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A agência que fala a língua da inovação
Uso de microRNAs pode combater desgastes do músculo

Um grupo de pesquisadores do ICB-USP desenvolveu uma tecnologia que promove o ganho de força e previne a atrofia muscular, muito comum em idosos ou pessoas com lesões no músculo. Testes em animais têm sido promissores.

O bom funcionamento do tecido muscular esquelético é importante para prevenir quedas e fraturas ósseas, problemas frequentes em indivíduos idosos ou com debilidades nos músculos. Uma técnica desenvolvida pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), recentemente patenteada, pode ajudar a aumentar o tamanho e a força do músculo, além de prevenir a atrofia muscular. Coordenado pelo pesquisador Anselmo Moriscot, o grupo analisou um conjunto de microRNAs e identificou um tipo capaz de auxiliar no controle da massa muscular: o microRNA-29c.

MicroRNAs são pequenos RNAs que não codificam proteína, mas se ligam aos RNAs mensageiros e inibem a sua atividade. Utilizando ferramentas de bioinformática, os pesquisadores analisaram os genes que estavam sendo expressos no músculo em diferentes situações experimentais e a sua relação com os microRNAs. Após identificarem o microRNA-29c como um bom candidato no controle de massa muscular, realizaram testes em animais para verificar a sua atividade no músculo tibial anterior.

Para isso, o grupo criou um plasmídeo (molécula circular de DNA), no qual clonou a sequência desse microRNA. Em seguida, injetou essa solução no músculo e, após cerca de 20 minutos, realizou estímulos elétricos, com o intuito de hiperexpressar o microRNA-29c. “Em 30 dias, a técnica proporcionou 40% de aumento da massa muscular e 40% de ganho de força. Ainda não há previsão de testes clínicos [em pacientes], mas os resultados preliminares mostram que, além de expressar os genes envolvidos na hipertrofia, o microRNA-29c foi capaz de inibir aqueles responsáveis pela atrofia”, explica o professor Anselmo Moriscot.

A partir da descoberta, os pesquisadores clonaram nos plasmídeos diversas combinações, utilizando não só o microRNA-29c, mas também o A e o B, além de algumas mutações. A pesquisa, cujo primeiro autor foi o pós-doutorando William Silva, foi publicada na revista científica Acta Physiologica e teve apoio da FAPESP.

Aplicações – Segundo Moriscot, a intenção é que, a longo prazo, a tecnologia seja aplicada para a melhoria do estado trófico do músculo esquelético em indivíduos com debilidade muscular, decorrente de lesões nervosas periféricas, lesões ortopédicas, imobilização prolongada de membros, uso prolongado de corticoides, envelhecimento, entre outros fatores.

Para os próximos passos, o grupo de pesquisa pretende testar a eficiência dessa estratégia terapêutica em situações clínicas, como a caquexia, ainda utilizando modelos animais. Trata-se de uma síndrome que acomete pacientes oncológicos, que provoca uma súbita perda de peso, tanto de gordura como de massa muscular.

 

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Inaugurado novo laboratório NB3 no ICB-USP

 

Especialistas do Instituto de Biologia e do Instituto de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear do Exército brasileiro se reuniram para conhecer a nova instalação.

 

Ontem (12/9), o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) foi palco de discussão de ciência, tecnologia, terrorismo alimentar e ações de defesa biológica durante o Simpósio Estratégico sobre Biodefesa Microbiológica, que celebrou a inauguração do Laboratório de Nível de Biossegurança 3 (NB3), do Departamento de Parasitologia. O evento contou com a presença de pesquisadores do instituto e membros do Exército brasileiro.

Durante a abertura, o diretor do ICB-USP, Luís Carlos de Souza Ferreira, ressaltou a importância da parceria entre a academia, o exército e o setor privado. Para ele, o cenário atual torna necessário que a universidade encontre novos meios de se comunicar com a sociedade. “As forças armadas representam uma alavanca de desenvolvimento tecnológico na sociedade. Podemos trabalhar juntos na missão de desenvolver a ciência e proporcionar uma melhor qualidade de vida a todos”.

Segundo o general Sinclair James Mayer, chefe do escritório do Sistema Defesa-Indústria-Academia (SISDIA), o Exército e o Instituto possuem áreas comuns de interesse, como biossegurança e doenças tropicais, e isso deve ser aproveitado para o desenvolvimento de projetos colaborativos.

Biodefesa – No evento, a capitã Jacqueline Salgado, do Instituto de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear do Exército brasileiro (IDQBRN), citou uma série de casos de contaminação intencional que já ocorreram no mundo e falou sobre o papel do IDQBRN nesse âmbito. “Nós temos um laboratório de defesa biológica e uma área destinada ao desenvolvimento de biossensores para identificar possíveis ameaças nos alimentos”, contou.

Já o major Marcos Dornellas, do Instituto de Biologia do Exército (IBEx), destacou a importância de um trabalho coletivo em defesa biológica. O IBEx possui um laboratório NB2, NB3 e laboratórios de biologia molecular e genética. Também conta um programa de mestrado de Biotecnologia em Defesa Biológica, recentemente aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Laboratório de ponta – No ICB-USP, a construção do laboratório NB3 foi inteiramente planejada e coordenada pelo professor Carsten Wrenger. O laboratório terá, a princípio, duas linhas de pesquisa: uma focada em malária, pelo grupo de Wrenger, e outra focada na bactéria intracelular Rickettsia rickettsii, pelo grupo da professora Andréa Cristina Fogaça. A malária é uma doença infecciosa febril aguda que acomete mais de 150 mil brasileiros por ano; já a bactéria Rickettsia rickettsii provoca febre maculosa brasileira, doença altamente letal.

No laboratório, serão manipulados microrganismos com nível de biossegurança 3, que possuem alto grau de patogenicidade, oferecendo risco à vida humana e ao meio ambiente. Ele é composto por quatro ambientes: Unidade de Artrópodes (vetores); Unidade de Experimentação em Vertebrados (hospedeiros); Unidade de Imagens, que conta com um microscópio de tecnologia de 4D da Zeiss; e a Unidade de Cultura de Células e Tecidos, onde serão realizados os experimentos científicos e de diagnóstico envolvendo amostras humanas. Segundo Wrenger, o grande diferencial do laboratório é a possibilidade de trabalhar simultaneamente com o vetor, o agente infeccioso e o hospedeiro mamífero de uma determinada doença infecciosa.

A instalação possui câmaras pressurizadas para garantir a contenção dos patógenos, além de câmeras de segurança, cujas imagens podem ser vistas em uma televisão por quem está dentro do laboratório e também por quem está fora, no corredor. Também possui um sistema de descontaminação de efluentes que é essencial para a preservação e a segurança do meio ambiente. Conta ainda com um moderno sistema de radiação UV para descontaminação do ambiente interno, que só pode ser ativado quando o local estiver vazio.

 

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Brasil deverá liderar consórcio do Human Cell Atlas na América Latina

Projeto, que reúne cientistas do mundo inteiro para mapear todas as células humanas, será apresentado amanhã (10/9), no ICB-USP, em São Paulo.

 

Nesta terça-feira (10/9), o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) irá apresentar o projeto internacional Human Cell Atlas (HCA). Trata-se de um consórcio composto por cientistas de todo o mundo que tem o objetivo de criar um conjunto de mapas para descrever as bases celulares da saúde humana e de doenças, abrindo frente para diagnósticos melhores e tratamentos personalizados. O Human Cell Atlas já possui integrantes de todos os continentes, exceto da América Latina.

A meta do consórcio é compreender individualmente cada célula dos diferentes tecidos do corpo e a variabilidade de genes que cada uma expressa de acordo com a sua localização. Tudo isso utilizando tecnologias modernas como sequenciamento de célula única e microscopia de alta resolução.

“O HCA é visto pela comunidade científica internacional como um dos projetos mais ambiciosos desde o projeto Genoma Humano, pois possibilita o desenvolvimento de tratamentos personalizados”, explica Lucio Freitas-Junior, pesquisador do ICB-USP e integrante do Comitê de Equidade do HCA. No caso do câncer, por exemplo, existem pacientes que apresentam células tumorais resistentes aos tratamentos convencionais. Ao compreender como isso acontece e quais são as células resistentes, é possível desenvolver estratégias terapêuticas individualizadas para cada paciente.

Consórcio no Brasil – No evento do ICB-USP, o projeto será apresentado em um workshop com pesquisadores dos Estados Unidos (Alex Shalek, do Massachusetts Institute of Technology, e Jonah Cool, do Chan Zuckerberg Science Initiative), e da África do Sul (Musa Mhlanga, da University of Cape Town). Na sequência, haverá apresentações e discussões de como o Brasil poderá contribuir com o consórcio.

 

 

 

Serviço

Workshop “Mapping the Human Body: Introducing Human Cell Atlas to the Brazilian Scientific Community”

Data: 10/09/2019

Horário: 8h30 às 12h50

Local: Anfiteatro Luiz Rachid Trabulsi – Instituto de Ciências Biomédicas da USP (Av. Prof. Lineu Prestes, 2415, Cidade Universitária – Butantã)

Programação

Inscrições

 

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Plataforma virtual permite o compartilhamento de insumos para a pesquisa em todo o País

Batizada de SociaLab, a plataforma é gratuita e visa combater o desperdício de materiais em laboratórios de pesquisa e acelerar o trabalho científico.

Já está em operação a Plataforma SociaLab que possibilita aos pesquisadores de todo o Brasil doar ou receber gratuitamente reagentes químicos e outros insumos de pesquisa. Iniciativa do pesquisador Lucio Freitas-Junior, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), a plataforma visa combater o desperdício de material e acelerar o tempo de execução da pesquisa.

Para doar ou verificar a disponibilidade do insumo desejado, basta entrar em contato pelo e-mail compartilhesocialab@gmail.com. A plataforma, lançada há menos de um mês, já tem cadastrados cerca de 100 laboratórios e vem viabilizando trocasentre eles. Em breve, esse cadastramento será feito diretamente no site, que está em fase final de ajustes. “Nossa proposta é buscar a adesão de laboratórios de todas as regiões do País para promover trocas de reagentes e insumos diversos, como estoque de linhagens celulares e outros materiais biológicos para cultivo – linhagens de células de mamíferos, insetos, bactérias, fungos, protozoários e vírus”, explica Freitas-Junior.

A plataforma também vai ser usada para pesquisas sobre o uso de insumos. Levantamento preliminar mostra que do total de reagentes adquiridos pelos laboratórios apenas 20% são utilizados dentro do prazo de validade. O restante (80%) acaba sendo descartado. “Além do desperdício e do custo adicional do descarte apropriado, há um prejuízo enorme para a pesquisa brasileira”, destaca Freitas-Junior. A maioria dos pesquisadores também afirma que já teve um trabalho científico interrompido por falta de insumos. “Todos saem perdendo: a universidade, que precisa gastar dinheiro para eliminar os reagentes; o pesquisador que está com os reagentes vencidos em mãos e o pesquisador que não tem acesso ao material”, afirma Freitas-Junior.

Segundo ele, uma das propostas é trabalhar em parceria com as universidades, possibilitando aos pró-reitores de pesquisa ter acesso aos inventários dos laboratórios das instituições. “Estamos trabalhando para organizar os estoques das universidades em um só lugar virtual, para que elas tenham uma visão geral do que possuem e assim acelerar a colaboração entre as instituições do País.”

 

Sobre a SociaLab: O projeto da plataforma SociaLabvem sendo desenvolvido há dois anos, sob a coordenação do pesquisador Lucio Freitas-Junior, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), em parceria com dois alunos do curso de Ciências Moleculares da USP, Fernando Tocantins e Matheus Morroni, e com duas empresas juniores: Poli Júnior, da Escola Politécnica da USP, e Júnior Conpec, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O site da plataforma, que será armazenado em nuvem, foi desenvolvido para comportar grande número de acessos simultaneamente. Além de estar em sintonia com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), a plataforma garante a privacidade dos usuários.

 

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Instituto de Ciências Biomédicas da USP lança edital para concurso de grafite  

 

Serão selecionadas as quatro melhores propostas de arte com o tema
“Ciências Biomédicas: 50 anos do ICB-USP”, a serem aplicadas em paredes externas de um dos edifícios do instituto. Inscrições até 14/10/19.

 A fim de comemorar os seus 50 anos, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) irá selecionar, por meio de edital, quatro artistas para produzir grafites em paredes externas do Edifício Biomédicas IV, localizado na Av. Prof. Lineu Prestes, 1730, na Cidade Universitária. O concurso visa incentivar a produção de arte contemporânea para a comunidade universitária e o desenvolvimento e a formação de jovens na área.

As inscrições estão abertas para brasileiros e estrangeiros, maiores de 18 anos ou entre 16 e 17 anos com autorização dos responsáveis, até o dia 14 de outubro. Os interessados poderão realizar uma visita técnica ao local de execução do projeto no dia 2 de outubro, às 9 horas.

As propostas de arte deverão ser entregues impressas, coloridas e em formato A3, e acompanhadas de informações sobre a técnica a ser empregada e argumentação do projeto. O material necessário para a realização do trabalho será fornecido pelo ICB-USP aos vencedores, que serão divulgados no dia 29 de outubro.

Sobre o ICB-USP – Fundado em 1969, o Instituto de Ciências Biomédicas da USP é referência internacional em pesquisa básica e translacional. Com mais de 150 laboratórios e 167 docentes, o ICB-USP desenvolve pesquisas científicas de alta qualidade e impacto social em saúde humana e animal. Possui sete programas de Pós-Graduação e também ministra dois cursos de Graduação: Ciências Biomédicas e Ciências Fundamentais para a Saúde.

 

Serviço

Concurso Arte Grafite: ICB-USP 50 Anos

Inscrições até 14/10/2019

Confira aqui o edital.

 

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Surto do sarampo está relacionado à queda da produção de anticorpos e possíveis mutações do vírus

O virologista Edison Luiz Durigon, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, esclarece dúvidas sobre a vacina contra o sarampo e explica como seu laboratório tem trabalhado no diagnóstico e na compreensão do recente surto da doença.

 

De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, divulgado no dia 6 de agosto, o Brasil teve 907 casos confirmados de sarampo entre maio e agosto deste ano. Desse total, 810 (90%) indivíduos residem no município de São Paulo. Mas por que uma doença que era considerada erradicada desde 2016 voltou? Segundo o virologista Edison Luiz Durigon, pesquisador do Laboratório de Virologia Clínica e Molecular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), a explicação para este surto pode estar relacionada à mutação do vírus: o distanciamento genético da cepa selvagem circulante nesse surto em relação à cepa contida na vacina.

Ele explica que o vírus do sarampo, embora possua um único sorotipo, está dividido em oito genótipos conhecidos (A, B, C, D, E, F, G e H) e 24 sub-genótipos. “A vacina foi feita com o tipo A e o surto que estamos enfrentando hoje é do tipo D-8. A vacina ainda é efetiva contra o tipo atual, mas não 100%: protege contra a doença, mas o indivíduo ainda pode contrair e transmitir o vírus”. Isso significa que, embora o indivíduo vacinado seja capaz de eliminar o vírus e não ter sintomas, ele pode transmiti-lo a alguém que não foi vacinado, contribuindo para o avanço do surto. Apenas aqueles que já tiveram a doença, ou seja, tiveram o vírus selvagem em seu organismo, estão totalmente protegidos.

Outra razão que explica o retorno da doença é a queda da produção de anticorpos, que começa a ocorrer 15 anos após a vacinação e torna mais difícil enfrentar o vírus que sofreu mutação. “Ao tomar a vacina, o indivíduo desenvolve uma memória imunológica: mesmo que os anticorpos caiam com o tempo, o organismo reconhece o vírus e produz mais anticorpos sozinho. Mas, por se tratar de um vírus diferente, essa produção não acontece a tempo, antes do vírus se replicar e provocar a doença”, explica Durigon. Por isso é importante tomar a dose de reforço: com mais anticorpos, o organismo estará mais preparado para combater o novo vírus.

Quem deve se vacinar – Todas as pessoas que não possuem registro da vacina na carteira de vacinação devem ser imunizadas. Além disso, é recomendado que pessoas com idades entre 15 e 29 anos (grupo de risco) tomem duas doses da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), com intervalo de 30 dias, mesmo que já tenham tomado quando crianças. Dos 30 aos 49 anos, a vacina é aplicada em uma dose. “Calcula-se que acima dos 45 anos todos já tiveram sarampo, por ser uma doença muito comum. No entanto, aqueles que não tiveram precisam se vacinar”, afirma o pesquisador.

Como a vacina contém o vírus atenuado (enfraquecido, mas vivo), gestantes e pessoas com imunidade comprometida não devem tomar a vacinar. Inclui-se nessa categoria pessoas que fazem uso de medicamentos imunossupressores, como quimioterápicos e corticoides.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa que provoca sintomas como manchas vermelhas no corpo, febre alta, dor de cabeça, tosse e conjuntivite. As complicações mais comuns do sarampo são pneumonia e, em casos raros, doenças neurológicas.

Pesquisa – O laboratório do professor Edison Luiz Durigon recebe amostras de sangue, urina e saliva de pacientes com suspeita de sarampo para analisar e realizar o diagnóstico da doença gratuitamente. As amostras vêm de vários hospitais da cidade de São Paulo, como o Hospital Universitário da USP, a Santa Casa de Misericórdia, o Hospital Infantil Cândido Fontoura, o Hospital São Luís Gonzaga, entre outros. O professor Durigon ressalta que todas as amostras também são encaminhadas diretamente dos hospitais para o Instituto Adolfo Lutz.

Em troca, Durigon e sua equipe têm acesso a todos os dados clínicos, que estão sendo utilizados no projeto Neusa (Neutralização de Sarampo) para descobrir o quanto os anticorpos do paciente que tomou a vacina o protegem contra o vírus do surto. “Isolamos os vírus de cada paciente para verificar a sua variabilidade genética e ver o quanto eles estão mudando e qual dos genes sofre mais mutações. A mesma amostra de vírus D-8 pode sofrer mutações de uma pessoa para outra”.

 

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Instituto Pasteur inaugura Plataforma Científica na USP

Instalada na Cidade Universitária, em São Paulo, com o apoio do governo francês, a Plataforma terá 17 laboratórios de pesquisa focados em estudo de patógenos para prevenção de epidemias, atuando como uma célula de intervenção de urgências.

 

No dia 4 de julho, o Instituto Pasteur, fundação francesa de pesquisa em prevenção e tratamento de doenças infecciosas, irá inaugurar na Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista, a Plataforma Científica Pasteur-USP. Localizada no Centro de Pesquisa e Inovação Inova USP, em uma área de 1.700 m², a plataforma será composta por 17 laboratórios. Nela irão funcionar os primeiros laboratórios de pesquisa de nível de biossegurança 3 equiparáveis aos parâmetros internacionais, onde serão estudados patógenos de alto risco. O investimento previsto é de cerca de R$ 40 milhões, sendo R$ 15 milhões em equipamentos.

A partir de uma parceria científica entre o Pasteur, a USP e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), assinada em junho de 2015, na plataforma serão desenvolvidas pesquisas voltadas para o estudo de agentes patogênicos emergentes, cujas infecções podem provocar danos no sistema nervoso central, como os vírus da zika, dengue, febre amarela e influenza, além de protozoários como os tripanosomas causadores da doença do sono. O principal objetivo será desenvolver métodos para prevenir epidemias dessas doenças.

“Nos últimos 80 anos, não houve uma iniciativa como essa na USP. Estamos trabalhando a internacionalização da pesquisa, do ensino e da inovação”, destaca Luís Carlos Ferreira, diretor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. Ele irá coordenar a plataforma ao lado de Paola Minoprio, diretora de Pesquisa do Instituto Pasteur, que veio para o Brasil com esta incumbência.

Segundo Paola Minoprio, a escolha da USP para sediar a plataforma foi feita com base na relevância e no impacto global da instituição em termos de pesquisa científica. “Além disso, as linhas de pesquisa do Pasteur são muito semelhantes às do ICB-USP e os dois institutos já desenvolvem projetos colaborativos”, explica. Os institutos têm em comum pesquisas nas áreas de Imunologia, Biologia Celular, Microbiologia e Parasitologia.

 

 

Biossegurança – Dos 17 laboratórios da plataforma, quatro serão de biossegurança nível 3 (NB3) para estudo de microrganismos que representam alto risco individual e risco moderado para a comunidade. Ou seja, que transmitem e causam doenças potencialmente letais, mas que têm medidas de prevenção e tratamento conhecidas. As instalações de 200 m2 são compostas individualmente por três câmaras pressurizadas para garantir a contenção, e têm acesso controlado. Os pesquisadores que atuarão na plataforma também passarão por um treinamento de procedimentos de segurança.

Oito pesquisadores de nível sênior já foram selecionados pelos parceiros. São eles: Paola Minoprio (Instituto Pasteur de Paris – departamento de Global Health), Paolo Zanotto (ICB-Microbiologia), Edison Durigon (ICB-Microbiologia), Patrícia Beltrão Braga (USPLeste/ICB), Jean Pierre Peron (ICB-Imunologia), Eduardo Massad (FM-USP), Helder Nakaya (FCF-USP) e Pedro Teixeira (ENSP-Fiocruz). Todos manterão suas vinculações às unidades de origem e dedicarão parte de suas pesquisas à plataforma. A partir de 2020, serão selecionados anualmente mais três grupos de jovens pesquisadores para integrar a equipe. No total, espera-se que a plataforma tenha de 80 a 100 pesquisadores.

Rede internacional – O Instituto Pasteur possui atualmente 32 centros em 26 países, integrantes da Rede Internacional do Instituto Pasteur (RIIP), cuja próxima reunião regional abrigará o evento de inauguração da Plataforma Científica Pasteur-USP. Entre os dias 3 e 5 de julho, pesquisadores de diversos países estarão presentes na USP para discutir assuntos relacionados à biomedicina, como doenças emergentes na América Latina, intervenções multidisciplinares para controle da Zika e estratégias de combate à resistência a antibióticos.

A realização do evento conta com o apoio da Embaixada da França no Brasil e a Delegação regional francesa de cooperação para América do Sul sedada no Chile, da Associação Internacional do Pasteur, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da Thermo Fisher Scientific, empresa de desenvolvimento de produtos biotecnológicos, que também fornecerá parte dos equipamentos dos laboratórios da Plataforma.

 

Sobre o Instituto Pasteur: Fundado em 1887, o Instituto Pasteur, sediado em Paris, é um centro de pesquisa biomédica reconhecido internacionalmente e vencedor de 10 Prêmios Nobel. Com 23 mil pesquisadores trabalhando para a sua rede internacional, possui 130 unidades de pesquisa somente no Instituto parisiense, divididas em 11 departamentos de pesquisa cujo principal objetivo é fazer estudos colaborativos e inovadores que melhorem a saúde mundial em termos de prevenção e tratamento de doenças. Outro pilar do Pasteur é a educação: seu centro educativo recebe anualmente 900 alunos e oferece 45 programas de doutorado e pós-doutorado e 26 programas de estágio.

 

Sobre o ICB-USP: Considerado uma das melhores instituições de nível superior do Brasil em sua área, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) é referência internacional em pesquisa básica e translacional. Nos seus mais de 150 laboratórios são desenvolvidos projetos de pesquisa de alta qualidade e impacto social em saúde humana e animal. Com seis programas de pós-graduação próprios e outros três programas multi-institucionais, o ICB tem uma equipe de 167 docentes e 266 técnicos administrativos e de laboratório, em associação com 113 pesquisadores pós-doutores e 819 alunos de pós-graduação. Seus docentes têm alta produtividade científica com cerca de 600 publicações anuais em periódicos com alto fator de impacto. O ICB representa a sexta unidade da USP em número de pedidos de patente depositados no INPI e está entre as três primeiras unidades de pesquisa no Estado de São Paulo com mais recursos captados junto à FAPESP.

 

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Aplicativo traz os nutrientes de 3.500 alimentos

Trata-se de um app da nova versão da Tabela Brasileira de Composição

de Alimentos, que foi ampliada e inclui a composição química de 2.100 receitas.

O Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC – Food Research Center) lança, no dia 28 de agosto, um aplicativo da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA), que está em sua 7º versão. Ampliada e com novos recursos de busca, a TBCA traz a composição química e o valor energético de cerca de 3.500 alimentos (1.600 a mais que a versão anterior), incluindo crus e cozidos, produtos manufaturados e pratos compostos. Só de receitas, são quase 2.100 itens.

O app da TBCA estará disponível na loja de aplicativo para Android. Por meio dele, o usuário terá acesso à composição centesimal (umidade, proteínas, lipídios, carboidratos, cinzas e energia), as vitaminas A e C, cálcio, ferro e sódio de cada alimento. “A vantagem do aplicativo é a mobilidade, o acesso à informação pelo celular caso não se tenha computador disponível”, explica a nutricionista Kristy Soraya Coelho, pesquisadora FoRC e que trabalha no projeto desde 2015”, acrescenta.

Novos recursos – A 7ª versão da TBCA está abrigada em um site de alto rendimento, que permite milhares de acessos simultaneamente. O sistema de busca foi modificado para facilitar o trabalho de nutricionistas e pesquisadores. O usuário pode fazer buscas por alimento, grupo ou tipo de alimento. “A busca por tipo de alimento, incluída na ferramenta nova, facilita muito. Por exemplo, em uma busca pelo alimento “feijão”, no tipo “preparação”, só aparecerão receitas com feijão, e não o feijão in natura”, exemplifica Kristy. Uma busca como essa trará uma lista com dados de 35 receitas, desde feijão carioca até salada de feijão fradinho, sopa de feijão, feijão preto, mocotó com feijão branco, etc.

Outra forma de busca é pelo componente, associado ao grupo e tipo de alimento que interessa ao usuário. Exemplo: ao selecionar “colesterol” (componente), “peixes e frutos do mar” (grupo de alimentos) e “in natura” (tipo de alimento), aparecem todos os peixes e frutos do mar crus com este componente, ordenados de forma decrescente ou crescente conforme a quantidade de colesterol.

Diferença nos detalhes – A exemplo da versão anterior, a nova TBCA também traz uma ferramenta de avaliação de ingestão energética, mas agora com a possibilidade de busca por alimento, grupo, tipo ou os três juntos. Exemplo: ao clicar em “feijão” e “preparação”, o sistema apresenta uma lista com 12 receitas. Em cada uma há informação sobre a medida de energia (kcal), por unidade de medida caseira – uma concha rasa, por exemplo.”, segundo Kristy.

Eliana Bistriche Giuntini, nutricionista e pesquisadora do FoRC, também envolvida no trabalho, destaca que as receitas incluem diferentes modos de preparo e ingredientes que levam em consideração hábitos de públicos distintos. “Tivemos a preocupação de colocar preparações com óleo, sem óleo… Outro exemplo: arroz polido com sal, sem sal; arroz integral com sal, sem sal, e assim por diante”, conta. “Os dados da TBCA também estão sendo produzidos em função da demanda da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), do IBGE, com o objetivo de subsidiar o Instituto com dados atuais para análise de consumo alimentar”, acrescenta Eliana.

 

Serviço: O lançamento da 7ª versão da TBCA e do aplicativo acontece no 15° Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), dia 28 de agosto, 14h30, no Centro de Convenção Rebouças, em São Paulo, e será marcado por uma palestra, em uma das sessões na abertura do evento, feita pela professora Elizabete Wenzel de Menezes, e pelas pesquisadoras Eliana Bistriche Giuntini e Kristy Soraya Coelho em outras sessões do dia 30. No Congresso, o FoRC também estará no estande da SBAN para demonstração das novas funcionalidades do site da TBCA e também do aplicativo.

Sobre a TBCA: A TBCA tem o objetivo de auxiliar profissionais de nutrição na montagem de cardápios e dietas personalizadas, além de ajudar a comunidade em geral a atingir a meta de uma alimentação saudável. Sua base de dados também fornece subsídios para pesquisas que envolvem quantificação de nutrientes em alimentos. Entre outros diferenciais, a TBCA trabalha majoritariamente com dados dos alimentos mais consumidos pelos brasileiros. Seu acesso para consulta é gratuito e livre, mas é necessário adquirir licença paga para o uso de sua base de dados em uma outra ferramenta de trabalho.

A TBCA foi primeira tabela de composição de alimentos online da América Latina e foi ao ar em 1998. Atualmente, é a mais abrangente feita no País. Desde sua origem, segue os preceitos do Infoods (International Network of Food Data Systems), que define regras para análise e compilação de alimentos, e tem como meta melhorar a qualidade da informação de composição de alimentos mundialmente. O projeto, abarcado pelo Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC) em 2013, está sob a coordenação dos professores Franco Lajolo e Elizabete Wenzel de Menezes, ambos integrantes do FoRC e docentes da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF/USP).

Mais informações: tbca.contato@usp.br.

 

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Nova molécula pode ser uma alternativa mais eficaz no tratamento da leucemia em adultos e idosos

Por Larissa Albuquerque

Conduzido por pesquisadores do ICB-USP e da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, o estudo foi publicado recentemente no Scientific Reports.

Reversina é o nome de uma molécula, ainda sem utilidade clínica, que pode ser uma opção mais eficaz para tratar tumores como a neoplasia mieloproliferativa, um tipo de leucemia que é mais comum em pessoas entre 50 e 70 anos. Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) testaram a molécula em modelos in vitro e descobriram que o tratamento com essa molécula é capaz de frear o crescimento da célula tumoral e levá-la à morte.

A pesquisa, feitam colaboração com a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, foi publicada no jornal científico Scientific Reports do grupo Nature Research, em julho desse ano. De um total de 84 marcadores tumorais, chamaram a atenção dos pesquisadores duas proteínas: Aurora-quinase A (AURKA) e Aurora-quinase B (AURKB), bem conhecidas por auxiliar na proliferação das células tumorais. Em vez de inibir a proteína JAK2, cuja mutação ativa essas duas proteínas, eles resolveram inibir diretamente as Aurora quinases utilizando a reversina.

“As células responderam muito bem à reversina. Dependendo da dose, foi possível reduzir o tumor in vitro de forma significativa e levar as células tumorais à apoptose [morte]”. Isso ocorre porque a inibição das proteínas impede que as células se proliferem, entrando na chamada “catástrofe mitótica”, explica o coordenador do estudo, o professor João Agostinho Machado Neto, do Departamento de farmacologia do ICB-USP.

Segundo ele, outros inibidores de proteínas quinases, que já estão em testes clínicos, inibem somente a AURKA ou a AURKB – o diferencial da reversina é a capacidade de inibir ambas.

A leucemia, segundo Machado, é um dos canceres mais difíceis de se tratar. A maioria das terapias consiste no ataque a células, tanto tumorais quanto normais, o que pode gerar efeitos colaterais e desgastar os pacientes, principalmente os mais velhos. Em crianças, que geralmente conseguem suportar um tratamento mais intensivo, a cura é obtida em 90% dos casos. Já em adultos e idosos, que não possuem tanta resistência, apenas 20 a 40% conseguem sobreviver a doença após cinco anos do diagnóstico.  “A reversina pode ser uma alternativa para pessoas nessa faixa etária. Eles são os que menos respondem ao tratamento atual e têm chances de responderem melhor com esse fármaco”, afirma o pesquisador.

Com o sucesso dos testes em modelos in vitro, o próximo passo será os testes em animais. O objetivo é identificar alguma toxicidade no medicamento, e se esse perfil de toxicidade (o quanto ele pode fazer mal às células normais) inviabilizaria o uso da droga. A próxima, e última, etapa é os testes em humanos, que deve ocorrer daqui a alguns anos. A partir do resultado desse processo que o medicamento poderá entrar no mercado.

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Pesquisadores desenvolvem suco de uva com mais resveratrol

Substância, que até então só era encontrada em maiores quantidades no vinho, pode prevenir doenças.

Os benefícios do resveratrol, substância presente no vinho, já são amplamente conhecidos: prevenção de doenças coronárias, redução dos níveis de colesterol ruim (LDL); ação anti-inflamatória e fortalecimento do sistema muscular. Já no suco de uva, a concentração de resveratrol é muito menor. Um estudo realizado no Centro de Pesquisa em Alimentos (Food Research Center – FoRC), ainda em andamento, pode trazer uma solução para esse problema: um suco de uva integral com 70% mais resveratrol do que os sucos comuns.

A pesquisadora Laís Moro, doutoranda em Ciência dos Alimentos na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP), desenvolveu uma técnica para estimular a produção de resveratrol naturalmente nas plantas. “Os resultados preliminares indicam que, com o tratamento, houve um aumento de 70% desse composto no suco – que se manteve mesmo após armazenamento de seis meses”, explica. O estudo foi coordenado pelo professor Eduardo Purgatto, pesquisador do FoRC.

Os testes foram realizados no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais com duas variedades de uva, totalizando 240 litros por região, sendo que parte das videiras era tratada e a outra não. Além do resveratrol, os pesquisadores observaram um aumento significativo de outras substâncias, como antocianinas e flavonoides, que também são aliadas na promoção da saúde.

Segundo Laís Moro, o próximo passo é avaliar se os resultados se reproduzem em um segundo ano de estudo, para comprovar o potencial do tratamento.

Diferencial – A pesquisadora explica que, para ingerir a mesma quantidade de resveratrol de um copo de suco ou vinho apenas consumindo as uvas, seria necessário consumir uma grande quantidade, incluindo a casca e a semente. São essas partes que possuem a maior concentração da substância, mas nem sempre são consumidas.

O processo de fabricação do vinho, que envolve fermentação, favorece a extração de resveratrol e de outros compostos bioativos da uva, mas nem todos podem consumi-lo. “O novo suco é direcionado a crianças, idosos e pessoas que não podem ou não gostam de consumir vinho. Seria uma alternativa que une o prazer do sabor aos componentes terapêuticos”.

Os efeitos benéficos da substância também têm sido analisados por outras perspectivas. Um estudo recentemente publicado na revista Frontiers in Physiology, realizado por pesquisadores de Harvard em parceria com a NASA, demonstrou que o resveratrol é capaz de reduzir a perda de massa muscular – problema enfrentado por astronautas quando estão em ambientes de baixa gravidade.

Os testes foram realizados em animais, divididos em grupos que receberam ou não o tratamento com resveratrol. Os pesquisadores simularam uma microgravidade nas gaiolas e mediram o diâmetro da tíbia e a força da pata desses animais, antes e depois do teste. No final, o grupo que foi submetido à microgravidade e que recebeu resveratrol tinha o músculo preservado e com mais força em relação àquele que não recebeu o tratamento. Embora ainda seja um estudo preliminar, os resultados promissores indicam novas possibilidades de aplicação do resveratrol.

 

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