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Aplicativo traz os nutrientes de 3.500 alimentos

Trata-se de um app da nova versão da Tabela Brasileira de Composição

de Alimentos, que foi ampliada e inclui a composição química de 2.100 receitas.

O Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC – Food Research Center) lança, no dia 28 de agosto, um aplicativo da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA), que está em sua 7º versão. Ampliada e com novos recursos de busca, a TBCA traz a composição química e o valor energético de cerca de 3.500 alimentos (1.600 a mais que a versão anterior), incluindo crus e cozidos, produtos manufaturados e pratos compostos. Só de receitas, são quase 2.100 itens.

O app da TBCA estará disponível na loja de aplicativo para Android. Por meio dele, o usuário terá acesso à composição centesimal (umidade, proteínas, lipídios, carboidratos, cinzas e energia), as vitaminas A e C, cálcio, ferro e sódio de cada alimento. “A vantagem do aplicativo é a mobilidade, o acesso à informação pelo celular caso não se tenha computador disponível”, explica a nutricionista Kristy Soraya Coelho, pesquisadora FoRC e que trabalha no projeto desde 2015”, acrescenta.

Novos recursos – A 7ª versão da TBCA está abrigada em um site de alto rendimento, que permite milhares de acessos simultaneamente. O sistema de busca foi modificado para facilitar o trabalho de nutricionistas e pesquisadores. O usuário pode fazer buscas por alimento, grupo ou tipo de alimento. “A busca por tipo de alimento, incluída na ferramenta nova, facilita muito. Por exemplo, em uma busca pelo alimento “feijão”, no tipo “preparação”, só aparecerão receitas com feijão, e não o feijão in natura”, exemplifica Kristy. Uma busca como essa trará uma lista com dados de 35 receitas, desde feijão carioca até salada de feijão fradinho, sopa de feijão, feijão preto, mocotó com feijão branco, etc.

Outra forma de busca é pelo componente, associado ao grupo e tipo de alimento que interessa ao usuário. Exemplo: ao selecionar “colesterol” (componente), “peixes e frutos do mar” (grupo de alimentos) e “in natura” (tipo de alimento), aparecem todos os peixes e frutos do mar crus com este componente, ordenados de forma decrescente ou crescente conforme a quantidade de colesterol.

Diferença nos detalhes – A exemplo da versão anterior, a nova TBCA também traz uma ferramenta de avaliação de ingestão energética, mas agora com a possibilidade de busca por alimento, grupo, tipo ou os três juntos. Exemplo: ao clicar em “feijão” e “preparação”, o sistema apresenta uma lista com 12 receitas. Em cada uma há informação sobre a medida de energia (kcal), por unidade de medida caseira – uma concha rasa, por exemplo.”, segundo Kristy.

Eliana Bistriche Giuntini, nutricionista e pesquisadora do FoRC, também envolvida no trabalho, destaca que as receitas incluem diferentes modos de preparo e ingredientes que levam em consideração hábitos de públicos distintos. “Tivemos a preocupação de colocar preparações com óleo, sem óleo… Outro exemplo: arroz polido com sal, sem sal; arroz integral com sal, sem sal, e assim por diante”, conta. “Os dados da TBCA também estão sendo produzidos em função da demanda da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), do IBGE, com o objetivo de subsidiar o Instituto com dados atuais para análise de consumo alimentar”, acrescenta Eliana.

 

Serviço: O lançamento da 7ª versão da TBCA e do aplicativo acontece no 15° Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), dia 28 de agosto, 14h30, no Centro de Convenção Rebouças, em São Paulo, e será marcado por uma palestra, em uma das sessões na abertura do evento, feita pela professora Elizabete Wenzel de Menezes, e pelas pesquisadoras Eliana Bistriche Giuntini e Kristy Soraya Coelho em outras sessões do dia 30. No Congresso, o FoRC também estará no estande da SBAN para demonstração das novas funcionalidades do site da TBCA e também do aplicativo.

Sobre a TBCA: A TBCA tem o objetivo de auxiliar profissionais de nutrição na montagem de cardápios e dietas personalizadas, além de ajudar a comunidade em geral a atingir a meta de uma alimentação saudável. Sua base de dados também fornece subsídios para pesquisas que envolvem quantificação de nutrientes em alimentos. Entre outros diferenciais, a TBCA trabalha majoritariamente com dados dos alimentos mais consumidos pelos brasileiros. Seu acesso para consulta é gratuito e livre, mas é necessário adquirir licença paga para o uso de sua base de dados em uma outra ferramenta de trabalho.

A TBCA foi primeira tabela de composição de alimentos online da América Latina e foi ao ar em 1998. Atualmente, é a mais abrangente feita no País. Desde sua origem, segue os preceitos do Infoods (International Network of Food Data Systems), que define regras para análise e compilação de alimentos, e tem como meta melhorar a qualidade da informação de composição de alimentos mundialmente. O projeto, abarcado pelo Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC) em 2013, está sob a coordenação dos professores Franco Lajolo e Elizabete Wenzel de Menezes, ambos integrantes do FoRC e docentes da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF/USP).

Mais informações: tbca.contato@usp.br.

 

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Por Acadêmica
Alimentos podem interferir nos efeitos dos medicamentos

Alguns retardam ou potencializam a ação do remédio; outros causam efeitos adversos. Especialista do ICB-USP aponta quais interações devem ser evitadas.

 

Nem toda a bula de medicamento alerta, mas há vários alimentos que não devem ser ingeridos com determinados medicamentos. São interações pouco conhecidas e difundidas. “Este tipo de interação é estudado desde a segunda metade do século XX, mas somente nos últimos anos é que trabalhos e ensaios clínicos têm mostrado que a administração de alguns deles junto com determinados nutrientes podem alterar a ação do medicamento e a eficácia do tratamento”, afirma o farmacêutico Moacyr Aizenstein, professor do Departamento de Farmacologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP).

Autor do livro Fundamentos para o Uso Racional de Medicamentos (Editora ELSEVIER, 2016), que está em sua terceira edição, e responsável por um curso sobre o assunto para profissionais da saúde, Aizenstein tem uma lista extensa do que deve ser evitado.

Em primeiro lugar, é um equívoco tomar o remédio sempre após a refeição – na verdade, o ideal é em jejum. “O estômago vazio facilita a absorção – com exceção de alguns medicamentos específicos, como anti-inflamatórios e a metformina [antidiabético], que precisam da proteção de alimentos no estômago pois provocam irritação gástrica”, explica.

Alerta amarelo – Segundo ele, algumas frutas como maçã, ameixa e goiaba, que contém pectina, podem retardar a absorção de medicamentos à base de paracetamol, como o Tylenol, por exemplo. Já o feijão, lentilha e cereais, classificados como fibras insolúveis, retardam a absorção de digoxina, usada no tratamento da insuficiência cardíaca.

O suco concentrado de grapefruit, por sua vez, causa um aumento na biodisponibilidade dos hipertensivos nifedipina e felodipina, por inibirem seu metabolismo. “Mesmo em pequenas quantidades, essa interação pode provocar efeito tóxico.”

Alimentos que contém xantina, como café, chá e chocolate, também podem potencializar o efeito da teofilina no tratamento da asma, provocando intoxicação.

Alerta vermelho – Aizenstein chama a atenção para alimentos que contém tiramina, tais como queijo, vinho tinto ou produtos defumados. Associados com medicamentos usados no tratamento de doenças psiquiátricas, sobretudo com os fármacos antidepressivos inibidores da enzima monoaminoxidase, há o risco de o paciente ter uma crise de hipertensão.

Bebida alcoólica, vale reforçar, nunca deve ser ingerida com ansiolítico, sedativo ou anestésico. “A ingestão de álcool tem um efeito sinérgico, potencializando o efeito desses medicamentos. Há um caso clássico de uma paciente que tomava ansiolítico, foi numa festa, bebeu e entrou em coma.”

Ele chama a atenção também para a associação do álcool com o metronidazol (antiparasitário), o cetoconazol (antifúngico), as cefalosporinas (antibióticos). “Pode causar acúmulo de aldeído acético no organismo, uma substância tóxica, levando o paciente a ter dor de cabeça, náusea, vermelhidão e crise hipertensiva.

No geral, deve-se evitar a ingestão de álcool com qualquer medicamento. “Se o paciente está tomando algum medicamento é porque tem alguma patologia. E o álcool é um imunossupressor: diminui a capacidade do organismo de se defender. Além disso, é um indutor enzimático. “Ao aumentar a expressão de uma enzima, pela ingestão de álcool, o medicamento será metabolizado mais intensamente, e isso afeta sua concentração no organismo, diminuindo sua eficácia.”

 

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