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RCGI promove Workshop sobre aumento do uso de gás natural e bem estar social

Produção mundial de gás natural vem crescendo desde a crise de 2009, segundo a International Energy Agency; no Brasil, governo tenta fomentar o mercado de GN

No dia 12 de agosto, a partir das 14h, o FAPESP Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) promove o Workshop “Perspectivas de aumento de uso de gás e impactos no bem estar social”. Os palestrantes serão Luis Antônio Bittar Venturi, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciência Humanas da USP e coordenador de um dos projetos do RCGI; Diogo Martins Teixeira, advogado associado ao esctitório Machado Meyer, especialista em direito aduaneiro e tributação indireta. O Professor Edmilson Moutinho dos Santos, coordenador do Programa de Políticas de Energia e Economia do RCGI será o mediador.

O evento é organizado pela equipe do RCGILex, coordenada pela professora Hirdan Medeiros Costa, e acontece na sede do RCGI, que fica no 1º andar do prédio da Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da USP (Av. Professor Mello Moraes, 2231 – Butantã, São Paulo). É gratuito e aberto ao público em geral. Para se inscrever, basta enviar email para rcgi.lex@usp.br.

“A exposição será dividida em duas partes: a primeira se refere às evidências concretas da perspectiva de aumento do uso do gás natural, em nível mundial e nacional. A segunda alude aos possíveis efeitos desse aumento no nível de bem estar social, com base em alguns parâmetros como segurança energética, qualidade do ar e custos”, resume Venturi.

De acordo com a International Energy Agency (IEA), a produção global de gás natural vem aumentando desde a crise econômica de 2009. Em 2017, bateu um novo recorde de 3.768 bilhões de metros cúbicos, um aumento de 3,6% em relação a 2016 e o maior desde 2010. Enquanto isso, no Brasil, com o advento das reservas do pré-sal, o governo tenta mais uma vez estabelecer diretrizes para um mercado mais pujante e competitivo. Recentemente, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) publicou a Resolução 16 visando a implementação do Novo Mercado de Gás, programa de nível federal com o objetivo de expandir a indústria de gás no País, com a adesão dos Estados.

O evento faz parte de uma série de palestras e workshops desenvolvidos há quase dois anos pela equipe mantenedora do RCGILex – um conjunto de produtos editoriais digitais usados para compilar e analisar os marcos legais e regulatórios aplicados ao setor brasileiro de gás natural, desenvolvido no âmbito do Projeto 21 do RCGI.

“Os workshops e palestras geram conteúdo que retroalimentam a ferramenta RCGILex, onde aglutinamos as normas e as comentamos. E também nos proporcionam o aumento de nossa rede de contatos, a interação com outros projetos do RCGI e a constante atualização de nossos conhecimentos”, afirma a professora Hirdan K. Medeiros Costa.

 

Sobre o RCGI: O FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI) é um centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Shell. Conta com 320 pesquisadores que atuam em 46 projetos de pesquisa, divididos em quatro programas: Engenharia; Físico/Química; Políticas de Energia e Economia; e Abatimento de CO2. São projetos que visam reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa (GEEs), em especial o CO2.

 

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Por Acadêmica
Palestra aborda perspectivas atuais de regulação do setor do gás natural

Especialista do setor fala sobre a nova Resolução CNPE 16, sobre o papel da ANP e os preços do gás natural no Brasil; evento acontece na sede do RCGI, em São Paulo

 

Paulo César Ribeiro Lima, engenheiro com uma longa trajetória no setor de petróleo e gás natural, estará no FAPESP Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) no próximo dia 31 de julho, da 11 às 12 horas, ministrando a palestra “Perspectivas de regulação do gás natural no Brasil”. Ribeiro Lima foi consultor legislativo do Senado Federal e da Câmara dos Deputados por 15 anos, professor da Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COOPE/RJ), além de funcionário do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes).

Organizada pela equipe do RCGILex, coordenada pela professorta Hirdan Katarina de Medeiros Costa, a palestra acontece na sede do RCGI, no 1º andar do prédio da Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da USP (Av. Professor Mello Moraes, 2.231, Cidade Universitária, São Paulo). É gratuita e aberta ao público em geral. Para se inscrever, basta enviar e-mail para rcgi.lex@usp.br.

“Vou abordar a Resolução 16 do CNPE, o papel da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis – a ANP – na regulação do setor do gás e esmiuçar um pouco os motivos que fazem os preços do gás continuarem tão altos no Brasil”, resume Ribeiro Lima, que vem de Brasília também para participar de uma banca de doutorado de um dos pesquisadores do RCGI, em São Paulo.

Segundo ele, a ANP deveria ter uma postura mais assertiva na regulação do setor gasífero brasileiro. “A Agência aprova o plano de exploração dos campos sem considerar o aproveitamento econômico do gás. Isso, em outros países, seria inadmissível. A reinjeção de gás natural vem aumentando muito no Brasil. E o gás natural reinjetado não paga royalties. É como se não existisse. Isso, no final das contas, acaba prejudicando a própria União já que, nos contratos de partilha, por exemplo, parte do óleo e do gás natural extraídos pertence à União”, argumenta ele.

Novo mercado – Para Ribeiro Lima, a Resolução 16, recentemente editada pelo Conselho Nacional de Política Enrgética (CNPE) com as diretrizes para a implementação do Novo Mercado de Gás, vai na direção correta. Mas o mercado não resolverá, sozinho, os problemas do preço do gás natural, como apregoam integrantes do governo federal.

“Um bom exemplo: vendemos a NTS e a TAG, duas transportadoras de gás que pertenciam à Petrobras.  A TAG foi vendida por US$ 8,6 bilhões. Destes, mais de US$ 20 milhões foram emprestados dos bancos. Ou seja: as empresas terão de pagar esse dinheiro aos bancos. Quando forem apresentar suas planilhas de custo, irão argumentar que precisarão amortizar os US$ 8,6 bilhões e que precisarão pagar os bancos. Ou seja: acabou qualquer possibilidade de redução da tarifa de transporte de gás no Brasil.”

Privilégio – O evento faz parte de uma série de palestras e workshops desenvolvidos há quase dois anos pela equipe mantenedora do RCGILex – um conjunto de produtos editoriais digitais usados para aglutinar e analisar os marcos legais e regulatórios aplicados ao setor brasileiro de gás natural, desenvolvido no âmbito do Projeto 21 do RCGI.

“Trazer convidados de fora para dar palestras e workshops, enriquecendo o conteúdo de nossas publicações, é um dos objetivos do RGILex. Incentivamos o diálogo e a interação constante entre mercado e academia. O Paulo César é um especialista com uma experiência imensa no setor de óleo e gás, e muito prestígio no mercado. É um privilégio poder contar com ele”, afirma a professora Hirdan Katarina de Medeiros Costa.

 

Conheça o palestrante:

Paulo César Ribeiro Lima: Depois de se formar em engenharia, na Universidade Federal de Minas Gerais, foi aprovado em concurso da Petrobras, onde trabalhou por cerca de 16 anos. Atuou no Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), no desenvolvimento de tecnologias para exploração e produção de petróleo em águas profundas. Fez mestrado em engenharia na Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado na Universidade de Cranfield, na Inglaterra. Também foi professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE) e do Instituto de Ensino Superior Planalto. Em 2002, fez concurso para consultor legislativo do Senado e da Câmara dos Deputados para Economia-Minas e Energia, sendo aprovado em ambos. Ao longo dos seus 15 anos de trabalho como consultor legislativo, participou ativamente do processo legislativo no Congresso Nacional, com destaque para os novos marcos legais do pré-sal, dos royalties para a educação e saúde, dos biocombustíveis, do setor elétrico e do setor mineral.

 

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Por Acadêmica
Gás no lugar do diesel: 40% mais barato e menos poluição

 Constatação está em estudo realizado pelo Centro de Pesquisa e Inovação em Gás, publicado em revista internacional de ciência ambiental.

 

A substituição do óleo diesel pelo gás natural liquefeito (GNL) no transporte de carga nas estradas do interior de São Paulo possibilitaria uma redução significativa no custo do combustível e nas emissões de gases de efeito estufa (GEEs) e outros poluentes. É o que mostra um estudo do Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI), no qual foram analisados quatro cenários. “No melhor deles, a adoção do GNL reduziria em até 40% o custo do combustível” afirma Pedro Gerber Machado, um dos pesquisadores envolvidos no projeto. Ele completa a lista de benefícios com a queda expressiva nas emissões de poluentes: “as de CO2 cairiam 5,2%; as de material particulado, 88%; de óxidos de nitrogênio (NOx), 75%; e não haveria mais emissões de hidrocarbonetos, cuja presença é zero no gás natural”.

O estudo, publicado na revista internacional de ciência ambiental Science of Total Environment, teve o objetivo de avaliar os benefícios econômicos e ambientais da substituição do óleo diesel pelo gás com vistas ao estabelecimento de um Corredor Azul no Estado – conceito que surgiu na Rússia e designa rotas em que os caminhões usam GNL em vez de diesel.

“O estudo considerou dois contextos: um para as regiões servidas por gasodutos, chamado de Cenário Restrito (RS); e outro abrangendo as 16 regiões administrativas do Estado, chamada de Cenário Estadual (SS). Os dois cenários preveem diferentes versões do Corredor Azul, com respectivamente 3,1 mil e 8,9 mil quilômetros de estradas”, explicou Machado.

Segundo ele, para cada cenário foram consideradas duas formas de distribuição de GNL: a primeira foi a liquefação centralizada com distribuição rodoviária, que gerou dois sub-cenários, um Cenário Estadual com Liquefação Centralizada (SSCL) e um Cenário Restrito com Liquefação Centralizada (RSCL). E a segunda seria realizar a liquefação localmante, na região em que ele seria usado, o que dispensaria a necessidade de distribuição de GNL por rodovias. Dela derivam dois outros cenários: o Cenário Estadual com Liquefação Híbrida Local e Central (SSHL); e o Cenário Restrito com Liquefação Local (RSLL).             

 Custos comparados – “O cenário denominado RSLL apresenta a menor média de diferença de preço para o consumidor final entre o GNL e o diesel, o que significa que, neste caso, o processo de entrega do GNL é mais caro, influenciado pelo fator de escala e por maiores custos operacionais”, explica Machado.

Já o cenário RSCL oferece o menor preço de gás para o consumidor final, de 12 dólares por MMBTU (milhão de unidades térmicas britânicas), ao passo que o diesel, neste mesmo cenário, custaria 22,01 dólares por MMBTU. A diferença entre o preço do GNL e do diesel nesse cenário também é a maior de todas: 10,01 dólares por MMBTU”, revela Pedro.                Entretanto, o cenário RSLL foi desenhado no contexto de um corredor com menor extensão, e o investimento seria de USD 243,4 por metro. Ao contrário do que acontece no SSHL, que tem o menor valor de investimento por metro entre os quatro cenários (USD 122.1/m).              

  Emissões evitadas – Machado explica que para o cálculo das emissões de GEEs e dos poluentes foram levados em conta apenas os dois macrocenários: SS e RS. “Quando se trata do uso de GNL, as emissões de GEEs diferem das de diesel por conta do CH4 e do N2O, gases de efeito estufa com potencial de aquecimento global. Se o combustível utilizado é o diesel, o CO2 é responsável por 99% das emissões de CO2-eq, e se o combustível usado é o GNL, ele representa 82% das emissões de CO2-eq, enquanto o CH4 é responsável por 10% e o N2O por 8%”, afirma.               Já no tocante às emissões de GEEs da logística de transporte do GNL, o pior caso se refere aoSSCL, e corresponde a1% do total de CO2-eq emitido com o uso de caminhões. No SCHL, a logística representa 0.34% das emissões, e noRSCL, a logística corresponde a 0.28% das emissões.

Quanto aos poluentes, no RS seriam evitadas 119.129 toneladas de emissões de material particulado (MP), 7,3 milhões de toneladas de NOx e 209.230 toneladas de hidrocarbonetos (HC). No cenário SS, os benefícios são ainda maiores, com reduções de 163 mil toneladas de MP, 10 milhões de toneladas de NOx e 286 mil toneladas de HC.

A redução de 5.2% nas emissões de GEEs, observada no Cenário Estadual quando se compara a combustão de gás natural e a de diesel, talvez não seja um resultado tão grandioso, mas há reduções consideráveis de poluentos locais NOx, PM e HC: respectivamente de 75%, 88% e 100%.

“Os maiores benefícios, tanto no que diz respeito a reduções na poluição quanto aos preços dos combustíveis em questão, são percebidas em São Paulo e Campinas, regiões com maior potencial de substituição de diesel por GNL e onde o diesel é mais caro do que no resto do Estado. Nossos resultados mostram que em São Paulo, o GNL pode ser até 60% mais barato que o diesel”, diz Dominique Mouette, professora da Escola de Artes, Cências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH/USP), autora principal do artigo e líder do projeto no RCGI focado na viabilidade de um Corredor Azul no Estado de São Paulo.

Barreiras regulatórias – Entretanto, apesar das vantagens econômicas e ambientais apresentadas, o GNL ainda enfrenta barreiras regulatórias para sua utilização generalizada no setor dos transportes. “Ele não é regulamentado para ser usado como combustível de veículos no Brasil. A maioria do GNV utilizado aqui é gás natural comprimido, o GNC”, afirma.

 

Sobre o RCGI: O FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI) é um centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Shell. Conta com 320 pesquisadores que atuam em 46 projetos de pesquisa, divididos em quatro programas: Engenharia; Físico/Química; Políticas de Energia e Economia; e Abatimento de CO2. São projetos que visam reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa (GEEs), em especial o CO2.

 

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