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A agência que fala a língua da inovação
REPEQUAB se consolida e quer agregar novos  pesquisadores que trabalham com queijos artesanais

Iniciativa do FoRC, rede de pesquisa visa ampliar base de cientistas dedicados ao tema no País e incentivar trabalhos conjuntos.

A Rede de Pesquisas em Queijos Artesanais Brasileiros (REPEQUAB) convida pesquisadores de todo o Brasil, que se dedicam ao tema “queijos artesanais”, para integrar seu quadro de pesquisa. Criada em julho deste ano por iniciativa do Centro de Pesquisas em Alimentos (FoRC – Food Research Center), a rede conta hoje com 30 pesquisadores de diversas regiões do País e já realizou dois encontros, um no Sudeste, outro no Nordeste. O próximo será em local e datas a serem definidos brevemente.

“Queremos dar visibilidade à REPEQUAB, porque percebemos que há muita gente trabalhando com queijos artesanais e, se unirmos esforços, poderemos obter resultados conjuntos sem desperdiçar recursos e tempo”, resume a professora Bernadette Dora Gombossy de Mello Franco, que coordena a rede ao lado de outros cinco pesquisadores: Christian Hoffmann (FCF/USP), Cynthia Jurkiewicz Kunigk (Instituto Mauá de Tecnologia), Gustavo Augusto Lacorte (IFMG), Mariza Landgraf (FCF/USP) e Uelinton Manoel Pinto (FCF/USP).

Os pesquisadores interessados em participar da rede devem se cadastrar neste link: http://www.repequab.com.br/integre-se-a-rede. A REPEQUAB também busca parcerias com instituições interessadas em apoiar pesquisas cujas temáticas, em geral, dizem respeito à qualidade dos queijos artesanais produzidos no País. Mais informações podem ser obtidas no site www.repequab.com.br/, onde consta também a lista dos pesquisadores integrantes, com dados que viabilizem mais colaborações (área de pesquisa, disponibilidade de amostras, tipos de análises que cada um faz etc).

Encontros da rede – O primeiro encontro da rede ocorreu em agosto deste ano, em São Paulo, na Universidade de São Paulo, quando foram apresentados resultados de pesquisa e definidas algumas estratégias de atuação da REPEQUAB. São elas: fomentar e aprimorar a extensão universitária aos produtores; aproximar os pesquisadores dos produtores por meio de instituições como a Emater e associações de produtores locais; e envolver estudantes de graduação e pós-graduação nos trabalhos.

Em outubro último, aconteceu o segundo encontro, em Maceió (AL), durante o 30° Congresso Brasileiro de Microbiologia. O evento contou com cerca de cem participantes, estudantes e pesquisadores de várias regiões do Brasil. Além de aspectos mercadológicos e legislativos da produção artesanal brasileira, foram apresentados resultados preliminares de pesquisas feitas por integrantes da rede.

Projeto Canastra – A REPEQUAB surgiu quando pesquisadores do FoRC iniciaram um projeto junto aos produtores de queijo da Serra da Canastra (MG) para caracterização das bactérias envolvidas na produção dos queijos artesanais da região. Realizado com o apoio da Emater-MG e da APROCAN – Associação de Produtores de Queijos da Canastra, o trabalho tem o objetivo de auxiliar os produtores a adotarem boas práticas de produção.

Os pesquisadores do FoRC já estiveram duas vezes na Serra da Canastra, na cidade de São Roque de Minas (MG). “Uma nova visita deverá ser feita ainda este ano, na primeira semana de dezembro, durante a qual os pesquisadores se reunirão com a associação dos produtores para fazer um relato do andamento das pesquisas e planejar atividades futuras”, afirma Christian Hoffmann.

 

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NEGER Telecom lança sistema de alerta para barragens e áreas de risco

Já operando em usinas hidrelétricas de Minas Gerais, o SAFAR foi destaque no último Prêmio Anuário Tele.Síntese de Inovação em Comunicações.

Imagine um local remoto, sem telefone, sem celular, sem internet e, ainda por cima, sem energia elétrica. É em um ambiente assim que a comunicação pode ser essencial para a vida de milhares de pessoas que moram ou trabalham nas chamadas zonas de autosalvamento de barragens. Essa é a missão do SAFAR (Sistema de Alerta Fixo em Área Remota), desenvolvido pela NEGER Telecom para ser integrado aos procedimentos emergenciais de hidrelétricas e mineradoras, na iminência do rompimento de barragens. O sistema emite alertas sonoros e luminosos de alta intensidade para que a população possa abandonar áreas de risco.

“O SAFAR opera de forma totalmente autônoma, com energia solar fotovoltaica e comunicação de dados através de enlaces redundantes via satélite. Seu sistema de comunicação é de alta confiabilidade, pois trabalha com baixo consumo de energia e algoritmos complexos que possibilitam a transmissão dos sinais em condições ambientais severas. Essas características garantem que o acionamento do alerta seja efetivo em qualquer situação”, explica o diretor de Engenharia da empresa, Eduardo Neger.

O sistema, testado com sucesso em uma hidrelétrica paulista no ano passado, já está operando comercialmente em usinas hidrelétricas de Minas Gerais. Este ano, o SAFAR recebeu o Prêmio Anuário Tele.Síntese de Inovação em Comunicações, ficando em segundo lugar na categoria “Fornecedores de Softwares e Serviços”, por trazer uma inovação que ajudará a evitar tragédias como a de Brumadinho (MG). Em sua oitava edição, a premiação é feita em seis categorias e o critério de classificação do produto ou serviço leva em conta diversos fatores, entre eles o impacto da inovação no mercado brasileiro.

Segurança nos detalhes – Cada estação remota do SAFAR é equipada com dois transmissores satelitais de alta confiabilidade; conjunto de baterias,

painel solar e controlador; sirenes e luzes. O acionamento dos alertas, sempre feito pela central de monitoramento da barragem, pode ser operado de forma convencional, por botão, ou à distância, pela internet ou app, de qualquer lugar do mundo.

Por serem autônomas, as estações operam de forma independe umas das outras. Podem ser instaladas em regiões remotas, pois não necessitam de energia elétrica, telefone ou internet para funcionar. “Além disso, o conjunto de baterias é capaz de manter uma estação funcionando por até cinco meses”, conta Neger. “Isso inclui horas de alertas sonoros contínuos, cujo nível de som chega a 85 dB nas bordas das áreas de autossalvamento, e sinais luminosos com padrão de balizamento aeronáutico que podem ser vistos em até 1 km de distância”, acrescenta.

Os equipamentos do sistema ficam instalados no topo de cada estação, distantes até 15 metros do solo, para garantir que não sejam engolfados pela água ou lama da barragem rompida. O sistema possui ainda sensores que informam sobre qualquer anormalidade nos equipamentos, o que possibilita uma manutenção preventiva. O SAFAR observa ainda as normas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

Sobre a Neger Telecom: Empresa de base tecnológica sediada em Campinas (SP), a NEGER Telecom atua em engenharia de radiofrequência aplicada a diversas áreas, como bloqueio de sinais celulares para presídios, detecção de drones para aeroportos e conectividade para áreas rurais e regiões remotas. Cerca de 80% do faturamento da empresa advém de produtos e serviços desenvolvidos nos últimos cinco anos. Trata-se de uma empresa-filha da Unicamp, listada por três anos consecutivos entre as “Empresas que Mais Crescem no Brasil” em sua categoria, segundo ranking 2016, 2017 e 2018 da Deloitte e da Revista Exame. Foi também listada no Anuário Telecom de 2017, 2018 e 2019 entre as 100 maiores empresas de Telecom e as dez mais rentáveis do país neste segmento.

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Regulação de captura de carbono no Brasil é tema  de um dos livros lançados pelo RCGI este mês

Obras trazem artigos de 33 autores entre pesquisadores e profissionais atuantes no mercado.

 

No próximo dia 23 de outubro (quarta-feira), uma das equipes do Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) lança duas obras na Livraria da Vila, em São Paulo: A Regulação do Gás Natural no Brasil, organizado pela professora Hirdan Katarina de Medeiros Costa, e Aspectos Jurídicos da Captura e Armazenamento de Carbono no Brasil, organizado por Hirdan e Raíssa Mendes Musarra. O lançamento acontece das 18h30 às 21h30, com a presença de alguns autores e autoras que assinam artigos nos dois livros. A Livraria da Vila fica na Alameda Lorena, 1731, Jardim Paulista.

“Os livros são resultados do esforço e empenho de toda a equipe de pesquisadores. Sem o trabalho árduo de todos e todas seria impossível realizar essas obras”, ressalta Hirdan, coordenadora do RCGILex, plataforma que aglutina e analisa os marcos legais e regulatórios aplicados ao setor brasileiro de gás natural. Ela foi concebida no âmbito do projeto 21 do RCGI.

O livro A Regulação do Gás Natural no Brasil traz 21 autores e 15 artigos. “Acompanhamos de perto todos os movimentos regulatórios da indústria do gás nos últimos anos, por isso o livro reflete a pesquisa mais apurada e recente do País. Contamos também com a contribuição de importantes profissionais que atuam no mercado”, diz a professora.

Já o livro Aspectos Jurídicos da Captura e Armazenamento de Carbono no Brasil traz 14 artigos escritos por 11 autores, pesquisadores e profissionais igualmente qualificados, e mostra os resultados da pesquisa do grupo sobre o tema ao longo de dois anos. “Conciliamos com excelência a academia e o cotidiano da indústria. Estou honrada em organizar essas obras e ter o apoio de profissionais e pesquisadores tão dedicados à causa da disseminação do saber e da expansão dos resultados da pesquisa e da educação para toda a sociedade.”

As obras foram editadas pela Editora Lumen Juris e poderão em breve ser adquiridas pelo site: https://lumenjuris.com.br/

 

Sobre o RCGI: O FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI) é um centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Shell. Conta com mais de 320 pesquisadores que atuam em 46 projetos de pesquisa, divididos em cinco programas: Engenharia; Físico/Química; Políticas de Energia e Economia; Abatimento de CO2; e Geofísica. O Centro desenvolve estudos avançados no uso sustentável do gás natural, biogás, hidrogénio, gestão, transporte, armazenamento e uso de CO2. Saiba mais em: https://www.rcgi.poli.usp.br/pt-br/

 

 

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Canabinoide pode ser efetivo para combater fase inicial do Alzheimer

Testes em animais feitos no Instituto de Ciências Biomédicas da USP revelaram que o agonista canabinoide ACEA recupera o prejuízo de memória e evita a morte de neurônios. O estudo foi feito em modelos que simulam o início da doença.

 

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa cujas causas ainda representam um desafio para a ciência – 95% dos pacientes têm o tipo esporádico da doença, que aparece por motivos desconhecidos, enquanto os outros 5% são de origem genética. Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) utilizaram um composto canabinoide feito em laboratório, o ACEA (Araquidonil-2′-cloroetilamida), para tratar animais com Alzheimer e verificaram que os danos de memória são recuperados. O artigo foi publicado na revista científica Neurotoxicity Research.

A coordenadora do estudo, professora Andréa da Silva Torrão, do Departamento de Fisiologia e Biofísica do ICB-USP, explica que a intenção era estudar a fase inicial da doença. Atualmente, a hipótese mais aceita entre os pesquisadores é que o acúmulo do peptídeo beta-amiloide no cérebro está relacionado ao Alzheimer – assim, outros estudos costumam induzir diretamente o aumento desse peptídeo. No entanto, segundo Torrão, há pesquisas que indicam que nem sempre a proteína está relacionada à doença.

“No nosso caso, injetamos a droga estreptozotocina (STZ) no cérebro dos animais para simular a condição. A substância provoca uma deficiência no metabolismo dos neurônios, o que poderia preceder a deposição do beta-amiloide”, explica a professora. Em seguida, o grupo aplicou nos animais um teste de memória: o teste de reconhecimento de objetos. “O rato é naturalmente curioso e explora tudo. Quando colocamos um objeto novo, os animais controles percebem e exploram mais aquele local. Já os ratos com Alzheimer continuam explorando todo o ambiente por igual”. O teste é repetido uma hora depois e também no dia seguinte, para avaliar a memória de curto e longo prazo.

O próximo passo foi tratar os animais com o composto canabinoide sintético ACEA, que é um agonista canabinoide – ele se liga ao receptor CB1 e o ativa, diminuindo a atividade neural e a produção de radicais livres. O CB1 é um receptor canabinoide (parte de nosso sistema endocanabinoide) presente no cérebro, especialmente no hipocampo, que está relacionado à memória e é afetado no paciente de Alzheimer. Esses receptores têm a função de neuromodulação.

Os testes foram realizados tanto in vivo como in vitro (com células nervosas em cultivo). “O ACEA reverteu o prejuízo de memória produzido pela STZ, melhorou a sinalização de insulina encefálica e regulou os níveis de proteínas indutoras de morte celular”, afirma a pesquisadora Andréa da Silva Torrão. Ela ressalta, ainda, que o ACEA não possui nenhum efeito psicoativo.

O que são agonistas canabinoides – Trata-se de substâncias quimicamente semelhantes aos compostos extraídos da maconha e aos endocanabinoides (produzidos naturalmente pelo corpo humano). De acordo com a professora, o ACEA é um canabinoide sintético que tem sido utilizado por diversos grupos de pesquisa no mundo por ser um agonista específico para o receptor CB1, que existe em grande quantidade no cérebro. Já o receptor CB2, por exemplo, é mais encontrado em tecidos periféricos.

Em 2017, a Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto inaugurou o primeiro centro de pesquisa em canabinoides do país. Lá, os pesquisadores investigam os efeitos do canabidiol (CBD) no tratamento da epilepsia em casos de pacientes que não respondem ao tratamento tradicional.

Possíveis terapias – Outros estudos do grupo de Andréa da Silva Torrão também sugerem que o sistema endocanabinoide pode ser um bom alvo terapêutico para o tratamento de doenças neurodegenerativas. Uma das pesquisas avaliou o efeito protetor do ACEA em modelos de inflamação, comum a todas as doenças degenerativas. “Nós induzimos uma inflamação na célula nervosa e também induzimos o estresse do retículo endoplasmático – onde nossas proteínas são formadas. Em ambos os casos, o tratamento com ACEA resgatou os neurônios da morte”.

 

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Modificação de enzimas de bactérias pode ajudar a produzir novos antibióticos

Pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas da USP analisou as reações químicas envolvidas na formação da molécula tetronasina, produzida por bactérias Streptomyces longisporoflavus, e busca diminuir a sua toxicidade ao modificar geneticamente as enzimas que a produzem.

 

A tetronasina é uma molécula produzida por bactérias do gênero Streptomyces que possui atividade antimicrobiana, isto é, pode ser utilizada contra algumas bactérias e protozoários. No entanto, não é utilizada clinicamente por ser tóxica às células humanas. Um estudo conduzido no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), publicado na Nature Catalysis, analisou como essa molécula de estrutura complexa é produzida pela bactéria. Com sequenciamento genético, os pesquisadores descobriram os genes envolvidos na produção das enzimas que sintetizam a molécula e, usando biologia molecular e estrutural, conseguiram produzir essas enzimas e entender como elas funcionam. A partir disso, é possível modificá-las para que produzam moléculas menos tóxicas, que possam ser utilizadas para desenvolver novos fármacos.

A pesquisa na área estrutural é parte do doutorado de Fernanda Cristina Rodrigues de Paiva, orientada pelo professor Marcio Vinicius Bertacine Dias, do Departamento de Microbiologia do ICB-USP. Atualmente, a aluna está realizando doutorado sanduíche na University of Groningen, na Holanda, dando continuidade ao trabalho. O estudo foi financiado pela FAPESP, CNPq e Capes, e teve colaboração da Universidade de Cambridge, do Reino Unido.

“Nosso grupo colaborador identifica a bactéria produtora de determinado composto e os genes responsáveis pela produção – nesse caso, o Streptomyces longisporoflavus, que produz a tetronasina. Em nosso laboratório, nós verificamos a estrutura das enzimas produtoras usando biocristalografia, obtendo uma visão tridimensional de como elas são e como elas funcionam”, explica o pesquisador.

A tetronasina é um metabólito secundário, ou seja, não é essencial para a vida da bactéria, mas é utilizada como defesa contra outras bactérias no solo. “A molécula geralmente atua na membrana do microrganismo, causando um desequilíbrio na entrada e saída de íons”. Além disso, ela é utilizada na indústria como aditivo em rações de animais para promover o ganho de peso e matar parasitas de bovinos.

As duas enzimas estudadas envolvidas na biossíntese da tetronasina (as Diels-Alderases) fazem uma reação incomum na natureza e de muita importância na área de química orgânica, conhecida como Diels-Alder – responsável pela formação da complexa estrutura de anéis presentes na molécula. Curiosamente, essa reação foi descoberta em laboratório no século XX e rendeu o Prêmio Nobel de Química em 1950 para os pesquisadores de mesmo nome. Mas foi só por volta de 2010 que os cientistas verificaram que a natureza também era capaz de realizá-la.

Segundo o pesquisador, sabendo a estrutura molecular das enzimas, o grupo as modifica geneticamente para que aceitem outros substratos – que não são os seus naturais – e, a partir daí, produzam novas moléculas. “Podemos alterar a forma da cavidade onde se encaixa o substrato da enzima, por exemplo, e os aminoácidos ali presentes. É uma estratégia de desenvolvimento de fármacos que vem ganhando notoriedade nos últimos anos e ainda utiliza métodos não agressivos ao meio ambiente”.

 

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Nova técnica mede a resposta imunológica  de pacientes com câncer de mama

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da USP conseguiram calcular quantos linfócitos T são específicos para combater o tumor. O estudo abre caminho para entender por que pacientes têm respostas diferentes aos tratamentos.

 

Um estudo do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) conseguiu verificar quantos linfócitos T – células do sistema imunológico – são capazes de reconhecer e combater o câncer de mama, a partir da adaptação de uma técnica desenvolvida pela pesquisadora italiana Federica Sallusto, a biblioteca de linfócitos T. Com a descoberta, é possível avaliar individualmente a resposta imunológica de cada paciente e buscar novas alternativas para melhorá-la. A pesquisa é fruto do doutorado de Mariana Pereira Pinho, orientada pelo professor José Alexandre Barbuto, do Laboratório de Imunologia de Tumores.

Um dos focos do laboratório é a imunoterapia, que consiste em utilizar métodos para potencializar a própria resposta imunológica do indivíduo a determinada doença. “A imunoterapia funciona bem para vários tipos de tumor, mas apenas cerca de 30% dos pacientes se beneficiam. Com a técnica, nós conseguimos saber se o paciente apresenta uma resposta imunológica natural ao tumor e o quanto ele responde. Isso nos ajuda a entender melhor as imunoterapias e saber o quanto elas são efetivas para cada paciente”, explica a pesquisadora.

Segundo Mariana Pinho, a biblioteca de linfócitos T adaptada também pode ser aplicada em outros tipos de câncer. Na técnica original, são realizados testes in vitro nos quais é possível observar quantos linfócitos T proliferam ao entrar em contato com células apresentadoras de antígenos, identificando quais deles são específicos para combater tais antígenos. Mas a técnica não funcionava bem para tumores, então precisou ser adaptada pela pesquisadora.

“Em nosso ensaio, utilizamos a célula dendrítica, pois é considerada a célula apresentadora de antígeno mais potente entre as conhecidas. Para detectar a proliferação das células, utilizamos um corante que nos permite visualizar um único linfócito T se dividindo, mesmo que ele se divida poucas vezes – que é o caso de sua resposta frente às células tumorais”.

Outras aplicações – A nova técnica será uma grande aliada às outras pesquisas do laboratório coordenado pelo professor José Alexandre Barbuto, como as vacinas terapêuticas para glioblastoma, um dos tumores mais agressivos do sistema nervoso central. A vacina, que já está sendo testada em pacientes, utiliza células dendríticas para melhorar a resposta do sistema imunológico ao câncer. Essas células são responsáveis por apresentar agentes estranhos no organismo, para serem combatidos pelas células de defesa. O tratamento faz com que as células do paciente reconheçam o tumor como um problema, aumentando o número de linfócitos T específicos para combatê-lo.

 

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Diagnóstico sorológico específico para Zika é desenvolvido pelo ICB-USP

 O novo kit sorológico IgG, recém aprovado pela ANVISA para comercialização, é capaz de identificar se o indivíduo já contraiu Zika sem apresentar reação cruzada com o vírus da dengue.

                                    

Uma das principais demandas surgidas após a epidemia do vírus Zika no Brasil, que ocorreu entre 2015 e 2016, foi o desenvolvimento de um teste sorológico que permitisse responder se uma pessoa fora infectada pelo Zika mesmo após ter sido infectada pelos vírus da dengue – que compartilham grande semelhança genética e imunológica com o Zika. Nos últimos dois anos, um grupo de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) tem trabalhado neste desafio e desenvolveu um kit de sorologia para detecção de anticorpos (IgG) específico para o vírus Zika.

Trata-se de um diagnóstico que identifica se o indivíduo já teve contato com o vírus, mesmo em regiões endêmicas para o vírus da dengue. A pesquisa contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) resultou em um pedido de patente, licenciado pela empresa AdvaGen Biotec e recentemente aprovado pela ANVISA para uso comercial. O kit com 96 testes já está sendo comercializado pela empresa e é voltado principalmente para mulheres em fase fértil e para estudos epidemiológicos que visem determinar pessoas que já foram expostas ao vírus. O produto foi testado em cerca de 3.200 mulheres de todo o Brasil.

De acordo com Luís Carlos de Souza Ferreira, diretor do ICB-USP e um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo, o kit identifica a presença do IgG – anticorpo produzido por indivíduos que já contraíram Zika e que permanece no organismo mesmo após a infecção, conferindo imunidade. “Como os vírus da dengue e Zika são muito parecidos, os testes de sorologia disponíveis hoje no mercado podem dar resultados falsos positivos ou falsos negativos, o que dificulta ou impede o diagnóstico preciso em regiões endêmicas para esses vírus”, explica.

          Diferencial – Os pesquisadores do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas do ICB, coordenado pelo professor Luís Carlos Ferreira, criaram e analisaram diversas proteínas recombinantes do Zika, avaliaram seu desempenho em testes de diagnóstico e encontraram um fragmento de uma proteína do vírus capaz de evitar a reação cruzada com os vírus da dengue. O teste possui 95% de especificidade para Zika, enquanto os outros do mercado possuem até 75%.

Segundo o pesquisador Edison Luiz Durigon, especialista em virologia que também participou do estudo, a principal vantagem do novo kit é a de facilitar o acompanhamento de gestantes e prevenir a microcefalia em bebês, principal consequência do vírus. Caso a mulher seja infectada só no período final da gestação, o bebê ainda corre o risco de desenvolver problemas neurológicos.

Baseado na técnica de ELISA, o kit também será útil para estudar a prevalência do Zika, uma vez que a maioria das pessoas infectadas pelo vírus não apresenta sintomas. Muitas vezes, as mulheres podem estar infectadas sem saber e passar o vírus para o feto. “Algumas crianças podem nascer sem microcefalia, mas ter lesões ‘invisíveis’ no cérebro. Até identificar o problema, o indivíduo já pode ter desenvolvido problemas cognitivos severos”, explica Durigon.

Com a disponibilização do kit, as gestantes poderão ser acompanhadas ao longo da gravidez e descobrir se contraíram o vírus durante esse período. Se esse for o caso, o intuito é promover um acompanhamento precoce para a criança como forma de melhorar o seu prognóstico. Já aquelas previamente infectadas pelo vírus estão imunes a novas infecções.

 

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Reversina: a nova esperança para tratar leucemia em adultos e idosos

Especialistas do ICB-USP realizaram testes in vitro com modelos de células humanas e observaram que o fármaco foi capaz de reduzir o crescimento do tumor, ao inibir proteínas específicas responsáveis por sua proliferação.

 

A reversina é uma molécula, ainda sem utilidade clínica, que tem sido estudada por vários grupos de pesquisa para tratar diferentes tipos de câncer. Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) testaram a molécula em modelos in vitro de um tipo específico de leucemia, a neoplasia mieloproliferativa, que acomete indivíduos entre 50 e 70 anos. O grupo descobriu que o tratamento com a reversina é capaz de frear o crescimento da célula tumoral e levá-la à morte.

O estudo foi conduzido pelo grupo de pesquisa do professor João Agostinho Machado-Neto, em colaboração com a Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, e foi recentemente publicado na revista Scientific Reports. Inicialmente, segundo ele, buscou-se identificar marcadores que contribuíssem para a progressão da doença e, ao analisar 84 alvos, dois chamaram a atenção: as proteínas Aurora-quinase A (AURKA) e Aurora-quinase B (AURKB), bem conhecidas por auxiliar na proliferação das células tumorais. Ao tratá-las com um medicamento convencional contra leucemia (ruxolitinibe), os pesquisadores observaram que o tratamento reduz a expressão dessas proteínas.

“A próxima pergunta foi: qual de fato é a contribuição das Aurora-quinases para o crescimento do tumor?”, diz Machado-Neto. Ele explica que o fármaco disponível no mercado inibe a proteína JAK2, cuja mutação ativa as Aurora-quinases e contribui nesse tipo de leucemia. O grupo, então, optou por inibir diretamente as Aurora quinases utilizando a reversina. “As células responderam muito bem à reversina. Dependendo da dose, foi possível reduzir o tumor in vitro de forma significativa e levar as células tumorais à apoptose [morte]”. Isso ocorre porque a inibição das proteínas impede que as células se proliferem, entrando na chamada “catástrofe mitótica”.

Novas terapias – A leucemia é um câncer de difícil tratamento e com alta taxa de mortalidade. Embora tenha um bom prognóstico em crianças, é mais grave em indivíduos adultos: cerca de 60% a 80% dos pacientes morrem em 5 anos. Outro agravante, segundo o pesquisador, é que a única opção de cura para a maioria dos casos é o transplante de medula óssea, que funciona em metade dos pacientes. Pacientes com mais de 60 anos são raramente elegíveis para esse procedimento, o que dificulta o seu tratamento.

A melhor terapia disponível atualmente para a neoplasia mieloproliferativa é o ruxolitinibe – no entanto, cerca de metade dos pacientes apresenta resposta insatisfatória a esse fármaco. “A reversina talvez seja uma opção para os pacientes que não respondem ao tratamento convencional. No entanto, ainda é necessário testá-la em animais para verificar a sua toxicidade e garantir que ela seja segura para testes clínicos – processo que costuma demorar alguns anos. Pretendemos iniciar os testes em animais no próximo ano”, destaca Machado-Neto.

Outros inibidores de proteínas quinases, que já estão em testes clínicos, inibem somente a AURKA ou a AURKB – o diferencial da reversina é a capacidade de inibir ambas.

Respostas diferentes – Os pesquisadores utilizaram dois modelos de células para testar a reversina: um deles respondeu muito bem e, o outro, respondeu menos. Para este caso, foi necessária uma dose maior de reversina para obter os mesmos resultados do primeiro e conseguir inibir as proteínas quinases. Diante disso, em parceria com o Hospital Albert Einstein, o grupo também fez uma análise molecular utilizando um grande painel de genes relacionados a morte celular e identificou seis genes que podem influenciar na resposta à reversina. “A partir desses dados, queremos testar futuramente se a resposta ao fármaco pode mudar caso o paciente ou animal tenha a expressão aumentada desses genes”.

 

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Captura e armazenamento de carbono em debate na USP

Começa amanhã (1/10), em São Paulo, a conferência “Energy Transition Research & Innovation 2019” que irá reunir pesquisadores do Brasil e do exterior, representantes de empresas, governo e agências de financiamento para discutir tecnologias de captura e armazenamento de carbono (CCS, na sigla em inglês). Além de apresentações de experiências com CCS nos EUA, Índia e Reino Unido, alguns destaques são:

– David Torres, vice president of Integrated Gas and CO2 Abatement Tech at Shell Solutions (Opening ceremony)

– Alex Garcia de Almeida – assessor do diretor geral da ANP (The role of regulator of energy-transition operations in Brazil)

– Lene Hviid, general manager of Shell Research Connect and Game Changer (Making the future – open innovation at Shell)

– Eric Larson, da Princeton University (The Rapid Switch Project, and some thoughts of CCS in energy transitions)

– Paulo Artaxo, do IPCC – (The messages for action of the latest IPCC Report on Land and Climate)

– Owen Anderson, da Universidade do Texas (Can CCS be a partial answer to climate change challenge?)

 

A programação completa está neste link: https://www.rcgi.poli.usp.br/etri-2019/

O evento é organizado pelo Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) – um centro de pesquisa sediado na USP que é financiado pela Shell e pela Fapesp e reúne cerca de 350 pesquisadores. Nele são desenvolvidos estudos avançados sobre o uso sustentável de gás natural, biogás, hidrogênio, gestão, transporte, armazenamento e uso de CO2.

 

 

Serviço:

A conferência “Energy Transition Research & Innovation 2019” será realizada nos dias 1 e 2 de outubro, das 9h às 19h, no auditório do Centro de Difusão Internacional da Cidade Universitária na USP (Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 222 – Butantã, São Paulo).

 

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Itu e Agudos lideram potencial de geração de biogás e biometano

 

De acordo com mapas interativos lançados pelo RCGI, os dois maiores potenciais no Estado de obtenção de biogás e biometano a partir de resíduos da criação de suínos estão nas regiões administrativas de Sorocaba e Bauru.

 

Os municípios de Itu e Agudos têm os maiores potenciais estaduais de geração de biogás e biometano a partir de resíduos da criação de suínos, e de geração de energia elétrica a partir do biogás obtido. As informações constam da coleção de mapas interativos Biogás, Biometano e Potência Elétrica em São Paulo, lançada recentemente por uma equipe de pesquisadores do Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) coordenada pela professora Suani Coelho, que também lidera o Grupo de Pesquisa em Bioenergia (GBIO) do Instituto de Energia e Ambiente da USP.

Os mapas apresentam as estimativas dos potenciais de produção de biogás e biometano no Estado, e o potencial elétrico a partir do biogás, por município, de acordo com três grandes fontes de obtenção: resíduos de criação animal, resíduos urbanos e setor sucroalcooleiro.

Quando se comparam os potenciais de aproveitamento energético das três fontes acima, o setor de criação de suínos apresenta o menor potencial de aproveitamento de biogás e demais energéticos. Ainda assim, seu potencial é expressivo. Seria possível produzir 21 milhões de m3 de biogás por ano a partir dos resíduos da suinocultura e, se fosse utilizado para produção de biometano, o potencial seria 14,5 milhões de m³/ano, podendo suprir o consumo de gás natural em 66.000 residências do Estado. Além disso, se o biogás do setor de suinocultura fosse utilizado para geração de eletricidade, o potencial seria 49 GWh/ano, sendo capaz de abastecer aproximadamente 21.000 residências.

Itu e Agudos são os dois municípios com o maior potencial e poderiam gerar quase 2,8 milhões de m3 de biogás. Itu fica na região de Sorocaba, a 108 km de São Paulo. Agudos está na região de Bauru, a 313 km da capital. A partir desse biogás, seria possível gerar um total de 6,4 GWh/ano de energia elétrica, representando 13% do potencial total de geração de energia elétrica com resíduos de suinocultura para o Estado.

Nestes dois municípios, com a energia elétrica gerada a partir do biogás dos resíduos de suínos, seria possível suprir aproximadamente 41% do consumo de energia elétrica no meio rural no município de Agudos e 8 %, em Itu.

Caso o biogás fosse transformado em biometano, juntos, os dois municípios poderiam gerar 1,9 milhões de m³/ano de biometano a partir de resíduos da criação de suínos. Para ao município de Itu, a quantidade de biometano gerada seria suficiente para triplicar o número de residências atendidas hoje com gás natural e, para o município de Agudos, poderia atender aproximadamente 2.500 residências, uma vez que não há atendimento de gás natural residencial no município.

O conjunto de mapas, que está em ambiente de manipulação fácil e intuitiva, e pode ser acessado em português ou em inglês.

 

Sobre o RCGI: O FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI) é um centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Shell. Conta com mais de 320 pesquisadores que atuam em 46 projetos de pesquisa, divididos em cinco programas: Engenharia; Físico/Química; Políticas de Energia e Economia; Abatimento de CO2; e Geofísica. O Centro desenvolve estudos avançados no uso sustentável do gás natural, biogás, hidrogénio, gestão, transporte, armazenamento e uso de CO2. Saiba mais em: https://www.rcgi.poli.usp.br/pt-br/

 

 

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