Últimas Notícias

Notícias

A agência que fala a língua da inovação
Especialistas debatem na Poli-USP avanços e impactos da realidade virtual

 

Painel integra programação da VR Week, que será promovida
pelo laboratório Samsung Ocean USP, entre 3 e 7 de abril.

 

O Samsung Ocean USP, laboratório sediado no Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), promove entre 3 e 7 de abril a VR Week. O evento contará com palestras, painéis, oficinas e treinamentos focados em realidade virtual. Profissionais de mercado e pesquisadores irão discutir sobre processo de criação e desenvolvimento de soluções em realidade virtual, mercado, aplicações práticas e tendências. As inscrições podem ser realizadas pelo site oceanbrasil.com, no canal de cursos (procure pela data do evento), ou pelo aplicativo Samsung Ocean, disponível para Android no Google Play.

Um dos destaques da programação da VR Week é o painel do dia 5 de abril, que começará às 19h, e reunirá cientistas e executivos para discutir o tema “Como a realidade virtual irá revolucionar nossas vidas?”. O professor Marcelo Zuffo, professor do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicosda Poli, abrirá o painel destacando as pesquisas recentes, resultados práticos e o futuro da realidade virtual no campo das pesquisas científicas. A seguir, Renato Citrini, gerente de produto da Samsung, trará os temas relacionados ao mercado mundial e brasileiros, tendências tecnológicas e visão de futuro.

Ainda dentro desse painel, Jay Santos, engenheiro da Unity, abordará a realidade virtual em relação ao mercado de games: processo de criação, como as narrativas, personas, modelo de interação, desenvolvimento de games em realidade virtual e desafios no contexto de desenvolvimento. Também está prevista uma apresentação focada no mercado de entretenimento, que deverá tratar de storytelling associado à tecnologia imersiva de VR, aplicação prática no campo de entretenimento e expectativas de futuro.

O painel termina com um debate entre os palestrantes e que será moderado por Eduardo Conejo, innovation Sr. manager da Samsung Electronics. Nele serão discutidas questões como o impacto da realidade virtual nas relações interpessoais, já alteradas pelos smartphones e redes sociais; o processo de popularização e uso da tecnologia no cenário brasileiro; os benefícios e desafios do uso da realidade virtual em educação e saúde, e como empresas e academia podem trabalhar juntas para promover a evolução da tecnologia e suas aplicações.

Haverá outro painel no dia seguinte (6/4), também às 19h, no qual serão abordados cases de uso de realidade virtual em tecnologia da informação e comunicação, educação e saúde, com apresentações das empresas Samsung, EvoBooks e Medroom, respectivamente.

Demais atividades – No dia 3 de abril, haverá palestras técnicas, enquanto no dia 4 serão aplicados dois treinamentos em realidade virtual. No dia 5, de tarde, estão programados uma palestra com o tema “Antecipando tendências através do design” e uma oficina sobre design thinking para soluções em realidade virtual. A VR Week termina no dia 7, com a oficina na qual será oferecida mentoria em desenvolvimento de soluções em realidade virtual.

Inaugurado em abril de 2016, o Samsung Ocean USP édedicado a atividades de ensino, pesquisa e extensão nas áreas de aplicativos móveis, Internet das Coisas, realidade virtual e games, com estímulo ao empreendedorismo. O laboratório tem 300 metros quadrados e está situado no prédio do Departamento de Engenharia de Produção da Poli, no campus da USP no Butantã, em São Paulo – Avenida Professor Almeida prado, 531, Cidade Universitária, São Paulo (SP).

 

ATENDIMENTO À IMPRENSA

Acadêmica Agência de Comunicação

Érika Coradin

11+ 5549-1863 / 5081-5238 – erika@academica.jor.br

Read More

Por Acadêmica
Docente da Poli-USP coordena grupo que elabora normas técnicas para cidades sustentáveis

 

A NBR ISO 37120:2017, publicada pela ABNT,estabelece os indicadores para medir a sustentabilidade de comunidades urbanas.

 

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) aprovou e publicou a NBR ISO 37120:2017, primeira norma técnica nacional relacionada às cidades sustentáveis. A norma define e estabelece metodologias para um conjunto de indicadores relacionados ao desenvolvimento sustentável de comunidades urbanas, com o objetivo de orientar e medir o desempenho de serviços urbanos e qualidade de vida.

O trabalho de estudo e tradução da norma internacional já existente para esse tema foi feito pela Comissão de Estudos Especial 268 da ABNT, uma comissão espelho da Technical Committee TC268 da ISO, a Sustainable cities and communities, que atuou na confecção da norma internacional. A CEE 268 é coordenada pelo professor do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Alex Abiko.

Segundo o docente, trata-se de uma tradução e adaptação para a língua portuguesa da norma ISO 37120:2014 – Sustainable development of communities – Indicators for city services and quality of life.“Estes indicadores podem ser utilizados para rastrear e monitorar o progresso do desempenho da cidade no que se refere à sustentabilidade”, explica Abiko. A iniciativa de ter uma norma nacional sobre o assunto nasceu das atividades de pesquisa do próprio Departamento de Engenharia de Construção Civil da Poli-USP, que tem uma linha de estudos em planejamento e engenharia urbanos, e teve colaboração da doutoranda do Departamento, a engenheira Iara Negreiros.

A norma contém 100 indicadores de sustentabilidade urbana e trata dos aspectos ambiental, econômico, social e tecnológico, entre outros. “Esse documento vai ajudar os municípios, governos de Estado, o Ministério das Cidades a medir a sustentabilidade das cidades, mas essas normas não estabelecem padrões”, diz. Ou seja, a norma não fala se uma cidade é sustentável ou não, mas estabelece quais requisitos devem ser avaliados para se medir essa sustentabilidade. Por exemplo, a norma diz que o indicador “índice de mortalidade infantil” deve constar na medição da sustentabilidade de uma cidade, assim como a existência de favelas.

Além do setor público, a NBR ISO 37120:2017 também pode ser usada pelas empresas para que atestem, para clientes e governo, o quão sustentável são seus empreendimentos. “Gostaríamos que a sociedade use e critique a norma para podermos aprimorá-la”, afirma Abiko.

A norma nasceu de uma necessidade acadêmica. “Queríamos saber como medir a sustentabilidade das cidades e fomos investigar como isso é feito no mundo. Descobrimos mais de 150 sistemas de medição, desenvolvidos e adotados em diversos países, como Estados Unidos, Austrália, França, Inglaterra, África do Sul, e inclusive alguns sistemas no Brasil. Nossa próxima pergunta foi, então, qual seria o melhor sistema para adotarmos aqui, considerando que muitos deles acabam trabalhando questões muito particulares de cada país”, conta.

Nessa pesquisa pelo melhor sistema, chegou-se à norma da ISO, a Organização Internacional de Normalização, entidade que congrega as associações de padronização/normalização de 162 países do mundo, incluindo o Brasil. “Ela foi selecionada porque é resultado da discussão e trabalho de uma entidade que reúne quase todos os países do mundo, o que dá muita credibilidade e torna a norma internacional. As outras normas que estudamos trazem elementos que são muito particulares das realidades locais, o que torna mais difícil implementá-las em contextos diferentes, enquanto a ISO sempre busca unir o melhor de todas as normas em uma só”, destaca.

Selecionada a norma ISO, a Comissão 268 passou a trabalhar na tradução do documento. Não bastava apenas traduzir para a Língua Portuguesa, mas fazer uma avaliação técnico-científica do documento porque, ao mesmo tempo em que não se pode alterar uma norma ISO para adotá-la e ela ser uma norma NBR ISO, é preciso fazer adaptações em itens para que a norma faça sentido ou seja adaptada à realidade brasileira, o que foi feito por meio de notas. Um exemplo de nota brasileira está na definição do termo favela, que também pode ter como sinônimos, no Brasil, os termos assentamentos precários ou assentamentos sub-normais, como utilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse trabalho envolveu diversas instituições e órgãos públicos, tais como a Caixa, Ministério das Cidades, Sabesp, Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Sindicato da Habitação (Secovi), Conselho Brasileiro da Construção Sustentável (CBCS), Poli-USP, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU-USP), Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbanodo Estado de São Paulo (CDHU), Instituto de Engenharia, entre outras, que compuseram a CEE 268.

As próximas normas a serem desenvolvidas no contexto da CEE268 são as de Sistemas de Gestão para o Desenvolvimento Sustentável, cujos trabalhos já estão avançados, as de Cidades Inteligentes e as de Cidades Resilientes, em nível mais preliminar. “É importante participar da discussão de novas normas internacionais desde o início. Se nos aproximamos de outros países e instituições internacionais, podemos colocar nas normas internacionais as questões específicas do Brasil”, conclui Abiko.

 

 

ATENDIMENTO À IMPRENSA

Acadêmica Agência de Comunicação

Érika Coradin

11+ 5549-1863 / 5081-5238 – erika@academica.jor.br

 

Read More

Por Acadêmica
Potencial de produção de biometano em São Paulo representa 46% da demanda do Estado por gás natural

 

Só a utilização da vinhaça, rejeito da produção de cana-de-açúcar, pode gerar 4.133 GWh/ano de energia, levando-se em conta a safra 2015/2016.

 

O Estado de São Paulo tem potencial para gerar 8.781 gigawatts-hora por ano (GWh/ano) em eletricidade usando biogás, o que equivale a 5,8% do consumo de energia da região. Também pode produzir 321.700 metros cúbicos por hora (m3/h) de biometano, volume equivalente a 46% do consumo de gás natural do Estado. Os dados foram apresentados pela professoraSuani Teixeira Coelho, do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE-USP), como resultados preliminares do projeto que está mapeando a produção de biogás e biometano no Estado, realizado no âmbito do Fapesp-SHELL Research Centre for GasInnovation (RCGI).

Os dados mostram que as usinas de açúcar e etanol eos aterros sanitários do Estado podem ser as principais fontes de produção de biogás e biometano. As usinas apresentam o maior potencial proveniente do tratamento da vinhaça, rejeito da produção de etanol, que hoje é aplicado no cultivo de cana como fertilizante. A vinhaça é produzida em grandes quantidades: são obtidos de 8 a 12 litros de vinhaça por 1 litro de etanol destilado.Considerando-se a safra 2015/2016, os pesquisadores estimaram ser possível produzir 302.848 m3/h de biogás e 151,424 m3/h de biometano, com potencial de geração de energia de 4.133 GWh/ano. Já os aterros sanitários, poderiam produzir 276.191 m3/h de biogás e 138.096 m3/h de biometano, o que equivaleria a um potencial de geração de energia de 3.769 GWh/ano.

Outra importante fonte são as estações de tratamento de esgoto, com potencial de produzir 49.200 m3/h de biogás e 24.600 m3/h de biometano, e potencial para geração de 671 GWh/ ano de energia. Também foi estimada a produção a partir de resíduos agropecuários e de abatedouros: o potencial para produção de biogás é de 15.155 m3/h e de 7.580 m3/h de biometano. Esse setor poderia contribuir com a geração de 208 GWh/ano de energia.

“Vários fatores pesam para se alcançar essas estimativas. Por isso, o projeto do RCGI vai atuar em outras frentes além do mapeamento e estimativas dos potenciais de produção”, explicou a professora. Dessa forma, o grupo coordenado por ela irá analisar se a regulamentação que existe é adequada, levantar e disseminar informações sobre a purificação e a produção do biometano, além de analisar a viabilidade econômica e as vantagens sociais, ambientais e estratégicas.

“O projeto terá importância fundamental para o Estado de São Paulo porque nos dá a possibilidade de substituir o consumo de óleo diesel por biogás no transporte”, ressaltou o diretor acadêmico do RCGI, Julio Meneghini. “Trata-se de um novo paradigma. Nossas refinarias ficam na costa do País, então temos diesel sendo transportado da região litorânea para o interior do Brasil e, ao mesmo tempo, há um potencial enorme para uso de biomassa, por exemplo, para gerar biogás e biometano”, acrescentou.

O Estado de São Paulo tem como meta reduzir em 20% as emissões de gás carbônico em 2020, considerando-se 2005como ano base.

 

Sobre o RCGI:

O RCGI – FAPESP-SHELL Research Centre for GasInnovation (Centro de Pesquisa em Inovação em Gás)realiza pesquisas de classe mundial para desenvolver produtos e processos inovadores, e estudos que viabilizem a expansão do uso do gás no Brasil. Sediado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, o RCGI é financiado com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da BG Brasil – subsidiária do Grupo Shell. A previsão de recursos aportados é da ordem de R$ 100 milhões até 2020. O Centro reúne mais de 150 pesquisadores, de diversas instituições brasileiras, que atuam em 29 projetos de pesquisa. Saiba mais: http://www.rcgi.poli.usp.br/pt-br/

 

 

 

Read More

Por Acadêmica
FEBRACE 2017 terá festival ‘mão na massa”

 

A maior mostra de jovens talentos pré-universitários e seus projetos em Ciências e Engenharia, que acontece de 21 a 23 de março, nas dependências da Poli-USP, em São Paulo, abrigará o 1º Festival de Invenção e Criatividade.

 

A 15ª Edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), que começa no dia 21 de março na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), em São Paulo, abrigará o 1º Festival de Invenção e Criatividade (FIC). Além da mostra dos projetos finalistas deestudantes do ensino médio de todo o País, o evento contará com oficinas, cursos e palestras com o objetivo de difundir aeducação “mão na massa” entre estudantes do ensino fundamental, professores e gestores que atuam neste nível do ensino.

Segundo a coordenadora geral dos eventos, a professora Roseli de Deus Lopes, o conceito da educação “mão na massa” parte do pressuposto que o aprendizado é mais efetivo quando se aprende ao fazer, observar, manipular, testar hipóteses e buscar conhecimentos e desenvolver habilidades para solucionar um desafio. “Este tipo de abordagem, além de ampliar as possibilidades de aprendizado, é a base do processo investigativo”, destaca. “Tal qual são os projetos desenvolvidos pelos estudantes que estarão na FEBRACE.”

Ela explica que o movimento “mão na massa” adquiriu novo impulso a partir da recente popularização de kits de robótica e computação física, equipamentos como impressoras 3D e cortadoras laser, trazendo uma nova e forte onda “maker” e “DIY” (do it yourself – faça você mesmo) a partir dos Estados Unidos e se propagando rapidamente para outros países, incluindo o Brasil.

Nele, os alunos têm à disposição diversos recursos, como materiais convencionais (papel, papelão, madeira, barbante, elásticos, tesoura), somados a impressoras 3D, cortadoras laser e materiais de robótica e computação física, para criar experimentos e invenções. “Na mostra interativa do Festival, traremos parceiros que irão oferecer atividades para as crianças com essa proposta, além de oficinas para professores e gestores com estratégias para adotar esta proposta”, conta a professora Roseli. O FIC está sendo organizado pela Poli-USP em conjunto o Transformative Learning Technologies Lab da Universidade de Stanford,do Media Lab – Massachusetts Institute of Technology (MIT) e do Programaê

Projetos inovadores – O público esperado para a FEBRACE deste ano é de 14 mil visitantes – dois mil a mais que na edição anterior. “Nesta edição, serão 346 projetos desenvolvidos por 763 estudantes do ensino médio com a orientação ou co-orientação de 484 professores. “Os projetos se destacam por oferecer soluções criativas para problemas reais e muitos são de fato inovadores”, diz. É o caso, por exemplo, de uma fita reagente que detectaresíduos de agrotóxicos em hortaliças, de uma plataforma para auxiliar a integração de migrantes e refugiados e de um dispositivo que permite rastrear bagagens perdidas.

Os finalistas foram selecionados entre mais de 2.1 mil projetos, submetidos diretamente pelos estudantes ou por meio das 126 feiras de ciência afiliadas à FEBRACE. Abrangem diversas áreas do conhecimentoe representam estudantes de todos os estados brasileiros. A maioria dos estudantes selecionados como finalistas éde escolas públicas (194), seguida de instituições privadas (67) e fundações (22).

Como nos anos anteriores, os estudantes e seus projetosserão avaliados por pesquisadores e especialistas de diversas áreas do conhecimento. Os estudantes melhor avaliados ganharão troféus, medalhas, bolsas e estágios, num total aproximado de 300prêmios. Também concorrerão a 70 bolsas de iniciação científica Junior do CNPq e a uma das vagas (9 projetos, máx. 15 estudantes autores) para representar o Brasil na Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (Intel ISEF), que será realizada em maio, em Los Angeles (EUA).

Sobre a FEBRACE: Promovida anualmente pela Poli-USP, por meio do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI), a FEBRACE é a maior feira brasileira pré-universitária de Ciências e Engenharia em abrangência, qualidade científica/tecnológica e visibilidade. Seu objetivo é estimular a cultura científica, a inovação e o empreendedorismo na educação básica, despertando novas vocações nessas áreas e induzindo práticas pedagógicas inovadoras nas escolas. Além da mostra de projetos, a FEBRACE conta com atividades voltadas para gestores e para os professores orientadores dos estudantes participantes.

Esta edição conta com apoio institucional Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) – Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (SECIS) Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e patrocínio da INTEL do Brasil, Petrobrás, Samsung, Instituto Votorantim e Fundação Lemann.

 

Serviço:

A mostra pública de projetos da FEBRACE 2017 será realizadaentre21 a 23 de março, e aberta a o público em geral das 14h às 19h, em uma tenda instalada no estacionamento da Escola Politécnica da USP (Av. Prof. Luciano Gualberto, nº 3, travessa 3, Cidade Universitária). A entrada é franca. Mais informações: www.febrace.org.br.

*********************************

 

Atendimento à imprensa:

Acadêmica Agência de Comunicação

Érika Coradin

Telefones: (11) 5549-1863 / 5081-5237.

erika@academica.jor.br

 

 

Read More

Por Acadêmica
Pesquisadores do RCGI isolam bactéria que produz polímero ainda não caracterizado

Ao investigar bactérias já conhecidas que produzem um plástico de alto valor agregado a partir do metano, cientistas da USP descobrem micro-organismo que gera outro tipo de biopolímero.

 

Há poucos meses, a bióloga Elen Aquino Perpétuo e uma equipe de pesquisadores iniciaram um projeto visando transformar, por meio de bactérias, o metano contido no gás natural em PHB (plástico de alto valor agregado). A pesquisa, desenvolvida no âmbito do Research Centre for Gas Innovation (Centro de Pesquisa em Inovação em Gás), com apoio da FAPESP e da BG Brasil – subsidiária do Grupo Shell, tinha como objetivo estabelecer uma rota diferente da química para transformar o metano. Mas, em pouco tempo de investigação, o grupo descobriu uma bactéria que transforma o metano em um outro tipo de polímero.

Ainda não caracterizamos esse polímero, não sabemos “quem” ele é. Mas sabemos que seu acúmulo, pela bactéria em questão, é algo que nunca foi relatado na literatura: algo inédito”, revela Elen. A bactéria se chama Methylobacterium rhodesianum e foi coletada no Sistema Estuarino de Santos.

Na verdade, Elen e sua equipe estavam tentando comprovar e comparar a eficácia de algumas bactérias metanotróficas na transformação do metano e do metanol em PHB. Para isso, em uma fase anterior da investigação, já haviam feito testes com cepas compradas dos gêneros Methylobacter sp. e Methylocystis sp.

“Neste segundo momento, coletamos amostras em três diferentes pontos do Sistema Estuarino de Santos, para ver se encontrávamos, na natureza, as bactérias capazes dessa transformação. E então nos deparamos com a Methylobacterium extorquens, que é realmente produtora de PHB, e com essa Methylobacterium rhodesianum.”

Segundo a bióloga, a novidade não é apenas a produção de um polímero diferente por uma bactéria diferente. “Descobrimos que, mesmo para gerar PHB, as bactérias isoladas dos sistemas naturais são mais produtivas que as cepas compradas. Isso pode fazer a diferença, pois sabemos que, para que a rota biológica seja viável economicamente, a bactéria tem de ser capaz de acumular 60% de seu peso seco em polímero”, explica.

Ela ressalta que essa porcentagem é feita levando-se em conta a produção de PHB a partir do açúcar. “A produção de biopolímeros, hoje, é feita a partir do açúcar, que é um substrato 30% mais caro que o metanol. Metano e metanol são substratos mais baratos. Por isso, tenho certeza que essa porcentagem vai cair bastante.”

Elen diz que, sem que a equipe tenha otimizado a produção do PHB (manipulando variáveis como temperatura, pH e agitação) a Methylobacterium extorquens retirada do ambiente marinho já acumula 30% de seu peso seco em polímero. “Não fizemos as contas ainda mas, levando-se em consideração a diferença de preço entre o metanol e o açúcar, acho até que já há viabilidade econômica.”

A bióloga esclarece ainda que o ambiente marinho, por apresentar condições adversas, tais como salinidade, variação grande de temperatura e aeração, por exemplo, desafia a capacidade de adaptação das bactérias, que precisam ser mais resistentes para sobreviver. “Quanto mais adaptáveis esses micro-organismos forem, mais teremos condições de modulá-los, manipulando as variáveis já citadas, para que produzam aquilo que queremos.”

Futuro – A pergunta agora, de acordo com a cientista, é: onde apostar as fichas daqui para a frente? “Vamos repetir o ensaio com a Methylobacterium rhodesianum, até porque, não sabemos se essa novidade é economicamente viável. O que sabemos é que, do ponto de vista acadêmico, a descoberta dessa bactéria produtora de um outro polímero é importante e vai gerar publicações de impacto.”

Elen lembra que o primeiro objetivo, quando idealizou o projeto, era melhorar a produção de PHB. “Resumindo, temos interesse em ambas as coisas: em viabilizar comercialmente a produção de PHB pela rota biológica e em publicar nossas descobertas sobre esse outro polímero. Agora, o que faremos preferencialmente daqui para a frente, creio que será decidido no decorrer de nossas reuniões com a Shell e com a equipe do RCGI.”

A equipe também coletou amostras no reservatório da UHT de Balbina, no Amazonas (AM). “A gente coleta onde tem metano e o reservatório de Balbina tem muito metano. Não tivemos tempo de processar essas amostras ainda, mas devemos começar nas próximas semanas.”

Read More

Por Acadêmica
Especialista recomenda priorizar o uso de óleos com alto teor de ômega 3 e 6 na cozinha

 

Óleos de canola e soja são os mais ricos emácidos graxos insaturados.

 

Os óleos e gorduras são fundamentais para o funcionamento do organismo. De acordo com o professor Jorge Mancini Filho, doutor em Ciência dos Alimentos, ex-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP e pesquisador do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC – Food Research Center), aproximadamente 30% de nossa dieta diária tem de ser composta por lipídios. Mas há diferenças entre os tipos de lipídios. Hoje, é consenso entre os especialistas que o consumo excessivo de ácidos graxos saturados pode aumentar o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.Por isso, segundo Mancini, devemos priorizar, na cozinha, os óleos com alto teor de ômega 3 e ômega 6, que são ácidos graxos insaturados.

“Do meu ponto de vista, os óleos que apresentam os ácidos graxos ômega 3 são de grande importância, e eu destaco dois: canola e soja. O de canola é ainda mais rico em ômega 3 que o de soja. Mas sabemos que o óleo de soja é mais barato que o de canola. Então, eu recomendaria o óleo de soja para o preparo dos alimentos, incluindo frituras… Os óleos de girassol e de milho também são bons, mas não têm a mesma quantidade de ômega 3.”

E por que tanta atenção à quantidade de ômega 3? “Os ômega 3 e os ômega 6 são essenciais porque formam compostos fundamentais para o metabolismo do organismo, como prostaglandinas, prostaciclinas e leucotrienos. Uns tem características anti-inflamatórias e outros tem características inflamatórias. Se não consumir os ácidos graxos essenciais, com os quais terá condições de produzir compostos relevantes para seu metabolismo, o indivíduo sofre as conseqüências. Pode ocorrer perda de peso, de cabelo, descamação da pele. Em casos extremos, até óbito.”

O professor esclarece que precisamos tanto dos ácidos graxos saturados quanto dos insaturados. “Os saturados são cruciais do ponto de vista energético, pois têm a possibilidade de produzir energia e também fornecem calorias relevantes para o metabolismo. Mas a quantidade consumida deve ser pequena, não prejudicando o consumo dos insaturados. Estes, por sua vez, farão parte das membranas do organismo, e vão ajudar a controlar a entrada e saída de nutrientes das células. E como já falei, quando metabolizados formam compostos que têm finalidade fundamental.”

Assume-se que os 30% de lipídios recomendados para consumo na dieta diária de um adulto devem ser divididos. “De um modo geral, devemos consumir 10% de saturados, cujos principais representantes são as gorduras de origem animal e alguns óleos, como o de coco, por exemplo; 10% de monoinsaturados – dos quais o ácido oléico, encontrado em grande quantidade no azeite de oliva, é o principal representante; e 10% de poli-insaturados – dos quais os principais representantes são os ácidos linoléico, alfalinolênico, EPA e DHA.”

O EPA está conectado à prevenção de problemas cardíacos, redução do colesterol, alteração das lipoproteínas… O DHA está muito relacionado com a parte de cognição. “É um ácido graxo muito importante para os recém-nascidos. As mães lactantes têm de receber um aporte adequado para transferir para os bebês. Existem estudos dando conta de que a capacidade cognitiva das crianças aumenta quando há um aporte significativo de DHA.”

O EPA e o DHA podem ser encontrados em pescados e algas. Mas o organismo tem capacidade de formar tanto o EPA quanto o DHA a partir do ácido alfalinolênico, que é um ácido graxo ômega 3. Ele pode ser encontrado no óleo de soja, no óleo de canola, na linhaça e nos pescados.

De acordo com Mancini, continua valendo a máxima de que devemos evitar uma dieta rica em ácidos graxos saturados. “Quanto menos consumirmos de saturados, melhor.”Nesse sentido, ele afirma que a ideia de usar o óleo de coco como emagrecedor é um grande equívoco. “O óleo de coco é riquíssimo em saturados: 92% dos ácidos graxos presentes nele são saturados. Entre os óleos, é o mais rico. Ele não favorece o emagrecimento, e ainda pode contribuir para causar doenças cardiovasculares.”

Já o azeite de oliva é bastante saudável para o organismo, mas aquele que sofreu processo de refino não tem os compostos chamados de antioxidantes. É bom comprar o que tem menor nível de acidez e que seja virgem ou extra virgem (que não foi refinado). “No azeite, por exemplo, a quantidade de ômega 3 é pequena, mas em compensação a quantidade de ácido oleico é muito elevada.”

 

Read More

Por Acadêmica
Novo sistema construtivo ecoeficiente diminui em 35% custo da obra

 

Comparado ao método convencional, o tempo de construção pode ser reduzido em até 40%.

 

Um sistema construtivo feito por brasileiros, que representa um avanço na qualidade em relação aos tijolos ecológicos, está concorrendo a uma vaga na etapa regional do HultPrize 2017, da HultInternational Business School e da Clinton Global Initiative. Se vencer, seus idealizadores terão US$ 1 milhão para executar o projeto que foi concebido paraajudar refugiados. Em todo o mundo, estima-se que o número de refugiados seja superior a 65 milhões de pessoas No Brasil são cerca de 9 mil refugiados reconhecidos, além de cerca de 80 mil haitianos com vistos humanitários ou autorizações de trabalho.

O projeto foi desenvolvido por pesquisadores do grupo de pesquisa NAP Mineração, liderado da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), em parceria com as empresas i9 Building, Prensil, e S.R. Termoplásticos EPP. “Nossa ideia é oferecer moradia digna, além de capacitar e empregar refugiadosna construção das casas. Éum método facilmente replicável, barato e que pode ser utilizado em mutirões”, conta Fernando Rocha, pesquisador do NAP Mineração.

Inovação–Por esse sistema, os blocos de concreto têm pequenos furos nas bordas e se encaixam por meio de conectores de plástico. A argamassa é usada apenas para colar os primeiros blocos na base e no reboco, cujo revestimento tem apenas dois milímetros de espessura. Nas vigas e pilares é usado outro tipo de argamassa, ograute.“Os atuais tijolos ecológicos, produzidos de forma artesanal, a partir de areia e resíduos ou escórias de indústrias, apresentam variabilidade de matéria-prima e consequente perda de qualidade”, conta o pesquisador.

“Nosso sistema visa aproveitar os benefícios do sistema construtivo de blocos encaixados, que também dispensa o uso de argamassa,e superar as deficiências dos tijolos ecológicos”, explica. Os blocos encaixados, chamados de tijolos de solo-cimento, quebram mais facilmente, dificultando muitas vezes o encaixe entre blocos. “Isso não ocorre com o nosso método, devido aos nossos conectores de plástico”, acrescenta.

Economia – Comparado ao sistema tradicional, que usa argamassa para assentar os blocos, o custo de uma obra com esse sistema chega a ser 35% menor.“E o tempo de execução da obra pode cairquase pela metade”, destaca. Em valores, enquanto o metro quadrado de tijolos usandoesse sistema sai por cerca de R$ 43,00, no sistema que usa tijolo ecológico custa R$ 68,00.

O impacto no meio ambiente também é menor. Além de gerar menos resíduos na obra (os blocos já vêm vazados para embutir encanamento e fiação, o que evita quebradeira), a inovação usa pouquíssima argamassa – matéria prima cuja fabricação é responsável por uma parte considerável da emissão de gases de efeito estufa.Os conectores, por sua vez, são feitos de plástico reciclável.

Peneira –Na primeira fase da competição, o projeto dos pesquisadores brasileiros foi selecionado como um dos 300 melhores entre 50 mil apresentados por equipes de várias partes do mundo. Eles, agora, concorrem à etapa regional do prêmio que, nesta edição, busca iniciativas inovadoras e empreendedoras que ajudem refugiados de todo o mundo a se restabelecer.

Na etapa regional, as equipes que tiveram seus projetos selecionados farão apresentações para a comissão julgadora. Os aprovados nessa fasepassarão por um processo de aceleração e receberão apoio técnico para aprimorar os projetos e concorrer na final, que deve ser em setembro. O melhor projeto receberá US$ 1 milhão.Para arrecadar recursos e participar da etapa regional em Boston, o grupo brasileiro lançou uma campanha na internet. As contribuições podem ser dadas pelo site de crossfundingKickante: http://bit.ly/2kb83gp

Mesmo que não cheguem à final, os pesquisadores veem no projeto um potencial produto para ser explorado por empresas brasileiras. Um sistema de franquia está sendo pensado pelos pesquisadores e pela i9, que patentearam a inovação. “Se um fabricante de blocos se interessar pela tecnologia, não precisará fazer grandes alterações em sua planta industrial. “Basicamente terá de adequar os equipamentos para usar nossos moldes de bloco”, diz Rocha.

Um vídeosobre essa tecnologia está disponível na rede para os interessados: https://www.youtube.com/watch?v=FNSAIdk36rM&t=16s

 

 

ATENDIMENTO À IMPRENSA

Acadêmica Agência de Comunicação

11+ 5549-1863 / 5081-5238 – erika@academica.jor.br

Érika Coradin

Read More

Por Acadêmica
Não se deixe enganar: quantidade de sódio é praticamente igual na maioria dos sais

Semana de Conscientização do Sal – 20 a 26 de março

Não se deixe enganar: quantidade de sódio é praticamente igual na maioria dos sais

 

Especialistas do Centro de Pesquisa em Alimentos alertam para a inconsistência dos argumentos acerca dos benefícios dos sais gourmet e reforçam a importância de moderar o consumo, independentemente do tipo de sal.

 

De uns anos para cá, começaram a ficar mais comuns no mercado brasileiro diferentes tipos de sal, das mais diversas procedências. Sal marinho, sal rosa do Himalaia, sal negro do Havaí, entre outros, são alguns dos tipos disponíveis nos supermercados. Por conta de sua composição mineral, a eles são atribuídos, muitas vezes, benefícios que vão desde a redução da pressão arterial até o fortalecimento dos ossos, passando por melhora na função respiratória e prevenção de câimbras musculares. Mas, de acordo com especialistas do Centro de Pesquisa em Alimentos (Food Research Center – FoRC),esses apelos não têm comprovação.


Sal não é a principal fonte de sais minerais

Apesar de conter mais de 80sais minerais, sal não é a principal fonte de sais minerais do ser humano. “Encontramos sais minerais em maior quantidadeem outros alimentos,que podem ainda associar outros benefícios”, afirma Kristy Coelho, pesquisadora do FoRC. Exemplo: leite e derivados (cálcio); verduras escuras, carnes e feijão (ferro);sementes e frutas secas (magnésio);frutas, verduras (potássio). Em segundo lugar, a quantidade recomendada de ingestão diária de sal é tão pequena que as variedades na composição mineral pouco irão fazer diferença para o consumidor. A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que a ingestão de sódio seja de 2 g/dia, o que dá cerca de 5 g de sal. “A quantidade consumida é tão pequena que os apelos com relação à composição mineral desses sais ‘gourmet’ não se justificam”, afirma Kristy.

 

Quantidade de sódio pouco difere

Outra pesquisadora do FoRC, Eliana BistricheGiuntini, chama a atenção para a diferença de teor entre os sais. “O clamor de que o teor de sódio é menor nos sais “gourmet” também não procede”, afirma. Ela cita um artigo científico publicado no JournalofSensoryStudies no qualos autores identificam e comparam o teor de sódio de 45 diferentes tipos de sal. “Excetuando-se os tipos light, refinados,em que o cloreto de sódio (NaCl) é substituído pelo cloreto de potássio (KCl), a diferença entre o sal que contém menos sódio [o sal negro de Kilauea, Havaí] e o que contém mais (o sal marinho do Marrocos) é de 146 mg por grama.Ou seja, é pouquíssima diferença.”

 

Têm a desvantagem de não ter iodo

Há ainda um outro problema, aponta Kristy. “Esses sais chamados “gourmet” são todos ditos integrais. Ou seja: não passaram por processo de refino, nem tiveram adição de iodo. No Brasil, por lei, no caso do sal refinado, é obrigatória a adição de iodo, para prevenir o bócio. Para se ter uma ideia, existem regiões onde o bócio é endêmico, como é caso do Himalaia.”

Kristyreforça que, no geral, o sal serve para realçar o sabor dos alimentos. “Com exceção do sal defumado e do sal sulfurado (sal negro indiano),e daqueles adicionados de funghiporccini ou trufa branca, nenhum deles muda o sabor dos alimentos, apenas acentua o sabor já salgado dos alimentos.O que acontece é que, por conta da granulação diferente, mais grossa ou mais fina, ou em formatos diferentes (como o piramidal), eles conferem outra textura aos pratos, certa crocância, ativando a qualidade psicossensorial do alimento. Tanto que a maioria desses sais “gourmet” é usada para finalização dos pratos, colocada na conclusão das receitas, e não durante o preparo.”

Ela ressalta a importância da moderação no consumo. “Além da hipertensão arterial, o excesso de consumo pode levar ao surgimento de cálculo e à insuficiência renal, agravamento da osteoporose e retenção de líquidos.”

 

 

Veja abaixo alguns tipos de sal encontrados no mercado brasileiro:

 

Sal refinado – é o mais utilizado pela população. Passou a ser adicionado de iodo para evitar o bócio. Devido ao processamento, ocorre uma redução de minerais originalmente presentes. Tem textura fina e homogênea. Cada 1 g desse sal contém aproximadamente 400 mg de sódio.

Sal grosso – é o estágio anterior do sal refinado. Como tem granulação mais grossa evita o ressecamento dos alimentos, sendo o mais usado em churrascos. Cada 1 g desse sal também contém aproximadamente 400 mg de sódio.

Sal líquido – obtido pela dissolução de um sal com alto grau de pureza em água mineral. Não possui aditivos adicionados.

Sal light – possui teor reduzido de sódio (cerca de 50% de cloreto de sódio e 50% de cloreto de potássio). Seu uso é indicado para pessoas que possuem restrição ao consumo de sódio, porém pessoas com doenças renais não devem consumi-lo, pois a presença de potássio pode acarretar complicações cardiovasculares. Cada 1 g desse sal também contém aproximadamente 234 mg de sódio.

Sal marinho – versão intermediária entre o sal grosso e o sal refinado, é raspado manualmente da superfície de lagos de evaporação. Sua granulação pode ser grossa, fino ou em flocos, e dependendo da região de onde é retirado, pode ter a coloração modificada (branco, rosa, preto, cinza ou ter cores combinadas). Por ser pouco processado, preserva os sais minerais. Cada 1 g desse sal também contém aproximadamente 385 mg de sódio.

Sal rosa do Himalaia – sal gourmet já encontrado no Brasil, é extraído na base do Himalaia, numa região que já foi banhada pelo mar há milhões de anos. É rico em minerais como potássio, cobre, ferro, cálcio e magnésio, além de outros, o que lhe confere cor rosada. Cada 1 g desse sal também contém aproximadamente 368 mg de sódio.

Flor de sal – é o sal retirado da camada mais superficial das salinas. Os grãos são crocantes e translúcidos, e ele possui minerais como magnésio, iodo e potássio. A flor de sal mais famosa é da região de Guèrande, na França. No Brasil, a produção se concentra em Mossoró (RN). Cada 1 g desse sal também contém aproximadamente 379 mg de sódio.

Sal negro indiano (KalaNamak) – tem aroma muito similar à gema do ovo e, por conta de compostos de enxofre presentes em sua composição, um forte sabor sulfuroso. De origem vulcânica, apresenta uma cor cinza rosada. Além dos compostos sulfurosos, possui também por cloreto de sódio, cloreto de potássio e ferro. Cada 1 g desse sal também contém aproximadamente 366 mg de sódio.

Sal negro havaiano – recolhido em uma área próxima a um vulcão, região rica em carvão. Os cristais são pequenos e a sua cor se desfaz facilmente. Cada 1 g desse sal também contém aproximadamente 366 mg de sódio.

Sal havaiano (Alaeasalt) – avermelhado por conta da Alaea (argila rica em dióxido de ferro), tem sabor suave. Cada 1 g desse sal também contém aproximadamente 309 mg de sódio.

Sal de Maldon – produzido no Mar da Inglaterra desde a Idade Média, é uma flor de sal que ocorre sob condições climáticas específicas: o sal seca sobre as pedras do litoral, em formato piramidal. É o sal utilizado pela família real inglesa. Cada 1 g desse sal também contém aproximadamente 383 mg de sódio.

 

Outros – Existem outros tipos de sal “gourmet”, de diferentes procedências, colorações e texturas, mas quanto a composição de sódio a variação não diferem muito do sal refinado (aproximadamente 400 mg), variando de 321 mg (sal branco do Havaí) a 443 mg (sal marinho vietnamita) por grama de sal.

 

*******************

 

Sobre a World Salt Awareness Week 2017

Iniciativa da World Action on Salt and Health (Wash), a World Salt Awareness Week acontecedesde 2008. Durante a semana, as pessoas são conscientizadas acerca dos problemas causados pelo consumo excessivo de sal, que incluem a elevação da pressão arterial, podendo levar a derrames e ataques cardíacos, e também sobre a necessidade de prosseguir o trabalho para alcançar a meta de consumo diário de sal recomendada pela Organização Mundial de saúde, que é de 5g. Para mais informações, acessar http://www.worldactiononsalt.com/awarenessweek/World%20Salt%20Awareness%20Week%202017/191643.html.

 

 

Read More

Por Acadêmica
Pesquisa da USP vence o Prêmio Péter Murányi 2016

Trabalho, que abre caminho para o desenvolvimento de novas tecnologias de conservação de frutas tropicais, receberá R$ 200 mil.

O que todo produtor, comerciante e consumidor de frutas tropicais almeja pode, num futuro próximo, ser alcançado. Um trabalho liderado pelo professor Franco Lajolo, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP), está abrindo caminho para o desenvolvimento de novas tecnologias de conservação de frutas a partir do entendimento dos seus mecanismos de amadurecimento. O avanço nesta área do conhecimento possibilitará diminuir as perdas pós-colheita e oferecer ao consumidor final um produto melhor, mais nutritivo, doce e firme.

Read More

Por Acadêmica
Alunos da Poli-USP ajudam a pintar escola em Trote Solidário

Calouros e veteranos irão revitalizar o refeitório da escola municipal
Olavo Pezzotti, na Vila Madalena, em São Paulo.

O Trote Solidário da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) será realizado no dia 20 de fevereiro, sábado, em São Paulo. Como atividade, calouros e veteranos vão fazer uma obra de revitalização do refeitório da Escola Municipal de Ensino Fundamental – Professor Olavo Pezzotti, que fica na Vila Madalena, Zona Oeste de São Paulo. Os trabalhos devem começar às 9h. A estimativa é de que 80 voluntários participem da ação.

Read More

Por Acadêmica