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A agência que fala a língua da inovação
Novo sistema construtivo ecoeficiente diminui em 35% custo da obra

 

Comparado ao método convencional, o tempo de construção pode ser reduzido em até 40%.

 

Um sistema construtivo feito por brasileiros, que representa um avanço na qualidade em relação aos tijolos ecológicos, está concorrendo a uma vaga na etapa regional do HultPrize 2017, da HultInternational Business School e da Clinton Global Initiative. Se vencer, seus idealizadores terão US$ 1 milhão para executar o projeto que foi concebido paraajudar refugiados. Em todo o mundo, estima-se que o número de refugiados seja superior a 65 milhões de pessoas No Brasil são cerca de 9 mil refugiados reconhecidos, além de cerca de 80 mil haitianos com vistos humanitários ou autorizações de trabalho.

O projeto foi desenvolvido por pesquisadores do grupo de pesquisa NAP Mineração, liderado da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), em parceria com as empresas i9 Building, Prensil, e S.R. Termoplásticos EPP. “Nossa ideia é oferecer moradia digna, além de capacitar e empregar refugiadosna construção das casas. Éum método facilmente replicável, barato e que pode ser utilizado em mutirões”, conta Fernando Rocha, pesquisador do NAP Mineração.

Inovação–Por esse sistema, os blocos de concreto têm pequenos furos nas bordas e se encaixam por meio de conectores de plástico. A argamassa é usada apenas para colar os primeiros blocos na base e no reboco, cujo revestimento tem apenas dois milímetros de espessura. Nas vigas e pilares é usado outro tipo de argamassa, ograute.“Os atuais tijolos ecológicos, produzidos de forma artesanal, a partir de areia e resíduos ou escórias de indústrias, apresentam variabilidade de matéria-prima e consequente perda de qualidade”, conta o pesquisador.

“Nosso sistema visa aproveitar os benefícios do sistema construtivo de blocos encaixados, que também dispensa o uso de argamassa,e superar as deficiências dos tijolos ecológicos”, explica. Os blocos encaixados, chamados de tijolos de solo-cimento, quebram mais facilmente, dificultando muitas vezes o encaixe entre blocos. “Isso não ocorre com o nosso método, devido aos nossos conectores de plástico”, acrescenta.

Economia – Comparado ao sistema tradicional, que usa argamassa para assentar os blocos, o custo de uma obra com esse sistema chega a ser 35% menor.“E o tempo de execução da obra pode cairquase pela metade”, destaca. Em valores, enquanto o metro quadrado de tijolos usandoesse sistema sai por cerca de R$ 43,00, no sistema que usa tijolo ecológico custa R$ 68,00.

O impacto no meio ambiente também é menor. Além de gerar menos resíduos na obra (os blocos já vêm vazados para embutir encanamento e fiação, o que evita quebradeira), a inovação usa pouquíssima argamassa – matéria prima cuja fabricação é responsável por uma parte considerável da emissão de gases de efeito estufa.Os conectores, por sua vez, são feitos de plástico reciclável.

Peneira –Na primeira fase da competição, o projeto dos pesquisadores brasileiros foi selecionado como um dos 300 melhores entre 50 mil apresentados por equipes de várias partes do mundo. Eles, agora, concorrem à etapa regional do prêmio que, nesta edição, busca iniciativas inovadoras e empreendedoras que ajudem refugiados de todo o mundo a se restabelecer.

Na etapa regional, as equipes que tiveram seus projetos selecionados farão apresentações para a comissão julgadora. Os aprovados nessa fasepassarão por um processo de aceleração e receberão apoio técnico para aprimorar os projetos e concorrer na final, que deve ser em setembro. O melhor projeto receberá US$ 1 milhão.Para arrecadar recursos e participar da etapa regional em Boston, o grupo brasileiro lançou uma campanha na internet. As contribuições podem ser dadas pelo site de crossfundingKickante: http://bit.ly/2kb83gp

Mesmo que não cheguem à final, os pesquisadores veem no projeto um potencial produto para ser explorado por empresas brasileiras. Um sistema de franquia está sendo pensado pelos pesquisadores e pela i9, que patentearam a inovação. “Se um fabricante de blocos se interessar pela tecnologia, não precisará fazer grandes alterações em sua planta industrial. “Basicamente terá de adequar os equipamentos para usar nossos moldes de bloco”, diz Rocha.

Um vídeosobre essa tecnologia está disponível na rede para os interessados: https://www.youtube.com/watch?v=FNSAIdk36rM&t=16s

 

 

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Por Acadêmica
Não se deixe enganar: quantidade de sódio é praticamente igual na maioria dos sais

Semana de Conscientização do Sal – 20 a 26 de março

Não se deixe enganar: quantidade de sódio é praticamente igual na maioria dos sais

 

Especialistas do Centro de Pesquisa em Alimentos alertam para a inconsistência dos argumentos acerca dos benefícios dos sais gourmet e reforçam a importância de moderar o consumo, independentemente do tipo de sal.

 

De uns anos para cá, começaram a ficar mais comuns no mercado brasileiro diferentes tipos de sal, das mais diversas procedências. Sal marinho, sal rosa do Himalaia, sal negro do Havaí, entre outros, são alguns dos tipos disponíveis nos supermercados. Por conta de sua composição mineral, a eles são atribuídos, muitas vezes, benefícios que vão desde a redução da pressão arterial até o fortalecimento dos ossos, passando por melhora na função respiratória e prevenção de câimbras musculares. Mas, de acordo com especialistas do Centro de Pesquisa em Alimentos (Food Research Center – FoRC),esses apelos não têm comprovação.


Sal não é a principal fonte de sais minerais

Apesar de conter mais de 80sais minerais, sal não é a principal fonte de sais minerais do ser humano. “Encontramos sais minerais em maior quantidadeem outros alimentos,que podem ainda associar outros benefícios”, afirma Kristy Coelho, pesquisadora do FoRC. Exemplo: leite e derivados (cálcio); verduras escuras, carnes e feijão (ferro);sementes e frutas secas (magnésio);frutas, verduras (potássio). Em segundo lugar, a quantidade recomendada de ingestão diária de sal é tão pequena que as variedades na composição mineral pouco irão fazer diferença para o consumidor. A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que a ingestão de sódio seja de 2 g/dia, o que dá cerca de 5 g de sal. “A quantidade consumida é tão pequena que os apelos com relação à composição mineral desses sais ‘gourmet’ não se justificam”, afirma Kristy.

 

Quantidade de sódio pouco difere

Outra pesquisadora do FoRC, Eliana BistricheGiuntini, chama a atenção para a diferença de teor entre os sais. “O clamor de que o teor de sódio é menor nos sais “gourmet” também não procede”, afirma. Ela cita um artigo científico publicado no JournalofSensoryStudies no qualos autores identificam e comparam o teor de sódio de 45 diferentes tipos de sal. “Excetuando-se os tipos light, refinados,em que o cloreto de sódio (NaCl) é substituído pelo cloreto de potássio (KCl), a diferença entre o sal que contém menos sódio [o sal negro de Kilauea, Havaí] e o que contém mais (o sal marinho do Marrocos) é de 146 mg por grama.Ou seja, é pouquíssima diferença.”

 

Têm a desvantagem de não ter iodo

Há ainda um outro problema, aponta Kristy. “Esses sais chamados “gourmet” são todos ditos integrais. Ou seja: não passaram por processo de refino, nem tiveram adição de iodo. No Brasil, por lei, no caso do sal refinado, é obrigatória a adição de iodo, para prevenir o bócio. Para se ter uma ideia, existem regiões onde o bócio é endêmico, como é caso do Himalaia.”

Kristyreforça que, no geral, o sal serve para realçar o sabor dos alimentos. “Com exceção do sal defumado e do sal sulfurado (sal negro indiano),e daqueles adicionados de funghiporccini ou trufa branca, nenhum deles muda o sabor dos alimentos, apenas acentua o sabor já salgado dos alimentos.O que acontece é que, por conta da granulação diferente, mais grossa ou mais fina, ou em formatos diferentes (como o piramidal), eles conferem outra textura aos pratos, certa crocância, ativando a qualidade psicossensorial do alimento. Tanto que a maioria desses sais “gourmet” é usada para finalização dos pratos, colocada na conclusão das receitas, e não durante o preparo.”

Ela ressalta a importância da moderação no consumo. “Além da hipertensão arterial, o excesso de consumo pode levar ao surgimento de cálculo e à insuficiência renal, agravamento da osteoporose e retenção de líquidos.”

 

 

Veja abaixo alguns tipos de sal encontrados no mercado brasileiro:

 

Sal refinado – é o mais utilizado pela população. Passou a ser adicionado de iodo para evitar o bócio. Devido ao processamento, ocorre uma redução de minerais originalmente presentes. Tem textura fina e homogênea. Cada 1 g desse sal contém aproximadamente 400 mg de sódio.

Sal grosso – é o estágio anterior do sal refinado. Como tem granulação mais grossa evita o ressecamento dos alimentos, sendo o mais usado em churrascos. Cada 1 g desse sal também contém aproximadamente 400 mg de sódio.

Sal líquido – obtido pela dissolução de um sal com alto grau de pureza em água mineral. Não possui aditivos adicionados.

Sal light – possui teor reduzido de sódio (cerca de 50% de cloreto de sódio e 50% de cloreto de potássio). Seu uso é indicado para pessoas que possuem restrição ao consumo de sódio, porém pessoas com doenças renais não devem consumi-lo, pois a presença de potássio pode acarretar complicações cardiovasculares. Cada 1 g desse sal também contém aproximadamente 234 mg de sódio.

Sal marinho – versão intermediária entre o sal grosso e o sal refinado, é raspado manualmente da superfície de lagos de evaporação. Sua granulação pode ser grossa, fino ou em flocos, e dependendo da região de onde é retirado, pode ter a coloração modificada (branco, rosa, preto, cinza ou ter cores combinadas). Por ser pouco processado, preserva os sais minerais. Cada 1 g desse sal também contém aproximadamente 385 mg de sódio.

Sal rosa do Himalaia – sal gourmet já encontrado no Brasil, é extraído na base do Himalaia, numa região que já foi banhada pelo mar há milhões de anos. É rico em minerais como potássio, cobre, ferro, cálcio e magnésio, além de outros, o que lhe confere cor rosada. Cada 1 g desse sal também contém aproximadamente 368 mg de sódio.

Flor de sal – é o sal retirado da camada mais superficial das salinas. Os grãos são crocantes e translúcidos, e ele possui minerais como magnésio, iodo e potássio. A flor de sal mais famosa é da região de Guèrande, na França. No Brasil, a produção se concentra em Mossoró (RN). Cada 1 g desse sal também contém aproximadamente 379 mg de sódio.

Sal negro indiano (KalaNamak) – tem aroma muito similar à gema do ovo e, por conta de compostos de enxofre presentes em sua composição, um forte sabor sulfuroso. De origem vulcânica, apresenta uma cor cinza rosada. Além dos compostos sulfurosos, possui também por cloreto de sódio, cloreto de potássio e ferro. Cada 1 g desse sal também contém aproximadamente 366 mg de sódio.

Sal negro havaiano – recolhido em uma área próxima a um vulcão, região rica em carvão. Os cristais são pequenos e a sua cor se desfaz facilmente. Cada 1 g desse sal também contém aproximadamente 366 mg de sódio.

Sal havaiano (Alaeasalt) – avermelhado por conta da Alaea (argila rica em dióxido de ferro), tem sabor suave. Cada 1 g desse sal também contém aproximadamente 309 mg de sódio.

Sal de Maldon – produzido no Mar da Inglaterra desde a Idade Média, é uma flor de sal que ocorre sob condições climáticas específicas: o sal seca sobre as pedras do litoral, em formato piramidal. É o sal utilizado pela família real inglesa. Cada 1 g desse sal também contém aproximadamente 383 mg de sódio.

 

Outros – Existem outros tipos de sal “gourmet”, de diferentes procedências, colorações e texturas, mas quanto a composição de sódio a variação não diferem muito do sal refinado (aproximadamente 400 mg), variando de 321 mg (sal branco do Havaí) a 443 mg (sal marinho vietnamita) por grama de sal.

 

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Sobre a World Salt Awareness Week 2017

Iniciativa da World Action on Salt and Health (Wash), a World Salt Awareness Week acontecedesde 2008. Durante a semana, as pessoas são conscientizadas acerca dos problemas causados pelo consumo excessivo de sal, que incluem a elevação da pressão arterial, podendo levar a derrames e ataques cardíacos, e também sobre a necessidade de prosseguir o trabalho para alcançar a meta de consumo diário de sal recomendada pela Organização Mundial de saúde, que é de 5g. Para mais informações, acessar http://www.worldactiononsalt.com/awarenessweek/World%20Salt%20Awareness%20Week%202017/191643.html.

 

 

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Por Acadêmica
Pesquisa da USP vence o Prêmio Péter Murányi 2016

Trabalho, que abre caminho para o desenvolvimento de novas tecnologias de conservação de frutas tropicais, receberá R$ 200 mil.

O que todo produtor, comerciante e consumidor de frutas tropicais almeja pode, num futuro próximo, ser alcançado. Um trabalho liderado pelo professor Franco Lajolo, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP), está abrindo caminho para o desenvolvimento de novas tecnologias de conservação de frutas a partir do entendimento dos seus mecanismos de amadurecimento. O avanço nesta área do conhecimento possibilitará diminuir as perdas pós-colheita e oferecer ao consumidor final um produto melhor, mais nutritivo, doce e firme.

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Por Acadêmica
Alunos da Poli-USP ajudam a pintar escola em Trote Solidário

Calouros e veteranos irão revitalizar o refeitório da escola municipal
Olavo Pezzotti, na Vila Madalena, em São Paulo.

O Trote Solidário da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) será realizado no dia 20 de fevereiro, sábado, em São Paulo. Como atividade, calouros e veteranos vão fazer uma obra de revitalização do refeitório da Escola Municipal de Ensino Fundamental – Professor Olavo Pezzotti, que fica na Vila Madalena, Zona Oeste de São Paulo. Os trabalhos devem começar às 9h. A estimativa é de que 80 voluntários participem da ação.

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Por Acadêmica
Poli-USP recebe seus novos alunos a partir desta quinta-feira

Recepção aos calouros tem a participação das associações estudantis,
com trotes divertidos e ação solidária.

Nesta quinta e sexta-feira (11 e 12/2), nas dependências da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), em São Paulo, os 870 estudantes aprovados em Engenharia no vestibular da Poli irão efetuar suas matrículas. Os novos alunos serão recepcionados pela Diretoria e equipe administrativa da Poli e por alunos veteranos integrantes das associações estudantis. Até o dia 20 de fevereiro, haverá uma série de atividades. Veja abaixo os destaques da programação, que incluem aulas inaugurais com politécnicos de renome.

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Por Acadêmica
Pesquisadora da Poli-USP desenvolve ferramentas para compras sustentáveis na construção civil

Em seu trabalho de mestrado, Patrícia Alves do Nascimento insere critérios de sustentabilidade social, ambiental e econômica nas compras das construtoras.

 

A arquiteta e mestranda da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Patrícia Alves do Nascimento, desenvolveu, em seu projeto de pós-graduação, ferramentas para aplicação no setor de compras e suprimentos das construtoras para que estas assegurem a adoção da sustentabilidade junto a sua cadeia de fornecedores. A pesquisadora estudou quais são os critérios e práticas sustentáveis, olhando os aspectos econômicos, sociais e ambientais, e criou formulários e documentos que definem os procedimentos para atender a esses critérios. Com isso, as construtoras podem montar um cadastro de fornecedores que sigam normas e práticas de sustentabilidade, assegurando, assim, essa qualidade para seus empreendimentos.

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Por Acadêmica
Poli-USP inicia mestrado e doutorado no campus em Santos

Alunos de pós-graduação em Engenharia de Minas e Petróleo

começam aulas no dia 22 de fevereiro.

Como parte da estratégia de reforçar cada vez mais a presença da Universidade de São Paulo (USP) no litoral paulista, a Escola Politécnica passa a oferecer cursos de mestrado e doutorado na área de Engenharia de Petróleo no campus de Santos, dentro do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mineral. As aulas começam no dia 22 de fevereiro, no prédio Cesário Bastos, onde já é realizado o curso de graduação em Engenharia de Petróleo. No dia 23 de fevereiro, às 15h, no campus santista, haverá uma recepção para os alunos aprovados no último edital e para candidatos interessados em ingressar na pós nos próximos anos.

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Por Acadêmica
Brasil terá participação especial no Congresso Aerospace Technology 2016

Nos painéis técnicos, haverá espaço para apresentação de projetos desenvolvidos em cooperação com a Suécia. Interessados devem enviar seus papers até o dia 1/3.

O Congresso Aerospace Technology 2016, um dos principais eventos da indústria aeroespacial mundial, contará com uma sessão especial dedicada à colaboração Brasil-Suécia. O evento acontecerá na cidade de Estocolmo, na Suécia, entre 11 e 12 de outubro de 2016, e tem o objetivo de promover a pesquisa e o desenvolvimento técnico e industrial do setor aeroespacial. É organizado pela Sociedade Sueca de Aeronáutica e Astronáutica (FTF), em cooperação com o Programa de Inovação Estratégica Aeronáutica (INNOVAIR), a Academia Real Sueca de Ciências de Engenharia (IVA), com o apoio do Centro de Pesquisa e Inovação Sueco Brasileiro (CISB).

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Por Acadêmica
Poli-USP desenvolve portal sobre biodiversidade para Ministério

Trabalho dos pesquisadores coloca à disposição da sociedade informações inéditas sobre fauna e flora brasileiras levantadas pelo MMA.

O Instituto Chico Mendes (ICMBio), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), é responsável por todas as unidades de conservação ambientais federais e detentor de informações valiosas e inéditas sobre a flora e fauna do Brasil. Essas informações, até o momento, estavam dispersas em órgãos e instituições do MMA, mas graças ao trabalho de um grupo de pesquisadores coordenado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), esses dados agora estarão acessíveis para cientistas e a sociedade em geral, com o lançamento do Portal da Biodiversidade nesta quinta-feira (26/11), em Brasília.

Pesquisadores da Poli, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP (EACH) e do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp (IGCE), com apoio do NAP BioComp/USP e da Fundação FDTE, foram responsáveis pelo desenvolvimento do Portal, trabalho de pesquisa que contou com apoio da agência alemã Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ).

“São informações preciosas e inéditas que estarão disponíveis para toda a sociedade, fundamentais para uma efetiva política de conservação da nossa biodiversidade. Não podemos proteger o que não conhecemos” destaca o professor doutor Pedro Luiz Pizzigatti Corrêa, coordenador do grupo de pesquisa e que trabalhou em parceria com professor doutor Antônio Mauro Saraiva e a professora doutora Liria Matsumoto Sato todos do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS) da Poli, além de alunos do programa de pós-graduação em Engenharia Elétrica (área de concentração em Engenharia de Computação) da Poli/USP.

Corrêa foi selecionado como consultor do MMA e coordenou o Grupo Técnico de Integração de Dados de Biodiversidade (GT-MMA), entre 2011 e 2012. O grupo definiu as diretrizes para o compartilhamento da informação no âmbito do Ministério e optou pelo uso de ferramentas do tipo “código aberto (open source). Em 2013, partiu-se então para o trabalho de organizar e tornar público os dados do ICMBio, uma das cinco instituições vinculadas ao MMA – as outras são o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e a Agência Nacional de Águas (ANA).

 

Mais de 1,5 milhão de registros

“Desenvolvemos uma arquitetura de sistemas de informação que integra as diferentes bases de dados sobre biodiversidade existentes no ICMBio, formadas por dados gerados do monitoramento das unidades de conservação e por centros de pesquisa a ele vinculados” explica. O Portal da Biodiversidade brasileiro do Ministério do Meio Ambiente foi desenvolvido com base num sistema existente da Austrália, considerado o estado da arte em termos de arquitetura e gestão de dados sobre o tema.

Coube aos pesquisadores projetar e desenvolver essa arquitetura, de forma que pudesse agregar os dados da fauna no âmbito do ICMBio, integrando-os e disponibilizando-os por meio de um portal de dados. Os pesquisadores desenvolveram um sistema que integra diferentes bases de dados, disponíveis em instituições e unidades de conservação dispersas em todo o Brasil, envolvendo dados de conservação de primatas, aves, mamíferos marinhos, tartarugas marinhas do Projeto Tamar, dentre outros.

O Portal disponibiliza mais de 1,5 milhão de registros de observações de espécies animais, ameaçadas ou não de extinção. Pode-se pesquisar no site por espécies, usando o nome científico ou comum, por unidade de conservação, bioma, locais onde espécies foram avistadas etc.

Parte das atividades do grupo da Poli/USP incluiu a capacitação dos pesquisadores e técnicos do ICMBio, envolvendo aproximadamente 80 pessoas de centros de pesquisa e unidades de conservação, de modo que o Instituto poderá fazer a operação e atualização atualização automática dos dados do portal. Outro resultado prático é a publicação de dois livros que tratam da gestão de dados de biodiversidade e de recomendações técnicas que apoiarão tanto o MMA como outras instituições brasileiras na integração e disponibilização de dados de biodiversidade.

Para marcar o lançamento do Portal, haverá um seminário nesta quinta-feira no auditório do MMA, em Brasília, às 15h, com presença prevista da ministra do Meio Ambiente, Isabella Mônica Vieira Teixeira, e do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera. Além da apresentação do Portal, haverá uma mesa-redonda com a participação do professor Pedro Luiz Pizzigatti Corrêa e de representantes do MMA, MCTI, Universidade Federal de Lavras (UFLA) sobre os desafios para potencializar o uso dos dados de biodiversidade na gestão ambiental.

 

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Consumo de processados agrava problemas de nutrição infantil

Segundo palestrantes do FoRC reunidas no minisimpósio “Transição Nutricional no Brasil é preciso promover uma alimentação saudável para evitar uma dupla carga de insegurança alimentar e nutricional.

Duas palestras complementares organizadas pelo FoRC (Food Research Center) abordaram nutrição e segurança alimentar na Amazônia durante o minisimpósio “Transição Nutricional no Brasil” no dia 19 de novembro. O evento, coordenado pelo professor Chris Hoffmann, contou com duas palestrantes: a norte-americana Barbara Piperata, da Universidade Estadual de Ohio e a professora Marly Augusto Cardoso, da Faculdade deSaúde Pública (FSP) daUSP.

Barbara abordou a situação de ribeirinhos residentes na Floresta Nacional de Caxiuanã, no Pará, e o impacto causado pela chegada do Bolsa Família (bem como pelo aumento da circulação de renda oriunda de outras fontes, como aposentadorias, por exemplo). Já Marly apresentou resultados de levantamentos feitos no Acre para falar sobre os desafios da nutrição infantil: ela trabalhou em Acrelândia, com crianças de dez anos ou menos, entre 2007 e 2012.

Segundo a professora da FSP, embora tenha ocorrido uma redução dos índices de anemia na população estudada entre 2003 e 2007 (sobretudo os mais velhos), a deficiência de ferro não caiu. “Trata-se de um problema mundial. Sabemos que entre 66% e 80% da população do globo tem deficiência de ferro. Em nosso País, apesar da melhora, persistem ainda altas taxas de anemia na infância. Além do mais, no Brasil, os avanços na melhoria da saúde infantil não aconteceram de maneira igual em todas as regiões. No Norte, por exemplo, elas foram de ordem menor do que no restante do território” afirmou.

De acordo com Marly, o Brasil precisa endereçar a dupla carga de má nutrição e insegurança alimenta e nutricional, advinda do consumo insuficiente de alimentos naturalmente ricos em vitaminas e minerais aliado à pobreza e à falta de cuidados com a saúde. “A disponibilidade de frutas e verduras no mercado local, em Acrelândia, ainda é pequena se comparada à oferta de produtos industrializados. As crianças consomem muito refrigerante, pois é barato e, teoricamente seguro, já que as mães não confiam na água do local” exemplifica.

Em sua apresentação, ela citou uma análise da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar) de 2002 a 2009 mostrando que, de maneira geral, houve aumento de consumo de alimentos processados pelos brasileiros e diminuição do consumo de alimentos tradicionais. Essa transição na dieta é objeto de preocupação de nutricionistas e profissionais de saúde.

Barbara Piperata, em seu estudo de caso com os ribeirinhos paraenses, confirmou essa observação. Ela comparou dados das dietas de sete comunidades, colhidos em 2002 e em 2009. “A maior mudança foi a fonte dos alimentos. Os ribeirinhos começaram a comer muitas coisas compradas: feijão, arroz, bolacha, charque, carne enlatada, mortadela, frango congelado…”

Segundo ela, em 2002, quatro das cinco principais fontes de energia (mandioca, açaí, peixe e outros frutos) eram produzidas localmente. Em 2009, três das cinco principais fontes de energia (feijão, arroz, e bolachas) eram compradas. Em 2002, o açaí, uma fruta local, ficava em segundo lugar entre as fontes mais importantes de carboidratos, seguido por açúcar, café e arroz (todos comprados). Em 2009, com exceção da mandioca, todas as fontes de carboidratos (arroz, café, bolachas, e feijão) eram compradas fora das comunidades.

Para Marly, os desafios para nutrição infantil no Brasil incluem, além da deficiência de micronutrientes, infecções e desnutrição, também o combate à obesidade e outras doenças crônicas não transmissíveis, agravado com o consumo massivo de alimentos processados. Ela salienta a importância dos primeiros dois anos de vida da criança para sua saúde na vida adulta. “Crianças menores de dois anos têm mais vulnerabilidade à deficiência de micronutrientes. Nos primeiros dois anos é preciso prevenir o déficit de crescimento e a subnutrição. Daí por diante, e até a vida adulta, o foco é prevenir o ganho rápido de peso e a obesidade.

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