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Conferência sobre gás ressalta projetos de uso e aproveitamento do CO2

“Vender” CO2 abatido da atmosfera em forma de outros combustíveis ou de insumos químicos para a indústria pode mudar nossa visão sobre o carbono e ajudar a reduzir emissões.

Uma das tendências das tecnologias de abatimento de carbono atuais é converter o CO2 em produtos que possam ser utilizados novamente, o que é chamado de Carbon Capture and Utilization (CCU). Diversos projetos do Fapesp Shell Reserach Centre for Gas Innovation (RCGI) com esse objetivo serão apresentados durante a III Sustainable Gas Research Innovation, que acontece nos dias 25 e 26 de setembro, em São Paulo. Eles visam, por exemplo, obter produtos de valor agregado a partir da hidrogenação do CO2; ou retirar o CO2 da atmosfera com uma célula de fotocatálise e transformá-lo em um produto útil para a indústria; ou ainda integrar centrais termoelétricas com tecnologias de conversão de CO2 para mitigação de emissões de gases de efeito estufa (GEEs). Pesquisadores do RCGI já listaram mais de 140 produtos que podem ser obtidos com base em CO2.

“Em minha opinião, se conseguirmos produtos originados do CO2 com um balanço econômico e energético positivo, as políticas ambientais com relação ao CO2 poderão mudar. Com a existência de tecnologia prática para abater carbono, quem detiver essas tecnologias vai forçar os que não têm a pagar cotas de emissão de CO2. Imagino que o horizonte dessas mudanças seja de uns 20 anos, a partir de agora”, afirma o químico Pedro Vidinha, um dos pesquisadores do time do RCGI.

Segundo ele, há dois caminhos para o aproveitamento do CO2: gerar combustíveis ou gerar químicos. No caso dos combustíveis, fecha-se o ciclo do carbono (pois eles serão queimados novamente, e o CO2 será recapturado, e assim por diante). No caso dos químicos, é preciso chegar a substâncias para as quais exista demanda na indústria como, por exemplo, a ureia.

Junto a oito pesquisadores, Vidinha está tentando reduzir o CO2 e obter alcoóis como o metanol, o etanol e até o butanol, com o uso de hidrogênio como reagente e de catalisadores bastante eficazes, compostos de metal e ligantes

orgânicos. “Já conseguimos produzir butanol, o que é fantástico, pois passamos de uma substância com um átomo de carbono (CO2) para uma com quatro átomos de carbono (C4H10O). É possível, por exemplo, obter buteno a partir dele, um processo industrial já estabelecido. Conseguindo chegar ao butanol a partir do CO2 pode-se pensar numa indústria de polímeros à base de CO2”, completa.

Diferencial – O químico explica que a maioria dos processos que visa o aproveitamento do CO2 implica em utilização de altas temperaturas, mas ele e sua equipe conseguem produzir metanol, etanol e butanol praticamente à temperatura ambiente. “No estado da arte atual, o processo em mais baixa temperatura que vi exigia entre 150o C e 180o C. Nos nossos processos, definimos que trabalharíamos com uma temperatura de 40o C e desenvolvemos catalisadores para isso.”

Entretanto, os metais usados pela equipe para fazer os catalisadores são caros, quando não, raros. “Usamos o irídio e o ródio. Com o irídio, conseguimos obter o butanol e, com o ródio, o metanol e o etanol.”

De acordo com Vidinha, há algumas dezenas de compostos que podem ser obtidos somente a partir do CO2. “Mas, se pensarmos em partir de outra molécula e incorporar o CO2, pode haver centenas de reações diferentes. Podemos ter iniciativas de carbon storage, quando o CO2 é introduzido em outra molécula, mas também de carbon utilization, quando essa molécula é utilizada para alguma coisa.”

Ele cita o isopropanol, o butanol, o, o ácido fórmico, o ácido acético, entre outros, como produtos que têm valor de mercado e podem ser obtidos a partir do CO2. “Os produtos mais valiosos seriam o butanol, ou outros álcoois de cadeia longa… Quanto maior o número de átomos de carbono, melhor.”

Serviço: A III Sustainable Gas Research Innovation (SGRI) acontece nos dias 25 e 26 de setembro, no Auditório do CDI/USP (Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 310, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo). O evento é organizado pelo Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) e pelo Sustainable Gas Institute (SGI).

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Ciências e tecnologia de alimentos da USP se destacam em rankings internacionais

Universidade foi ranqueada em 7º lugar na área de Ciências e Tecnologia dos Alimentos pelo Global Ranking of Academic Subjects e ficou na 4ª posição na área de Ciências Agrícolas pelo NTU Ranking

Dois rankings universitários anunciados recentemente mostram que a USP vem se destacando em áreas relacionadas a alimentos – objeto do trabalho do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC – Food Research Center). O FoRC reúne pesquisadores de diversas unidades da USP, como a Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF); a Escola Politécnica (EP), a Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), a Faculdade de Saúde Pública (FSP) e a Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz (ESALQ). Divulgado em julho, o Global Ranking of Academic Subjects, da consultoria chinesa Shanghai Ranking, classificou mais de 4 mil universidades em 54 áreas de concentração. A USP foi ranqueada em 7º lugar na área de Ciências e Tecnologia dos Alimentos, em 11º lugar nas Ciências Agrícolas, em 25º lugar nas Ciências Veterinárias e em 34º na área de Biotecnologia. No início de agosto, o Performance Ranking of Scientific Papers for World Universities 2018, conhecido como NTU Ranking, divulgou sua avaliação por áreas de concentração e colocou a USP na 4ª posição na área de Ciências Agrícolas e 14ª em Ciência de Plantas e Animais.

“O trabalho dos pesquisadores da USP em áreas como ciência dos alimentos, engenharia de alimentos e ciências agrícolas com certeza está contribuindo para elevar o desempenho da própria Universidade na classificação geral dos levantamentos”, afirma Bernadette Dora Gombossy de Melo Franco, diretora do FoRC. Ela cita como exemplo o impacto das publicações do FoRC. Ao todo, a instituição contabiliza 241 artigos publicados desde 2013, quando o FoRC iniciou suas atividades, com predominância de publicações nos periódicos científicos avaliados como Top 10 na área.

“Quando mensuramos o impacto de citações, ponderado por campo de conhecimento, o FoRC também tem uma boa performance, atingindo quase 2,00. Esse indicador aponta como o número de citações recebidas por publicações de uma instituição se compara com o número médio de citações recebidas por todas as outras publicações similares. Um impacto acima de 1,00 indica que as publicações foram citadas mais do que seria esperado com base na média mundial de publicações semelhantes daquela área do conhecimento”, explica Eduardo Purgatto, diretor-executivo do FoRC. Impacto – O Global Ranking of Academic Subjects é uma vertente do Academic Ranking of World Universities (ARWU), publicado desde 2003 pela Shanghai Jiao Tong University e considerado um dos precursores dos rankings de universidades. Nele são analisados dados das bases Web of Science e InCites, levando em consideração cinco indicadores: número de artigos publicados; impacto dos artigos indexados no Science Citation Index; extensão da colaboração internacional; número de artigos publicados em revistas de impacto; e número de docentes premiados internacionalmente. Desde 2009, o ranking também classifica as áreas de concentração. Nesta última edição, a USP manteve o desempenho do ano passado e ficou entre as 200 melhores do mundo, sendo a latino-americana mais bem colocada no ARWU.

Já o NTU Ranking, lançado pela Universidade Nacional de Taiwan, avalia e classifica a produção científica de 800 universidades no mundo todo, tendo como base três critérios: produtividade (que representa até 25% da pontuação), impacto (35%) e excelência da pesquisa (40%). O NTU publica uma classificação geral, classificações por seis campos e por 14 temas selecionados. A USP manteve-se entre as 200 melhores nos seis campos avaliados: Agricultura (14ª posição), Ciências da Vida (50ª), Medicina (70ª), Ciências Naturais (75ª), Ciências Sociais (116ª) e Engenharia (174ª).

Sobre o FoRC – Criado em 2013, o FoRC é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Reúne equipes multidisciplinares de diferentes instituições de pesquisa do Estado de São Paulo:

USP, UNICAMP, UNESP, Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). Suas linhas de pesquisa estão estruturadas em quatro pilares: Carboidratos, Alimentos e Saúde; Biodiversidade Alimentar, Compostos Bioativos e Saúde; Micróbios nos Alimentos: riscos e benefícios; e Tabela Brasileira de Composição Alimentar. Além de realizar pesquisas e promover a transferência de tecnologias e novos conhecimentos para a sociedade, o FoRC também realiza atividade de difusão do conhecimento científico.

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Políticas públicas têm papel central na formação para o trabalho em um mundo digital

No 7º Diálogo Brasil-Alemanha de Ciência, Pesquisa e Inovação, realizado nos dias 30 e 31 de outubro, em São Paulo, pesquisadores apresentaram diferentes perspectivas de como lidar com o impacto da digitalização sobre o trabalho. Em comum, uma certeza: Estado deve definir uma agenda de prioridades para que a perda de empregos seja a menor possível.

Entre muitas projeções e dúvidas sobre quais serão as áreas mais afetadas com a perda de postos de trabalho ou que tipo de ocupações irão “sobreviver” em um mundo digital, um ponto ficou muito claro nas discussões entre os especialistas que participaram do 7º Diálogo Brasil-Alemanha de Ciência, Pesquisa e Inovação: é preciso preparar os cidadãos para viver e trabalhar em um mundo digitalizado e grande parte dessa incumbência cabe ao Estado, por meio de políticas públicas.

Organizado pelo Centro Alemão de Ciência e Inovação São Paulo (DWIH São Paulo) em conjunto com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) nos dias 30 e 31 de outubro, em São Paulo, o evento reuniu 15 especialistas, do Brasil e da Alemanha, de diversas áreas, com mais de 150 participantes.

Já na abertura do evento o presidente da FAPESP, Marco Antônio Zago, enfatizou que as mudanças globais, resumidas sob a denominação de mundo digital, representam enormes desafios para governos, indústrias, empresas, sistemas educacionais e universidades. E o desafio é multiplicado pelo fato de que as mudanças ocorrem em grande velocidade. “A demanda exige investimentos significativos e um mix de conhecimento, expertise e estratégias, que só podem ser alavancados pela combinação de recursos públicos, universidades e empresas interessadas nas soluções”, afirmou.

Para Martina Schulze, diretora do DWIH São Paulo, é preciso assegurar crescimento econômico, bem-estar social e novas oportunidades de negócios. Schulze citou uma pesquisa divulgada recentemente na Alemanha segundo a qual

30% dos trabalhadores dizem achar que seus empregos serão substituídos por uma máquina nos próximos 30 anos. “Mas quais empregos estão sob ameaça e quais as habilidades necessárias para sobreviver nesse mundo? Temos ouvido falar de profissões inéditas, como Sustainable Manager, Data Miner, Online Reputation Manager, só para citar algumas”, disse.

No entanto, ponderou ela, cinco especialistas presentes no evento afirmam que o potencial de automação do trabalho é exagerado. “Eles explicam que as máquinas poderão assumir certas tarefas em diferentes tipos de trabalho, mas não todas. E que a digitalização está modificando os empregos, e não os substituindo. Eles creem que essa mudança deve ser moldada e propõem algumas ideias sobre como as principais ameaças tecnológicas serão formatadas e como lidar com elas.”

Na opinião do cônsul geral da República Federal da Alemanha em São Paulo, Axel Zeidler, a digitalização é um fenômeno mundial e já impacta sensivelmente o trabalho, a vida diária, o ensino e muitas outras áreas. “A meu ver, uma das questões centrais desse debate muito oportuno é a seguinte: como os indivíduos, as empresas, os governos e outros atores institucionais poderão operar com segurança num mundo digital? Um outro ponto importante é que a sociedade tem de tomar cuidado para não excluir aqueles que não conseguem ou não podem acompanhar essas tendências”, ressaltou.

Ao longo dos dois dias de evento, essas questões foram abordadas sob diferentes perspectivas pelos pesquisadores com a participação da audiência por meio de um app, novidade no Diálogo deste ano que permitiu à plateia interagir com os palestrantes, enviando perguntas e participante de enquetes interativas. A cada final de sessão, uma questão era lançada aos presentes, que podiam votar nas respostas. À primeira delas – sobre quem deveria ser o ator principal na preparação da sociedade para viver e trabalhar na era da digitalização – 53% dos participantes responderam “o governo”; 23% responderam “as empresas” e 13% responderam “outros”.

Muitos desafios pela frente – Um dos keynote speakers do evento, o professor Hartmut Hirsch-Kreinsen, da TU Dortmund, acredita que não haverá perdas dramáticas de postos de trabalho, mas uma mudança nos empregos em

diferentes setores, a longo prazo: uma modificação nas qualificações e habilidades requeridas. “Há dois grandes desafios para a transformação do trabalho: em primeiro lugar, uma divergência numérica entre as perdas de emprego a curto prazo e a criação de novos empregos a longo prazo. Em segundo, uma divergência entre os perfis das habilidades requeridas pelas tarefas substituídas e os perfis de habilidades requeridas pelas tarefas recém-criadas.”

Segundo ele, isso cria uma lacuna considerável entre aqueles que perdem seus empregos e as habilidades que serão necessárias no futuro, levando-se em conta o número de empregos. “Esse gap é uma forte justificativa para medidas intensivas de treinamento e desenvolvimento de competências em todos os níveis de habilidade”, disse Hirsch-Kreinsen.

Nesse sentido, por duas vezes ele ressaltou o papel crucial das políticas públicas, no sentido de endereçar os desafios econômicos e sociais trazidos pelo ambiente da digitalização. “Elas devem incentivar a cooperação interdisciplinar entre empresas, universidades, instituições científicas e políticas, associações, sindicatos e a sociedade civil para promover a indústria 4.0. Têm também o papel de respaldar a transferência da visão da indústria 4.0 para as empresas, às vezes muito resistentes a mudanças em seu modo de operação. E devem ainda estimular a transferência de conhecimento de empresas ‘high-tech’ para as ‘low-tech’ – especialmente para as pequenas e médias empresas.”

Além dessas atribuições, defende o professor, os governos devem iniciar um debate com a sociedade sobre os desafios da indústria 4.0 e cuidar para desbloquear o potencial tecnológico de uma maneira que beneficie a sociedade como um todo.

“Em meu país, o Estado historicamente teve um papel fundamental no estabelecimento de uma agenda de prioridades e de políticas de pesquisa e desenvolvimento. Tanto que lançou a Plataforma Indústria 4.0, que visa identificar as tendências e desenvolvimentos relevantes no setor manufatureiro e combiná-los para produzir um entendimento comum da indústria 4.0”, respondeu Hirsch-Kreinsen, quando perguntado sobre qual o setor que lidera a transição para a digitalização em seu país. Ele é membro do conselho científico da Plataforma

Indústria 4.0. “Entendo que o estabelecimento de uma agenda também deve envolver as empresas e os sindicatos, pois são parceiros e forças influenciadoras.”

Dados discrepantes e preocupantes – Para Glauco Arbix, pesquisador do Observatório da Inovação da Universidade de São Paulo (USP), outro keynote speaker do evento, o fato dessas tecnologias serem muito iniciais, não terem completado ainda seu ciclo de maturação, significa que há muita dificuldade para mensurar o real impacto delas. Ele citou como exemplo previsões para os Estados Unidos de diversas fontes. “Os dados disponíveis são discrepantes, há estudos que preveem a extinção de milhões e milhões de postos de trabalho; outros indicam que a geração de empregos será suficiente para compensar os que foram fechados”, disse ele, cuja apresentação foi baseada em boa parte numa pesquisa sobre indústria 4.0 desenvolvida pelo Observatório da Inovação com a participação de mais de 40 pesquisadores.

No caso do Brasil, Arbix não é otimista. “Claro, nós não somos muito otimistas, porque os dados não são bons, apesar de serem parciais”, disse. “No fundo, o que nós temos que olhar é o desenvolvimento das tecnologias no mundo por causa da integração global, porque quando ocorrem mudanças em determinado país, elas afetam outros países”, acrescentou. O Brasil, segundo ele, pode ser beneficiado por causa de seu ‘atraso’ em termos de tecnologia, de robótica, de automação das empresas, mas corre o risco de ficar na franja deste processo.

Ele ressaltou que o Estado terá um papel importante para abrir novas oportunidades e tentar mitigar os efeitos negativos desta mudança. “Há sempre tempo para se reordenar, de se reinventar”, disse ele, destacando três aspectos essenciais a serem priorizados nas políticas públicas: educação, maior proteção social e mercados competitivos.

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Abranet e CPFL discutem ações conjuntas para a reorganização das redes

Após workshop com engenheiros da companhia, será criado um grupo de trabalho com o objetivo de encontrar soluções que atendam às necessidades tanto da concessionária como de provedores.

No último dia 30, em Campinas (SP), cinco engenheiros da CPFL Paulista se reuniram com a diretoria da Associação Brasileira de Internet (Abranet) e 80 provedores para discutir ações conjuntas na reorganização da rede. No evento, ficou decidido que será criado um grupo de trabalho, com representantes da CPFL e da Abranet, para avançar nas discussões e buscar soluções que atendam às necessidades tanto da concessionária como dos provedores.

“Um ponto importante para nós é conseguir fazer com que a ocupação dos pontos abrigue o maior número possível de cabos, o que poderá exigir novas tecnologias, como microdutos e microcabos”, disse o presidente da Abranet, Eduardo Parajo. Ele também enfatizou a necessidade de se atentar para a questão da segurança, como, por exemplo, a capacitação e cerificação dos cabistas.

No evento, os provedores também apresentaram aos engenheiros da CPFL alguns dos problemas que têm em relação à ocupação regular dos postes – desde dificuldades técnicas, operacionais, até contratuais.  “Tudo o que está sendo colocado aqui será avaliado pela CPFL”, disse Luiz Sebusiane, engenheiro que atua na área regulatória da companhia. “Vocês têm conhecimento técnico, e é em cima disso que o pessoal da engenharia vai se debruçar para analisar”, acrescentou.

Por parte da CPFL, também foram relatados os principais problemas encontrados nos cabos. “Transgressão da faixa de ocupação, excesso de ocupações, cabos sem identificação, não acompanhamento de obras da concessionária, instalação irregular de caixa de emendas e reserva técnica, e erro na distância do condutor em relação à rede elétrica ou do solo são as principais”, listou o engenheiro Daniel Marques Desiderio.

A CPFL Paulista, que atua em 234 municípios do interior do Estado de São Paulo, também informou que contratou uma empresa para a fiscalização das redes. “Toda a irregularidade será notificada e isso será atualizado em nossa base”, disse. “Em cerca de 30 dias, a empresa começará a fazer essa fiscalização”, disse Desiderio.

Além disso, a companhia poderá replicar em outros municípios a operação ‘faxina’ que foi realizada na cidade de Bauru.  O projeto foi implantado em uma das zonas da cidade e já teve concluída sua primeira etapa que resultou na retirada de 230 km de cabos e fios mortos ou clandestinos e na regularização dos provedores que mantém acordo com a concessionária, mas que atuavam fora dos limites do contrato. “O próximo passo será iniciar a fase de agrupamento e compartilhamento dos pontos”, disse Wilson José Martins, um dos engenheiros que atuou no projeto.

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Especialistas debatem como preparar mão de obra para a era da digitalização

Sensores, conectividade e digitalização não são os únicos atributos da indústria 4.0. O novo estilo de produção de bens, ainda em evolução, traz novas exigências de habilidades da mão de obra nesse sistema de manufatura. Nesse contexto, Bernd Dworschak, pesquisador do Instituto Fraunhofer de Engenharia Industrial IAO, em Stuttgart, na Alemanha, trabalha com dois cenários futuros – e extremos. Um deles é classificado como cenário da automação: segundo essa hipótese, uma parte crescente das decisões será feita pela tecnologia.

“Isso restringiria ainda mais o espaço para escolhas humanas autônomas e alternativas de ação”, comenta Dworschak sobre o cenário. “Em um sistema cada vez mais automatizado, as pessoas só precisariam intervir em casos de incidentes. Por outro lado, os funcionários com uma qualificação mais baixa e média não precisariam mais desenvolver as habilidades necessárias”, argumenta.

A segunda hipótese é chamada de cenário de especialização: a tecnologia é usada para apoiar a tomada de decisão humana e, portanto, a resolução de problemas. Em comparação com o cenário de automação, a equipe de produção – pelo menos com nível médio de qualificação – participa das decisões o que, portanto, exigiria requisitos mais diversificados.

No cenário de automação, as tarefas a serem assumidas por pessoas vão demandar profissionais altamente qualificados. “Já no cenário de especialização, as interfaces humano-tecnológicas são projetadas de tal forma que, além dos altamente qualificados, pelo menos os especialistas de nível médio poderão interagir com a tecnologia”, exemplifica Dworschak.

Esses cenários de adequação da mão de obra na era digitalização estarão em discussão no 7º Diálogo Brasil-Alemanha de Ciência, Pesquisa e Inovação, que será realizado nos dias 30 e 31 de outubro, em São Paulo. O evento, que contará com apresentações de pesquisadores do Brasil e da Alemanha (entre eles, Dworschak), é organizado pelo Centro Alemão de Ciência e Inovação São Paulo (DWIH São Paulo) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

Competências – Segundo Dworschak, a capacidade de selecionar, editar e interpretar dados e informações corretamente é um dos requisitos mais essenciais da era 4.0 sob o cenário da especialização. Na Alemanha, pelo menos, a maioria das empresas parece não ter explorado totalmente o potencial de automação por enquanto. A opção mais comum tem sido a automação parcial.

Segundo os estudos feitos pelo IAO, independentemente do setor de atuação, certas competências serão essenciais para os profissionais, como habilidades interdisciplinares de comunicação e cooperação. Além disso, conhecimentos dos processos digitais serão fundamentais. “Os requisitos técnicos abrangem um amplo campo de conhecimento e habilidades em mecânica e eletrônica, tecnologia de microssistemas, automação e TI de produção e, acima de tudo, sua integração”, adiciona Dworschak.

Digitalização para todos – Para a pesquisadora Monika Hackel, diretora do Departamento de Regulação da Educação e Formação Profissional do Instituto Federal de Educação Profissional (BIBB), em Bonn, e outra palestrante do evento, é importante que a transição ocorra sem deixar ninguém para trás.

“Trabalhamos com um plano legal para apoiar grupos-alvo específicos no sistema, com foco na formação de pessoas com deficiência no contexto da digitalização”, comenta Hackel sobre o sistema alemão. “A digitalização precisa trazer também benefícios para esses grupos e contar com apoio das empresas em treinamento”, complementa.

O sistema de formação dual, em que o estudante faz estágio prático numa empresa enquanto aprende teoria numa instituição de ensino, oferece também apoio para grupos especiais, como flexibilidade na duração do estágio, dependendo da dificuldade do aluno. O objetivo é oferecer uma formação profissional, com reconhecimento nacional, e empregabilidade.

Dados do mercado de trabalho alemão mostram que, dentre as empresas que participam do sistema dual de ensino, grande parte delas emprega estudantes com deficiência de aprendizagem. Por outro lado, para muitos setores ouvidos pelo BIBB, as tecnologias digitais trazem mais dificuldades que oportunidades para pessoas com deficiência – é o que indicaram empresas do ramo de agricultura, operadores de máquinas têxteis, construção civil pesada, por exemplo.

Na análise de Hackel, o avanço da digitalização demanda também apoio técnico para permitir a integração de diferentes grupos que apresentam algum tipo de deficiência. “Acessibilidade e uso de ambientes virtuais com interfaces que facilitem o uso no local de trabalho, mais pesquisas e desenvolvimentos para soluções especiais nas áreas de reconhecimento de voz, realidade virtual, simulações, abordagens de banco de dados”, cita alguns exemplos.

 

Serviço: O 7º Diálogo Brasil-Alemanha de Ciência, Pesquisa e Inovação será realizado no auditório da FAPESP localizado em sua sede, em São Paulo (R. Pio XI, 1500 – Alto da Lapa) no dia 30 de outubro das 14h30 às 17h e no dia 31 de outubro das 8h30 às 17h. Veja neste link (http://bit.ly/dialogo-program) a programação. Inscrições neste link: http://bitly.com/dialogo-brasil-alemanha

 

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Especialistas debatem na Poli-USP avanços e impactos da realidade virtual

 

Painel integra programação da VR Week, que será promovida
pelo laboratório Samsung Ocean USP, entre 3 e 7 de abril.

 

O Samsung Ocean USP, laboratório sediado no Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), promove entre 3 e 7 de abril a VR Week. O evento contará com palestras, painéis, oficinas e treinamentos focados em realidade virtual. Profissionais de mercado e pesquisadores irão discutir sobre processo de criação e desenvolvimento de soluções em realidade virtual, mercado, aplicações práticas e tendências. As inscrições podem ser realizadas pelo site oceanbrasil.com, no canal de cursos (procure pela data do evento), ou pelo aplicativo Samsung Ocean, disponível para Android no Google Play.

Um dos destaques da programação da VR Week é o painel do dia 5 de abril, que começará às 19h, e reunirá cientistas e executivos para discutir o tema “Como a realidade virtual irá revolucionar nossas vidas?”. O professor Marcelo Zuffo, professor do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicosda Poli, abrirá o painel destacando as pesquisas recentes, resultados práticos e o futuro da realidade virtual no campo das pesquisas científicas. A seguir, Renato Citrini, gerente de produto da Samsung, trará os temas relacionados ao mercado mundial e brasileiros, tendências tecnológicas e visão de futuro.

Ainda dentro desse painel, Jay Santos, engenheiro da Unity, abordará a realidade virtual em relação ao mercado de games: processo de criação, como as narrativas, personas, modelo de interação, desenvolvimento de games em realidade virtual e desafios no contexto de desenvolvimento. Também está prevista uma apresentação focada no mercado de entretenimento, que deverá tratar de storytelling associado à tecnologia imersiva de VR, aplicação prática no campo de entretenimento e expectativas de futuro.

O painel termina com um debate entre os palestrantes e que será moderado por Eduardo Conejo, innovation Sr. manager da Samsung Electronics. Nele serão discutidas questões como o impacto da realidade virtual nas relações interpessoais, já alteradas pelos smartphones e redes sociais; o processo de popularização e uso da tecnologia no cenário brasileiro; os benefícios e desafios do uso da realidade virtual em educação e saúde, e como empresas e academia podem trabalhar juntas para promover a evolução da tecnologia e suas aplicações.

Haverá outro painel no dia seguinte (6/4), também às 19h, no qual serão abordados cases de uso de realidade virtual em tecnologia da informação e comunicação, educação e saúde, com apresentações das empresas Samsung, EvoBooks e Medroom, respectivamente.

Demais atividades – No dia 3 de abril, haverá palestras técnicas, enquanto no dia 4 serão aplicados dois treinamentos em realidade virtual. No dia 5, de tarde, estão programados uma palestra com o tema “Antecipando tendências através do design” e uma oficina sobre design thinking para soluções em realidade virtual. A VR Week termina no dia 7, com a oficina na qual será oferecida mentoria em desenvolvimento de soluções em realidade virtual.

Inaugurado em abril de 2016, o Samsung Ocean USP édedicado a atividades de ensino, pesquisa e extensão nas áreas de aplicativos móveis, Internet das Coisas, realidade virtual e games, com estímulo ao empreendedorismo. O laboratório tem 300 metros quadrados e está situado no prédio do Departamento de Engenharia de Produção da Poli, no campus da USP no Butantã, em São Paulo – Avenida Professor Almeida prado, 531, Cidade Universitária, São Paulo (SP).

 

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Érika Coradin

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Docente da Poli-USP coordena grupo que elabora normas técnicas para cidades sustentáveis

 

A NBR ISO 37120:2017, publicada pela ABNT,estabelece os indicadores para medir a sustentabilidade de comunidades urbanas.

 

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) aprovou e publicou a NBR ISO 37120:2017, primeira norma técnica nacional relacionada às cidades sustentáveis. A norma define e estabelece metodologias para um conjunto de indicadores relacionados ao desenvolvimento sustentável de comunidades urbanas, com o objetivo de orientar e medir o desempenho de serviços urbanos e qualidade de vida.

O trabalho de estudo e tradução da norma internacional já existente para esse tema foi feito pela Comissão de Estudos Especial 268 da ABNT, uma comissão espelho da Technical Committee TC268 da ISO, a Sustainable cities and communities, que atuou na confecção da norma internacional. A CEE 268 é coordenada pelo professor do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Alex Abiko.

Segundo o docente, trata-se de uma tradução e adaptação para a língua portuguesa da norma ISO 37120:2014 – Sustainable development of communities – Indicators for city services and quality of life.“Estes indicadores podem ser utilizados para rastrear e monitorar o progresso do desempenho da cidade no que se refere à sustentabilidade”, explica Abiko. A iniciativa de ter uma norma nacional sobre o assunto nasceu das atividades de pesquisa do próprio Departamento de Engenharia de Construção Civil da Poli-USP, que tem uma linha de estudos em planejamento e engenharia urbanos, e teve colaboração da doutoranda do Departamento, a engenheira Iara Negreiros.

A norma contém 100 indicadores de sustentabilidade urbana e trata dos aspectos ambiental, econômico, social e tecnológico, entre outros. “Esse documento vai ajudar os municípios, governos de Estado, o Ministério das Cidades a medir a sustentabilidade das cidades, mas essas normas não estabelecem padrões”, diz. Ou seja, a norma não fala se uma cidade é sustentável ou não, mas estabelece quais requisitos devem ser avaliados para se medir essa sustentabilidade. Por exemplo, a norma diz que o indicador “índice de mortalidade infantil” deve constar na medição da sustentabilidade de uma cidade, assim como a existência de favelas.

Além do setor público, a NBR ISO 37120:2017 também pode ser usada pelas empresas para que atestem, para clientes e governo, o quão sustentável são seus empreendimentos. “Gostaríamos que a sociedade use e critique a norma para podermos aprimorá-la”, afirma Abiko.

A norma nasceu de uma necessidade acadêmica. “Queríamos saber como medir a sustentabilidade das cidades e fomos investigar como isso é feito no mundo. Descobrimos mais de 150 sistemas de medição, desenvolvidos e adotados em diversos países, como Estados Unidos, Austrália, França, Inglaterra, África do Sul, e inclusive alguns sistemas no Brasil. Nossa próxima pergunta foi, então, qual seria o melhor sistema para adotarmos aqui, considerando que muitos deles acabam trabalhando questões muito particulares de cada país”, conta.

Nessa pesquisa pelo melhor sistema, chegou-se à norma da ISO, a Organização Internacional de Normalização, entidade que congrega as associações de padronização/normalização de 162 países do mundo, incluindo o Brasil. “Ela foi selecionada porque é resultado da discussão e trabalho de uma entidade que reúne quase todos os países do mundo, o que dá muita credibilidade e torna a norma internacional. As outras normas que estudamos trazem elementos que são muito particulares das realidades locais, o que torna mais difícil implementá-las em contextos diferentes, enquanto a ISO sempre busca unir o melhor de todas as normas em uma só”, destaca.

Selecionada a norma ISO, a Comissão 268 passou a trabalhar na tradução do documento. Não bastava apenas traduzir para a Língua Portuguesa, mas fazer uma avaliação técnico-científica do documento porque, ao mesmo tempo em que não se pode alterar uma norma ISO para adotá-la e ela ser uma norma NBR ISO, é preciso fazer adaptações em itens para que a norma faça sentido ou seja adaptada à realidade brasileira, o que foi feito por meio de notas. Um exemplo de nota brasileira está na definição do termo favela, que também pode ter como sinônimos, no Brasil, os termos assentamentos precários ou assentamentos sub-normais, como utilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse trabalho envolveu diversas instituições e órgãos públicos, tais como a Caixa, Ministério das Cidades, Sabesp, Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Sindicato da Habitação (Secovi), Conselho Brasileiro da Construção Sustentável (CBCS), Poli-USP, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU-USP), Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbanodo Estado de São Paulo (CDHU), Instituto de Engenharia, entre outras, que compuseram a CEE 268.

As próximas normas a serem desenvolvidas no contexto da CEE268 são as de Sistemas de Gestão para o Desenvolvimento Sustentável, cujos trabalhos já estão avançados, as de Cidades Inteligentes e as de Cidades Resilientes, em nível mais preliminar. “É importante participar da discussão de novas normas internacionais desde o início. Se nos aproximamos de outros países e instituições internacionais, podemos colocar nas normas internacionais as questões específicas do Brasil”, conclui Abiko.

 

 

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Por Acadêmica
Potencial de produção de biometano em São Paulo representa 46% da demanda do Estado por gás natural

 

Só a utilização da vinhaça, rejeito da produção de cana-de-açúcar, pode gerar 4.133 GWh/ano de energia, levando-se em conta a safra 2015/2016.

 

O Estado de São Paulo tem potencial para gerar 8.781 gigawatts-hora por ano (GWh/ano) em eletricidade usando biogás, o que equivale a 5,8% do consumo de energia da região. Também pode produzir 321.700 metros cúbicos por hora (m3/h) de biometano, volume equivalente a 46% do consumo de gás natural do Estado. Os dados foram apresentados pela professoraSuani Teixeira Coelho, do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE-USP), como resultados preliminares do projeto que está mapeando a produção de biogás e biometano no Estado, realizado no âmbito do Fapesp-SHELL Research Centre for GasInnovation (RCGI).

Os dados mostram que as usinas de açúcar e etanol eos aterros sanitários do Estado podem ser as principais fontes de produção de biogás e biometano. As usinas apresentam o maior potencial proveniente do tratamento da vinhaça, rejeito da produção de etanol, que hoje é aplicado no cultivo de cana como fertilizante. A vinhaça é produzida em grandes quantidades: são obtidos de 8 a 12 litros de vinhaça por 1 litro de etanol destilado.Considerando-se a safra 2015/2016, os pesquisadores estimaram ser possível produzir 302.848 m3/h de biogás e 151,424 m3/h de biometano, com potencial de geração de energia de 4.133 GWh/ano. Já os aterros sanitários, poderiam produzir 276.191 m3/h de biogás e 138.096 m3/h de biometano, o que equivaleria a um potencial de geração de energia de 3.769 GWh/ano.

Outra importante fonte são as estações de tratamento de esgoto, com potencial de produzir 49.200 m3/h de biogás e 24.600 m3/h de biometano, e potencial para geração de 671 GWh/ ano de energia. Também foi estimada a produção a partir de resíduos agropecuários e de abatedouros: o potencial para produção de biogás é de 15.155 m3/h e de 7.580 m3/h de biometano. Esse setor poderia contribuir com a geração de 208 GWh/ano de energia.

“Vários fatores pesam para se alcançar essas estimativas. Por isso, o projeto do RCGI vai atuar em outras frentes além do mapeamento e estimativas dos potenciais de produção”, explicou a professora. Dessa forma, o grupo coordenado por ela irá analisar se a regulamentação que existe é adequada, levantar e disseminar informações sobre a purificação e a produção do biometano, além de analisar a viabilidade econômica e as vantagens sociais, ambientais e estratégicas.

“O projeto terá importância fundamental para o Estado de São Paulo porque nos dá a possibilidade de substituir o consumo de óleo diesel por biogás no transporte”, ressaltou o diretor acadêmico do RCGI, Julio Meneghini. “Trata-se de um novo paradigma. Nossas refinarias ficam na costa do País, então temos diesel sendo transportado da região litorânea para o interior do Brasil e, ao mesmo tempo, há um potencial enorme para uso de biomassa, por exemplo, para gerar biogás e biometano”, acrescentou.

O Estado de São Paulo tem como meta reduzir em 20% as emissões de gás carbônico em 2020, considerando-se 2005como ano base.

 

Sobre o RCGI:

O RCGI – FAPESP-SHELL Research Centre for GasInnovation (Centro de Pesquisa em Inovação em Gás)realiza pesquisas de classe mundial para desenvolver produtos e processos inovadores, e estudos que viabilizem a expansão do uso do gás no Brasil. Sediado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, o RCGI é financiado com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da BG Brasil – subsidiária do Grupo Shell. A previsão de recursos aportados é da ordem de R$ 100 milhões até 2020. O Centro reúne mais de 150 pesquisadores, de diversas instituições brasileiras, que atuam em 29 projetos de pesquisa. Saiba mais: http://www.rcgi.poli.usp.br/pt-br/

 

 

 

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Por Acadêmica
FEBRACE 2017 terá festival ‘mão na massa”

 

A maior mostra de jovens talentos pré-universitários e seus projetos em Ciências e Engenharia, que acontece de 21 a 23 de março, nas dependências da Poli-USP, em São Paulo, abrigará o 1º Festival de Invenção e Criatividade.

 

A 15ª Edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), que começa no dia 21 de março na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), em São Paulo, abrigará o 1º Festival de Invenção e Criatividade (FIC). Além da mostra dos projetos finalistas deestudantes do ensino médio de todo o País, o evento contará com oficinas, cursos e palestras com o objetivo de difundir aeducação “mão na massa” entre estudantes do ensino fundamental, professores e gestores que atuam neste nível do ensino.

Segundo a coordenadora geral dos eventos, a professora Roseli de Deus Lopes, o conceito da educação “mão na massa” parte do pressuposto que o aprendizado é mais efetivo quando se aprende ao fazer, observar, manipular, testar hipóteses e buscar conhecimentos e desenvolver habilidades para solucionar um desafio. “Este tipo de abordagem, além de ampliar as possibilidades de aprendizado, é a base do processo investigativo”, destaca. “Tal qual são os projetos desenvolvidos pelos estudantes que estarão na FEBRACE.”

Ela explica que o movimento “mão na massa” adquiriu novo impulso a partir da recente popularização de kits de robótica e computação física, equipamentos como impressoras 3D e cortadoras laser, trazendo uma nova e forte onda “maker” e “DIY” (do it yourself – faça você mesmo) a partir dos Estados Unidos e se propagando rapidamente para outros países, incluindo o Brasil.

Nele, os alunos têm à disposição diversos recursos, como materiais convencionais (papel, papelão, madeira, barbante, elásticos, tesoura), somados a impressoras 3D, cortadoras laser e materiais de robótica e computação física, para criar experimentos e invenções. “Na mostra interativa do Festival, traremos parceiros que irão oferecer atividades para as crianças com essa proposta, além de oficinas para professores e gestores com estratégias para adotar esta proposta”, conta a professora Roseli. O FIC está sendo organizado pela Poli-USP em conjunto o Transformative Learning Technologies Lab da Universidade de Stanford,do Media Lab – Massachusetts Institute of Technology (MIT) e do Programaê

Projetos inovadores – O público esperado para a FEBRACE deste ano é de 14 mil visitantes – dois mil a mais que na edição anterior. “Nesta edição, serão 346 projetos desenvolvidos por 763 estudantes do ensino médio com a orientação ou co-orientação de 484 professores. “Os projetos se destacam por oferecer soluções criativas para problemas reais e muitos são de fato inovadores”, diz. É o caso, por exemplo, de uma fita reagente que detectaresíduos de agrotóxicos em hortaliças, de uma plataforma para auxiliar a integração de migrantes e refugiados e de um dispositivo que permite rastrear bagagens perdidas.

Os finalistas foram selecionados entre mais de 2.1 mil projetos, submetidos diretamente pelos estudantes ou por meio das 126 feiras de ciência afiliadas à FEBRACE. Abrangem diversas áreas do conhecimentoe representam estudantes de todos os estados brasileiros. A maioria dos estudantes selecionados como finalistas éde escolas públicas (194), seguida de instituições privadas (67) e fundações (22).

Como nos anos anteriores, os estudantes e seus projetosserão avaliados por pesquisadores e especialistas de diversas áreas do conhecimento. Os estudantes melhor avaliados ganharão troféus, medalhas, bolsas e estágios, num total aproximado de 300prêmios. Também concorrerão a 70 bolsas de iniciação científica Junior do CNPq e a uma das vagas (9 projetos, máx. 15 estudantes autores) para representar o Brasil na Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (Intel ISEF), que será realizada em maio, em Los Angeles (EUA).

Sobre a FEBRACE: Promovida anualmente pela Poli-USP, por meio do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI), a FEBRACE é a maior feira brasileira pré-universitária de Ciências e Engenharia em abrangência, qualidade científica/tecnológica e visibilidade. Seu objetivo é estimular a cultura científica, a inovação e o empreendedorismo na educação básica, despertando novas vocações nessas áreas e induzindo práticas pedagógicas inovadoras nas escolas. Além da mostra de projetos, a FEBRACE conta com atividades voltadas para gestores e para os professores orientadores dos estudantes participantes.

Esta edição conta com apoio institucional Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) – Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (SECIS) Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e patrocínio da INTEL do Brasil, Petrobrás, Samsung, Instituto Votorantim e Fundação Lemann.

 

Serviço:

A mostra pública de projetos da FEBRACE 2017 será realizadaentre21 a 23 de março, e aberta a o público em geral das 14h às 19h, em uma tenda instalada no estacionamento da Escola Politécnica da USP (Av. Prof. Luciano Gualberto, nº 3, travessa 3, Cidade Universitária). A entrada é franca. Mais informações: www.febrace.org.br.

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Pesquisadores do RCGI isolam bactéria que produz polímero ainda não caracterizado

Ao investigar bactérias já conhecidas que produzem um plástico de alto valor agregado a partir do metano, cientistas da USP descobrem micro-organismo que gera outro tipo de biopolímero.

 

Há poucos meses, a bióloga Elen Aquino Perpétuo e uma equipe de pesquisadores iniciaram um projeto visando transformar, por meio de bactérias, o metano contido no gás natural em PHB (plástico de alto valor agregado). A pesquisa, desenvolvida no âmbito do Research Centre for Gas Innovation (Centro de Pesquisa em Inovação em Gás), com apoio da FAPESP e da BG Brasil – subsidiária do Grupo Shell, tinha como objetivo estabelecer uma rota diferente da química para transformar o metano. Mas, em pouco tempo de investigação, o grupo descobriu uma bactéria que transforma o metano em um outro tipo de polímero.

Ainda não caracterizamos esse polímero, não sabemos “quem” ele é. Mas sabemos que seu acúmulo, pela bactéria em questão, é algo que nunca foi relatado na literatura: algo inédito”, revela Elen. A bactéria se chama Methylobacterium rhodesianum e foi coletada no Sistema Estuarino de Santos.

Na verdade, Elen e sua equipe estavam tentando comprovar e comparar a eficácia de algumas bactérias metanotróficas na transformação do metano e do metanol em PHB. Para isso, em uma fase anterior da investigação, já haviam feito testes com cepas compradas dos gêneros Methylobacter sp. e Methylocystis sp.

“Neste segundo momento, coletamos amostras em três diferentes pontos do Sistema Estuarino de Santos, para ver se encontrávamos, na natureza, as bactérias capazes dessa transformação. E então nos deparamos com a Methylobacterium extorquens, que é realmente produtora de PHB, e com essa Methylobacterium rhodesianum.”

Segundo a bióloga, a novidade não é apenas a produção de um polímero diferente por uma bactéria diferente. “Descobrimos que, mesmo para gerar PHB, as bactérias isoladas dos sistemas naturais são mais produtivas que as cepas compradas. Isso pode fazer a diferença, pois sabemos que, para que a rota biológica seja viável economicamente, a bactéria tem de ser capaz de acumular 60% de seu peso seco em polímero”, explica.

Ela ressalta que essa porcentagem é feita levando-se em conta a produção de PHB a partir do açúcar. “A produção de biopolímeros, hoje, é feita a partir do açúcar, que é um substrato 30% mais caro que o metanol. Metano e metanol são substratos mais baratos. Por isso, tenho certeza que essa porcentagem vai cair bastante.”

Elen diz que, sem que a equipe tenha otimizado a produção do PHB (manipulando variáveis como temperatura, pH e agitação) a Methylobacterium extorquens retirada do ambiente marinho já acumula 30% de seu peso seco em polímero. “Não fizemos as contas ainda mas, levando-se em consideração a diferença de preço entre o metanol e o açúcar, acho até que já há viabilidade econômica.”

A bióloga esclarece ainda que o ambiente marinho, por apresentar condições adversas, tais como salinidade, variação grande de temperatura e aeração, por exemplo, desafia a capacidade de adaptação das bactérias, que precisam ser mais resistentes para sobreviver. “Quanto mais adaptáveis esses micro-organismos forem, mais teremos condições de modulá-los, manipulando as variáveis já citadas, para que produzam aquilo que queremos.”

Futuro – A pergunta agora, de acordo com a cientista, é: onde apostar as fichas daqui para a frente? “Vamos repetir o ensaio com a Methylobacterium rhodesianum, até porque, não sabemos se essa novidade é economicamente viável. O que sabemos é que, do ponto de vista acadêmico, a descoberta dessa bactéria produtora de um outro polímero é importante e vai gerar publicações de impacto.”

Elen lembra que o primeiro objetivo, quando idealizou o projeto, era melhorar a produção de PHB. “Resumindo, temos interesse em ambas as coisas: em viabilizar comercialmente a produção de PHB pela rota biológica e em publicar nossas descobertas sobre esse outro polímero. Agora, o que faremos preferencialmente daqui para a frente, creio que será decidido no decorrer de nossas reuniões com a Shell e com a equipe do RCGI.”

A equipe também coletou amostras no reservatório da UHT de Balbina, no Amazonas (AM). “A gente coleta onde tem metano e o reservatório de Balbina tem muito metano. Não tivemos tempo de processar essas amostras ainda, mas devemos começar nas próximas semanas.”

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Por Acadêmica