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A agência que fala a língua da inovação
Nutrição se destaca no Prêmio Péter Murányi 2016

Dos 90 trabalhos que concorrem nesta edição, mais de 40 trazem inovações em produto e em estudos sobre os efeitos de substâncias e dietas na saúde humana.

 

A 15ª edição do Prêmio Péter Murányi, cujo tema é “Alimentação” terá 90 trabalhos científicos concorrendo ao prêmio de R$ 200 mil. Os trabalhos foram indicados por 67 instituições, do Brasil e de outros países da América Latina. Parte expressiva dos trabalhos (mais de 40) apresenta inovações em produtos e em estudos sobre os efeitos de determinadas substâncias ou dietas na saúde humana.

“Análise inicial mostra uma concentração de trabalhos nas áreas de nutrição e qualidade de alimentos” afirma Zilda Vera Murányi Kiss, presidente da Fundação Péter Murányi que organiza o prêmio. “Apesar dessa concentração, em sua totalidade os trabalhos contemplam diversas subáreas do conhecimento, o que sempre exige uma Comissão Técnica e Científica multidisciplinar” acrescenta.

Essa Comissão irá selecionar três trabalhos para a escolha do Júri. Os nomes do vencedor e dos outros dois finalistas serão anunciados em fevereiro próximo, na reunião do Júri, em data a ser definida. O vencedor, além de R$ 200 mil, receberá troféu e certificado; já os demais finalistas, diploma e menção honrosa. A cerimônia de premiação será realizada em abril de 2016, em São Paulo. Vencedor e finalistas também serão convidados a apresentar seus trabalhos na 68ª Reunião Anual da SBPC, que ocorrerá em Porto Seguro (BA), em julho do ano que vem.

Desde que foi lançado, em 2002, o Prêmio Péter Murányi já concedeu mais de R$ 2 milhões em prêmios. A cada ano, contempla uma área diferente – saúde, educação, alimentação e desenvolvimento científico e tecnológico – de forma alternada. Os trabalhos, que devem ser inovadores e ter aplicabilidade prática, são indicados por instituições convidadas. “A cada edição, temos conseguido alcançar o objetivo da Fundação, que é valorizar pesquisadores e instituições cujos trabalhos contribuam para melhorar a qualidade de vida das populações dos países em desenvolvimento” finaliza a presidente da entidade.

 

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A melhor rota de ônibus, baseada no conforto dos passageiros

Essa é a proposta de um sistema que está sendo desenvolvido na Poli-USP.

Um sistema que permitirá a escolha da melhor rota de ônibus considerando, além do tempo e custo, o conforto do passageiro durante a viagem está sendo desenvolvido pelo engenheiro de computação Bruno Pimentel Machado, aluno de mestrado do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

Segundo o pesquisador, o sistema proposto é diferente do que já existe no site SPTrans, por exemplo. “Além de levar em conta as rotas, a disponibilidade de linhas para um trajeto, o sistema fará a seleção baseado também na sensação geral de conforto do passageiro” explica Machado. Ou seja, ele poderá indicar ao usuário uma rota na qual o ônibus não esteja lotado, ou uma opção na qual o veículo produza pouco barulho ou não sacuda demais, ou que esteja mais frio em dias de calor etc.

No mestrado, o pesquisador montou um algoritmo que trabalha com esse tipo de informação e permite ao usuário tomar uma decisão orientada sobre a percepção do que é melhor para ele. “É como o Waze, mas levando em conta fatores mais pessoais” explica André Hirakawa, professor que está orientando Machado na pesquisa.

O estudo usa alguns recursos de Matemática ou Lógica Nebulosa, método que permite aos pesquisadores lidar com incertezas e fatores menos objetivos ou quantificáveis – por exemplo, para uma pessoa um ônibus pode ser barulhento ou quente e para outra não. Machado criou, então, perfis. O Perfil A, por exemplo, vai dizer que velocidade é mais importante do que barulho. Um Perfil B vai pensar que conforto dos assentos é mais importante do que temperatura. “Em cima desses perfis, atribuí pesos para essas diferentes características para definir qual a melhor opção a ser sinalizada para o usuário quando ele consultar o sistema” detalha.

Cidades inteligentes – Esse sistema foi concebido para ser operado em um contexto de uma cidade inteligente, onde as informações sobre os trajetos e ônibus (lotação, tempo de viagem, percurso, temperatura interna, ruído dentro do veículo, entre outros) são colhidos por sensores e estão disponíveis para que o sistema os acesse em tempo real, oferecendo ao usuário as melhores opções para naquele momento (o ônibus mais vazio, o menos barulhento, as possibilidades de baldeações para trem, metrô ou outro ônibus etc).

“Nesse momento, a pesquisa está mais focada no desenvolvimento do conceito, da lógica que vai permitir que o usuário consiga demonstrar a sua preferência e receber sugestões. Futuramente, o sistema pode ser usado para criar aplicativos” destaca o professor Hirakawa.

A pesquisa está quase concluída. No momento, Machado está fazendo testes para consolidar o modelo. “Quando se cria um modelo, é preciso estressá-lo, ou seja, testá-lo para várias condições para comprovar que ele realmente representa de forma adequada o processo como um todo” explica o pesquisador. Ele criou várias situações extremas – como manter o ônibus muito tempo parado num ponto do trajeto, ou o ônibus estar sempre lotado – para ver se o modelo realmente vai trazer como resultado o que o usuário precisa.

Ele também utiliza dados de pesquisa sobre o trânsito na Suécia, de outras pesquisas correlatas e alguns dados da SPTrans para fazer os testes dos modelos. “Planejamos enviar os resultados do projeto para a SPTrans, que poderá utilizar o sistema para desenvolver um aplicativo no futuro” conclui Hirakawa.

 

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Bolsa família não impede situação de insegurança alimentar

FoRC promove palestra de pesquisadora da Universidade Estadual de Ohio sobre impacto do Bolsa Família com ribeirinhos da Amazônia; dados indicam que ingestão de calorias diminuiu e insegurança alimentar aumentou

A Floresta Nacional de Caxiuanã, criada em 1961, foi a primeira das Flonas brasileiras. As Flonas são um tipo de unidade de conserveção de uso sustentável, geridas pela União.Os poucos habitantes remanescentes da debandada promovida quando o local passou a ser Unidade de Conservação (um número que varia entre 350 e 500 pessoas), vivem em grande isolamento, em sete comunidades com poucas casas. Foi ali que, em 2002, a pesquisadora norte-americana Barbara Piperata, da Universidade Estadual de Ohio, desembarcou para um estudo de campo de dois anos sobre amamentação. Entre 2007 e 2008, ao voltar para dividir os dados com os ribeirinhos, Barbara notou uma grande mudança de hábitos, bem como de padrões alimentares, ocasionada, principalmente, pelo acesso ao programa Bolsa Família, do governo federal.
“Eles estavam comendo muito mais arroz, feijão e biscoito. Quando morei com eles, em 2002, havia pouco consumo de importados e 78% do consumo da dieta era de produtos locais: peixe, farinha, frutas, com destaque para o açaí, caça… O que vinha de fora era só açúcar, sal, café e óleo de soja” lembra Barbara. Ela então resolveu realizar um novo levantamento, cujo foco fossem as mudanças ocasionadas pelo acesso ao benefício. E em 2009 voltou ao local. São os dados desse trabalho que ela apresentará em um simpósio, no dia 19, organizado pelo Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC – Food Research Center).
“Fiz um questionário sobre a experiência com o Bolsa Família e apliquei em mais de 70 casas. Quanto recebem, como gastam, quem vai buscar e onde, quanto gastam para buscar o dinheiro etc. Também trabalhei com a EBIA (Escala Brasileira de Insegurança Alimentar). Apliquei ainda um questionário sobre a economia domiciliar, e em 52 dessas casas fiz uma investigação minuciosa da dieta: medi o consumo alimentar diário da mulher e de um filho entre 3 e 16 anos, escolhido aleatoriamente” diz a bióloga, doutora em antropologia.
Os resultados são no mínimo surpreendentes. “Notei, como era de se esperar, um aumento no consumo de carboidratos refinados e carnes gordas. Entretanto, ao contrário do previsto, detectei um declínio de ingestão energética e da adequação da dieta. Ou seja: as pessoas estavam ingerindo menos calorias e tanto a quantidade quanto a variedade de comida eram mais altas no momento do recebimento do benefício, declinando ao longo dos 30 dias do mês. Segundo ela, a maior parte do benefício é usada para compra de alimentos. “Em 2002 as mulheres ingeriam algo próximo a 90% das calorias de que necessitavam, enquanto em 2009 apenas cerca de 68%” afirma Barbara.
Em 2002, segundo Barbara, 100% das casas cultivavam mandioca, principalmente para fabricar farinha, a base da alimentação do ribeirinho amazônico. Em 2009, apenas 63% das casas cultivava o tubérculo. “A mudança mais drástica é que as pessoas estavam parando de fazer roça, muitas casas pararam de fazer farinha, embora a mandioca continue sendo a maior fonte de energia e carboidrato dessas populações” diagnostica Barbara.
Barbara lembra ainda o contexto das mudanças observadas. “A escola local só oferece ensino até o oitavo ano, por isso, muitos jovens estão em Portel, cidade mais próxima, para estudar. Assim, os pais perdem braços para a lavoura. Além disso, a percepção do valor monetário de seu trabalho, adquirida na cidade, faz com que esses jovens, ao voltarem para as comunidades, solicitem dinheiro e presentes para trabalhar na lavoura dos pais e vizinhos. Algo que se fazia em regime de mutirão há alguns anos” observa a pesquisadora.
Os dados de 2009 mostram que a maior mudança foi a fonte dos alimentos. Os ribeirinhos começaram a comer muitas coisas compradas: feijão, arroz, bolacha, charque, carne enlatada, mortadela, frango congelado… Em 2002, quatro das cinco principais fontes de energia (mandioca, açaí, peixe e outros frutos) eram produzidas localmente. Em 2009, três das cinco principais fontes de energia (feijão, arroz, e bolachas) eram compradas. Em 2002, o açaí, uma fruta local, ficava em segundo lugar entre as fontes mais importantes de carboidratos, seguido por açúcar, café e arroz (todos comprados). Em 2009, com exceção da mandioca, todas as fontes de carboidratos (arroz, café, bolachas, e feijão) eram compradas fora das comunidades.
“É visível que a mudança da fonte primordial de alimentos – dos locais para os importados – concorreu para aumentar o padrão de insegurança alimentar nas comunidades” conclui a pesquisadora. “Notei em 2009 uma preocupação excessiva com a estocagem de comida, com a quantidade disponível. Porque comida, agora, é o que vem de fora. Os homens adultos relataram que só quando acabam as provisões trazidas da cidade é que saem para caçar ou pescar.

Serviço: Mini simpósio Transição Nutricional no Brasil.
Data e hora: 19 de novembro, a partir das 8h30.
Local: Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP (Av. Professor Lineu Prestes, 580, bloco 13ª, 1º andar – Cidade Universitária – São Paulo)
Inscrições gratuitas pelo e-mail forc@usp.br

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Executivo da SAAB fala para profissionais na área de automação

Lançado em maio, WASP deverá ter 11 anos de duração e pretende

formar 100 PhDs; programa convidará pesquisadores estrangeiros.

 

Mais de dez palestrantes, entre brasileiros e estrangeiros, estarão reunidos no 3º

Workshop Brasileiro-Sueco em Aeronáutica e Defesa, que acontece dia 12 de novembro

no parque Tecnológico de São José dos Campos. Organizado pelo Centro de Pesquisa e

Inovação Sueco Brasileiro (CISB), e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o

workshop conta com a participação dos governos sueco e brasileiro, além de

pesquisadores, representantes de universidades brasileiras e suecas, e de indústrias.

Um dos convidados do dia é Gunnar Holmberg, executivo da empresa sueca

SAAB, que vem ao Brasil falar sobre um programa de pesquisa e formação para

engenheiros e profissionais de tecnologia da informação iniciado em maio deste ano na

Suécia, que reúne universidades e indústrias: o WASP (Wallenberg Autonomous

Systems Program).

Trata-se de um programa focado na pesquisa básica, educação, formação e

recrutamento na área de desenvolvimento de software e sistemas autônomos.

Hospedado na Linköping University, o WASP está sendo executado em parceria com

outras três instituições de ensino superior: Chalmers University of Technology, Royal

Institute of Technology e Lund University. O investimento total é de 1,8 bilhão de

coroas suecas, (por volta de 450 milhões de reais) dos quais 1,3 bilhão estão sendo

fornecidos pela Fundação Knut e Alice Wallenberg e os 500 milhões restantes pelas

universidades e empresas privadas participantes do programa.

“O WASP também envolverá equipes de pesquisa em outras instituições de

ensino superior, e admitiremos pesquisadores de outros países mediante convite”

adianta o coordenador do WASP na SAAB, Gunnar Holmberg. Ele afirma que a partir

de 2016 o programa estará implementado e apto a receber pesquisadores estrangeiros.

“Os brasileiros são naturalmente muito interessantes como ampliação do intercâmbio

maior entre ambientes de pesquisa e inovação no âmbito da relação entre Brasil e

Suécia. Por isso, eventos como os workshops do CISB são muito importantes para que

consigamos identificar os pesquisadores certos. Mas estamos apenas no começo e

precisamos trabalhar para fazer essa troca acontecer.

Segundo Holmberg, os projetos iniciais incluem pesquisas nas áreas de sistemas

de transporte automático, nuvens autônomas, desenvolvimento de tecnologias e

metodologias de interação e comunicação com futuros sistemas inteligentes,

desenvolvimento de sistemas autônomos voltados para dados, localização e

dimensionamento em sistemas autônomos e interação e comunicação com agentes

“O WASP está programado para ter 11 anos de duração e um dos resultados

mais importantes é estabelecer novo patamar de pesquisadores e engenheiros na área de

automação” diz o executivo, lembrando que a meta é formar 100 PhDs durante esse

tempo. Ainda de acordo com Holmberg, o papel da indústria no programa é muito

“A indústria, além de prover pesquisadores em nível de PhD que atuam no

mercado, também contribuirá com situações do ‘mundo real’ para que estes

pesquisadores se debrucem sobre temas relevantes, ou seja: cenários reais para as

demonstrações e testes dos softwares desenvolvidos nas universidades” explica,

lembrando que a SAAB tem cinco pesquisadores em nível de PhD participando do WASP.

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Poli/USP é sede da 38ª Olimpíada Paulista de Matemática

Etapa final acontece dia 7 de novembro. Haverá também atividade de divulgação dos cursos de Engenharia da Poli junto aos participantes da competição.

No próximo sábado (07/11), será realizada na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) a última fase da 32ª edição da Olimpíada Paulista de Matemática. Um total de 455 alunos do ensino fundamental e médio de escolas do Estado de São Paulo participará da competição nessa fase. A primeira fase contou com 30 mil alunos.

A Olimpíada será realizada nos prédios do Biênio e da Engenharia de Produção, e começará às 8h. Uma comissão de 40 professores irá corrigir as provas no mesmo dia e o anúncio dos resultados e cerimônia de premiação ocorrerão no Parlatino do Memorial da América Latina, também no dia 7 de novembro, às 16h30, aproveitando que os alunos que estudam no interior de São Paulo ainda estarão na cidade. Serão premiados os 18 melhores alunos de cada nível, divididos em escolas particulares e escolas públicas, que receberão três medalhas de ouro, seis de prata e nove de bronze.

A prova terá cinco questões dissertativas. “As questões que apresentamos são baseadas nos programas curriculares das escolas, mas propomos exercícios desafiadores, diferentes, intrigantes e divertidos, que levam os alunos a aprofundarem seus estudos e despertam o interesse deles pela Matemática e suas diversas áreas” destaca o preside das Olimpíadas, professor Pablo Ganassim.

Atraindo os melhores – Durante a Olimpíada, a Escola Politécnica terá uma equipe de seis pessoas, funcionários do Escritório de Relacionamento e alunos da Poli, para fazer a divulgação dos cursos de Engenharia disponíveis na USP, dos programas da Universidade, como o de permanência estudantil, e de programas da própria Poli, como o de intercâmbio.

“Trata-se de um público de interesse da Poli. São estudantes do ensino médio, e em final de Olimpíada, ou seja, são os melhores estudantes em Matemática, uma área das Ciências Exatas compreendida como pré-requisito para aqueles que têm predisposição para a Engenharia” destaca Júnior Rocha, do Escritório de Relacionamento da Poli. “Vamos também aproveitar o tempo que antecede a prova para colocar os alunos da Poli em contato com esses estudantes, para propiciar a troca de experiências e apresentar as diversas modalidades de Engenharia que temos aqui” acrescenta.

Os participantes da Olimpíada também receberão material impresso sobre a Escola, elaborado especialmente para o público do ensino fundamental e médio, que ainda está procurando definir qual carreira seguirá no ensino superior.

 

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Poli/USP planeja novo curso no campus de Santos

Proposta é formar um engenheiro globalizado, capaz de lidar com problemas complexos e enfrentar os grandes desafios deste século.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), em parceria com o Groupe das Écoles Centrales, da França, planeja para 2018 iniciar um novo curso de Engenharia no campus da USP em Santos, no litoral paulista. Diferentemente dos demais, o novo curso da Poli terá uma abordagem mais generalista com o objetivo de formar profissionais globalizados, capazes de lidar com problemas complexos e enfrentar os principais desafios da Engenharia deste século.

O novo curso será ministrado em três línguas – Português, Francês e Inglês – por docentes da Escola Politécnica e do Groupe das Écoles Centrales, compostos por cinco escolas: a Centrale Supélec em Paris, e as École Centrales de Lille, de Lyon, de Marseille e de Nantes. “Trata-se de um grupo que lidera a educação superior na França e que tem um longo histórico de colaboração com a Escola Politécnica” destaca o diretor da Poli, prof. José Roberto Castilho Piqueira.

As tratativas para a parceria tiveram início em setembro, quando a Poli recebeu a visita de uma delegação do grupo francês e assinou uma carta de intenções. “A assinatura da carta foi o primeiro passo para a instalação do novo curso em Santos, cidade considerada estratégica não só para o desenvolvimento da economia paulista na próxima década, como também para a pesquisa e o ensino de graduação e pós-graduação” afirma Piqueira.

Uma comissão de docentes e funcionários está encarregada de preparar um plano pedagógico inovador para o novo curso, que integrará a experiência brasileira e a francesa no ensino da Engenharia. O curso, como os demais da Poli, será gratuito. O acesso será pelo vestibular.

Poli em Santos – Desde 2012, a Escola Politécnica mantém em Santos um curso de graduação em Engenharia de Petróleo. Anualmente, são oferecidas 50 vagas para o curso. A Poli também tem investido em infraestrutura laboratorial para fomentar trabalhos de pesquisa e já se prepara para oferecer, num futuro próximo, cursos de pós-graduação.

 

 

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Poli amplia Laboratório de Caracterização Tecnológica

Depois de reforma e aquisição de novos equipamentos, laboratório amplia capacitação analítica à disposição da academia e do setor privado.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) apresentará nesta quarta-feira (4/11), às 17h, as novas instalações do Laboratório de Caracterização Tecnológica (LCT), uma facilidade multiusuário que pode ser usada tanto por pesquisadores da academia como de centros de P&D privados. O LCT conta com equipamentos de última geração, essenciais na pesquisa e no controle de processos da indústria da mineração, além da caracterização de materiais.

O LCT opera no estado da arte em diversas técnicas de caracterização de materiais. A microtomografia de raios X de alta resolução apresenta a capacidade única de gerar imagens tridimensionais, possibilitando a observação da estrutura interna de amostras de materiais polifásicos, em análises não invasivas, com aplicações em estudos de recursos naturais, ciência e engenharia de materiais, ciências biológicas e controle de qualidade (QA/QC).

O microtomógrafo Versa XRadia 510, marca Zeiss, foi adquirido através de projeto FINEP (MCT/FINEP/CT-INFRA – PROINFRA, investimento da ordem de US$ 1 milhão) como parte da proposta da Pró Reitoria de Pesquisa, na gestão do professor Marco Antônio Zago, hoje reitor da USP, de consolidação de core facilities em técnicas de caracterização de materiais, de forma a atender os vários grupos de pesquisa da USP que desenvolvem estudos de materiais para aplicações diversas visando a inovação e a sustentabilidade.

Na microtomografia, após a coleta de um conjunto de imagens, é efetuada a reconstrução tomográfica em 3D da seção transversal irradiada, obtendo-se dados relativos à morfologia e feições texturais, composição quantitativa de fases, distribuição de tamanho de feições/partículas/fases, área interfacial, presença e distribuição de tamanho de poros e suas inter-relações.

Os equipamentos de difração de raios X (D8 Endeavor) e de espectrometria de fluorescência de raios X (S8 Tiger), da marca Bruker AXS, são de última geração e custam em torno de US$ 500 mil, tendo sido alocados no laboratório mediante parceria com a empresa Oregon Labware, representante comercial da Bruker ASX para o setor mineral.

O LCT conta ainda com microscópios eletrônicos de varredura (MEV) com sistemas de microanálise química por EDS e WDS, microscopia confocal e óptica, entre outros. Recentemente, incorporou a tecnologia de espectrometria de absorção atômica, prevendo-se a chegada até o final do ano de um espectrômetro ICP-OES, também para a realização de análises químicas. “Em técnicas de caracterização, temos tomografia e MEV’s de última geração que, combinados adequadamente, permitem um grande refinamento no estudo das características de materiais polifásicos” destaca o coordenador do LCT, o professor Henrique Kahn.

Com a reforma e ampliação, o LCT pretende voltar a oferecer treinamentos e cursos de capacitação nas técnicas de que dispõe. Também está trabalhando no desenvolvimento de um software próprio para gestão de laboratório (LIMS), como parte das medidas de controle de qualidade (QA/QC) que estão sendo ampliadas.

A apresentação das novas instalações contará com as presenças do reitor da USP, Marco Antônio Zago; do vice-reitor, Vahan Agopyan; do pró-reitor de Pesquisa da USP, José Eduardo Krieger; do diretor da Escola Politécnica, José Roberto Castilho Piqueira; do chefe do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da Poli, Luís Enrique Sanchez.

Pesquisas de ponta – Além de ser base para inúmeras pesquisas da Poli, de unidades da USP e outras universidades, o LCT atua como prestador de serviços para o setor privado, em projetos de pesquisa em cooperação com empresas e atividades de extensão. Opera essencialmente com recursos próprios, obtidos das parcerias que estabelece em projetos de pesquisa e serviços analíticos que realiza para empresas e comunidade acadêmica (custos subsidiados). Além de empresas que atuam no setor mineral, como Vale, Votorantim, Anglo American, Samarco, CBMM, Yamana, Kinross, Magnesita, Imerys, Saint Gobain, Galvani, Alcoa e Mineração Rio do Norte, o LCT atende a outros setores produtivos, como metalúrgico, químico e farmacêutico, materiais odontológicos, reciclagem e meio-ambiente.

“Essencialmente atuamos na caracterização de materiais inorgânicos com foco principal em matérias primas e recursos minerais. As técnicas de caracterização disponíveis podem também serem aplicadas em estudos de materiais metálicos, cerâmicos, cimentícios, vidros, poliméricos, etc.” As análises, segundo Kahn, não precisam estar vinculadas à execução de um projeto de pesquisa; podem ser solicitadas como serviços analíticos.

Para utilizar as facilidades do LCT, é preciso acessar o site oficial do Laboratório (http://www.lct.poli.usp.br/), onde constam os procedimentos e formulários básicos. Posteriormente são agendadas reuniões para discutir com mais detalhes as demandas, valores e/ou eventuais contrapartidas.

 

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Aluno da Poli propõe gaseificação para Itanhaém

Projeto pode ser replicado em outras cidades litorâneas e de pequeno porte. Tecnologia usa lixo para produzir energia elétrica.

O engenheiro ambiental Luiz Henrique Targa Gonçalves Miranda, aluno do Programa de Educação Continuada da Escola Politécnica (PECE/Poli) da USP, desenvolveu um projeto de pesquisa no qual propõe a tecnologia da gaseificação de resíduos sólidos para o município de Itanhaém, localizado no litoral sul de São Paulo. O projeto acaba de conquistar o primeiro lugar no concurso de monografias Eco_Lógicas, promovido pela Organização Latino-Americana de Energia (Olade).

A Olade é entidade internacional, criada em 1973, e que reúne 27 países da América Latina e Caribe, incluindo o Brasil, e pelo Instituto Ideal. O trabalho vencedor foi desenvolvido sob orientação da professora doutora do PECE, Suani Teixeira Coelho, do Programa de Pós-Graduação em Energia do Instituto de Energia e Ambiente da USP (PPGE-IEE), do Programa Integrado de Pós-Graduação (PIPG) em Bioenergia (PIPG/Bioenergia/USP/Unicamp/Unesp), e coordenadora do Grupo de Pesquisa em Bioenergia/GBIO, antigo Cenbio.

No projeto, que conquistou o primeiro lugar na categoria eficiência energética do Eco_Lógicas, Miranda estudou o problema da destinação dos resíduos sólidos na cidade de Itanhaém, considerado de pequeno/médio porte. O município envia seu resíduo urbano para um aterro sanitário em Mauá, o que acarreta uma viagem de 110 quilômetros de distância, gerando gastos para a prefeitura.

O Brasil tem, hoje, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que obriga as cidades a encontrar uma solução para a destinação final do lixo que não seja o aterro, e a eliminar os lixões. “Na minha pesquisa, eu avaliei a cidade, quanto ela gera de resíduos e quais as tecnologias disponíveis para aproveitar o resíduo urbano para gerar energia, encontrando solução para dois problemas que as cidades enfrentam hoje – o que fazer com o resíduo e como encontrar fontes alternativas de geração de energia” explica.

Para escolher a melhor alternativa para o aproveitamento energético do lixo em Itanhaém, Miranda pesquisou o tipo de resíduos e a quantidade de lixo gerado diariamente na cidade. A maior parte é de matéria orgânica (75% do total). A geração per capta diária do município está em torno de 0,80 kg de resíduos. Diante desse perfil, Miranda apresentou como solução mais adequada para o município de Itanhaém o uso da tecnologia de gaseificação.

Gaseificadores são reatores capazes de transformar um resíduo sólido em um gás combustível, por meio de várias reações termoquímicas. Há vários tipos deles. Em seu projeto, Miranda propõe o uso de gaseificadores de leito fluidizado circulante, no qual o ar atmosférico contendo oxigênio é insuflado por baixo da tela da câmara de combustão e o insumo a ser gaseificado (resíduo, biomassa, carvão etc) é inserido por um sistema de válvulas e rosca-sem-fim na região superior a da entrada de ar. Este mistura de combustível e areia presente no leito fica em suspensão dentro do equipamento lembrando, assim, um fluido. Essa tecnologia é vantajosa porque é possível usar gaseificadores de pequeno porte, ideal para locais que produzem quantidades pequenas de lixo.

Pela sua proposta, a gaseificação do lixo de Itanhaém geraria energia elétrica capaz de abastecer 4.730 residências. Se for considerada a existência de quatro pessoas por residência, atenderia 18.935 moradores do município, para o ano de 2014. Esse valor representa 22% da população da cidade.

“Esse estudo poderia ser replicado para diversos outros municípios ou até servir de base para a elaboração do plano de gestão, já que, seguindo esta classificação, dos 5.561 municípios existentes no Brasil, 5.037 são considerados como pequeno porte” destacou ele na monografia que conquistou o prêmio Eco_Lógicas.

 

O concurso

Lançado em 2008, o Eco_lógicas é um incentivo para a pesquisa no setor energético. Além de Miranda, também foi premiada a estudante mexicana Dulce Cristal Becerra Paniagua, na categoria energias renováveis. Ela desenvolveu um sistema autônomo de emergência móvel para purificar água, sob a orientação do professor Joel Pantoja Enríquez, na Universidade de Ciências e Artes de Chiapas. Os dois estudantes vencedores receberam um prêmio de US$ 15 mil e seus professores-orientadores de US$ 10 mil cada um.

O concurso reuniu trabalhos de nove países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Guatemala, México, Paraguai, Peru e Uruguai. Entre os critérios dos avaliadores na seleção dos trabalhos, foram considerados método, relevância do tema e qualidade da redação. As monografias serão reunidas em livros em português e espanhol, distribuídos a bibliotecas de todo o território latino-americano e caribenho.

 

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Poli/USP recebe R$ 2 milhões em equipamentos

Resultado de parceria com as empresas Bruker e Oregon Labware,o LCT-USP reforça suas competências na caracterização de materiais.

O Laboratório de Caracterização Tecnológica (LCT) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) está operando com dois novos equipamentos: um aparelho de espectrometria de fluorescência e outro de difração de raios X, muito utilizados pela indústria do setor mineral, tanto para pesquisa como no controle de processos. Os equipamentos da marca Bruker AXS são de última geração e custam em torno de R$ 2 milhões, tendo sido alocados no laboratório mediante parceria com a empresa Oregon Labware, representante comercial da Bruker ASX para o setor mineral.

“Como parte do acordo com essas empresas, deverão ser realizados projetos de pesquisa específicos de interesse de ambas as partes, estreitamente alinhados com as nossas linhas de pesquisa e competências” afirma o professor Henrique Kahn, coordenador do LCT. Os estudos serão publicados e divulgados em congressos e periódicos científicos indexados. Com o apoio da doutora Giuliana Ratti, também serão oferecidos treinamentos e cursos de capacitação para novos usuários do equipamento de fluorescência de raios X.

Kahn explica que esse equipamento é empregado na análise química quantitativa de elementos, desde o boro até o urânio. Já o de difração de raios X é usado na identificação e quantificação de fases cristalinas e determinação de parâmetros de estrutura cristalina. “O LCT já dispunha desses equipamentos, mas em versões obsoletas e que precisavam ser modernizadas para garantir que o Laboratório continue operando no estado da arte”

Um dos projetos contempla o desenvolvimento de análises de minérios de ferro por difração de raios X para determinação de conteúdos de magnetita, hematita, goethita e demais minerais de ganga, objetivando avaliar as possibilidades de substituição de análises de ferro bivalente hoje realizada por técnicas de análise químicas convencionas por via úmida, diminuindo, assim, o impacto ambiental destas análises (com a eliminação do uso de reagentes), além da automação do processo de análise. Outro projeto contempla o desenvolvimento de análises químicas de elementos de terras raras por espectrometria de fluorescência de raios X.

“Essa parceria é de grande valia não apenas para as empresas envolvidas, mas para todos os profissionais e alunos que terão a oportunidade de ter acesso a equipamentos com tecnologia de ponta” destaca o engenheiro Danilo Bittar, diretor da América do Sul da Bruker AXS. “A experiência no mercado de mineração, juntamente com o know-how de cada um dos partícipes envolvidos na parceria, será de extrema importância para o setor mineral, que está em constante ascensão no país” acrescenta o engenheiro Fausto Rizzo, da Oregon Labware.

A Oregon Labware é o principal fornecedor de insumos para preparação de amostras para fluorescência de raios X no Brasil. Desde 2015, atua no setor de mineração como representante da Bruker AXS. O LCT é um laboratório multiusuário, aberto a pesquisadores da USP e de outras universidades, além de empresas; foi criado em 1990 e dedica-se à pesquisa na área de caracterização tecnológica de materiais, notadamente no setor mineral.

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Por Acadêmica
FoRC usa gelatina para produzir filmes biodegradáveis

Pesquisadores já chegaram a um material com características semelhantes aos polímeros sintéticos (plásticos), mas ele é sensível à umidade do ambiente; solução pode estar no uso de nanotecnologia

O desenvolvimento de embalagens menos nocivas ao ambiente – e que de quebra agreguem novas funcionalidades para manter as características dos alimentos ou possibilitar o controle de mudanças fisiológicas, microbiológicas e bioquímicas – é uma tendência no mundo todo. No FoRC, pesquisadores como os professores Paulo José do Amaral Sobral e Carmen Tadini se dedicam a investigar novos materiais para embalagens, baseados em biopolímeros de fontes renováveis. Sobral trabalha atualmente com gelatina, substância obtida a partir de resíduos da indústria do abate de bovinos (ossos, couro, cartilagem) e suínos (pele), por meio da separação e do tratamento do colágeno (tecido conjuntivo que segura a estrutura muscular nos ossos).
“É uma proteína produzida no mundo inteiro, pois se origina de matéria prima abundante e, no geral, de custo reduzido; por isso escolhemos a gelatina. Além disso, ela tem boas propriedades, como a de formar filmes, por exemplo” salienta.
Sobral está desenvolvendo filmes e recobrimentos comestíveis e biodegradáveis (chama-se recobrimento à embalagem aplicada ao alimento, como se estivesse colada). “Usamos plastificantes, como a glicerina, ou seja, polióis, que são equivalentes aos açúcares, embora não sejam calóricos. O professor alerta que o adjetivo “comestível aqui se refere a uma possibilidade, e não a um hábito ou obrigatoriedade. “Depende muito da higiene, do local onde o alimento foi guardado” diz.
O maior apelo desse material, segundo o engenheiro de alimentos, é que como proteína de origem animal, ele é naturalmente biodegradável. “Se a pessoa não consumir e descartar, ele vai desaparecer em cerca de seis semanas, em contato com o solo. Os microrganismos do solo, sobretudo os fungos, consomem o material e transformam tudo nos componentes mais elementares possíveis: gás carbônico, óxidos,…” explica.
Contudo, ainda há algumas limitações para que o produto seja considerado apto a ser utilizado sem ressalvas. “Tanto a gelatina quanto os plastificantes que usamos, como o glicerol, um subproduto da indústria de biocombustível, são de origem natural e têm grande capacidade de absorver o vapor de água contido no ar. Quando o produto absorve vapor de água, suas características mudam. Ele fica grudento e se destrói facilmente. Hoje, ele teria uma aplicação limitada a regiões muito secas. Mas as pesquisas para melhorá-lo continuam” relata Sobral.
Ele afirma que, além de tentar modificar as proteínas utilizadas e de testar novos aditivos, está usando também a nanotecnologia para dar conta do problema. “Estamos testando a aplicação de nanopartículas de argila, que têm capacidade de diminuir um pouco essa sensibilidade do material à umidade. Usamos a montmorinollita – que é uma argila natural encontrada pela primeira vez no solo de uma região francesa chamada Montmorillon – e a laponita, que é sintética.
Sobral conta também que vem tentando acrescentar mais características funcionais ao material, além daquelas básicas (que são conter e proteger o alimento do ambiente). “Estamos buscando dar atividades a esse material, notadamente duas: antioxidante e antimicrobiana, adicionando à estrutura do material óleos essenciais e outros produtos naturais. Os óleos essenciais de orégano e de alecrim, por exemplo, são excelentes conservantes.
O engenheiro de alimentos revela ainda que, além da gelatina, vem trabalhando com amidos, como o amido de milho e a fécula de mandioca. “Também são de certa forma baratos em relação a alguns polímeros sintéticos. Também são biodegradáveis e comestíveis. No Brasil, em minha opinião, os mais vantajosos para se trabalhar são a gelatina e a fécula de mandioca, porque são abundantes e de baixo custo” resume.

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Por Acadêmica