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Assim como a febre, hipotermia é defesa natural do organismo durante infecção

Pesquisas do Instituto de Ciências Biomédicas da USP demonstraram que a hipotermia durante a sepse é uma resposta de tolerância ao patógeno e que, em certos casos, pode ser benéfica ao paciente.

 

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) propôs uma nova forma de pensar na sepse, inflamação sistêmica potencialmente fatal que pode ocorrer em decorrência de infecções. O artigo, publicado recentemente na revista Trends Endocrinol Metab, aborda a existência de duas estratégias de defesa contra infecções que são opostas, porém, complementares. Em uma dessas estratégias, a febre nos ajuda a eliminar patógenos (resistência); na outra, uma redução na temperatura corpórea, denominada hipotermia, nos ajuda a tolerar os danos causados pelos microrganismos (tolerância). É como se houvesse um yin-yang na defesa contra patógenos. Em estudos realizados com pacientes sépticos no Hospital Universitário da USP, foi observado que ambas são resposta naturais, transitórias e autolimitantes do corpo – ou seja, assim como a febre, a hipotermia também é regulada e coordenada pelo sistema nervoso central.

Alexandre Steiner, docente responsável pela pesquisa, estuda o tema há quase 20 anos e afirma que toda resposta imune de ataque tem um dano colateral. “Se o custo desse dano colateral é muito alto, o organismo acaba optando por tolerar temporariamente o patógeno com o auxílio da hipotermia, enquanto cria condições para voltar a combatê-lo com o auxílio da febre”. Por esse motivo, os pacientes analisados apresentaram variações de temperatura, mas geralmente de forma regulada. Em humanos, a febre costuma ser limitada a 39 ou 39,5ºC, e a hipotermia se estabiliza entre 34 e 35ºC. O paciente volta à temperatura ‘normal’ sozinho.

O conceito de valores “normais” também foi questionado durante os estudos. Segundo Steiner, no caso de pacientes com infecção, estamos lidando com “novos normais” –valores de referência de temperatura que o indivíduo infectado precisa para lidar com mudanças no funcionamento do seu organismo. Em outras palavras, manter a temperatura a 36,5ºC não é normal para um indivíduo infectado; o “novo normal” é ter febre inicialmente e, se a condição se agravar, hipotermia.

Uma série de testes realizada pelo grupo em ratos e camundongos demonstrou que, quando a infecção era gravíssima e havia desenvolvimento de hipotermia, o aquecimento forçado aumentava a mortalidade. Por outro lado, se a infecção é menos grave e há febre, existem evidências de que o resfriamento pode aumentar a mortalidade. “É um equívoco achar que a eliminação da febre ou da hipotermia melhora o quadro infeccioso, mesmo que dê a falsa impressão de um retorno à normalidade”, explica o pesquisador.

O caráter regulador da febre se apresenta no próprio comportamento do indivíduo – quando estamos com febre, sentimos frio e procuramos um ambiente mais quente. Em outros testes, quando os ratos vão desenvolver hipotermia durante a infecção, eles buscam um ambiente frio para ajudar a diminuir a temperatura. “Como a febre, a hipotermia nesses casos parece ser um processo ativo do sistema nervoso central, que faz com que a temperatura caia naturalmente”.

Para Steiner, o trabalho representa um importante ganho conceitual, que aborda o sistema imune como uma parte inseparável dos sistemas fisiológicos e não como um sistema independente. Além disso, muda a forma de entender as doenças infecciosas graves, propondo uma visão individualizada para cada paciente. “Pacientes em situações diferentes poderão se beneficiar mais da febre (resistência) ou da hipotermia (tolerância), ou ainda de uma alternância entre um estado e outro. Se continuarmos a procurar terapias que funcionem para todos em um grupo heterogêneo de pacientes, nossas opções ficam muito limitadas”.

 

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Modificação de enzimas de bactérias pode ajudar a produzir novos antibióticos

Pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas da USP analisou as reações químicas envolvidas na formação da molécula tetronasina, produzida por bactérias Streptomyces longisporoflavus, e busca diminuir a sua toxicidade ao modificar geneticamente as enzimas que a produzem.

 

A tetronasina é uma molécula produzida por bactérias do gênero Streptomyces que possui atividade antimicrobiana, isto é, pode ser utilizada contra algumas bactérias e protozoários. No entanto, não é utilizada clinicamente por ser tóxica às células humanas. Um estudo conduzido no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), publicado na Nature Catalysis, analisou como essa molécula de estrutura complexa é produzida pela bactéria. Com sequenciamento genético, os pesquisadores descobriram os genes envolvidos na produção das enzimas que sintetizam a molécula e, usando biologia molecular e estrutural, conseguiram produzir essas enzimas e entender como elas funcionam. A partir disso, é possível modificá-las para que produzam moléculas menos tóxicas, que possam ser utilizadas para desenvolver novos fármacos.

A pesquisa na área estrutural é parte do doutorado de Fernanda Cristina Rodrigues de Paiva, orientada pelo professor Marcio Vinicius Bertacine Dias, do Departamento de Microbiologia do ICB-USP. Atualmente, a aluna está realizando doutorado sanduíche na University of Groningen, na Holanda, dando continuidade ao trabalho. O estudo foi financiado pela FAPESP, CNPq e Capes, e teve colaboração da Universidade de Cambridge, do Reino Unido.

“Nosso grupo colaborador identifica a bactéria produtora de determinado composto e os genes responsáveis pela produção – nesse caso, o Streptomyces longisporoflavus, que produz a tetronasina. Em nosso laboratório, nós verificamos a estrutura das enzimas produtoras usando biocristalografia, obtendo uma visão tridimensional de como elas são e como elas funcionam”, explica o pesquisador.

A tetronasina é um metabólito secundário, ou seja, não é essencial para a vida da bactéria, mas é utilizada como defesa contra outras bactérias no solo. “A molécula geralmente atua na membrana do microrganismo, causando um desequilíbrio na entrada e saída de íons”. Além disso, ela é utilizada na indústria como aditivo em rações de animais para promover o ganho de peso e matar parasitas de bovinos.

As duas enzimas estudadas envolvidas na biossíntese da tetronasina (as Diels-Alderases) fazem uma reação incomum na natureza e de muita importância na área de química orgânica, conhecida como Diels-Alder – responsável pela formação da complexa estrutura de anéis presentes na molécula. Curiosamente, essa reação foi descoberta em laboratório no século XX e rendeu o Prêmio Nobel de Química em 1950 para os pesquisadores de mesmo nome. Mas foi só por volta de 2010 que os cientistas verificaram que a natureza também era capaz de realizá-la.

Segundo o pesquisador, sabendo a estrutura molecular das enzimas, o grupo as modifica geneticamente para que aceitem outros substratos – que não são os seus naturais – e, a partir daí, produzam novas moléculas. “Podemos alterar a forma da cavidade onde se encaixa o substrato da enzima, por exemplo, e os aminoácidos ali presentes. É uma estratégia de desenvolvimento de fármacos que vem ganhando notoriedade nos últimos anos e ainda utiliza métodos não agressivos ao meio ambiente”.

 

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Diagnóstico sorológico específico para Zika é desenvolvido pelo ICB-USP

 O novo kit sorológico IgG, recém aprovado pela ANVISA para comercialização, é capaz de identificar se o indivíduo já contraiu Zika sem apresentar reação cruzada com o vírus da dengue.

                                    

Uma das principais demandas surgidas após a epidemia do vírus Zika no Brasil, que ocorreu entre 2015 e 2016, foi o desenvolvimento de um teste sorológico que permitisse responder se uma pessoa fora infectada pelo Zika mesmo após ter sido infectada pelos vírus da dengue – que compartilham grande semelhança genética e imunológica com o Zika. Nos últimos dois anos, um grupo de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) tem trabalhado neste desafio e desenvolveu um kit de sorologia para detecção de anticorpos (IgG) específico para o vírus Zika.

Trata-se de um diagnóstico que identifica se o indivíduo já teve contato com o vírus, mesmo em regiões endêmicas para o vírus da dengue. A pesquisa contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) resultou em um pedido de patente, licenciado pela empresa AdvaGen Biotec e recentemente aprovado pela ANVISA para uso comercial. O kit com 96 testes já está sendo comercializado pela empresa e é voltado principalmente para mulheres em fase fértil e para estudos epidemiológicos que visem determinar pessoas que já foram expostas ao vírus. O produto foi testado em cerca de 3.200 mulheres de todo o Brasil.

De acordo com Luís Carlos de Souza Ferreira, diretor do ICB-USP e um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo, o kit identifica a presença do IgG – anticorpo produzido por indivíduos que já contraíram Zika e que permanece no organismo mesmo após a infecção, conferindo imunidade. “Como os vírus da dengue e Zika são muito parecidos, os testes de sorologia disponíveis hoje no mercado podem dar resultados falsos positivos ou falsos negativos, o que dificulta ou impede o diagnóstico preciso em regiões endêmicas para esses vírus”, explica.

          Diferencial – Os pesquisadores do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas do ICB, coordenado pelo professor Luís Carlos Ferreira, criaram e analisaram diversas proteínas recombinantes do Zika, avaliaram seu desempenho em testes de diagnóstico e encontraram um fragmento de uma proteína do vírus capaz de evitar a reação cruzada com os vírus da dengue. O teste possui 95% de especificidade para Zika, enquanto os outros do mercado possuem até 75%.

Segundo o pesquisador Edison Luiz Durigon, especialista em virologia que também participou do estudo, a principal vantagem do novo kit é a de facilitar o acompanhamento de gestantes e prevenir a microcefalia em bebês, principal consequência do vírus. Caso a mulher seja infectada só no período final da gestação, o bebê ainda corre o risco de desenvolver problemas neurológicos.

Baseado na técnica de ELISA, o kit também será útil para estudar a prevalência do Zika, uma vez que a maioria das pessoas infectadas pelo vírus não apresenta sintomas. Muitas vezes, as mulheres podem estar infectadas sem saber e passar o vírus para o feto. “Algumas crianças podem nascer sem microcefalia, mas ter lesões ‘invisíveis’ no cérebro. Até identificar o problema, o indivíduo já pode ter desenvolvido problemas cognitivos severos”, explica Durigon.

Com a disponibilização do kit, as gestantes poderão ser acompanhadas ao longo da gravidez e descobrir se contraíram o vírus durante esse período. Se esse for o caso, o intuito é promover um acompanhamento precoce para a criança como forma de melhorar o seu prognóstico. Já aquelas previamente infectadas pelo vírus estão imunes a novas infecções.

 

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Reversina: a nova esperança para tratar leucemia em adultos e idosos

Especialistas do ICB-USP realizaram testes in vitro com modelos de células humanas e observaram que o fármaco foi capaz de reduzir o crescimento do tumor, ao inibir proteínas específicas responsáveis por sua proliferação.

 

A reversina é uma molécula, ainda sem utilidade clínica, que tem sido estudada por vários grupos de pesquisa para tratar diferentes tipos de câncer. Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) testaram a molécula em modelos in vitro de um tipo específico de leucemia, a neoplasia mieloproliferativa, que acomete indivíduos entre 50 e 70 anos. O grupo descobriu que o tratamento com a reversina é capaz de frear o crescimento da célula tumoral e levá-la à morte.

O estudo foi conduzido pelo grupo de pesquisa do professor João Agostinho Machado-Neto, em colaboração com a Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, e foi recentemente publicado na revista Scientific Reports. Inicialmente, segundo ele, buscou-se identificar marcadores que contribuíssem para a progressão da doença e, ao analisar 84 alvos, dois chamaram a atenção: as proteínas Aurora-quinase A (AURKA) e Aurora-quinase B (AURKB), bem conhecidas por auxiliar na proliferação das células tumorais. Ao tratá-las com um medicamento convencional contra leucemia (ruxolitinibe), os pesquisadores observaram que o tratamento reduz a expressão dessas proteínas.

“A próxima pergunta foi: qual de fato é a contribuição das Aurora-quinases para o crescimento do tumor?”, diz Machado-Neto. Ele explica que o fármaco disponível no mercado inibe a proteína JAK2, cuja mutação ativa as Aurora-quinases e contribui nesse tipo de leucemia. O grupo, então, optou por inibir diretamente as Aurora quinases utilizando a reversina. “As células responderam muito bem à reversina. Dependendo da dose, foi possível reduzir o tumor in vitro de forma significativa e levar as células tumorais à apoptose [morte]”. Isso ocorre porque a inibição das proteínas impede que as células se proliferem, entrando na chamada “catástrofe mitótica”.

Novas terapias – A leucemia é um câncer de difícil tratamento e com alta taxa de mortalidade. Embora tenha um bom prognóstico em crianças, é mais grave em indivíduos adultos: cerca de 60% a 80% dos pacientes morrem em 5 anos. Outro agravante, segundo o pesquisador, é que a única opção de cura para a maioria dos casos é o transplante de medula óssea, que funciona em metade dos pacientes. Pacientes com mais de 60 anos são raramente elegíveis para esse procedimento, o que dificulta o seu tratamento.

A melhor terapia disponível atualmente para a neoplasia mieloproliferativa é o ruxolitinibe – no entanto, cerca de metade dos pacientes apresenta resposta insatisfatória a esse fármaco. “A reversina talvez seja uma opção para os pacientes que não respondem ao tratamento convencional. No entanto, ainda é necessário testá-la em animais para verificar a sua toxicidade e garantir que ela seja segura para testes clínicos – processo que costuma demorar alguns anos. Pretendemos iniciar os testes em animais no próximo ano”, destaca Machado-Neto.

Outros inibidores de proteínas quinases, que já estão em testes clínicos, inibem somente a AURKA ou a AURKB – o diferencial da reversina é a capacidade de inibir ambas.

Respostas diferentes – Os pesquisadores utilizaram dois modelos de células para testar a reversina: um deles respondeu muito bem e, o outro, respondeu menos. Para este caso, foi necessária uma dose maior de reversina para obter os mesmos resultados do primeiro e conseguir inibir as proteínas quinases. Diante disso, em parceria com o Hospital Albert Einstein, o grupo também fez uma análise molecular utilizando um grande painel de genes relacionados a morte celular e identificou seis genes que podem influenciar na resposta à reversina. “A partir desses dados, queremos testar futuramente se a resposta ao fármaco pode mudar caso o paciente ou animal tenha a expressão aumentada desses genes”.

 

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Aterosclerose: pesquisa abre nova frente para o diagnóstico precoce

Pesquisadores da USP e da Universidade de Umëa propõem uma nova abordagem de detecção, usando como marcadores os anticorpos que são produzidos pelo organismo para combater a doença.

 

Identificar a aterosclerose em seus estágios iniciais é um dos principais desafios clínicos para controlar a doença e evitar que ela possa terminar em infarto do miocárdio – uma das principais causas de morte no Brasil. Para isso, são necessários exames de imagem ou bioquímicos com maior sensibilidade e especificidade na avaliação do risco de um evento cardiovascular. Um avanço neste sentido foi obtido com uma pesquisa conduzida por pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade de Umëa (Suécia). Eles propõem uma nova abordagem de detecção, usando como marcadores os anticorpos que são produzidos pelo organismo para combater algumas das toxinas liberadas durante a formação da aterosclerose.

A formação da aterosclerose ocorre quando placas de ateroma (gordura) se acumulam nas artérias, estreitando e enrijecendo os vasos sanguíneos, e até obstruindo-os. A responsável por este processo é a LDL (lipoproteína de baixa densidade), que uma vez oxidada libera os componentes que se acumulam nos vasos. “O sistema imune produz anticorpos que eliminam alguns destes componentes liberados pela LDL. Assim, quando mais placas de ateroma são formadas, mais LDL oxidada estará presente e mais anticorpos serão produzidos pelo organismo. Com a determinação dos níveis desses anticorpos, é possível usá-los como marcadores para a evolução da doença”, explica o professor Magnus Gidlund, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), que estuda o processo patológico da aterosclerose há mais de 25 anos.

Ele é um dos autores de um estudo, realizado com 1.500 pacientes, que mostra esta correlação. “Constatamos que, caso o indivíduo possua um baixo título (nível) desses anticorpos, a chance de sofrer um infarto nos próximos 10 anos aumenta em 10% a 15%. Se for fumante, esse percentual aumenta para 25%”, afirma Dr. Gidlund. O estudo, que acaba de ser submetido à publicação, foi feito em colaboração com um grupo de pesquisa do professor Stefan Nilson, da Universidade de Umëa (Suécia), e com pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da USP, liderados pela professora Nágila Damasceno. O ICB foi responsável por desenvolver e testar, em estudos menores, toda a base intelectual da atual pesquisa.

Popularmente chamada de “colesterol ruim”, a LDL é, na verdade, uma partícula constituída de proteínas, lípides, e também uma molécula de álcool de cadeia longa. Sua função na corrente sanguínea é distribuir o colesterol no organismo. Vários fatores de risco cardiovascular, como a hipertensão e o fumo, geram radicais livres que atacam a partícula de LDL, degradando-a e transformando-a em uma partícula “vilã”, isto é, uma LDL oxidada ou modificada. Os componentes desse colesterol ruim podem provocar lesões nos vasos sanguíneos, mas o maior perigo é quando eles se acumulam em macrófagos (células de defesa) nas artérias, formando as placas.

Bom ou ruim? – Embora seja considerado “vilão”, o colesterol tem funções importantes no organismo: auxilia na formação das membranas das células e na produção de hormônios esteroides (estrógeno e testosterona). No entanto, pode ser perigoso quando sofre oxidação – e quanto maior o nível de LDL no organismo, maior a chance de isso acontecer. Dessa forma, a LDL sozinha não é responsável pelas lesões nas artérias, mas funciona como um “combustível” que pode contribuir para a progressão da aterosclerose.

Perspectivas – De acordo com o Dr. Henrique Fonseca, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo e pesquisador colaborador do laboratório do professor Magnus Gidlund no ICB, a doença cardiovascular é multifatorial e ainda carece de marcadores mais específicos para prevenir as consequências da aterosclerose. “Os mecanismos imunológicos que estudamos visam aumentar a compreensão de seus processos, de maneira a elevar a detecção e predição da real chance de um indivíduo sofrer infarto ou AVC futuramente e, com isso, proporcionar a ele uma terapia otimizada”.

Os pesquisadores ressaltam que o trabalho do grupo com anticorpos no cenário de doenças cardiovasculares, além de possibilitar uma técnica mais barata e efetiva de diagnóstico da aterosclerose, também é promissor para o desenvolvimento de novas terapias para combater a doença, especialmente no que se refere a uma vacina para as doenças cardiovasculares.

 

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Plataforma virtual permite o compartilhamento de insumos para a pesquisa em todo o País

Batizada de SociaLab, a plataforma é gratuita e visa combater o desperdício de materiais em laboratórios de pesquisa e acelerar o trabalho científico.

Já está em operação a Plataforma SociaLab que possibilita aos pesquisadores de todo o Brasil doar ou receber gratuitamente reagentes químicos e outros insumos de pesquisa. Iniciativa do pesquisador Lucio Freitas-Junior, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), a plataforma visa combater o desperdício de material e acelerar o tempo de execução da pesquisa.

Para doar ou verificar a disponibilidade do insumo desejado, basta entrar em contato pelo e-mail compartilhesocialab@gmail.com. A plataforma, lançada há menos de um mês, já tem cadastrados cerca de 100 laboratórios e vem viabilizando trocasentre eles. Em breve, esse cadastramento será feito diretamente no site, que está em fase final de ajustes. “Nossa proposta é buscar a adesão de laboratórios de todas as regiões do País para promover trocas de reagentes e insumos diversos, como estoque de linhagens celulares e outros materiais biológicos para cultivo – linhagens de células de mamíferos, insetos, bactérias, fungos, protozoários e vírus”, explica Freitas-Junior.

A plataforma também vai ser usada para pesquisas sobre o uso de insumos. Levantamento preliminar mostra que do total de reagentes adquiridos pelos laboratórios apenas 20% são utilizados dentro do prazo de validade. O restante (80%) acaba sendo descartado. “Além do desperdício e do custo adicional do descarte apropriado, há um prejuízo enorme para a pesquisa brasileira”, destaca Freitas-Junior. A maioria dos pesquisadores também afirma que já teve um trabalho científico interrompido por falta de insumos. “Todos saem perdendo: a universidade, que precisa gastar dinheiro para eliminar os reagentes; o pesquisador que está com os reagentes vencidos em mãos e o pesquisador que não tem acesso ao material”, afirma Freitas-Junior.

Segundo ele, uma das propostas é trabalhar em parceria com as universidades, possibilitando aos pró-reitores de pesquisa ter acesso aos inventários dos laboratórios das instituições. “Estamos trabalhando para organizar os estoques das universidades em um só lugar virtual, para que elas tenham uma visão geral do que possuem e assim acelerar a colaboração entre as instituições do País.”

 

Sobre a SociaLab: O projeto da plataforma SociaLabvem sendo desenvolvido há dois anos, sob a coordenação do pesquisador Lucio Freitas-Junior, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), em parceria com dois alunos do curso de Ciências Moleculares da USP, Fernando Tocantins e Matheus Morroni, e com duas empresas juniores: Poli Júnior, da Escola Politécnica da USP, e Júnior Conpec, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O site da plataforma, que será armazenado em nuvem, foi desenvolvido para comportar grande número de acessos simultaneamente. Além de estar em sintonia com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), a plataforma garante a privacidade dos usuários.

 

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Surto do sarampo está relacionado à queda da produção de anticorpos e possíveis mutações do vírus

O virologista Edison Luiz Durigon, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, esclarece dúvidas sobre a vacina contra o sarampo e explica como seu laboratório tem trabalhado no diagnóstico e na compreensão do recente surto da doença.

 

De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, divulgado no dia 6 de agosto, o Brasil teve 907 casos confirmados de sarampo entre maio e agosto deste ano. Desse total, 810 (90%) indivíduos residem no município de São Paulo. Mas por que uma doença que era considerada erradicada desde 2016 voltou? Segundo o virologista Edison Luiz Durigon, pesquisador do Laboratório de Virologia Clínica e Molecular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), a explicação para este surto pode estar relacionada à mutação do vírus: o distanciamento genético da cepa selvagem circulante nesse surto em relação à cepa contida na vacina.

Ele explica que o vírus do sarampo, embora possua um único sorotipo, está dividido em oito genótipos conhecidos (A, B, C, D, E, F, G e H) e 24 sub-genótipos. “A vacina foi feita com o tipo A e o surto que estamos enfrentando hoje é do tipo D-8. A vacina ainda é efetiva contra o tipo atual, mas não 100%: protege contra a doença, mas o indivíduo ainda pode contrair e transmitir o vírus”. Isso significa que, embora o indivíduo vacinado seja capaz de eliminar o vírus e não ter sintomas, ele pode transmiti-lo a alguém que não foi vacinado, contribuindo para o avanço do surto. Apenas aqueles que já tiveram a doença, ou seja, tiveram o vírus selvagem em seu organismo, estão totalmente protegidos.

Outra razão que explica o retorno da doença é a queda da produção de anticorpos, que começa a ocorrer 15 anos após a vacinação e torna mais difícil enfrentar o vírus que sofreu mutação. “Ao tomar a vacina, o indivíduo desenvolve uma memória imunológica: mesmo que os anticorpos caiam com o tempo, o organismo reconhece o vírus e produz mais anticorpos sozinho. Mas, por se tratar de um vírus diferente, essa produção não acontece a tempo, antes do vírus se replicar e provocar a doença”, explica Durigon. Por isso é importante tomar a dose de reforço: com mais anticorpos, o organismo estará mais preparado para combater o novo vírus.

Quem deve se vacinar – Todas as pessoas que não possuem registro da vacina na carteira de vacinação devem ser imunizadas. Além disso, é recomendado que pessoas com idades entre 15 e 29 anos (grupo de risco) tomem duas doses da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), com intervalo de 30 dias, mesmo que já tenham tomado quando crianças. Dos 30 aos 49 anos, a vacina é aplicada em uma dose. “Calcula-se que acima dos 45 anos todos já tiveram sarampo, por ser uma doença muito comum. No entanto, aqueles que não tiveram precisam se vacinar”, afirma o pesquisador.

Como a vacina contém o vírus atenuado (enfraquecido, mas vivo), gestantes e pessoas com imunidade comprometida não devem tomar a vacinar. Inclui-se nessa categoria pessoas que fazem uso de medicamentos imunossupressores, como quimioterápicos e corticoides.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa que provoca sintomas como manchas vermelhas no corpo, febre alta, dor de cabeça, tosse e conjuntivite. As complicações mais comuns do sarampo são pneumonia e, em casos raros, doenças neurológicas.

Pesquisa – O laboratório do professor Edison Luiz Durigon recebe amostras de sangue, urina e saliva de pacientes com suspeita de sarampo para analisar e realizar o diagnóstico da doença gratuitamente. As amostras vêm de vários hospitais da cidade de São Paulo, como o Hospital Universitário da USP, a Santa Casa de Misericórdia, o Hospital Infantil Cândido Fontoura, o Hospital São Luís Gonzaga, entre outros. O professor Durigon ressalta que todas as amostras também são encaminhadas diretamente dos hospitais para o Instituto Adolfo Lutz.

Em troca, Durigon e sua equipe têm acesso a todos os dados clínicos, que estão sendo utilizados no projeto Neusa (Neutralização de Sarampo) para descobrir o quanto os anticorpos do paciente que tomou a vacina o protegem contra o vírus do surto. “Isolamos os vírus de cada paciente para verificar a sua variabilidade genética e ver o quanto eles estão mudando e qual dos genes sofre mais mutações. A mesma amostra de vírus D-8 pode sofrer mutações de uma pessoa para outra”.

 

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Instituto Pasteur inaugura Plataforma Científica na USP

Instalada na Cidade Universitária, em São Paulo, com o apoio do governo francês, a Plataforma terá 17 laboratórios de pesquisa focados em estudo de patógenos para prevenção de epidemias, atuando como uma célula de intervenção de urgências.

 

No dia 4 de julho, o Instituto Pasteur, fundação francesa de pesquisa em prevenção e tratamento de doenças infecciosas, irá inaugurar na Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista, a Plataforma Científica Pasteur-USP. Localizada no Centro de Pesquisa e Inovação Inova USP, em uma área de 1.700 m², a plataforma será composta por 17 laboratórios. Nela irão funcionar os primeiros laboratórios de pesquisa de nível de biossegurança 3 equiparáveis aos parâmetros internacionais, onde serão estudados patógenos de alto risco. O investimento previsto é de cerca de R$ 40 milhões, sendo R$ 15 milhões em equipamentos.

A partir de uma parceria científica entre o Pasteur, a USP e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), assinada em junho de 2015, na plataforma serão desenvolvidas pesquisas voltadas para o estudo de agentes patogênicos emergentes, cujas infecções podem provocar danos no sistema nervoso central, como os vírus da zika, dengue, febre amarela e influenza, além de protozoários como os tripanosomas causadores da doença do sono. O principal objetivo será desenvolver métodos para prevenir epidemias dessas doenças.

“Nos últimos 80 anos, não houve uma iniciativa como essa na USP. Estamos trabalhando a internacionalização da pesquisa, do ensino e da inovação”, destaca Luís Carlos Ferreira, diretor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. Ele irá coordenar a plataforma ao lado de Paola Minoprio, diretora de Pesquisa do Instituto Pasteur, que veio para o Brasil com esta incumbência.

Segundo Paola Minoprio, a escolha da USP para sediar a plataforma foi feita com base na relevância e no impacto global da instituição em termos de pesquisa científica. “Além disso, as linhas de pesquisa do Pasteur são muito semelhantes às do ICB-USP e os dois institutos já desenvolvem projetos colaborativos”, explica. Os institutos têm em comum pesquisas nas áreas de Imunologia, Biologia Celular, Microbiologia e Parasitologia.

 

 

Biossegurança – Dos 17 laboratórios da plataforma, quatro serão de biossegurança nível 3 (NB3) para estudo de microrganismos que representam alto risco individual e risco moderado para a comunidade. Ou seja, que transmitem e causam doenças potencialmente letais, mas que têm medidas de prevenção e tratamento conhecidas. As instalações de 200 m2 são compostas individualmente por três câmaras pressurizadas para garantir a contenção, e têm acesso controlado. Os pesquisadores que atuarão na plataforma também passarão por um treinamento de procedimentos de segurança.

Oito pesquisadores de nível sênior já foram selecionados pelos parceiros. São eles: Paola Minoprio (Instituto Pasteur de Paris – departamento de Global Health), Paolo Zanotto (ICB-Microbiologia), Edison Durigon (ICB-Microbiologia), Patrícia Beltrão Braga (USPLeste/ICB), Jean Pierre Peron (ICB-Imunologia), Eduardo Massad (FM-USP), Helder Nakaya (FCF-USP) e Pedro Teixeira (ENSP-Fiocruz). Todos manterão suas vinculações às unidades de origem e dedicarão parte de suas pesquisas à plataforma. A partir de 2020, serão selecionados anualmente mais três grupos de jovens pesquisadores para integrar a equipe. No total, espera-se que a plataforma tenha de 80 a 100 pesquisadores.

Rede internacional – O Instituto Pasteur possui atualmente 32 centros em 26 países, integrantes da Rede Internacional do Instituto Pasteur (RIIP), cuja próxima reunião regional abrigará o evento de inauguração da Plataforma Científica Pasteur-USP. Entre os dias 3 e 5 de julho, pesquisadores de diversos países estarão presentes na USP para discutir assuntos relacionados à biomedicina, como doenças emergentes na América Latina, intervenções multidisciplinares para controle da Zika e estratégias de combate à resistência a antibióticos.

A realização do evento conta com o apoio da Embaixada da França no Brasil e a Delegação regional francesa de cooperação para América do Sul sedada no Chile, da Associação Internacional do Pasteur, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da Thermo Fisher Scientific, empresa de desenvolvimento de produtos biotecnológicos, que também fornecerá parte dos equipamentos dos laboratórios da Plataforma.

 

Sobre o Instituto Pasteur: Fundado em 1887, o Instituto Pasteur, sediado em Paris, é um centro de pesquisa biomédica reconhecido internacionalmente e vencedor de 10 Prêmios Nobel. Com 23 mil pesquisadores trabalhando para a sua rede internacional, possui 130 unidades de pesquisa somente no Instituto parisiense, divididas em 11 departamentos de pesquisa cujo principal objetivo é fazer estudos colaborativos e inovadores que melhorem a saúde mundial em termos de prevenção e tratamento de doenças. Outro pilar do Pasteur é a educação: seu centro educativo recebe anualmente 900 alunos e oferece 45 programas de doutorado e pós-doutorado e 26 programas de estágio.

 

Sobre o ICB-USP: Considerado uma das melhores instituições de nível superior do Brasil em sua área, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) é referência internacional em pesquisa básica e translacional. Nos seus mais de 150 laboratórios são desenvolvidos projetos de pesquisa de alta qualidade e impacto social em saúde humana e animal. Com seis programas de pós-graduação próprios e outros três programas multi-institucionais, o ICB tem uma equipe de 167 docentes e 266 técnicos administrativos e de laboratório, em associação com 113 pesquisadores pós-doutores e 819 alunos de pós-graduação. Seus docentes têm alta produtividade científica com cerca de 600 publicações anuais em periódicos com alto fator de impacto. O ICB representa a sexta unidade da USP em número de pedidos de patente depositados no INPI e está entre as três primeiras unidades de pesquisa no Estado de São Paulo com mais recursos captados junto à FAPESP.

 

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Comissão de Apoio à Comunidade do ICB-USP auxilia alunos, professores e funcionários em conflitos  

 

A CAC-ICB conta com psicólogas e psicanalistas voluntárias que atendem pessoas da comunidade do ICB em situações de fragilidade. Desde janeiro de 2018, foram atendidas 148 pessoas vinculadas ao instituto.

 

Em novembro de 2017, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) criou a Comissão de Apoio à Comunidade (CAC), com o intuito de auxiliar no cuidado da saúde mental de todos os integrantes da unidade. Desde então, a comissão atua voluntariamente no incentivo à empatia e à comunicação entre professores, alunos e funcionários, e na prevenção e preocupação com pessoas com conflitos.

A CAC é coordenada pelo professor Paulo Abrahamsohn e pelas professoras Silvana Chiavegatto e Dânia Emi Hamassaki. Atualmente, conta com 11 membros – entre eles, a psicóloga Margareth Labate, que realiza a maior parte dos atendimentos com a psicanalista Nancy Rebouças. Um dos compromissos principais da comissão é manter sigilo sobre os agendamentos efetuados pelas pessoas interessadas, de modo a garantir sua segurança e privacidade. “As consultas podem ser agendadas por e-mail e apenas um membro da CAC possui a senha de acesso”, garante o coordenador Abrahamsohn.

De janeiro de 2018 a junho de 2019, foram atendidas 200 pessoas, sendo 148 do ICB, 34 de outras unidades e 18 pessoas externas à USP. A maioria (65%) foi atendida em até três sessões, 20% realizou entre quatro e seis sessões, 6% entre sete e nove sessões e 9% a partir de 10 sessões. Entre os atendidos do ICB, 27% são alunos de Doutorado, 24% alunos de Mestrado, 19% da graduação, 18% funcionários, 7% pós-doutorandos e 5% docentes. Entre os alunos de graduação, 75% estão no 1º ou 2º ano de seu curso.

Em uma pesquisa realizada com 32 indivíduos atendidos, todos confirmaram que recomendariam o atendimento da CAC a outras pessoas e 31 descreveram as atividades da CAC como muito importantes para a comunidade.

Suporte coletivo – Além dos atendimentos, a CAC também visa incentivar a comunicação entre as pessoas e já realizou uma série de ações com essa finalidade, como palestras de desenvolvimento pessoal. Em 2018, a comissão promoveu uma grande campanha dentro do ICB para o Setembro Amarelo e, durante todo o mês, a psicóloga Margareth Labate realizou plantão na unidade.

Segundo o professor Paulo Abrahamsohn, a constante pressão e as múltiplas atividades presentes no ambiente universitário, tanto para os alunos quanto para os docentes, dificulta a comunicação entre os indivíduos. “Uma frase que eu sempre digo para os alunos é: ‘existe vida fora dos laboratórios e fora das salas de aula’. É importante aprender a gerenciar as atividades do dia a dia e promover o convívio social”, ressalta.

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Curso sobre redação de patentes é ministrado por colaborador do ICB-USP em todo o Brasil

O pesquisador Henry Suzuki, colaborador do ICB-USP e da AUSPIN, irá promover um workshop em diferentes cidades para profissionais da área de ciência, empreendedorismo e inovação. Em São Paulo, o curso será realizado nos dias 22 e 23 de julho.

 

O “Workshop Redação de Patentes: além dos guias” ocorrerá em São Paulo nos dias 22 e 23 de julho, no auditório da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, na Cidade Universitária. A iniciativa é da Axonal Consultoria Tecnológica, que conta com o apoio de mais de 150 instituições que atuam na área de pesquisa e inovação, como o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e a Agência USP de Inovação (AUSPIN). No total, serão 75 edições gratuitas ao longo de 2019 em todos os estados brasileiros.

O responsável por ministrar o curso será Henry Suzuki, diretor geral da Axonal e pesquisador colaborador do ICB-USP e da AUSPIN. Cada edição terá dois dias de duração: o primeiro será focado na revisão de aspectos conceituais sobre patentes e seu impacto na estratégia de redação e de tramitação, enquanto o segundo dia será composto por atividades práticas guiadas para exercitar a lógica de leitura e redação. Serão realizadas, ainda, oficinas de busca de patentes e mapeamento de segmentos tecnológicos.

Segundo Suzuki, a ideia da realização das oficinas em âmbito nacional surgiu devido a uma escassez de conhecimento sobre patentes por parte dos brasileiros. “Embora estejamos na era do conhecimento, ainda são poucos os brasileiros que sabem como proteger suas criações e como utilizar informações de patentes de terceiros”, explica.

O pesquisador conta que já perdeu invenções por não saber protegê-las e pretende ajudar os outros profissionais nesse sentido. “Acredito que o trabalho em rede e o compartilhamento de conhecimentos sobre propriedade intelectual e sobre o uso de informações contidas em patentes pode ajudar a mudar o nosso país”.

O curso é voltado para pesquisadores, empresários, gestores e inventores, e não é necessário conhecimento prévio sobre patentes para participar. As inscrições são limitadas e podem ser feitas gratuitamente pelo site www.axonal.com.br/capacitacao, onde também consta a relação dos cursos que serão ministrados em outras cidades.

 

Serviço:

Workshop Redação de Patentes: além dos guias
Data: 22 e 23 de julho de 2019
Horário: 8h30 às 16h30
Local: Auditório da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (Rua da Biblioteca, 21, Cidade Universitária – Butantã, São Paulo)
Inscrições pelo site: www.axonal.com.br/capacitacao
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