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A agência que fala a língua da inovação
Conheça as 20 tecnologias mais promissoras do Instituto de Ciências Biomédicas da USP

Sensor para rastreamento de câncer de mama, biofármaco para tratamento de doenças autoimunes e nova terapia para melanoma são algumas das soluções que serão apresentadas no dia 12 de dezembro, em São Paulo.

Uma parceria entre o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e a Emerge, organização que apoia cientistas empreendedores no Brasil, resultou em um mapeamento das 20 tecnologias mais promissoras desenvolvidas por pesquisadores do instituto. Os trabalhos selecionados serão apresentados durante o Showcase de Biotechs dos Laboratórios do ICB-USP, no dia 12 de dezembro, às 17 horas, no Inovabra (Av. Angélica, 2529, Bela Vista – São Paulo). As inscrições são obrigatórias e gratuitas e podem ser realizadas neste site.

Voltado para empresas, o evento busca promover a cooperação entre academia e indústria. Foram selecionados projetos de pesquisa com base na maturidade tecnológica e no potencial de mercado. Grande parte dos estudos envolve novas perspectivas de diagnóstico e tratamento de doenças.

Entre as tecnologias que serão apresentadas, estão um sensor para rastreamento e diagnóstico de câncer de mama; um novo teste de diagnóstico da dengue; uma nova terapia alvo direcionada para melanoma, mama e sarcoma; um potencial biofármaco para tratamento de doenças autoimunes e uma estratégia para “ensinar” o sistema imune a reconhecer e combater células tumorais.

Serviço:

Showcase de Biotechs dos Laboratórios do ICB-USP

12 de dezembro, das 17h às 21h

Auditório do Inovabra (Av. Angélica, 2529, 10º andar , Bela Vista – São Paulo, SP). Inscreva-se aqui

Sobre o ICB-USP: Considerado uma das melhores instituições de nível superior do Brasil em sua área, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) é referência internacional em pesquisa básica e translacional. Nos seus mais de 150 laboratórios são desenvolvidos projetos de pesquisa de alta qualidade e impacto social em saúde humana e animal. Com seis programas de pós-graduação próprios e outros três programas multi-institucionais, o ICB tem uma equipe de 167 docentes e 266 técnicos administrativos e de laboratório, em associação com 113 pesquisadores pós-doutores e 819 alunos de pós-graduação. Seus docentes têm alta produtividade científica com cerca de 600 publicações anuais em periódicos com alto fator de impacto. O ICB representa a sexta unidade da USP em número de pedidos de patente depositados no INPI e está entre as três primeiras unidades de pesquisa no Estado de São Paulo com mais recursos captados junto à FAPESP.

Sobre a Emerge – Criada em 2017, a Emerge é uma organização cujo objetivo é fomentar a inovação de base científica no Brasil, impulsionando projetos da bancada até o mercado. Para isso, proporciona o acesso de grandes corporações à tecnologia desenvolvida em universidades e centros de pesquisa, oferecendo um mapeamento estratégico das pesquisas mais promissoras e apresentando-as em eventos para empresas.

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ATENDIMENTO À IMPRENSA Acadêmica Agência de Comunicação Assessoria de imprensa do Instituto de Ciências Biomédicas da USP (11) 5549-1863 / 5081-5237 Angela Trabbold – angela@academica.jor.br / (11) 99912-8331 Aline Tavares – aline@academica.jor.br (11) 3091-0874

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Por Acadêmica
FoRC estuda transformar subprodutos da produção de alimentos em insumos de alto valor agregado

Pesquisadores buscam extrair ingredientes funcionais de resíduos da indústria alimentícia para enriquecer formulações já existentes ou gerar novos suplementos alimentares.

Resíduos da indústria de alimentos, geralmente destinados a atividades como adubação ou nutrição animal, podem ser transformados em ingredientes de alto valor agregado para acréscimo em diversas formulações de alimentos. Cientistas ligados ao Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC – Food Research Center) estão desenvolvendo pesquisas para aproveitar e agregar valor de diversos subprodutos e resíduos industriais, como os da laranja, maçã, uva, mamão, manga, papaia, chuchu e trigo. Trata-se de um material rico em compostos bioativos e substâncias benéficas ao organismo humano.

Outra linha de pesquisa dos pesquisadores é o aproveitamento de ingredientes oriundos de alimentos injuriados mecanicamente e rejeitados pelo mercado por sua aparência, mas que estejam em boas condições fitossanitárias. Neste caso são alimentos que possuem vitaminas, minerais e, também, fibras alimentares que podem diminuir a incidência de doenças crônicas não transmissíveis, por exemplo. “Quando armazenados de forma incorreta ou processados, e havendo subprodutos desse processamento, pode ocorrer perda de vitaminas e de compostos fenólicos, mas o mais importante é que as fibras alimentares continuam lá, porque elas dão estrutura aos vegetais. E podemos aproveitá-las”, explica o professor João Paulo Fabi, lembrando que os efeitos benéficos das fibras são reconhecidos por diversos estudos no mundo todo.

Segundo ele, durante o beneficiamento do trigo, 75% do que entra no processo se transforma em farinha e 25% em farelo, geralmente utilizado para ração animal. “O farelo é fonte de fibras alimentares, compostos fenólicos e proteínas. Todos estão fortemente interligados, fazendo com que ele seja bastante duro e dificultando a extração das substâncias com tratamento em água. Destaco dois polissacarídeos – os arabinoxilanos, que têm reconhecida ação probiótica; e

os betaglicanos, que têm ação imunomoduladora. No laboratório, fizemos modelos de tratamento usando alta temperatura, alguns tipos de ácidos e compostos básicos, e conseguimos extrair ambas as substâncias cinco vezes mais do que com o tratamento aquoso. Esses polissacarídeos poderiam ser acrescentados em formulações já existentes ou até mesmo vendidos como suplementos alimentares.”

A equipe de Fabi estuda, ainda, as pectinas do papaia e do chuchu, e também o albedo do maracujá, aquela parte branquinha que abriga as sementes e também é rica em pectinas. “Os benefícios biológicos das pectinas são a imunomodulação e a diminuição do risco de câncer, por conta da fermentação e da produção de butirato. Esses efeitos ocorrem com as estruturas em sua forma natural. Mas existem alguns tipos de modificações químicas que podemos fazer nas pectinas e que podem aumentar determinados efeitos biológicos”, revela Fabi, lembrando que as pectinas modificadas de citros já são comercializadas no mercado americano.

“Queríamos saber se as pectinas modificadas dos resíduos de maracujá e das porções não aproveitadas de papaia e chuchu poderiam ter os mesmos efeitos das que já existem no mercado.” Em modelos in vitro, a equipe conseguiu fazer com que as pectinas extraídas levassem à diminuição da proliferação de células de câncer colo-retal. Também conseguiu fazer com que, na presença das pectinas, essas células cancerígenas se auto reprogramassem para aumentar a apoptose (morte celular programada).

A professora Neuza Mariko Aymoto Hassimotto, que se dedica a estudos de reaproveitamento de resíduos da produção de suco de maçã, explica que de 20% a 40% do total de frutas que entra no processamento do suco se transforma em resíduos, ricas fontes de compostos fenólicos. “Na extração do suco, parte dos compostos fenólicos vai para a bebida, mas alguns, como a quercetina, permanecem no bagaço, fazendo dele uma matéria prima rica para a obtenção deste flavonoide. A quercetina é reconhecida por apresentar diversas propriedades biológicas: é antioxidante e possui propriedades anti-inflamatórias, o que poderia impactar a saúde de maneira positiva”, diz Neuza.

Outra maneira de aproveitar os subprodutos da indústria alimentícia é utilizá-los como substrato para estimular o crescimento de microrganismos, como estratégia para bioenriquecer alimentos. A pesquisadora Marcela Albuquerque

criou uma bebida fermentada à base de soja, bioenriquecida com uma combinação de cepas de microrganismos benéficos produtores de folato (vitamina B9). Para estimular a multiplicação desses microrganismos ela testou subprodutos de diversos alimentos, como o okara (oriundo do processamento da soja), e ainda subprodutos de acerola, maracujá, laranja e manga.

“Testei vários resíduos de fruta. O da laranja foi o que mais estimulou a multiplicação e a produção da vitamina pelos microrganismos benéficos. Entretanto, ele tem sabor residual amargo, o que inviabiliza sua utilização para o desenvolvimento de novos alimentos. Acabei optando pelo resíduo do maracujá, porque era o que tinha o menor teor de folato. Por ter pouca quantidade da vitamina, a probabilidade do resíduo do maracujá inibir a produção da vitamina pelas bactérias testadas nos experimentos seria reduzida.”

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Por Acadêmica
RCGI ganha Prêmio ANP de Inovação Tecnológica

Trata-se de uma inovação disruptiva, em nível mundial, que possibilitará monetizar o gás natural oriundo das reservas do pré-sal, além de evitar mais emissões de CO2 na atmosfera.

 O Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) foi um dos vencedores do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2019, com um projeto de pesquisa que possibilitará ao Brasil monetizar o gás natural explorado nas reservas do pré-sal, sem um dos seus principais contaminantes: o dióxido de carbono (CO2). O projeto do RCGI venceu na Categoria II da área temática “Exploração e Produção de Petróleo e Gás”. Ao todo, concorreram 147 projetos de pesquisa, em cinco categorias.

O projeto do RCGI prevê a abertura de cavernas na camada de sal, onde o gás natural seria confinado para posterior separação do metano e do CO2. Isso ocorreria por meio de uma tecnologia de separação gravitacional, desenvolvida e encaminhada para patente pelo RCGI. “A caverna é mantida em alta pressão até que o CO2 passe para um estado supercrítico e decante. O metano, que se manteve em estado gasoso no processo, seria então retirado, aliviando a pressão na caverna e fazendo com que o CO2 voltasse ao estado gasoso. Esse ciclo seria repetido até o total preenchimento da caverna com CO2, quando, então, esta seria lacrada”, explica o diretor científico do RCGI, Júlio Meneghini, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (poli-USP).

Embora já existam cavernas com esta finalidade, é a primeira vez que se desenvolve uma tecnologia para águas ultraprofundas. “Além de separar o metano do CO2, em quantidades enormes, a um custo relativamente baixo, poderemos estocar carbono e vender créditos para o mundo”, ressalta Meneghini, acrescentando trata-se de uma inovação disruptiva, em nível mundial.

Ele destaca que o prêmio é um exemplo da importância de um centro de pesquisa como o RCGI, essencialmente multidisciplinar. “Ideias como essa só são concebidas por equipes multidisciplinares, compostas por engenheiros mecânicos, químicos, navais, economistas, advogados, entre outros profissionais.”

Projeto piloto – A equipe estuda agora a construção de um projeto piloto em uma caverna, para estudar in loco as condições de separação dos dois gases. Segundo o coordenador do projeto, Gustavo Assi, também professor da Poli-USP, a meta é concluir o plano da caverna piloto nos próximos 24 meses. “A construção e operação de uma caverna piloto é um grande experimento científico e tecnológico em campo, capaz de fornecer informações detalhadas dos processos físicos que ocorrem nas grandes cavernas de armazenamento e separação”, adianta.

Além de Assi, a equipe é composta pelos professores Kazuo Nishimoto, Julio Meneghini, Claudio Sampaio, Marcelo Martins e André Bergsten – todos da Poli-USP – e pelos pesquisadores Leandro Grandin, Carlos Bittencourt, Alvaro Maia da Costa, Pedro Maia da Costa, Edgard Malta, Felipe Ruggeri e Guilherme Rosetti, entre outros pós-doutorandos e pesquisadores associados. Além da Shell e da USP, o projeto tem como parceiras as empresas Modecom, Technomar, Agronautica e Granper.

 

 

 

 

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Por Acadêmica
Professora da UUniversidade de Oklahoma fala sobre Direito Internacional da Energia no IEE/USP

Palestra é aberta ao público, gratuita e marca o lançamento da terceira edição de Revista Energia, Ambiente e Regulação.

 

“Direito Internacional da Energia: Admirável Mundo Novo?” é o tema da palestra que a professora visitante da Faculdade de Direito da Universidade de Oklahoma, Carolina Arlota, fará no próximo dia 27 de novembro (quarta-feira) no Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP), na Cidade Universitária, em São Paulo. O evento é gratuito. Inscreva-se pelo e-mail rcgi.lex@usp.br

O Direito Internacional da Energia pode ser entendido como um novo ramo do Direito. Na palestra, será possível entender essa nova área a partir de recentes mudanças, como a modernização do Tratado Energy Charter (ECT) e a saída dos EUA do Acordo de Paris.

A palestrante, Carolina Arlota, atua na área de Direito Internacional, Arbitragem Internacional de Comércio e Investimento, Transações Comerciais Internacionais, Direito Comparado e Direito da União Europeia.

O evento faz parte das atividades do Projeto 21 do Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI), intitulado Serviço Jurídico Brasileiro de Normas do Gás e coordenado pela professora Hirdan Katarina de Medeiros Costa, com a participação do professor Edmilson Moutinho dos Santos, ambos vinculados ao Programa de Políticas de Energia e Economia do RCGI.

Durante a palestra também será lançada a terceira edição da Revista Energia, Ambiente e Regulação. Edições anteriores da Revista estão disponíveis no site http://rcgilex.com.br/

 

Serviço:

Direito Internacional da Energia: Admirável Mundo Novo?

Data: 27/11, das 14h às 16h

 

Local: Anfiteatro do prédio R do IEE (Av. Prof. Luciano Gualberto, 1289 – Cidade Universitária, Butantã, São Paulo)

Programação:

  • 14:00 – 15:00 Palestra Professora Carolina Arlota
  • 15:00 – 15:30 Mediação Professora Hirdan K Medeiros Costa
  • 15:30 – 15:45 Discussão e Perguntas
  • 15:45 – 16:00 Lançamento da 3ª Edição da Revista Energia, Ambiente e Regulação

 

 

Sobre o RCGI: O FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI) é um centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Shell. Conta com mais de 320 pesquisadores que atuam em 46 projetos de pesquisa, divididos em cinco programas: Engenharia; Físico/Química; Políticas de Energia e Economia; Abatimento de CO2; e Geofísica. O Centro desenvolve estudos avançados no uso sustentável do gás natural, biogás, hidrogénio, gestão, transporte, armazenamento e uso de CO2. Saiba mais em: https://www.rcgi.poli.usp.br/pt-br/

 

 

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RCGI busca bolsista de Engenharia Química para atuar na área de abatimento de carbono

O Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) e a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) estão com uma chamada aberta para bolsista de pós-doutorado na área Engenharia Química. A bolsa, no valor de R$ 6.819,30 mensais, tem duração de 18 meses e é concedida pela FUSP (Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo). As inscrições podem ser feitas até o dia 10 de novembro, clicando aqui.

Os candidatos devem estar familiarizados com técnicas de simulação, modelagem e otimização e devem ter concluído o doutorado após 2013. Atributos como inglês fluente, boa capacidade de comunicação e de realização de trabalho em equipe são necessários. Para mais informações, acesse a chamada.

O bolsista irá trabalhar na área de Abatimento e Utilização de CO2 junto ao projeto nº 32 do RCGI, que trata da utilização de dióxido de carbono como matéria-prima para gerar produtos de alto valor agregado com base em processos de conversão química. Os principais objetivos são estudar profundamente os processos de conversão de CO2, incluindo a modelagem, a simulação e a otimização desses processos de modo a avaliar novas rotas tecnológicas de processo e realizar posterior elaboração de projeto conceitual.

O projeto 32 do RCGI é coordenado pela professora Rita Maria de Brito Alves e pelo professor Cláudio Oller, ambos do departamento de Engenharia Química da Poli (PQI/POLI/USP).

 

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Assim como a febre, hipotermia é defesa natural do organismo durante infecção

Pesquisas do Instituto de Ciências Biomédicas da USP demonstraram que a hipotermia durante a sepse é uma resposta de tolerância ao patógeno e que, em certos casos, pode ser benéfica ao paciente.

 

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) propôs uma nova forma de pensar na sepse, inflamação sistêmica potencialmente fatal que pode ocorrer em decorrência de infecções. O artigo, publicado recentemente na revista Trends Endocrinol Metab, aborda a existência de duas estratégias de defesa contra infecções que são opostas, porém, complementares. Em uma dessas estratégias, a febre nos ajuda a eliminar patógenos (resistência); na outra, uma redução na temperatura corpórea, denominada hipotermia, nos ajuda a tolerar os danos causados pelos microrganismos (tolerância). É como se houvesse um yin-yang na defesa contra patógenos. Em estudos realizados com pacientes sépticos no Hospital Universitário da USP, foi observado que ambas são resposta naturais, transitórias e autolimitantes do corpo – ou seja, assim como a febre, a hipotermia também é regulada e coordenada pelo sistema nervoso central.

Alexandre Steiner, docente responsável pela pesquisa, estuda o tema há quase 20 anos e afirma que toda resposta imune de ataque tem um dano colateral. “Se o custo desse dano colateral é muito alto, o organismo acaba optando por tolerar temporariamente o patógeno com o auxílio da hipotermia, enquanto cria condições para voltar a combatê-lo com o auxílio da febre”. Por esse motivo, os pacientes analisados apresentaram variações de temperatura, mas geralmente de forma regulada. Em humanos, a febre costuma ser limitada a 39 ou 39,5ºC, e a hipotermia se estabiliza entre 34 e 35ºC. O paciente volta à temperatura ‘normal’ sozinho.

O conceito de valores “normais” também foi questionado durante os estudos. Segundo Steiner, no caso de pacientes com infecção, estamos lidando com “novos normais” –valores de referência de temperatura que o indivíduo infectado precisa para lidar com mudanças no funcionamento do seu organismo. Em outras palavras, manter a temperatura a 36,5ºC não é normal para um indivíduo infectado; o “novo normal” é ter febre inicialmente e, se a condição se agravar, hipotermia.

Uma série de testes realizada pelo grupo em ratos e camundongos demonstrou que, quando a infecção era gravíssima e havia desenvolvimento de hipotermia, o aquecimento forçado aumentava a mortalidade. Por outro lado, se a infecção é menos grave e há febre, existem evidências de que o resfriamento pode aumentar a mortalidade. “É um equívoco achar que a eliminação da febre ou da hipotermia melhora o quadro infeccioso, mesmo que dê a falsa impressão de um retorno à normalidade”, explica o pesquisador.

O caráter regulador da febre se apresenta no próprio comportamento do indivíduo – quando estamos com febre, sentimos frio e procuramos um ambiente mais quente. Em outros testes, quando os ratos vão desenvolver hipotermia durante a infecção, eles buscam um ambiente frio para ajudar a diminuir a temperatura. “Como a febre, a hipotermia nesses casos parece ser um processo ativo do sistema nervoso central, que faz com que a temperatura caia naturalmente”.

Para Steiner, o trabalho representa um importante ganho conceitual, que aborda o sistema imune como uma parte inseparável dos sistemas fisiológicos e não como um sistema independente. Além disso, muda a forma de entender as doenças infecciosas graves, propondo uma visão individualizada para cada paciente. “Pacientes em situações diferentes poderão se beneficiar mais da febre (resistência) ou da hipotermia (tolerância), ou ainda de uma alternância entre um estado e outro. Se continuarmos a procurar terapias que funcionem para todos em um grupo heterogêneo de pacientes, nossas opções ficam muito limitadas”.

 

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Por Acadêmica
REPEQUAB se consolida e quer agregar novos  pesquisadores que trabalham com queijos artesanais

Iniciativa do FoRC, rede de pesquisa visa ampliar base de cientistas dedicados ao tema no País e incentivar trabalhos conjuntos.

A Rede de Pesquisas em Queijos Artesanais Brasileiros (REPEQUAB) convida pesquisadores de todo o Brasil, que se dedicam ao tema “queijos artesanais”, para integrar seu quadro de pesquisa. Criada em julho deste ano por iniciativa do Centro de Pesquisas em Alimentos (FoRC – Food Research Center), a rede conta hoje com 30 pesquisadores de diversas regiões do País e já realizou dois encontros, um no Sudeste, outro no Nordeste. O próximo será em local e datas a serem definidos brevemente.

“Queremos dar visibilidade à REPEQUAB, porque percebemos que há muita gente trabalhando com queijos artesanais e, se unirmos esforços, poderemos obter resultados conjuntos sem desperdiçar recursos e tempo”, resume a professora Bernadette Dora Gombossy de Mello Franco, que coordena a rede ao lado de outros cinco pesquisadores: Christian Hoffmann (FCF/USP), Cynthia Jurkiewicz Kunigk (Instituto Mauá de Tecnologia), Gustavo Augusto Lacorte (IFMG), Mariza Landgraf (FCF/USP) e Uelinton Manoel Pinto (FCF/USP).

Os pesquisadores interessados em participar da rede devem se cadastrar neste link: http://www.repequab.com.br/integre-se-a-rede. A REPEQUAB também busca parcerias com instituições interessadas em apoiar pesquisas cujas temáticas, em geral, dizem respeito à qualidade dos queijos artesanais produzidos no País. Mais informações podem ser obtidas no site www.repequab.com.br/, onde consta também a lista dos pesquisadores integrantes, com dados que viabilizem mais colaborações (área de pesquisa, disponibilidade de amostras, tipos de análises que cada um faz etc).

Encontros da rede – O primeiro encontro da rede ocorreu em agosto deste ano, em São Paulo, na Universidade de São Paulo, quando foram apresentados resultados de pesquisa e definidas algumas estratégias de atuação da REPEQUAB. São elas: fomentar e aprimorar a extensão universitária aos produtores; aproximar os pesquisadores dos produtores por meio de instituições como a Emater e associações de produtores locais; e envolver estudantes de graduação e pós-graduação nos trabalhos.

Em outubro último, aconteceu o segundo encontro, em Maceió (AL), durante o 30° Congresso Brasileiro de Microbiologia. O evento contou com cerca de cem participantes, estudantes e pesquisadores de várias regiões do Brasil. Além de aspectos mercadológicos e legislativos da produção artesanal brasileira, foram apresentados resultados preliminares de pesquisas feitas por integrantes da rede.

Projeto Canastra – A REPEQUAB surgiu quando pesquisadores do FoRC iniciaram um projeto junto aos produtores de queijo da Serra da Canastra (MG) para caracterização das bactérias envolvidas na produção dos queijos artesanais da região. Realizado com o apoio da Emater-MG e da APROCAN – Associação de Produtores de Queijos da Canastra, o trabalho tem o objetivo de auxiliar os produtores a adotarem boas práticas de produção.

Os pesquisadores do FoRC já estiveram duas vezes na Serra da Canastra, na cidade de São Roque de Minas (MG). “Uma nova visita deverá ser feita ainda este ano, na primeira semana de dezembro, durante a qual os pesquisadores se reunirão com a associação dos produtores para fazer um relato do andamento das pesquisas e planejar atividades futuras”, afirma Christian Hoffmann.

 

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NEGER Telecom lança sistema de alerta para barragens e áreas de risco

Já operando em usinas hidrelétricas de Minas Gerais, o SAFAR foi destaque no último Prêmio Anuário Tele.Síntese de Inovação em Comunicações.

Imagine um local remoto, sem telefone, sem celular, sem internet e, ainda por cima, sem energia elétrica. É em um ambiente assim que a comunicação pode ser essencial para a vida de milhares de pessoas que moram ou trabalham nas chamadas zonas de autosalvamento de barragens. Essa é a missão do SAFAR (Sistema de Alerta Fixo em Área Remota), desenvolvido pela NEGER Telecom para ser integrado aos procedimentos emergenciais de hidrelétricas e mineradoras, na iminência do rompimento de barragens. O sistema emite alertas sonoros e luminosos de alta intensidade para que a população possa abandonar áreas de risco.

“O SAFAR opera de forma totalmente autônoma, com energia solar fotovoltaica e comunicação de dados através de enlaces redundantes via satélite. Seu sistema de comunicação é de alta confiabilidade, pois trabalha com baixo consumo de energia e algoritmos complexos que possibilitam a transmissão dos sinais em condições ambientais severas. Essas características garantem que o acionamento do alerta seja efetivo em qualquer situação”, explica o diretor de Engenharia da empresa, Eduardo Neger.

O sistema, testado com sucesso em uma hidrelétrica paulista no ano passado, já está operando comercialmente em usinas hidrelétricas de Minas Gerais. Este ano, o SAFAR recebeu o Prêmio Anuário Tele.Síntese de Inovação em Comunicações, ficando em segundo lugar na categoria “Fornecedores de Softwares e Serviços”, por trazer uma inovação que ajudará a evitar tragédias como a de Brumadinho (MG). Em sua oitava edição, a premiação é feita em seis categorias e o critério de classificação do produto ou serviço leva em conta diversos fatores, entre eles o impacto da inovação no mercado brasileiro.

Segurança nos detalhes – Cada estação remota do SAFAR é equipada com dois transmissores satelitais de alta confiabilidade; conjunto de baterias,

painel solar e controlador; sirenes e luzes. O acionamento dos alertas, sempre feito pela central de monitoramento da barragem, pode ser operado de forma convencional, por botão, ou à distância, pela internet ou app, de qualquer lugar do mundo.

Por serem autônomas, as estações operam de forma independe umas das outras. Podem ser instaladas em regiões remotas, pois não necessitam de energia elétrica, telefone ou internet para funcionar. “Além disso, o conjunto de baterias é capaz de manter uma estação funcionando por até cinco meses”, conta Neger. “Isso inclui horas de alertas sonoros contínuos, cujo nível de som chega a 85 dB nas bordas das áreas de autossalvamento, e sinais luminosos com padrão de balizamento aeronáutico que podem ser vistos em até 1 km de distância”, acrescenta.

Os equipamentos do sistema ficam instalados no topo de cada estação, distantes até 15 metros do solo, para garantir que não sejam engolfados pela água ou lama da barragem rompida. O sistema possui ainda sensores que informam sobre qualquer anormalidade nos equipamentos, o que possibilita uma manutenção preventiva. O SAFAR observa ainda as normas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

Sobre a Neger Telecom: Empresa de base tecnológica sediada em Campinas (SP), a NEGER Telecom atua em engenharia de radiofrequência aplicada a diversas áreas, como bloqueio de sinais celulares para presídios, detecção de drones para aeroportos e conectividade para áreas rurais e regiões remotas. Cerca de 80% do faturamento da empresa advém de produtos e serviços desenvolvidos nos últimos cinco anos. Trata-se de uma empresa-filha da Unicamp, listada por três anos consecutivos entre as “Empresas que Mais Crescem no Brasil” em sua categoria, segundo ranking 2016, 2017 e 2018 da Deloitte e da Revista Exame. Foi também listada no Anuário Telecom de 2017, 2018 e 2019 entre as 100 maiores empresas de Telecom e as dez mais rentáveis do país neste segmento.

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Acadêmica Agência de Comunicação José Roberto ferreira – jroberto@academica.jor.br

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Por Acadêmica
Regulação de captura de carbono no Brasil é tema  de um dos livros lançados pelo RCGI este mês

Obras trazem artigos de 33 autores entre pesquisadores e profissionais atuantes no mercado.

 

No próximo dia 23 de outubro (quarta-feira), uma das equipes do Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) lança duas obras na Livraria da Vila, em São Paulo: A Regulação do Gás Natural no Brasil, organizado pela professora Hirdan Katarina de Medeiros Costa, e Aspectos Jurídicos da Captura e Armazenamento de Carbono no Brasil, organizado por Hirdan e Raíssa Mendes Musarra. O lançamento acontece das 18h30 às 21h30, com a presença de alguns autores e autoras que assinam artigos nos dois livros. A Livraria da Vila fica na Alameda Lorena, 1731, Jardim Paulista.

“Os livros são resultados do esforço e empenho de toda a equipe de pesquisadores. Sem o trabalho árduo de todos e todas seria impossível realizar essas obras”, ressalta Hirdan, coordenadora do RCGILex, plataforma que aglutina e analisa os marcos legais e regulatórios aplicados ao setor brasileiro de gás natural. Ela foi concebida no âmbito do projeto 21 do RCGI.

O livro A Regulação do Gás Natural no Brasil traz 21 autores e 15 artigos. “Acompanhamos de perto todos os movimentos regulatórios da indústria do gás nos últimos anos, por isso o livro reflete a pesquisa mais apurada e recente do País. Contamos também com a contribuição de importantes profissionais que atuam no mercado”, diz a professora.

Já o livro Aspectos Jurídicos da Captura e Armazenamento de Carbono no Brasil traz 14 artigos escritos por 11 autores, pesquisadores e profissionais igualmente qualificados, e mostra os resultados da pesquisa do grupo sobre o tema ao longo de dois anos. “Conciliamos com excelência a academia e o cotidiano da indústria. Estou honrada em organizar essas obras e ter o apoio de profissionais e pesquisadores tão dedicados à causa da disseminação do saber e da expansão dos resultados da pesquisa e da educação para toda a sociedade.”

As obras foram editadas pela Editora Lumen Juris e poderão em breve ser adquiridas pelo site: https://lumenjuris.com.br/

 

Sobre o RCGI: O FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI) é um centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Shell. Conta com mais de 320 pesquisadores que atuam em 46 projetos de pesquisa, divididos em cinco programas: Engenharia; Físico/Química; Políticas de Energia e Economia; Abatimento de CO2; e Geofísica. O Centro desenvolve estudos avançados no uso sustentável do gás natural, biogás, hidrogénio, gestão, transporte, armazenamento e uso de CO2. Saiba mais em: https://www.rcgi.poli.usp.br/pt-br/

 

 

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Por Acadêmica
Canabinoide pode ser efetivo para combater fase inicial do Alzheimer

Testes em animais feitos no Instituto de Ciências Biomédicas da USP revelaram que o agonista canabinoide ACEA recupera o prejuízo de memória e evita a morte de neurônios. O estudo foi feito em modelos que simulam o início da doença.

 

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa cujas causas ainda representam um desafio para a ciência – 95% dos pacientes têm o tipo esporádico da doença, que aparece por motivos desconhecidos, enquanto os outros 5% são de origem genética. Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) utilizaram um composto canabinoide feito em laboratório, o ACEA (Araquidonil-2′-cloroetilamida), para tratar animais com Alzheimer e verificaram que os danos de memória são recuperados. O artigo foi publicado na revista científica Neurotoxicity Research.

A coordenadora do estudo, professora Andréa da Silva Torrão, do Departamento de Fisiologia e Biofísica do ICB-USP, explica que a intenção era estudar a fase inicial da doença. Atualmente, a hipótese mais aceita entre os pesquisadores é que o acúmulo do peptídeo beta-amiloide no cérebro está relacionado ao Alzheimer – assim, outros estudos costumam induzir diretamente o aumento desse peptídeo. No entanto, segundo Torrão, há pesquisas que indicam que nem sempre a proteína está relacionada à doença.

“No nosso caso, injetamos a droga estreptozotocina (STZ) no cérebro dos animais para simular a condição. A substância provoca uma deficiência no metabolismo dos neurônios, o que poderia preceder a deposição do beta-amiloide”, explica a professora. Em seguida, o grupo aplicou nos animais um teste de memória: o teste de reconhecimento de objetos. “O rato é naturalmente curioso e explora tudo. Quando colocamos um objeto novo, os animais controles percebem e exploram mais aquele local. Já os ratos com Alzheimer continuam explorando todo o ambiente por igual”. O teste é repetido uma hora depois e também no dia seguinte, para avaliar a memória de curto e longo prazo.

O próximo passo foi tratar os animais com o composto canabinoide sintético ACEA, que é um agonista canabinoide – ele se liga ao receptor CB1 e o ativa, diminuindo a atividade neural e a produção de radicais livres. O CB1 é um receptor canabinoide (parte de nosso sistema endocanabinoide) presente no cérebro, especialmente no hipocampo, que está relacionado à memória e é afetado no paciente de Alzheimer. Esses receptores têm a função de neuromodulação.

Os testes foram realizados tanto in vivo como in vitro (com células nervosas em cultivo). “O ACEA reverteu o prejuízo de memória produzido pela STZ, melhorou a sinalização de insulina encefálica e regulou os níveis de proteínas indutoras de morte celular”, afirma a pesquisadora Andréa da Silva Torrão. Ela ressalta, ainda, que o ACEA não possui nenhum efeito psicoativo.

O que são agonistas canabinoides – Trata-se de substâncias quimicamente semelhantes aos compostos extraídos da maconha e aos endocanabinoides (produzidos naturalmente pelo corpo humano). De acordo com a professora, o ACEA é um canabinoide sintético que tem sido utilizado por diversos grupos de pesquisa no mundo por ser um agonista específico para o receptor CB1, que existe em grande quantidade no cérebro. Já o receptor CB2, por exemplo, é mais encontrado em tecidos periféricos.

Em 2017, a Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto inaugurou o primeiro centro de pesquisa em canabinoides do país. Lá, os pesquisadores investigam os efeitos do canabidiol (CBD) no tratamento da epilepsia em casos de pacientes que não respondem ao tratamento tradicional.

Possíveis terapias – Outros estudos do grupo de Andréa da Silva Torrão também sugerem que o sistema endocanabinoide pode ser um bom alvo terapêutico para o tratamento de doenças neurodegenerativas. Uma das pesquisas avaliou o efeito protetor do ACEA em modelos de inflamação, comum a todas as doenças degenerativas. “Nós induzimos uma inflamação na célula nervosa e também induzimos o estresse do retículo endoplasmático – onde nossas proteínas são formadas. Em ambos os casos, o tratamento com ACEA resgatou os neurônios da morte”.

 

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Por Acadêmica