fim de comemorar os seus 50 anos, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) irá selecionar, por meio de edital, quatro artistas para produzir grafites em paredes externas do Edifício Biomédicas IV, localizado na Av. Prof. Lineu Prestes, 1730, na Cidade Universitária. O concurso visa incentivar a produção de arte contemporânea para a comunidade universitária e o desenvolvimento e a formação de jovens na área.

As inscrições estão abertas para brasileiros e estrangeiros, maiores de 18 anos ou entre 16 e 17 anos com autorização dos responsáveis, até o dia 14 de outubro. Os interessados poderão realizar uma visita técnica ao local de execução do projeto no dia 2 de outubro, às 9 horas.

As propostas de arte deverão ser entregues impressas, coloridas e em formato A3, e acompanhadas de informações sobre a técnica a ser empregada e argumentação do projeto. O material necessário para a realização do trabalho será fornecido pelo ICB-USP aos vencedores, que serão divulgados no dia 29 de outubro.

Sobre o ICB-USP – Fundado em 1969, o Instituto de Ciências Biomédicas da USP é referência internacional em pesquisa básica e translacional. Com mais de 150 laboratórios e 167 docentes, o ICB-USP desenvolve pesquisas científicas de alta qualidade e impacto social em saúde humana e animal. Possui sete programas de Pós-Graduação e também ministra dois cursos de Graduação: Ciências Biomédicas e Ciências Fundamentais para a Saúde.

 

Serviço

Concurso Arte Grafite: ICB-USP 50 Anos

Inscrições até 14/10/2019

Confira aqui o edital.

 

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Instituto Pasteur inaugura Plataforma Científica na USP

Instalada na Cidade Universitária, em São Paulo, com o apoio do governo francês, a Plataforma terá 17 laboratórios de pesquisa focados em estudo de patógenos para prevenção de epidemias, atuando como uma célula de intervenção de urgências.

 

No dia 4 de julho, o Instituto Pasteur, fundação francesa de pesquisa em prevenção e tratamento de doenças infecciosas, irá inaugurar na Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista, a Plataforma Científica Pasteur-USP. Localizada no Centro de Pesquisa e Inovação Inova USP, em uma área de 1.700 m², a plataforma será composta por 17 laboratórios. Nela irão funcionar os primeiros laboratórios de pesquisa de nível de biossegurança 3 equiparáveis aos parâmetros internacionais, onde serão estudados patógenos de alto risco. O investimento previsto é de cerca de R$ 40 milhões, sendo R$ 15 milhões em equipamentos.

A partir de uma parceria científica entre o Pasteur, a USP e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), assinada em junho de 2015, na plataforma serão desenvolvidas pesquisas voltadas para o estudo de agentes patogênicos emergentes, cujas infecções podem provocar danos no sistema nervoso central, como os vírus da zika, dengue, febre amarela e influenza, além de protozoários como os tripanosomas causadores da doença do sono. O principal objetivo será desenvolver métodos para prevenir epidemias dessas doenças.

“Nos últimos 80 anos, não houve uma iniciativa como essa na USP. Estamos trabalhando a internacionalização da pesquisa, do ensino e da inovação”, destaca Luís Carlos Ferreira, diretor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. Ele irá coordenar a plataforma ao lado de Paola Minoprio, diretora de Pesquisa do Instituto Pasteur, que veio para o Brasil com esta incumbência.

Segundo Paola Minoprio, a escolha da USP para sediar a plataforma foi feita com base na relevância e no impacto global da instituição em termos de pesquisa científica. “Além disso, as linhas de pesquisa do Pasteur são muito semelhantes às do ICB-USP e os dois institutos já desenvolvem projetos colaborativos”, explica. Os institutos têm em comum pesquisas nas áreas de Imunologia, Biologia Celular, Microbiologia e Parasitologia.

 

 

Biossegurança – Dos 17 laboratórios da plataforma, quatro serão de biossegurança nível 3 (NB3) para estudo de microrganismos que representam alto risco individual e risco moderado para a comunidade. Ou seja, que transmitem e causam doenças potencialmente letais, mas que têm medidas de prevenção e tratamento conhecidas. As instalações de 200 m2 são compostas individualmente por três câmaras pressurizadas para garantir a contenção, e têm acesso controlado. Os pesquisadores que atuarão na plataforma também passarão por um treinamento de procedimentos de segurança.

Oito pesquisadores de nível sênior já foram selecionados pelos parceiros. São eles: Paola Minoprio (Instituto Pasteur de Paris – departamento de Global Health), Paolo Zanotto (ICB-Microbiologia), Edison Durigon (ICB-Microbiologia), Patrícia Beltrão Braga (USPLeste/ICB), Jean Pierre Peron (ICB-Imunologia), Eduardo Massad (FM-USP), Helder Nakaya (FCF-USP) e Pedro Teixeira (ENSP-Fiocruz). Todos manterão suas vinculações às unidades de origem e dedicarão parte de suas pesquisas à plataforma. A partir de 2020, serão selecionados anualmente mais três grupos de jovens pesquisadores para integrar a equipe. No total, espera-se que a plataforma tenha de 80 a 100 pesquisadores.

Rede internacional – O Instituto Pasteur possui atualmente 32 centros em 26 países, integrantes da Rede Internacional do Instituto Pasteur (RIIP), cuja próxima reunião regional abrigará o evento de inauguração da Plataforma Científica Pasteur-USP. Entre os dias 3 e 5 de julho, pesquisadores de diversos países estarão presentes na USP para discutir assuntos relacionados à biomedicina, como doenças emergentes na América Latina, intervenções multidisciplinares para controle da Zika e estratégias de combate à resistência a antibióticos.

A realização do evento conta com o apoio da Embaixada da França no Brasil e a Delegação regional francesa de cooperação para América do Sul sedada no Chile, da Associação Internacional do Pasteur, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da Thermo Fisher Scientific, empresa de desenvolvimento de produtos biotecnológicos, que também fornecerá parte dos equipamentos dos laboratórios da Plataforma.

 

Sobre o Instituto Pasteur: Fundado em 1887, o Instituto Pasteur, sediado em Paris, é um centro de pesquisa biomédica reconhecido internacionalmente e vencedor de 10 Prêmios Nobel. Com 23 mil pesquisadores trabalhando para a sua rede internacional, possui 130 unidades de pesquisa somente no Instituto parisiense, divididas em 11 departamentos de pesquisa cujo principal objetivo é fazer estudos colaborativos e inovadores que melhorem a saúde mundial em termos de prevenção e tratamento de doenças. Outro pilar do Pasteur é a educação: seu centro educativo recebe anualmente 900 alunos e oferece 45 programas de doutorado e pós-doutorado e 26 programas de estágio.

 

Sobre o ICB-USP: Considerado uma das melhores instituições de nível superior do Brasil em sua área, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) é referência internacional em pesquisa básica e translacional. Nos seus mais de 150 laboratórios são desenvolvidos projetos de pesquisa de alta qualidade e impacto social em saúde humana e animal. Com seis programas de pós-graduação próprios e outros três programas multi-institucionais, o ICB tem uma equipe de 167 docentes e 266 técnicos administrativos e de laboratório, em associação com 113 pesquisadores pós-doutores e 819 alunos de pós-graduação. Seus docentes têm alta produtividade científica com cerca de 600 publicações anuais em periódicos com alto fator de impacto. O ICB representa a sexta unidade da USP em número de pedidos de patente depositados no INPI e está entre as três primeiras unidades de pesquisa no Estado de São Paulo com mais recursos captados junto à FAPESP.

 

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