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A agência que fala a língua da inovação
Exercício físico materno pode melhorar aprendizado e déficits cognitivos na prole, sinais comuns do autismo

Estudo do ICB-USP mostra que nos modelos animais, com mutação no gene da PTEN, o exercício físico da mãe resultou em um aumento de BNDF, proteína importante para o desenvolvimento do cérebro.

 

Um grupo de pesquisadoras do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) demonstrou que o exercício físico é capaz de amenizar os déficits ocasionados pela deleção no gene da PTEN, um dos muitos genes associados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). A pesquisa foi feita em modelos animais de fêmeas com e sem a deleção (grupo controle) e consistiu em analisar o efeito do exercício físico materno na prole.

Segundo a professora Elisa Kawamoto, do Departamento de Farmacologia do ICB, que orientou a pesquisa, esses animais apresentam algumas características semelhantes às de pessoas com autismo, como comportamento tipo ansioso, movimentos estereotipados e déficits de interação social e de aprendizado. As fêmeas eram submetidas ao protocolo de exercício físico voluntário, utilizando rodas giratórias antes, durante e após a prenhez. Posteriormente, o grupo realizou uma série de testes na prole cuja mãe tinha feito exercício físico e na prole cuja mãe era sedentária.

A pesquisadora Diana Zukas Andreotti, autora do estudo, explica que o grupo cuja mãe não fez exercício físico tinha maior dificuldade de aprender tarefas, enquanto o outro grupo cuja mãe fez exercício físico teve uma melhor performance nos testes de aprendizado em um primeiro momento, porém o desempenho foi semelhante aos demais grupos conforme o desenrolar do teste. O mesmo ocorreu em relação ao comportamento ansioso: os animais cuja mãe fez exercício eram mais ansiosos, mesmo aqueles sem a mutação.

“Dados da literatura mostram que o exercício físico, em geral, não provoca ansiedade; é ansiolítico. Então, decidimos retirar a roda giratória após o nascimento dos filhotes”, explica Diana Zukas Andreotti. Assim, a mãe passaria mais tempo com a prole durante a amamentação, evitando o estresse dos filhotes. Foi nesse novo procedimento que o grupo cuja mãe havia se exercitado apenas antes e durante a prenhez apresentou melhora significativa no aprendizado, no comportamento ansioso e na interação social. “A influência do comportamento materno foi um achado inesperado dentro de nossa pesquisa”, observa.

Por que funciona – De acordo com Elisa Kawamoto, nos modelos animais com mutação PTEN cuja mãe fez exercício, foi observado um aumento de BNDF, proteína importante para o desenvolvimento do cérebro. “Normalmente, em animais com déficit cognitivo, o BNDF está reduzido. Então, é possível que a melhora nos testes cognitivos ocorra devido a esse aumento, mas ainda confirmaremos essa hipótese nos próximos passos”, ressalta. Dessa forma, acredita-se que o exercício físico feito durante a prenhez possa influenciar o desenvolvimento cerebral, podendo amenizar os sintomas decorrentes da deleção.

No caso dos humanos, a pesquisadora Elisa Kawamoto explica que a atividade física já é utilizada como uma terapia complementar para diversas doenças. “Uma série de pesquisas na literatura aponta os benefícios do exercício físico. No caso do autismo, ele representa uma intervenção não farmacológica que pode auxiliar na melhora dos sintomas e, consequentemente, na qualidade de vida do paciente”.

 

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Por Acadêmica
Estudos na fronteira do conhecimento em Biomédica pautam evento no ICB-USP

 Começa nesta quinta-feira (27/6) o simpósio “Grandes Desafios das 

Ciências Biomédicas”, que reunirá especialistas do Brasil e exterior para discutir os avanços da pesquisa na área.

 

Uso de células-tronco de pluripotência induzida para terapia; modificações no metabolismo energético para prevenir doenças; o papel da microbiota na resposta do organismo à imunoterapia do câncer; e nanotecnologia para distribuição vacinas serão alguns dos assuntos abordados no simpósio “Grandes Desafios das Ciências Biomédicas”, que acontece nos dias 27 e 28 de junho, no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), em São Paulo.

Vários aspectos de pesquisas da área biomédica e os grandes desafios envolvidos nesses estudos serão apresentados por especialistas do Brasil e exterior no painel “Fronteiras na Pesquisa Biomédica”. A pesquisadora Lygia da Veiga Pereira, do Instituto de Biociências da USP, vai mostrar como as células-tronco de pluripotência induzida podem auxiliar pesquisas biomédicas, tanto para modelos de doenças humanas in vitro como para descobrir e testar novos medicamentos. Trata-se de células adultas que, com uma técnica de reprogramação celular criada pelo cientista japonês Shinya Yamanaka, tornam-se embrionárias, sendo assim capazes de se transformar em qualquer tipo de célula adulta.

Alicia Kowaltowski, do Instituto de Química da USP, abordará os efeitos metabólicos da restrição de calorias. Nos humanos, a obesidade é associada a um aumento da incidência de doenças relacionadas ao envelhecimento. Nesse sentido, a pesquisadora mostrará que mudanças no metabolismo energético podem prevenir essas doenças.

Entre os palestrantes de instituições estrangeiras, Mariane Bandeira Melo, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), falará sobre a nanotecnologia como forma de otimizar a distribuição de vacinas, com foco em vacinas auto-replicantes baseadas em RNA. Já Stephen Schoenberger, do La Jolla Institute for Immunology, falará das pesquisas de seu laboratório sobre imunoterapia para câncer. E Giorgio Trincheri, do National Cancer Institute, irá discutir como a microbiota afeta a resposta do organismo à imunoterapia do câncer.

O evento é parte das comemorações dos 50 anos do ICB. Além de estudos na fronteira do conhecimento, também serão discutidos políticas científicas e financiamento em pesquisa, divulgação científica e o combate às fake news, pesquisa básica, translacional e inovação e reprodutibilidade em pesquisa.

 

Serviço: O Simpósio “Grandes Desafios das Ciências Biomédicas” será realizado nos dias 27 e 28 de junho, das 8h às 17h, no anfiteatro Luiz Rachid Trabulsi do ICB III (Av. Prof. Lineu Prestes, 2415, Cidade Universitária – São Paulo). O evento é aberto ao público e não requer inscrição. Veja a programação completa neste link.

 

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Por Acadêmica
Alimentos podem interferir nos efeitos dos medicamentos

Alguns retardam ou potencializam a ação do remédio; outros causam efeitos adversos. Especialista do ICB-USP aponta quais interações devem ser evitadas.

 

Nem toda a bula de medicamento alerta, mas há vários alimentos que não devem ser ingeridos com determinados medicamentos. São interações pouco conhecidas e difundidas. “Este tipo de interação é estudado desde a segunda metade do século XX, mas somente nos últimos anos é que trabalhos e ensaios clínicos têm mostrado que a administração de alguns deles junto com determinados nutrientes podem alterar a ação do medicamento e a eficácia do tratamento”, afirma o farmacêutico Moacyr Aizenstein, professor do Departamento de Farmacologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP).

Autor do livro Fundamentos para o Uso Racional de Medicamentos (Editora ELSEVIER, 2016), que está em sua terceira edição, e responsável por um curso sobre o assunto para profissionais da saúde, Aizenstein tem uma lista extensa do que deve ser evitado.

Em primeiro lugar, é um equívoco tomar o remédio sempre após a refeição – na verdade, o ideal é em jejum. “O estômago vazio facilita a absorção – com exceção de alguns medicamentos específicos, como anti-inflamatórios e a metformina [antidiabético], que precisam da proteção de alimentos no estômago pois provocam irritação gástrica”, explica.

Alerta amarelo – Segundo ele, algumas frutas como maçã, ameixa e goiaba, que contém pectina, podem retardar a absorção de medicamentos à base de paracetamol, como o Tylenol, por exemplo. Já o feijão, lentilha e cereais, classificados como fibras insolúveis, retardam a absorção de digoxina, usada no tratamento da insuficiência cardíaca.

O suco concentrado de grapefruit, por sua vez, causa um aumento na biodisponibilidade dos hipertensivos nifedipina e felodipina, por inibirem seu metabolismo. “Mesmo em pequenas quantidades, essa interação pode provocar efeito tóxico.”

Alimentos que contém xantina, como café, chá e chocolate, também podem potencializar o efeito da teofilina no tratamento da asma, provocando intoxicação.

Alerta vermelho – Aizenstein chama a atenção para alimentos que contém tiramina, tais como queijo, vinho tinto ou produtos defumados. Associados com medicamentos usados no tratamento de doenças psiquiátricas, sobretudo com os fármacos antidepressivos inibidores da enzima monoaminoxidase, há o risco de o paciente ter uma crise de hipertensão.

Bebida alcoólica, vale reforçar, nunca deve ser ingerida com ansiolítico, sedativo ou anestésico. “A ingestão de álcool tem um efeito sinérgico, potencializando o efeito desses medicamentos. Há um caso clássico de uma paciente que tomava ansiolítico, foi numa festa, bebeu e entrou em coma.”

Ele chama a atenção também para a associação do álcool com o metronidazol (antiparasitário), o cetoconazol (antifúngico), as cefalosporinas (antibióticos). “Pode causar acúmulo de aldeído acético no organismo, uma substância tóxica, levando o paciente a ter dor de cabeça, náusea, vermelhidão e crise hipertensiva.

No geral, deve-se evitar a ingestão de álcool com qualquer medicamento. “Se o paciente está tomando algum medicamento é porque tem alguma patologia. E o álcool é um imunossupressor: diminui a capacidade do organismo de se defender. Além disso, é um indutor enzimático. “Ao aumentar a expressão de uma enzima, pela ingestão de álcool, o medicamento será metabolizado mais intensamente, e isso afeta sua concentração no organismo, diminuindo sua eficácia.”

 

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 Instituto Butantan e ICB-USP realizam II Feira da Imunidade e da Vacina

Evento é gratuito e contará com atividades interativas, palestras e rodas de conversas – tudo permeado de muita informação qualificada sobre vacinas e o modo de funcionamento do sistema imunológico.

 

No Dia Mundial da Imunização (9 de junho), acontece no Instituto Butantan, em São Paulo, a II Feira da Imunidade e da Vacina, com a proposta de fornecer informações qualificadas sobre os modos pelos quais o corpo se protege por meio de vacinas.  Realizado em parceria com o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), o evento será gratuito e contará com atrações divertidas e interessantes.

Participando de atividades interativas, os visitantes irão compreender como o sistema imunológico combate as doenças e o papel das vacinas na proteção do organismo. Explorar o interior de uma célula gigante, olhar células ao microscópio, escalar uma parede que imita o sistema linfático e se divertir com jogos de tabuleiros em que as peças são bactérias e vírus são algumas delas.

O público também irá conhecer o processo de produção das vacinas de gripe no estande “Vacina contra Gripe é com o Butantan”. Aqueles que ainda não receberam a vacina contra gripe, poderão fazê-lo no evento: haverá um posto da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo com esta finalidade. Outras vacinas também serão aplicadas no posto especial.

No período da manhã e à tarde, serão realizadas duas rodas de conversas para quem quiser esclarecer dúvidas com especialistas do Departamento de Imunologia do ICB-USP, do Instituto Butantan e da Sociedade Brasileira de Imunizações. Ao longo do evento, os pesquisadores também farão quatro sessões de TED talks, abordando aspectos diversos da imunização.


Serviço: A II Feira da Imunidade e da Vacina será no dia 9 de junho (domingo), das 10h às 16h, no Instituto Butantan (Av. Vital Brasil, 1500 – Butantã, São Paulo – SP). No evento, os visitantes poderão conferir também outras atrações que o Instituto Butantan oferece, como museus e Parque. Confira neste link

a programação completa: http://www.imunidadeevacina2edicao.butantan.gov.br/ Todas as atividades serão gratuitas.

 

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Gás no lugar do diesel: 40% mais barato e menos poluição

 Constatação está em estudo realizado pelo Centro de Pesquisa e Inovação em Gás, publicado em revista internacional de ciência ambiental.

 

A substituição do óleo diesel pelo gás natural liquefeito (GNL) no transporte de carga nas estradas do interior de São Paulo possibilitaria uma redução significativa no custo do combustível e nas emissões de gases de efeito estufa (GEEs) e outros poluentes. É o que mostra um estudo do Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI), no qual foram analisados quatro cenários. “No melhor deles, a adoção do GNL reduziria em até 40% o custo do combustível” afirma Pedro Gerber Machado, um dos pesquisadores envolvidos no projeto. Ele completa a lista de benefícios com a queda expressiva nas emissões de poluentes: “as de CO2 cairiam 5,2%; as de material particulado, 88%; de óxidos de nitrogênio (NOx), 75%; e não haveria mais emissões de hidrocarbonetos, cuja presença é zero no gás natural”.

O estudo, publicado na revista internacional de ciência ambiental Science of Total Environment, teve o objetivo de avaliar os benefícios econômicos e ambientais da substituição do óleo diesel pelo gás com vistas ao estabelecimento de um Corredor Azul no Estado – conceito que surgiu na Rússia e designa rotas em que os caminhões usam GNL em vez de diesel.

“O estudo considerou dois contextos: um para as regiões servidas por gasodutos, chamado de Cenário Restrito (RS); e outro abrangendo as 16 regiões administrativas do Estado, chamada de Cenário Estadual (SS). Os dois cenários preveem diferentes versões do Corredor Azul, com respectivamente 3,1 mil e 8,9 mil quilômetros de estradas”, explicou Machado.

Segundo ele, para cada cenário foram consideradas duas formas de distribuição de GNL: a primeira foi a liquefação centralizada com distribuição rodoviária, que gerou dois sub-cenários, um Cenário Estadual com Liquefação Centralizada (SSCL) e um Cenário Restrito com Liquefação Centralizada (RSCL). E a segunda seria realizar a liquefação localmante, na região em que ele seria usado, o que dispensaria a necessidade de distribuição de GNL por rodovias. Dela derivam dois outros cenários: o Cenário Estadual com Liquefação Híbrida Local e Central (SSHL); e o Cenário Restrito com Liquefação Local (RSLL).             

 Custos comparados – “O cenário denominado RSLL apresenta a menor média de diferença de preço para o consumidor final entre o GNL e o diesel, o que significa que, neste caso, o processo de entrega do GNL é mais caro, influenciado pelo fator de escala e por maiores custos operacionais”, explica Machado.

Já o cenário RSCL oferece o menor preço de gás para o consumidor final, de 12 dólares por MMBTU (milhão de unidades térmicas britânicas), ao passo que o diesel, neste mesmo cenário, custaria 22,01 dólares por MMBTU. A diferença entre o preço do GNL e do diesel nesse cenário também é a maior de todas: 10,01 dólares por MMBTU”, revela Pedro.                Entretanto, o cenário RSLL foi desenhado no contexto de um corredor com menor extensão, e o investimento seria de USD 243,4 por metro. Ao contrário do que acontece no SSHL, que tem o menor valor de investimento por metro entre os quatro cenários (USD 122.1/m).              

  Emissões evitadas – Machado explica que para o cálculo das emissões de GEEs e dos poluentes foram levados em conta apenas os dois macrocenários: SS e RS. “Quando se trata do uso de GNL, as emissões de GEEs diferem das de diesel por conta do CH4 e do N2O, gases de efeito estufa com potencial de aquecimento global. Se o combustível utilizado é o diesel, o CO2 é responsável por 99% das emissões de CO2-eq, e se o combustível usado é o GNL, ele representa 82% das emissões de CO2-eq, enquanto o CH4 é responsável por 10% e o N2O por 8%”, afirma.               Já no tocante às emissões de GEEs da logística de transporte do GNL, o pior caso se refere aoSSCL, e corresponde a1% do total de CO2-eq emitido com o uso de caminhões. No SCHL, a logística representa 0.34% das emissões, e noRSCL, a logística corresponde a 0.28% das emissões.

Quanto aos poluentes, no RS seriam evitadas 119.129 toneladas de emissões de material particulado (MP), 7,3 milhões de toneladas de NOx e 209.230 toneladas de hidrocarbonetos (HC). No cenário SS, os benefícios são ainda maiores, com reduções de 163 mil toneladas de MP, 10 milhões de toneladas de NOx e 286 mil toneladas de HC.

A redução de 5.2% nas emissões de GEEs, observada no Cenário Estadual quando se compara a combustão de gás natural e a de diesel, talvez não seja um resultado tão grandioso, mas há reduções consideráveis de poluentos locais NOx, PM e HC: respectivamente de 75%, 88% e 100%.

“Os maiores benefícios, tanto no que diz respeito a reduções na poluição quanto aos preços dos combustíveis em questão, são percebidas em São Paulo e Campinas, regiões com maior potencial de substituição de diesel por GNL e onde o diesel é mais caro do que no resto do Estado. Nossos resultados mostram que em São Paulo, o GNL pode ser até 60% mais barato que o diesel”, diz Dominique Mouette, professora da Escola de Artes, Cências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH/USP), autora principal do artigo e líder do projeto no RCGI focado na viabilidade de um Corredor Azul no Estado de São Paulo.

Barreiras regulatórias – Entretanto, apesar das vantagens econômicas e ambientais apresentadas, o GNL ainda enfrenta barreiras regulatórias para sua utilização generalizada no setor dos transportes. “Ele não é regulamentado para ser usado como combustível de veículos no Brasil. A maioria do GNV utilizado aqui é gás natural comprimido, o GNC”, afirma.

 

Sobre o RCGI: O FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI) é um centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Shell. Conta com 320 pesquisadores que atuam em 46 projetos de pesquisa, divididos em quatro programas: Engenharia; Físico/Química; Políticas de Energia e Economia; e Abatimento de CO2. São projetos que visam reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa (GEEs), em especial o CO2.

 

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Startup que combate drones criminosos é selecionada pelo BrinksUp!

Programa de aceleração da empresa Brink’s, em parceria com a Liga Ventures, irá investir R$ 160 mil para alavancar a Drone Control

A Drone Control, spin off brasileira que desenvolve sistemas de proteção contra drones não autorizados, é uma das quatro startups selecionadas para participar do programa de aceleração BrinksUp! Cada uma receberá R$ 160 mil e passará por uma etapa de coaching durante quatro meses, com mentoria de executivos da Brink’s, líder mundial em logística segura e segurança, e consultoria dos gestores da Liga Ventures, aceleradora focada em gerar negócios entre startups e grandes corporações.

A iniciativa da Brink’s tem como objetivo fomentar ideias inovadoras de produtos e serviços relacionados com as áreas de segurança, transporte e logística, varejo, meios de pagamento e moedas, produtividade e inteligência, além de se preparar para os novos desafios do mercado.

Hacker do espaço – O modelo de negócio inovador da Drone Control apresenta o conceito inédito de proteção do espaço aéreo como serviço (APaaS). Diversas técnicas de inteligência espectral são utilizadas para tal, desde a simples detecção até o spoofing – processo similar ao que hackers utilizam para “sequestrar” drones e assumir o controle da aeronave.

Ao detectar a aproximação de um drone, o sistema identifica os códigos de comunicação entre o controle remoto e a aeronave, e passa a utiliza-los de maneira mais eficiente, assumindo o controle do drone ou somente bloqueando sua trajetória para que este não entre na área protegida.

“São tecnologias que podem ser úteis para dar proteção de aeroportos, condomínios e plantas industriais, ou auxiliar na segurança de eventos, resorts e hotéis”, exemplifica Eduardo Neger, diretor de Engenharia da Neger Telecom, empresa de base tecnológica que deu origem a spin off Drone Control.

“Nosso objetivo é aplicar essa tecnologia inovadora em um modelo de negócio diferenciado para o mercado de segurança privada”, destaca.

O sistema surgiu como evolução incremental das técnicas de bloqueio de sinais de radiocomunicações desenvolvidas pela empresa, que em janeiro de 2016 foi a primeira no Brasil a certificar junto à ANATEL um sistema de proteção contra veículos aéreos remotamente pilotados. Em busca de novas tecnologias disruptivas, realizou investimento em pesquisa por meio de parceria entre a Unicamp e a Neger Telecom, cooperação que já rendeu destaque em publicações científicas internacionais e até um pedido de patente conjunta. “Ao constatarmos que a tecnologia tinha potencial para abrir um novo mercado, decidimos criar a spin off”, conta Neger, acrescentado que a startup será operada e gerida como um negócio independente da empresa-mãe.

Sobre a Brink’s

Fundada em 1859 em Chicago (EUA), a Brink’s é uma das principais fornecedoras mundiais de soluções de segurança e logística, incluindo logística doméstica e internacional, gestão de numerário, segurança eletrônica, correspondentes bancários e prevenções a fraudes. Com operações em mais de 100 países, é pioneira no transporte de valores, e hoje emprega mais de 60.000 funcionários em aproximadamente 1.100 instalações com 12.000 veículos.

No Brasil desde 1966, a Brink’s foi a primeira empresa especializada em transporte e logística de valores. Hoje está presente no território nacional com mais de 9.000 funcionários em 69 filiais com serviços diversificados atendendo a vários segmentos, como instituições financeiras, varejo, e-commerce, mineradoras, indústria farmacêutica, eletroeletrônicas e comércio de modo geral.

Sobre a Drone Control: Empresa de base tecnológica, spin off da empresa NEGER Telecom, dedicada à prestação de serviços contínuos de proteção do espaço aéreo contra drones não autorizados.

Sobre a Neger Telecom: Empresa de base tecnológica sediada em Campinas (SP), a Neger Telecom desenvolve soluções de engenharia de radiofrequência, como bloqueadores de celulares para presídios, sistemas de rastreamento por satélite para áreas remotas e detector de sinal de celular para coibir fraude eletrônica em concursos. Trata-se de uma empresa-filha da Unicamp, listada por dois anos consecutivos entre as “Empresas que Mais Crescem no Brasil” em sua categoria, segundo ranking 2016 e 2017 da Deloitte e da Revista Exame. Foi também listada no Anuário Telecom de 2017 entre as 100 maiores empresas de Telecom e as cinco mais rentáveis do país. Hoje, cerca de 80% do faturamento da empresa advém de produtos e serviços desenvolvidos nos últimos cinco anos.

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Tecnologia sofisticada de detecção de drones já opera comercialmente no Brasil

Sistema que é capaz de detectar, identificar e rastrear drones e pilotos não autorizados em um raio de até 7 km é ideal para proteção de aeroportos e áreas de segurança.

A Drone Control, spin off brasileira que desenvolve sistemas de proteção contra drones não autorizados, acaba de ativar comercialmente o primeiro sistema civil de proteção contra drones hostis no país. A tecnologia está sendo operada na unidade de Campinas (SP) da empresa de segurança Brink’s. Inédito na América Latina, o sistema é capaz de detectar, identificar e rastrear drones e pilotos não autorizados em um raio de até 7 km. Isso possibilita sua aplicação em diversos setores, como o aeroportuário, por exemplo.

“O sistema gera alarmes e notificações via e-mail e SMS caso um drone invada o perímetro de segurança, identificando em tempo real sua trajetória e a exata localização do piloto”, explica Eduardo Neger, diretor de Engenharia da NEGER Telecom, empresa de base tecnológica que deu origem a spin off. “No caso da Brink’s, o objetivo é garantir a proteção das operações de logística da empresa, tornando-a ainda mais segura. Ou seja, evita-se que drones possam sobrevoar a unidade da empresa para espionagem com fins criminosos.”

Segundo Neger, o grande diferencial deste sistema é a interface gráfica, que apresenta em tempo real em um mapa a localização do drone invasor e do piloto. “Com o endereço do piloto em mãos, é possível compartilhar a informação com as autoridades para as providências cabíveis”, acrescenta. Os dados podem ser acessados remotamente através de software na nuvem e o histórico de ocorrências é gravado no sistema. “Como existe a identificação individual do drone invasor, é possível utilizar os registros como evidência forense, além de reconhecer o retorno de um drone anteriormente identificado e permitir o livre trânsito de drones da própria empresa previamente cadastrados.”

Serviço acessível – Além das inovações técnicas, a Drone Control inovou também no modelo de negócio com o APaaS (Airspace Protection as a Service). Ou seja, criou-se um serviço inovador para proteção de espaço aéreo. “Os custos são bastante reduzidos, uma vez que o cliente pode contratar o serviço pelo exato tempo que demandar, seja por poucas horas, semanas ou meses. “No caso do setor aeroportuário, o serviço é acessível não só para grandes aeroportos, mas também para helipontos e aeródromos”, afirma Rogério Vale, gerente de operações da Drone Control.

Ele lembra que a suspensão de voos em aeroportos por causa da interferência de drones se tornou um problema cada vez mais frequente no mundo. Em redes sociais é possível achar vídeos de pousos e decolagens de aviões comerciais que supostamente foram feitos com drones. E o número de avistamentos de drones por pilotos vem aumentando.

Drones também têm sido usados cada vez por criminosos para obter imagens de áreas de segurança, centros de distribuição, mineradoras, indústrias, condomínios e presídios. Com essas informações, são obtidos dados de rotinas internas e infraestrutura, empregados posteriormente no planejamento de ações criminosas.

“A solução Drone Control de detecção, identificação e rastreamento é a alternativa técnica mais adequada ao mercado civil, reunindo todos os requisitos técnicos e regulatórios para o combate das ameaças de drones hostis”, ressalta Vale. Ele lembra que a tecnologia de bloqueio e captura de drones, uma solução da NEGER Telecom homologada em 2016, tem aplicação restrita e só pode ser usada em presídios, conforme normas da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL). “Neste caso, a Drone Control pode ser integrada facilmente ao sistema de bloqueio como contramedida”, conclui.

Sobre a Drone Control: Spin off da empresa NEGER Telecom, a Drone Control é dedicada à prestação de serviços contínuos de proteção do espaço aéreo contra drones não autorizados. A empresa participa do programa de aceleração BrinksUp!, recebendo mentoria de executivos da empresa de segurança Brink´s e experts de mercado, com o acompanhamento de gestores da Liga Ventures, aceleradora de startups especializada em gerar negócios entre grandes corporações e startups inovadoras.

Sobre a NEGER Telecom: Empresa de base tecnológica sediada em Campinas (SP), a NEGER Telecom desenvolve soluções de engenharia de radiofrequência, como bloqueadores de celulares para presídios, sistemas de rastreamento por satélite para áreas remotas e detector de sinal de celular para coibir fraude eletrônica em concursos. Trata-se de uma empresa-filha da Unicamp, listada por dois anos consecutivos entre as “Empresas que Mais Crescem no Brasil” em sua categoria, segundo ranking 2016 e 2017 da Deloitte e da Revista Exame. Foi também listada no Anuário Telecom de 2017 entre as 100 maiores empresas de Telecom e as cinco mais rentáveis do país. Hoje, cerca de 80% do faturamento da empresa advém de produtos e serviços desenvolvidos nos últimos cinco anos.

Sobre a Brink’s

Fundada em 1859 em Chicago (EUA), a Brink’s é uma das principais fornecedoras mundiais de soluções de segurança e logística, incluindo logística doméstica e internacional, gestão de numerário, segurança eletrônica, correspondentes bancários e prevenções a fraudes. Com operações em mais de 100 países, é pioneira no transporte de valores, e hoje emprega mais de 60.000 funcionários em aproximadamente 1.100 instalações com 12.000 veículos.

No Brasil desde 1966, a Brink’s foi a primeira empresa especializada em transporte e logística de valores. Hoje está presente no território nacional com operações em cerca de 70 filiais com serviços diversificados atendendo a vários segmentos, como instituições financeiras, varejo, e-commerce, mineradoras, indústria farmacêutica, eletroeletrônicas e comércio de modo geral.

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Superlotação de cabos nas redes de internet tende a piorar sem novas tecnologias

Anualmente o consumo de fibras ópticas é de 500 milhões de km por ano no mundo; Brasil não responde nem por 1% deste total. Microtecnologias são a opção mais viável para aumentar o compartilhamento nos dutos.

Realidade virtual e aumentada, OTT, nuvem, IoT, indústria 4.0, smart cities e big data. Tudo isso vem puxando o aumento da demanda de fibras ópticas no mundo. Segundo Marco Antonio Scocco, gerente de Engenharia da Sterlite Tech, há uma correlação direta entre o aumento do tráfico de dados no mundo e o consumo de fibra ótica. “Hoje, o mundo instala 500 milhões de quilômetros de fibra ótica por ano, sendo China, USA e Índia os maiores demandantes. Já o Brasil responde por menos de 1% deste total”, afirmou ele durante um painel que debateu a viabilidade do uso de microtecnologias no Futurenet – evento que a Associação Brasileira de Internet (Abranet) promoveu no primeiro dia do Futurecom, em São Paulo.

Diante dessa perspectiva do aumento de consumo de fibras ópticas e da saturação da infraestrutura de telecomunicação, as microtecnologias vêm se apresentando como uma alternativa para o ordenamento e expansão das redes de internet. O problema é que no Brasil ainda se usam cabos com capacidade para poucas fibras. “No mundo todo, há uma tendência de compactação, de redução do diâmetro dos cabos que abrigam as fibras e de aumento da quantidade de fibras por cabo”, ressaltou. Há dutos com capacidade, por exemplo, de compartilhar mais de 2 mil microcabos.

Segundo ele, as microtecnologias vieram para ficar. “É uma tendência mundial, mas precisamos de equipes treinadas para a adoção dessa tecnologia. E a mão-de-obra no Brasil ainda é um problema a ser resolvido”, disse.

A tecnologia consiste na instalação de microcabos ópticos por sopramento em microdutos. Os microdutos podem ser, por exemplo, implantados em microvalas com cortes de 5 cm de largura por 40 cm de profundidade. Uma máquina com um disco de diamante corta o solo, a instalação é feita, e tudo é fechado rapidamente. Uma das vantagens é a possibilidade de ter um número muito maior de microcabos compartilhados.

Segundo Gilberto Giasseti, sócio da Porto Seguro Cortes e Furos, a abertura de uma microvala é cerca de 50% mais barata do que uma obra convencional com a mesma finalidade. Há, ainda, outras vantagens no uso das microvalas. “As obras são rápidas, não atrapalham o trânsito nas vias, envolvem poucas pessoas e têm pouco impacto na vida cotidiana. Em um dia, somos capazes de realizar 200 a 300 metros de obras, completas, finalizadas, com acabamento. Não é necessário recapear a via inteira, como em obras tradicionais”, esclarece Giasseti. Entretanto, segundo ele, ainda falta estabelecer padrões e protocolos.

A engenheira de Vendas da Dura-line, Evelyn Vieira, lembrou que as microtecnologias vêm tendo boa aceitação pelas prefeituras. “A situação da rede aérea em cidades como São Paulo é um caos e o poder público vem tentando solucionar a situação. Estive recentemente conversando com o secretário de Obras do município e a solução foi vista com bons olhos por ele.”

Desde o início do ano, a Abranet vem buscando soluções ajudar na organização e na expansão das redes de telecomunicações que são suporte para a conectividade de internet, principalmente nas cidades em que a infraestrutura convencional está saturada. A entidade já organizou workshops com as concessionárias AES Eletropaulo e CPFL Paulista para encontrar conjuntamente soluções, de forma que os pequenos e médios operadores de telecomunicações possam atuar dentro do regramento legal.

“Um ponto importante e que sempre levamos em consideração nessas iniciativas é conseguir fazer com que a ocupação dos pontos abrigue o maior número possível de empresas, e que precisamos pensar cada vez mais no compartilhamento”, ressalta Eduardo Parajo, presidente da Abranet. “Esta discussão no Futurenet, com três empresas que operam com microtecnologias, é mais um passo neste sentido.”

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Por Acadêmica
Biometano da vinhaça pode suprir 16,6% da demanda por gás natural em São Paulo
Substituição dos combustíveis fósseis usados nas usinas de açúcar e álcool
 por biometano teria também a vantagem de evitar 5,48% daemissões de gases de efeito estufa do estado.

Em estudo publicado recentemente no Journal of Cleaner Production, pesquisadores do Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) revelaram os resultados de uma investigação sobre tecnologias de processos de purificação para remoção de contaminantes do biogás.

Eles criaram um modelo para avaliar o rendimento do processo de limpeza do gás e estimaram que, na conta “líquida” (ou seja, após a remoção de contaminantes), poderiam ser produzidos 1,975 bilhões de Nm³/ano debiometano a partir da vinhaça da cana-de-açúcar em São Paulo, suprindo 16,6% do consumo de gás natural de todo o estado. Além disso, a substituição do gás natural e do óleo diesel nas usinas de açúcar e álcool poderia evitar o lançamento de 3,965 milhões de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera, o que equivale a 5,48%daemissões do estado.

Liderado pela professora Suani Coelho, que coordena um dos quase 50 projetos do RCGI, o grupo analisou as principais tecnologias de purificação utilizadas para retirada de contaminantes do biogás, tais como H2S (Sulfeto de Hidrogênio) e CO2(Dióxido de Carbono). São elas: lavagem com água, lavagem com amina, absorção física, PSA (pressure swing adsorption), separação com membranas e separação criogênica (na qual se coloca a mistura gasosa em temperaturas criogênicas para liquefação do CO2, que ocorre antes da liquefação do CH4, e assim se consegue separar um do outro). As duas últimas são tecnologias muito novas.

“Há um número grande de tecnologias disponíveis para realizar estes processos, o que pode ser uma barreira para desenvolvedores de políticas e planejadores energéticos estimarem rapidamente, com poucas incertezas e precisão satisfatória, potenciais de biometano levando em conta normas e padrões estabelecidos por órgãos reguladores”, explica Caio Joppert, o primeiro autor do estudo.

Segundo ele, a ideia foi facilitar o trabalho dos tomadores de decisão e planejadores, criando um modelo que conseguisse estimar quanto gás estará disponível para uso depois da limpeza (em termos de volume) e qual é o conteúdo energético (poder calorífico) desse combustível.

“Esses parâmetros podem variar consideravelmente de acordo com a tecnologia utilizada, pois cada tecnologia é como se fosse uma caixinha preta, por assim dizer. O que sabemos é que nunca haverá purificação total do metano de outros gases e vapores que compõem o biogás. E é comum que haja uma perda de metano nesses processos de separação.”

Joppert, que é engenheiro químico e cursa o mestrado no Instituto de Energia e Ambiente da USP (IEE/USP), afirma que os parâmetros de perda de metano são muito bem fundamentados na literatura. “Esse parâmetro de perda influencia a quantidade de gás no final do processo de separação, o teor de metano que esse gás terá… E é algo que acaba não sendo levado em conta pelos planejadores energéticos e desenvolvedores de políticas públicas”, alerta.

De acordo com ele, o Brasil está estipulando agora as normas para injeção debiometano na rede. “Seria um momento oportuno para apresentar a metodologia aos tomadores de decisão e planejadores, algo que o grupo pretende fazer.”

 Sobre o RCGI: O FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI) é um centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Shell. Conta com cerca de 200 pesquisadores que atuamem 45 projetos de pesquisa, divididos em quatro programas: Engenharia; Físico/Química; Políticas de Energia e Economia; e Abatimento de CO2. São projetos que visam reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa (GEEs), em especial oCO2.

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Trabalho de pesquisador do FoRC ganha prêmio internacional

Pôster sobre diversidade genética e resistência antimicrobiana de Salmonella spp, isolada de abatedouros de frangos no Brasil, foi o melhor entre 461 trabalhos apresentados em congresso.

O doutorando Daniel Monte, do Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Alimentos da Universidade de São Paulo (USP) e vinculado ao Centro de Pesquisa em Alimentos (Food Research Center – FoRC), ganhou o prêmio de melhor trabalho apresentado por um jovem pesquisador (developing scientist) na forma de pôster no FoodMicro 2018, importante congresso internacional da área de microbiologia de alimentos, realizado entre 3 e 6 de setembro, em Berlim, Alemanha.

Ele apresentou o pôster “The Changing Edipemology of Salmonella enterica: Distribution of Serotypes Among 2000 to 2016 in Brazil”, resultado de seu doutorado. Ele é orientado pela professora Mariza Landgraf, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF/USP), também integrante do FoRC, com o suporte da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Parte de sua pesquisa foi desenvolvida na North Caroline State University (NCSU), EUA, no laboratório da Dra. Paula Fedorka-Cray.

Seu projeto de doutorado estudou diversidade genética, genes de virulência e resistência antimicrobiana da Salmonella spp isolada de abatedouros de frangos no Brasil. O sequenciamento do genoma de todas as cepas isoladas confirmou o predomínio da Salmonella Heidelberg sobre os demais sorotipos encontrados nas aves do Brasil, ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos. Outro resultado importante e preocupante é que 100% delas apresentaram resistência aos antibióticos testados, demostrando a importância do estudo para a saúde pública e a necessidade do desenvolvimento de novas estratégias para a mitigação desse patógeno nos abatedouros.

O FoodMicro é um evento bianual organizado pela International Commission on Food Microbiology and Hygiene (ICFMH), sempre em algum país da Europa. Em 2018, foram submetidos 530 resumos, sendo aceitos 461. Uma comissão de especialistas da ICFMH selecionou os cinco melhores e os finalistas foram avaliados durante o FoodMicro 2018. Os três primeiros colocados foram anunciados na sessão de encerramento do Congresso. O primeiro ganhou um prêmio no valor de 500 euros e um certificado.

Daniel Monte já recebeu vários outros prêmios. Há dois anos, no FoodMicro 2016, realizado em Dublin, na Irlanda, foi contemplado com o terceiro lugar no prêmio jovem pesquisador, e em 2018, recebeu o prêmio Student Travel Award, da International Association for Food Protection (IAFP), que custeou sua participação no congresso IAFP Annual Meeting 2018, realizado em Salt Lake City, Utah, EUA.

Sobre o FoRC – Criado em 2013, o FoRC é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Reúne equipes multidisciplinares de diferentes instituições de pesquisa do Estado de São Paulo: USP, UNICAMP, UNESP, Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). Suas linhas de pesquisa estão estruturadas em quatro pilares: Carboidratos, Alimentos e Saúde; Biodiversidade Alimentar, Compostos Bioativos e Saúde; Micróbios nos Alimentos: riscos e benefícios; e Tabela Brasileira de Composição Alimentar. Além de realizar pesquisas e promover a transferência de tecnologias e novos conhecimentos para a sociedade, o FoRC também realiza atividade de difusão do conhecimento científico.

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