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A agência que fala a língua da inovação
Startup que combate drones criminosos é selecionada pelo BrinksUp!

Programa de aceleração da empresa Brink’s, em parceria com a Liga Ventures, irá investir R$ 160 mil para alavancar a Drone Control

A Drone Control, spin off brasileira que desenvolve sistemas de proteção contra drones não autorizados, é uma das quatro startups selecionadas para participar do programa de aceleração BrinksUp! Cada uma receberá R$ 160 mil e passará por uma etapa de coaching durante quatro meses, com mentoria de executivos da Brink’s, líder mundial em logística segura e segurança, e consultoria dos gestores da Liga Ventures, aceleradora focada em gerar negócios entre startups e grandes corporações.

A iniciativa da Brink’s tem como objetivo fomentar ideias inovadoras de produtos e serviços relacionados com as áreas de segurança, transporte e logística, varejo, meios de pagamento e moedas, produtividade e inteligência, além de se preparar para os novos desafios do mercado.

Hacker do espaço – O modelo de negócio inovador da Drone Control apresenta o conceito inédito de proteção do espaço aéreo como serviço (APaaS). Diversas técnicas de inteligência espectral são utilizadas para tal, desde a simples detecção até o spoofing – processo similar ao que hackers utilizam para “sequestrar” drones e assumir o controle da aeronave.

Ao detectar a aproximação de um drone, o sistema identifica os códigos de comunicação entre o controle remoto e a aeronave, e passa a utiliza-los de maneira mais eficiente, assumindo o controle do drone ou somente bloqueando sua trajetória para que este não entre na área protegida.

“São tecnologias que podem ser úteis para dar proteção de aeroportos, condomínios e plantas industriais, ou auxiliar na segurança de eventos, resorts e hotéis”, exemplifica Eduardo Neger, diretor de Engenharia da Neger Telecom, empresa de base tecnológica que deu origem a spin off Drone Control. “Nosso

objetivo é aplicar essa tecnologia inovadora em um modelo de negócio diferenciado para o mercado de segurança privada”, destaca.

O sistema surgiu como evolução incremental das técnicas de bloqueio de sinais de radiocomunicações desenvolvidas pela empresa, que em janeiro de 2016 foi a primeira no Brasil a certificar junto à ANATEL um sistema de proteção contra veículos aéreos remotamente pilotados. Em busca de novas tecnologias disruptivas, realizou investimento em pesquisa por meio de parceria entre a Unicamp e a Neger Telecom, cooperação que já rendeu destaque em publicações científicas internacionais e até um pedido de patente conjunta. “Ao constatarmos que a tecnologia tinha potencial para abrir um novo mercado, decidimos criar a spin off”, conta Neger, acrescentado que a startup será operada e gerida como um negócio independente da empresa-mãe.

Sobre a Brink’s

Fundada em 1859 em Chicago (EUA), a Brink’s é uma das principais fornecedoras mundiais de soluções de segurança e logística, incluindo logística doméstica e internacional, gestão de numerário, segurança eletrônica, correspondentes bancários e prevenções a fraudes. Com operações em mais de 100 países, é pioneira no transporte de valores, e hoje emprega mais de 60.000 funcionários em aproximadamente 1.100 instalações com 12.000 veículos.

No Brasil desde 1966, a Brink’s foi a primeira empresa especializada em transporte e logística de valores. Hoje está presente no território nacional com mais de 9.000 funcionários em 69 filiais com serviços diversificados atendendo a vários segmentos, como instituições financeiras, varejo, e-commerce, mineradoras, indústria farmacêutica, eletroeletrônicas e comércio de modo geral.

Sobre a Drone Control: Empresa de base tecnológica, spin off da empresa NEGER Telecom, dedicada à prestação de serviços contínuos de proteção do espaço aéreo contra drones não autorizados.

Sobre a Neger Telecom: Empresa de base tecnológica sediada em Campinas (SP), a Neger Telecom desenvolve soluções de engenharia de radiofrequência, como bloqueadores de celulares para presídios, sistemas de rastreamento por satélite para áreas remotas e detector de sinal de celular para coibir fraude eletrônica em concursos. Trata-se de uma empresa-filha da Unicamp, listada por dois anos consecutivos entre as “Empresas que Mais Crescem no Brasil” em sua categoria, segundo ranking 2016 e 2017 da Deloitte e da Revista Exame. Foi também listada no Anuário Telecom de 2017 entre as 100 maiores empresas de Telecom e as cinco mais rentáveis do país. Hoje, cerca de 80% do faturamento da empresa advém de produtos e serviços desenvolvidos nos últimos cinco anos.

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Acadêmica Agência de Comunicação – Assessoria da Neger Telecom

Angela Trabbold – angela@academica.jor.vbr – (11) 5549-1863 / 5081-5237 / 99912-8331

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Arlete de Oliveira – arlete.oliveira@inpresspni.com.br – (11) 3323-1562

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Por Acadêmica
Tecnologia sofisticada de detecção de drones já opera comercialmente no Brasil

Sistema que é capaz de detectar, identificar e rastrear drones e pilotos não autorizados em um raio de até 7 km é ideal para proteção de aeroportos e áreas de segurança.

A Drone Control, spin off brasileira que desenvolve sistemas de proteção contra drones não autorizados, acaba de ativar comercialmente o primeiro sistema civil de proteção contra drones hostis no país. A tecnologia está sendo operada na unidade de Campinas (SP) da empresa de segurança Brink’s. Inédito na América Latina, o sistema é capaz de detectar, identificar e rastrear drones e pilotos não autorizados em um raio de até 7 km. Isso possibilita sua aplicação em diversos setores, como o aeroportuário, por exemplo.

“O sistema gera alarmes e notificações via e-mail e SMS caso um drone invada o perímetro de segurança, identificando em tempo real sua trajetória e a exata localização do piloto”, explica Eduardo Neger, diretor de Engenharia da NEGER Telecom, empresa de base tecnológica que deu origem a spin off. “No caso da Brink’s, o objetivo é garantir a proteção das operações de logística da empresa, tornando-a ainda mais segura. Ou seja, evita-se que drones possam sobrevoar a unidade da empresa para espionagem com fins criminosos.”

Segundo Neger, o grande diferencial deste sistema é a interface gráfica, que apresenta em tempo real em um mapa a localização do drone invasor e do piloto. “Com o endereço do piloto em mãos, é possível compartilhar a informação com as autoridades para as providências cabíveis”, acrescenta. Os dados podem ser acessados remotamente através de software na nuvem e o histórico de ocorrências é gravado no sistema. “Como existe a identificação individual do drone invasor, é possível utilizar os registros como evidência forense, além de reconhecer o retorno de um drone anteriormente identificado e permitir o livre trânsito de drones da própria empresa previamente cadastrados.”

Serviço acessível – Além das inovações técnicas, a Drone Control inovou também no modelo de negócio com o APaaS (Airspace Protection as a Service). Ou seja, criou-se um serviço inovador para proteção de espaço aéreo. “Os custos são bastante reduzidos, uma vez que o cliente pode contratar o serviço pelo exato tempo que demandar, seja por poucas horas, semanas ou meses. “No caso do setor aeroportuário, o serviço é acessível não só para grandes aeroportos, mas também para helipontos e aeródromos”, afirma Rogério Vale, gerente de operações da Drone Control.

Ele lembra que a suspensão de voos em aeroportos por causa da interferência de drones se tornou um problema cada vez mais frequente no mundo. Em redes sociais é possível achar vídeos de pousos e decolagens de aviões comerciais que supostamente foram feitos com drones. E o número de avistamentos de drones por pilotos vem aumentando.

Drones também têm sido usados cada vez por criminosos para obter imagens de áreas de segurança, centros de distribuição, mineradoras, indústrias, condomínios e presídios. Com essas informações, são obtidos dados de rotinas internas e infraestrutura, empregados posteriormente no planejamento de ações criminosas.

“A solução Drone Control de detecção, identificação e rastreamento é a alternativa técnica mais adequada ao mercado civil, reunindo todos os requisitos técnicos e regulatórios para o combate das ameaças de drones hostis”, ressalta Vale. Ele lembra que a tecnologia de bloqueio e captura de drones, uma solução da NEGER Telecom homologada em 2016, tem aplicação restrita e só pode ser usada em presídios, conforme normas da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL). “Neste caso, a Drone Control pode ser integrada facilmente ao sistema de bloqueio como contramedida”, conclui.

Sobre a Drone Control: Spin off da empresa NEGER Telecom, a Drone Control é dedicada à prestação de serviços contínuos de proteção do espaço aéreo contra drones não autorizados. A empresa participa do programa de aceleração BrinksUp!, recebendo mentoria de executivos da empresa de segurança Brink´s e experts de mercado, com o acompanhamento de gestores da Liga Ventures, aceleradora de startups especializada em gerar negócios entre grandes corporações e startups inovadoras.

Sobre a NEGER Telecom: Empresa de base tecnológica sediada em Campinas (SP), a NEGER Telecom desenvolve soluções de engenharia de radiofrequência, como bloqueadores de celulares para presídios, sistemas de rastreamento por satélite para áreas remotas e detector de sinal de celular para coibir fraude eletrônica em concursos. Trata-se de uma empresa-filha da Unicamp, listada por dois anos consecutivos entre as “Empresas que Mais Crescem no Brasil” em sua categoria, segundo ranking 2016 e 2017 da Deloitte e da Revista Exame. Foi também listada no Anuário Telecom de 2017 entre as 100 maiores empresas de Telecom e as cinco mais rentáveis do país. Hoje, cerca de 80% do faturamento da empresa advém de produtos e serviços desenvolvidos nos últimos cinco anos.

Sobre a Brink’s

Fundada em 1859 em Chicago (EUA), a Brink’s é uma das principais fornecedoras mundiais de soluções de segurança e logística, incluindo logística doméstica e internacional, gestão de numerário, segurança eletrônica, correspondentes bancários e prevenções a fraudes. Com operações em mais de 100 países, é pioneira no transporte de valores, e hoje emprega mais de 60.000 funcionários em aproximadamente 1.100 instalações com 12.000 veículos.

No Brasil desde 1966, a Brink’s foi a primeira empresa especializada em transporte e logística de valores. Hoje está presente no território nacional com operações em cerca de 70 filiais com serviços diversificados atendendo a vários segmentos, como instituições financeiras, varejo, e-commerce, mineradoras, indústria farmacêutica, eletroeletrônicas e comércio de modo geral.

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Por Acadêmica
Superlotação de cabos nas redes de internet tende a piorar sem novas tecnologias

Anualmente o consumo de fibras ópticas é de 500 milhões de km por ano no mundo; Brasil não responde nem por 1% deste total. Microtecnologias são a opção mais viável para aumentar o compartilhamento nos dutos.

Realidade virtual e aumentada, OTT, nuvem, IoT, indústria 4.0, smart cities e big data. Tudo isso vem puxando o aumento da demanda de fibras ópticas no mundo. Segundo Marco Antonio Scocco, gerente de Engenharia da Sterlite Tech, há uma correlação direta entre o aumento do tráfico de dados no mundo e o consumo de fibra ótica. “Hoje, o mundo instala 500 milhões de quilômetros de fibra ótica por ano, sendo China, USA e Índia os maiores demandantes. Já o Brasil responde por menos de 1% deste total”, afirmou ele durante um painel que debateu a viabilidade do uso de microtecnologias no Futurenet – evento que a Associação Brasileira de Internet (Abranet) promoveu no primeiro dia do Futurecom, em São Paulo.

Diante dessa perspectiva do aumento de consumo de fibras ópticas e da saturação da infraestrutura de telecomunicação, as microtecnologias vêm se apresentando como uma alternativa para o ordenamento e expansão das redes de internet. O problema é que no Brasil ainda se usam cabos com capacidade para poucas fibras. “No mundo todo, há uma tendência de compactação, de redução do diâmetro dos cabos que abrigam as fibras e de aumento da quantidade de fibras por cabo”, ressaltou. Há dutos com capacidade, por exemplo, de compartilhar mais de 2 mil microcabos.

Segundo ele, as microtecnologias vieram para ficar. “É uma tendência mundial, mas precisamos de equipes treinadas para a adoção dessa tecnologia. E a mão-de-obra no Brasil ainda é um problema a ser resolvido”, disse.

A tecnologia consiste na instalação de microcabos ópticos por sopramento em microdutos. Os microdutos podem ser, por exemplo, implantados em microvalas com cortes de 5 cm de largura por 40 cm de profundidade. Uma

máquina com um disco de diamante corta o solo, a instalação é feita, e tudo é fechado rapidamente. Uma das vantagens é a possibilidade de ter um número muito maior de microcabos compartilhados.

Segundo Gilberto Giasseti, sócio da Porto Seguro Cortes e Furos, a abertura de uma microvala é cerca de 50% mais barata do que uma obra convencional com a mesma finalidade. Há, ainda, outras vantagens no uso das microvalas. “As obras são rápidas, não atrapalham o trânsito nas vias, envolvem poucas pessoas e têm pouco impacto na vida cotidiana. Em um dia, somos capazes de realizar 200 a 300 metros de obras, completas, finalizadas, com acabamento. Não é necessário recapear a via inteira, como em obras tradicionais”, esclarece Giasseti. Entretanto, segundo ele, ainda falta estabelecer padrões e protocolos.

A engenheira de Vendas da Dura-line, Evelyn Vieira, lembrou que as microtecnologias vêm tendo boa aceitação pelas prefeituras. “A situação da rede aérea em cidades como São Paulo é um caos e o poder público vem tentando solucionar a situação. Estive recentemente conversando com o secretário de Obras do município e a solução foi vista com bons olhos por ele.”

Desde o início do ano, a Abranet vem buscando soluções ajudar na organização e na expansão das redes de telecomunicações que são suporte para a conectividade de internet, principalmente nas cidades em que a infraestrutura convencional está saturada. A entidade já organizou workshops com as concessionárias AES Eletropaulo e CPFL Paulista para encontrar conjuntamente soluções, de forma que os pequenos e médios operadores de telecomunicações possam atuar dentro do regramento legal.

“Um ponto importante e que sempre levamos em consideração nessas iniciativas é conseguir fazer com que a ocupação dos pontos abrigue o maior número possível de empresas, e que precisamos pensar cada vez mais no compartilhamento”, ressalta Eduardo Parajo, presidente da Abranet. “Esta discussão no Futurenet, com três empresas que operam com microtecnologias, é mais um passo neste sentido.”

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Por Acadêmica
Biometano da vinhaça pode suprir 16,6% da demanda por gás natural em São Paulo
Substituição dos combustíveis fósseis usados nas usinas de açúcar e álcool
 por biometano teria também a vantagem de evitar 5,48% daemissões de gases de efeito estufa do estado.

Em estudo publicado recentemente no Journal of Cleaner Production, pesquisadores do Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) revelaram os resultados de uma investigação sobre tecnologias de processos de purificação para remoção de contaminantes do biogás.

Eles criaram um modelo para avaliar o rendimento do processo de limpeza do gás e estimaram que, na conta “líquida” (ou seja, após a remoção de contaminantes), poderiam ser produzidos 1,975 bilhões de Nm³/ano debiometano a partir da vinhaça da cana-de-açúcar em São Paulo, suprindo 16,6% do consumo de gás natural de todo o estado. Além disso, a substituição do gás natural e do óleo diesel nas usinas de açúcar e álcool poderia evitar o lançamento de 3,965 milhões de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera, o que equivale a 5,48%daemissões do estado.

Liderado pela professora Suani Coelho, que coordena um dos quase 50 projetos do RCGI, o grupo analisou as principais tecnologias de purificação utilizadas para retirada de contaminantes do biogás, tais como H2S (Sulfeto de Hidrogênio) e CO2(Dióxido de Carbono). São elas: lavagem com água, lavagem com amina, absorção física, PSA (pressure swing adsorption), separação com membranas e separação criogênica (na qual se coloca a mistura gasosa em temperaturas criogênicas para liquefação do CO2, que ocorre antes da liquefação do CH4, e assim se consegue separar um do outro). As duas últimas são tecnologias muito novas.

“Há um número grande de tecnologias disponíveis para realizar estes processos, o quepode ser uma barreira para desenvolvedores de políticas e planejadores energéticos estimarem rapidamente, com poucas incertezas e precisão satisfatória, potenciais debiometano levando em conta normas e padrões estabelecidos por órgãos reguladores”, explica Caio Joppert, o primeiro autor do estudo.

Segundo ele, a ideia foi facilitar o trabalho dos tomadores de decisão e planejadores, criando um modelo que conseguisse estimar quanto gás estará disponível para uso depois da limpeza (em termos de volume) e qual é o conteúdo energético (poder calorífico) desse combustível.

“Esses parâmetros podem variar consideravelmente de acordo com a tecnologia utilizada, pois cada tecnologia é como se fosse uma caixinha preta, por assim dizer. O que sabemos é que nunca haverá purificação total do metano de outros gases e vapores que compõem o biogás. E é comum que haja uma perda de metano nesses processos de separação.”

Joppert, que é engenheiro químico e cursa o mestrado no Instituto de Energia e Ambiente da USP (IEE/USP), afirma que os parâmetros de perda de metano são muito bem fundamentados na literatura. “Esse parâmetro de perda influencia a quantidade de gás no final do processo de separação, o teor de metano que esse gás terá… E é algo que acaba não sendo levado em conta pelos planejadores energéticos e desenvolvedores de políticas públicas”, alerta.

De acordo com ele, o Brasil está estipulando agora as normas para injeção debiometano na rede. “Seria um momento oportuno para apresentar a metodologia aos tomadores de decisão e planejadores, algo que o grupo pretende fazer.”

 Sobre o RCGI: O FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI) é um centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Shell. Conta com cerca de 200 pesquisadores que atuamem 45 projetos de pesquisa, divididos em quatro programas: Engenharia; Físico/Química; Políticas de Energia e Economia; e Abatimento de CO2. São projetos que visam reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa (GEEs), em especial oCO2.

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Trabalho de pesquisador do FoRC ganha prêmio internacional

Pôster sobre diversidade genética e resistência antimicrobiana de Salmonella spp, isolada de abatedouros de frangos no Brasil, foi o melhor entre 461 trabalhos apresentados em congresso.

O doutorando Daniel Monte, do Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Alimentos da Universidade de São Paulo (USP) e vinculado ao Centro de Pesquisa em Alimentos (Food Research Center – FoRC), ganhou o prêmio de melhor trabalho apresentado por um jovem pesquisador (developing scientist) na forma de pôster no FoodMicro 2018, importante congresso internacional da área de microbiologia de alimentos, realizado entre 3 e 6 de setembro, em Berlim, Alemanha.

Ele apresentou o pôster “The Changing Edipemology of Salmonella enterica: Distribution of Serotypes Among 2000 to 2016 in Brazil”, resultado de seu doutorado. Ele é orientado pela professora Mariza Landgraf, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF/USP), também integrante do FoRC, com o suporte da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Parte de sua pesquisa foi desenvolvida na North Caroline State University (NCSU), EUA, no laboratório da Dra. Paula Fedorka-Cray.

Seu projeto de doutorado estudou diversidade genética, genes de virulência e resistência antimicrobiana da Salmonella spp isolada de abatedouros de frangos no Brasil. O sequenciamento do genoma de todas as cepas isoladas confirmou o predomínio da Salmonella Heidelberg sobre os demais sorotipos encontrados nas aves do Brasil, ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos. Outro resultado importante e preocupante é que 100% delas apresentaram resistência aos antibióticos testados, demostrando a importância do estudo para a saúde pública e a necessidade do desenvolvimento de novas estratégias para a mitigação desse patógeno nos abatedouros.

O FoodMicro é um evento bianual organizado pela International Commission on Food Microbiology and Hygiene (ICFMH), sempre em algum

país da Europa. Em 2018, foram submetidos 530 resumos, sendo aceitos 461. Uma comissão de especialistas da ICFMH selecionou os cinco melhores e os finalistas foram avaliados durante o FoodMicro 2018. Os três primeiros colocados foram anunciados na sessão de encerramento do Congresso. O primeiro ganhou um prêmio no valor de 500 euros e um certificado.

Daniel Monte já recebeu vários outros prêmios. Há dois anos, no FoodMicro 2016, realizado em Dublin, na Irlanda, foi contemplado com o terceiro lugar no prêmio jovem pesquisador, e em 2018, recebeu o prêmio Student Travel Award, da International Association for Food Protection (IAFP), que custeou sua participação no congresso IAFP Annual Meeting 2018, realizado em Salt Lake City, Utah, EUA.

Sobre o FoRC – Criado em 2013, o FoRC é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Reúne equipes multidisciplinares de diferentes instituições de pesquisa do Estado de São Paulo: USP, UNICAMP, UNESP, Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). Suas linhas de pesquisa estão estruturadas em quatro pilares: Carboidratos, Alimentos e Saúde; Biodiversidade Alimentar, Compostos Bioativos e Saúde; Micróbios nos Alimentos: riscos e benefícios; e Tabela Brasileira de Composição Alimentar. Além de realizar pesquisas e promover a transferência de tecnologias e novos conhecimentos para a sociedade, o FoRC também realiza atividade de difusão do conhecimento científico.

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Conferência sobre gás ressalta projetos de uso e aproveitamento do CO2

“Vender” CO2 abatido da atmosfera em forma de outros combustíveis ou de insumos químicos para a indústria pode mudar nossa visão sobre o carbono e ajudar a reduzir emissões.

Uma das tendências das tecnologias de abatimento de carbono atuais é converter o CO2 em produtos que possam ser utilizados novamente, o que é chamado de Carbon Capture and Utilization (CCU). Diversos projetos do Fapesp Shell Reserach Centre for Gas Innovation (RCGI) com esse objetivo serão apresentados durante a III Sustainable Gas Research Innovation, que acontece nos dias 25 e 26 de setembro, em São Paulo. Eles visam, por exemplo, obter produtos de valor agregado a partir da hidrogenação do CO2; ou retirar o CO2 da atmosfera com uma célula de fotocatálise e transformá-lo em um produto útil para a indústria; ou ainda integrar centrais termoelétricas com tecnologias de conversão de CO2 para mitigação de emissões de gases de efeito estufa (GEEs). Pesquisadores do RCGI já listaram mais de 140 produtos que podem ser obtidos com base em CO2.

“Em minha opinião, se conseguirmos produtos originados do CO2 com um balanço econômico e energético positivo, as políticas ambientais com relação ao CO2 poderão mudar. Com a existência de tecnologia prática para abater carbono, quem detiver essas tecnologias vai forçar os que não têm a pagar cotas de emissão de CO2. Imagino que o horizonte dessas mudanças seja de uns 20 anos, a partir de agora”, afirma o químico Pedro Vidinha, um dos pesquisadores do time do RCGI.

Segundo ele, há dois caminhos para o aproveitamento do CO2: gerar combustíveis ou gerar químicos. No caso dos combustíveis, fecha-se o ciclo do carbono (pois eles serão queimados novamente, e o CO2 será recapturado, e assim por diante). No caso dos químicos, é preciso chegar a substâncias para as quais exista demanda na indústria como, por exemplo, a ureia.

Junto a oito pesquisadores, Vidinha está tentando reduzir o CO2 e obter alcoóis como o metanol, o etanol e até o butanol, com o uso de hidrogênio como reagente e de catalisadores bastante eficazes, compostos de metal e ligantes

orgânicos. “Já conseguimos produzir butanol, o que é fantástico, pois passamos de uma substância com um átomo de carbono (CO2) para uma com quatro átomos de carbono (C4H10O). É possível, por exemplo, obter buteno a partir dele, um processo industrial já estabelecido. Conseguindo chegar ao butanol a partir do CO2 pode-se pensar numa indústria de polímeros à base de CO2”, completa.

Diferencial – O químico explica que a maioria dos processos que visa o aproveitamento do CO2 implica em utilização de altas temperaturas, mas ele e sua equipe conseguem produzir metanol, etanol e butanol praticamente à temperatura ambiente. “No estado da arte atual, o processo em mais baixa temperatura que vi exigia entre 150o C e 180o C. Nos nossos processos, definimos que trabalharíamos com uma temperatura de 40o C e desenvolvemos catalisadores para isso.”

Entretanto, os metais usados pela equipe para fazer os catalisadores são caros, quando não, raros. “Usamos o irídio e o ródio. Com o irídio, conseguimos obter o butanol e, com o ródio, o metanol e o etanol.”

De acordo com Vidinha, há algumas dezenas de compostos que podem ser obtidos somente a partir do CO2. “Mas, se pensarmos em partir de outra molécula e incorporar o CO2, pode haver centenas de reações diferentes. Podemos ter iniciativas de carbon storage, quando o CO2 é introduzido em outra molécula, mas também de carbon utilization, quando essa molécula é utilizada para alguma coisa.”

Ele cita o isopropanol, o butanol, o, o ácido fórmico, o ácido acético, entre outros, como produtos que têm valor de mercado e podem ser obtidos a partir do CO2. “Os produtos mais valiosos seriam o butanol, ou outros álcoois de cadeia longa… Quanto maior o número de átomos de carbono, melhor.”

Serviço: A III Sustainable Gas Research Innovation (SGRI) acontece nos dias 25 e 26 de setembro, no Auditório do CDI/USP (Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 310, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo). O evento é organizado pelo Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) e pelo Sustainable Gas Institute (SGI).

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Ciências e tecnologia de alimentos da USP se destacam em rankings internacionais

Universidade foi ranqueada em 7º lugar na área de Ciências e Tecnologia dos Alimentos pelo Global Ranking of Academic Subjects e ficou na 4ª posição na área de Ciências Agrícolas pelo NTU Ranking

Dois rankings universitários anunciados recentemente mostram que a USP vem se destacando em áreas relacionadas a alimentos – objeto do trabalho do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC – Food Research Center). O FoRC reúne pesquisadores de diversas unidades da USP, como a Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF); a Escola Politécnica (EP), a Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), a Faculdade de Saúde Pública (FSP) e a Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz (ESALQ). Divulgado em julho, o Global Ranking of Academic Subjects, da consultoria chinesa Shanghai Ranking, classificou mais de 4 mil universidades em 54 áreas de concentração. A USP foi ranqueada em 7º lugar na área de Ciências e Tecnologia dos Alimentos, em 11º lugar nas Ciências Agrícolas, em 25º lugar nas Ciências Veterinárias e em 34º na área de Biotecnologia. No início de agosto, o Performance Ranking of Scientific Papers for World Universities 2018, conhecido como NTU Ranking, divulgou sua avaliação por áreas de concentração e colocou a USP na 4ª posição na área de Ciências Agrícolas e 14ª em Ciência de Plantas e Animais.

“O trabalho dos pesquisadores da USP em áreas como ciência dos alimentos, engenharia de alimentos e ciências agrícolas com certeza está contribuindo para elevar o desempenho da própria Universidade na classificação geral dos levantamentos”, afirma Bernadette Dora Gombossy de Melo Franco, diretora do FoRC. Ela cita como exemplo o impacto das publicações do FoRC. Ao todo, a instituição contabiliza 241 artigos publicados desde 2013, quando o FoRC iniciou suas atividades, com predominância de publicações nos periódicos científicos avaliados como Top 10 na área.

“Quando mensuramos o impacto de citações, ponderado por campo de conhecimento, o FoRC também tem uma boa performance, atingindo quase 2,00. Esse indicador aponta como o número de citações recebidas por publicações de uma instituição se compara com o número médio de citações recebidas por todas as outras publicações similares. Um impacto acima de 1,00 indica que as publicações foram citadas mais do que seria esperado com base na média mundial de publicações semelhantes daquela área do conhecimento”, explica Eduardo Purgatto, diretor-executivo do FoRC. Impacto – O Global Ranking of Academic Subjects é uma vertente do Academic Ranking of World Universities (ARWU), publicado desde 2003 pela Shanghai Jiao Tong University e considerado um dos precursores dos rankings de universidades. Nele são analisados dados das bases Web of Science e InCites, levando em consideração cinco indicadores: número de artigos publicados; impacto dos artigos indexados no Science Citation Index; extensão da colaboração internacional; número de artigos publicados em revistas de impacto; e número de docentes premiados internacionalmente. Desde 2009, o ranking também classifica as áreas de concentração. Nesta última edição, a USP manteve o desempenho do ano passado e ficou entre as 200 melhores do mundo, sendo a latino-americana mais bem colocada no ARWU.

Já o NTU Ranking, lançado pela Universidade Nacional de Taiwan, avalia e classifica a produção científica de 800 universidades no mundo todo, tendo como base três critérios: produtividade (que representa até 25% da pontuação), impacto (35%) e excelência da pesquisa (40%). O NTU publica uma classificação geral, classificações por seis campos e por 14 temas selecionados. A USP manteve-se entre as 200 melhores nos seis campos avaliados: Agricultura (14ª posição), Ciências da Vida (50ª), Medicina (70ª), Ciências Naturais (75ª), Ciências Sociais (116ª) e Engenharia (174ª).

Sobre o FoRC – Criado em 2013, o FoRC é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Reúne equipes multidisciplinares de diferentes instituições de pesquisa do Estado de São Paulo:

USP, UNICAMP, UNESP, Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). Suas linhas de pesquisa estão estruturadas em quatro pilares: Carboidratos, Alimentos e Saúde; Biodiversidade Alimentar, Compostos Bioativos e Saúde; Micróbios nos Alimentos: riscos e benefícios; e Tabela Brasileira de Composição Alimentar. Além de realizar pesquisas e promover a transferência de tecnologias e novos conhecimentos para a sociedade, o FoRC também realiza atividade de difusão do conhecimento científico.

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Políticas públicas têm papel central na formação para o trabalho em um mundo digital

No 7º Diálogo Brasil-Alemanha de Ciência, Pesquisa e Inovação, realizado nos dias 30 e 31 de outubro, em São Paulo, pesquisadores apresentaram diferentes perspectivas de como lidar com o impacto da digitalização sobre o trabalho. Em comum, uma certeza: Estado deve definir uma agenda de prioridades para que a perda de empregos seja a menor possível.

Entre muitas projeções e dúvidas sobre quais serão as áreas mais afetadas com a perda de postos de trabalho ou que tipo de ocupações irão “sobreviver” em um mundo digital, um ponto ficou muito claro nas discussões entre os especialistas que participaram do 7º Diálogo Brasil-Alemanha de Ciência, Pesquisa e Inovação: é preciso preparar os cidadãos para viver e trabalhar em um mundo digitalizado e grande parte dessa incumbência cabe ao Estado, por meio de políticas públicas.

Organizado pelo Centro Alemão de Ciência e Inovação São Paulo (DWIH São Paulo) em conjunto com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) nos dias 30 e 31 de outubro, em São Paulo, o evento reuniu 15 especialistas, do Brasil e da Alemanha, de diversas áreas, com mais de 150 participantes.

Já na abertura do evento o presidente da FAPESP, Marco Antônio Zago, enfatizou que as mudanças globais, resumidas sob a denominação de mundo digital, representam enormes desafios para governos, indústrias, empresas, sistemas educacionais e universidades. E o desafio é multiplicado pelo fato de que as mudanças ocorrem em grande velocidade. “A demanda exige investimentos significativos e um mix de conhecimento, expertise e estratégias, que só podem ser alavancados pela combinação de recursos públicos, universidades e empresas interessadas nas soluções”, afirmou.

Para Martina Schulze, diretora do DWIH São Paulo, é preciso assegurar crescimento econômico, bem-estar social e novas oportunidades de negócios. Schulze citou uma pesquisa divulgada recentemente na Alemanha segundo a qual

30% dos trabalhadores dizem achar que seus empregos serão substituídos por uma máquina nos próximos 30 anos. “Mas quais empregos estão sob ameaça e quais as habilidades necessárias para sobreviver nesse mundo? Temos ouvido falar de profissões inéditas, como Sustainable Manager, Data Miner, Online Reputation Manager, só para citar algumas”, disse.

No entanto, ponderou ela, cinco especialistas presentes no evento afirmam que o potencial de automação do trabalho é exagerado. “Eles explicam que as máquinas poderão assumir certas tarefas em diferentes tipos de trabalho, mas não todas. E que a digitalização está modificando os empregos, e não os substituindo. Eles creem que essa mudança deve ser moldada e propõem algumas ideias sobre como as principais ameaças tecnológicas serão formatadas e como lidar com elas.”

Na opinião do cônsul geral da República Federal da Alemanha em São Paulo, Axel Zeidler, a digitalização é um fenômeno mundial e já impacta sensivelmente o trabalho, a vida diária, o ensino e muitas outras áreas. “A meu ver, uma das questões centrais desse debate muito oportuno é a seguinte: como os indivíduos, as empresas, os governos e outros atores institucionais poderão operar com segurança num mundo digital? Um outro ponto importante é que a sociedade tem de tomar cuidado para não excluir aqueles que não conseguem ou não podem acompanhar essas tendências”, ressaltou.

Ao longo dos dois dias de evento, essas questões foram abordadas sob diferentes perspectivas pelos pesquisadores com a participação da audiência por meio de um app, novidade no Diálogo deste ano que permitiu à plateia interagir com os palestrantes, enviando perguntas e participante de enquetes interativas. A cada final de sessão, uma questão era lançada aos presentes, que podiam votar nas respostas. À primeira delas – sobre quem deveria ser o ator principal na preparação da sociedade para viver e trabalhar na era da digitalização – 53% dos participantes responderam “o governo”; 23% responderam “as empresas” e 13% responderam “outros”.

Muitos desafios pela frente – Um dos keynote speakers do evento, o professor Hartmut Hirsch-Kreinsen, da TU Dortmund, acredita que não haverá perdas dramáticas de postos de trabalho, mas uma mudança nos empregos em

diferentes setores, a longo prazo: uma modificação nas qualificações e habilidades requeridas. “Há dois grandes desafios para a transformação do trabalho: em primeiro lugar, uma divergência numérica entre as perdas de emprego a curto prazo e a criação de novos empregos a longo prazo. Em segundo, uma divergência entre os perfis das habilidades requeridas pelas tarefas substituídas e os perfis de habilidades requeridas pelas tarefas recém-criadas.”

Segundo ele, isso cria uma lacuna considerável entre aqueles que perdem seus empregos e as habilidades que serão necessárias no futuro, levando-se em conta o número de empregos. “Esse gap é uma forte justificativa para medidas intensivas de treinamento e desenvolvimento de competências em todos os níveis de habilidade”, disse Hirsch-Kreinsen.

Nesse sentido, por duas vezes ele ressaltou o papel crucial das políticas públicas, no sentido de endereçar os desafios econômicos e sociais trazidos pelo ambiente da digitalização. “Elas devem incentivar a cooperação interdisciplinar entre empresas, universidades, instituições científicas e políticas, associações, sindicatos e a sociedade civil para promover a indústria 4.0. Têm também o papel de respaldar a transferência da visão da indústria 4.0 para as empresas, às vezes muito resistentes a mudanças em seu modo de operação. E devem ainda estimular a transferência de conhecimento de empresas ‘high-tech’ para as ‘low-tech’ – especialmente para as pequenas e médias empresas.”

Além dessas atribuições, defende o professor, os governos devem iniciar um debate com a sociedade sobre os desafios da indústria 4.0 e cuidar para desbloquear o potencial tecnológico de uma maneira que beneficie a sociedade como um todo.

“Em meu país, o Estado historicamente teve um papel fundamental no estabelecimento de uma agenda de prioridades e de políticas de pesquisa e desenvolvimento. Tanto que lançou a Plataforma Indústria 4.0, que visa identificar as tendências e desenvolvimentos relevantes no setor manufatureiro e combiná-los para produzir um entendimento comum da indústria 4.0”, respondeu Hirsch-Kreinsen, quando perguntado sobre qual o setor que lidera a transição para a digitalização em seu país. Ele é membro do conselho científico da Plataforma

Indústria 4.0. “Entendo que o estabelecimento de uma agenda também deve envolver as empresas e os sindicatos, pois são parceiros e forças influenciadoras.”

Dados discrepantes e preocupantes – Para Glauco Arbix, pesquisador do Observatório da Inovação da Universidade de São Paulo (USP), outro keynote speaker do evento, o fato dessas tecnologias serem muito iniciais, não terem completado ainda seu ciclo de maturação, significa que há muita dificuldade para mensurar o real impacto delas. Ele citou como exemplo previsões para os Estados Unidos de diversas fontes. “Os dados disponíveis são discrepantes, há estudos que preveem a extinção de milhões e milhões de postos de trabalho; outros indicam que a geração de empregos será suficiente para compensar os que foram fechados”, disse ele, cuja apresentação foi baseada em boa parte numa pesquisa sobre indústria 4.0 desenvolvida pelo Observatório da Inovação com a participação de mais de 40 pesquisadores.

No caso do Brasil, Arbix não é otimista. “Claro, nós não somos muito otimistas, porque os dados não são bons, apesar de serem parciais”, disse. “No fundo, o que nós temos que olhar é o desenvolvimento das tecnologias no mundo por causa da integração global, porque quando ocorrem mudanças em determinado país, elas afetam outros países”, acrescentou. O Brasil, segundo ele, pode ser beneficiado por causa de seu ‘atraso’ em termos de tecnologia, de robótica, de automação das empresas, mas corre o risco de ficar na franja deste processo.

Ele ressaltou que o Estado terá um papel importante para abrir novas oportunidades e tentar mitigar os efeitos negativos desta mudança. “Há sempre tempo para se reordenar, de se reinventar”, disse ele, destacando três aspectos essenciais a serem priorizados nas políticas públicas: educação, maior proteção social e mercados competitivos.

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Abranet e CPFL discutem ações conjuntas para a reorganização das redes

Após workshop com engenheiros da companhia, será criado um grupo de trabalho com o objetivo de encontrar soluções que atendam às necessidades tanto da concessionária como de provedores.

No último dia 30, em Campinas (SP), cinco engenheiros da CPFL Paulista se reuniram com a diretoria da Associação Brasileira de Internet (Abranet) e 80 provedores para discutir ações conjuntas na reorganização da rede. No evento, ficou decidido que será criado um grupo de trabalho, com representantes da CPFL e da Abranet, para avançar nas discussões e buscar soluções que atendam às necessidades tanto da concessionária como dos provedores.

“Um ponto importante para nós é conseguir fazer com que a ocupação dos pontos abrigue o maior número possível de cabos, o que poderá exigir novas tecnologias, como microdutos e microcabos”, disse o presidente da Abranet, Eduardo Parajo. Ele também enfatizou a necessidade de se atentar para a questão da segurança, como, por exemplo, a capacitação e cerificação dos cabistas.

No evento, os provedores também apresentaram aos engenheiros da CPFL alguns dos problemas que têm em relação à ocupação regular dos postes – desde dificuldades técnicas, operacionais, até contratuais.  “Tudo o que está sendo colocado aqui será avaliado pela CPFL”, disse Luiz Sebusiane, engenheiro que atua na área regulatória da companhia. “Vocês têm conhecimento técnico, e é em cima disso que o pessoal da engenharia vai se debruçar para analisar”, acrescentou.

Por parte da CPFL, também foram relatados os principais problemas encontrados nos cabos. “Transgressão da faixa de ocupação, excesso de ocupações, cabos sem identificação, não acompanhamento de obras da concessionária, instalação irregular de caixa de emendas e reserva técnica, e erro na distância do condutor em relação à rede elétrica ou do solo são as principais”, listou o engenheiro Daniel Marques Desiderio.

A CPFL Paulista, que atua em 234 municípios do interior do Estado de São Paulo, também informou que contratou uma empresa para a fiscalização das redes. “Toda a irregularidade será notificada e isso será atualizado em nossa base”, disse. “Em cerca de 30 dias, a empresa começará a fazer essa fiscalização”, disse Desiderio.

Além disso, a companhia poderá replicar em outros municípios a operação ‘faxina’ que foi realizada na cidade de Bauru.  O projeto foi implantado em uma das zonas da cidade e já teve concluída sua primeira etapa que resultou na retirada de 230 km de cabos e fios mortos ou clandestinos e na regularização dos provedores que mantém acordo com a concessionária, mas que atuavam fora dos limites do contrato. “O próximo passo será iniciar a fase de agrupamento e compartilhamento dos pontos”, disse Wilson José Martins, um dos engenheiros que atuou no projeto.

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Especialistas debatem como preparar mão de obra para a era da digitalização

Sensores, conectividade e digitalização não são os únicos atributos da indústria 4.0. O novo estilo de produção de bens, ainda em evolução, traz novas exigências de habilidades da mão de obra nesse sistema de manufatura. Nesse contexto, Bernd Dworschak, pesquisador do Instituto Fraunhofer de Engenharia Industrial IAO, em Stuttgart, na Alemanha, trabalha com dois cenários futuros – e extremos. Um deles é classificado como cenário da automação: segundo essa hipótese, uma parte crescente das decisões será feita pela tecnologia.

“Isso restringiria ainda mais o espaço para escolhas humanas autônomas e alternativas de ação”, comenta Dworschak sobre o cenário. “Em um sistema cada vez mais automatizado, as pessoas só precisariam intervir em casos de incidentes. Por outro lado, os funcionários com uma qualificação mais baixa e média não precisariam mais desenvolver as habilidades necessárias”, argumenta.

A segunda hipótese é chamada de cenário de especialização: a tecnologia é usada para apoiar a tomada de decisão humana e, portanto, a resolução de problemas. Em comparação com o cenário de automação, a equipe de produção – pelo menos com nível médio de qualificação – participa das decisões o que, portanto, exigiria requisitos mais diversificados.

No cenário de automação, as tarefas a serem assumidas por pessoas vão demandar profissionais altamente qualificados. “Já no cenário de especialização, as interfaces humano-tecnológicas são projetadas de tal forma que, além dos altamente qualificados, pelo menos os especialistas de nível médio poderão interagir com a tecnologia”, exemplifica Dworschak.

Esses cenários de adequação da mão de obra na era digitalização estarão em discussão no 7º Diálogo Brasil-Alemanha de Ciência, Pesquisa e Inovação, que será realizado nos dias 30 e 31 de outubro, em São Paulo. O evento, que contará com apresentações de pesquisadores do Brasil e da Alemanha (entre eles, Dworschak), é organizado pelo Centro Alemão de Ciência e Inovação São Paulo (DWIH São Paulo) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

Competências – Segundo Dworschak, a capacidade de selecionar, editar e interpretar dados e informações corretamente é um dos requisitos mais essenciais da era 4.0 sob o cenário da especialização. Na Alemanha, pelo menos, a maioria das empresas parece não ter explorado totalmente o potencial de automação por enquanto. A opção mais comum tem sido a automação parcial.

Segundo os estudos feitos pelo IAO, independentemente do setor de atuação, certas competências serão essenciais para os profissionais, como habilidades interdisciplinares de comunicação e cooperação. Além disso, conhecimentos dos processos digitais serão fundamentais. “Os requisitos técnicos abrangem um amplo campo de conhecimento e habilidades em mecânica e eletrônica, tecnologia de microssistemas, automação e TI de produção e, acima de tudo, sua integração”, adiciona Dworschak.

Digitalização para todos – Para a pesquisadora Monika Hackel, diretora do Departamento de Regulação da Educação e Formação Profissional do Instituto Federal de Educação Profissional (BIBB), em Bonn, e outra palestrante do evento, é importante que a transição ocorra sem deixar ninguém para trás.

“Trabalhamos com um plano legal para apoiar grupos-alvo específicos no sistema, com foco na formação de pessoas com deficiência no contexto da digitalização”, comenta Hackel sobre o sistema alemão. “A digitalização precisa trazer também benefícios para esses grupos e contar com apoio das empresas em treinamento”, complementa.

O sistema de formação dual, em que o estudante faz estágio prático numa empresa enquanto aprende teoria numa instituição de ensino, oferece também apoio para grupos especiais, como flexibilidade na duração do estágio, dependendo da dificuldade do aluno. O objetivo é oferecer uma formação profissional, com reconhecimento nacional, e empregabilidade.

Dados do mercado de trabalho alemão mostram que, dentre as empresas que participam do sistema dual de ensino, grande parte delas emprega estudantes com deficiência de aprendizagem. Por outro lado, para muitos setores ouvidos pelo BIBB, as tecnologias digitais trazem mais dificuldades que oportunidades para pessoas com deficiência – é o que indicaram empresas do ramo de agricultura, operadores de máquinas têxteis, construção civil pesada, por exemplo.

Na análise de Hackel, o avanço da digitalização demanda também apoio técnico para permitir a integração de diferentes grupos que apresentam algum tipo de deficiência. “Acessibilidade e uso de ambientes virtuais com interfaces que facilitem o uso no local de trabalho, mais pesquisas e desenvolvimentos para soluções especiais nas áreas de reconhecimento de voz, realidade virtual, simulações, abordagens de banco de dados”, cita alguns exemplos.

 

Serviço: O 7º Diálogo Brasil-Alemanha de Ciência, Pesquisa e Inovação será realizado no auditório da FAPESP localizado em sua sede, em São Paulo (R. Pio XI, 1500 – Alto da Lapa) no dia 30 de outubro das 14h30 às 17h e no dia 31 de outubro das 8h30 às 17h. Veja neste link (http://bit.ly/dialogo-program) a programação. Inscrições neste link: http://bitly.com/dialogo-brasil-alemanha

 

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