Comissão de Apoio à Comunidade do ICB-USP auxilia alunos, professores e funcionários em conflitos  

 

A CAC-ICB conta com psicólogas e psicanalistas voluntárias que atendem pessoas da comunidade do ICB em situações de fragilidade. Desde janeiro de 2018, foram atendidas 148 pessoas vinculadas ao instituto.

 

Em novembro de 2017, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) criou a Comissão de Apoio à Comunidade (CAC), com o intuito de auxiliar no cuidado da saúde mental de todos os integrantes da unidade. Desde então, a comissão atua voluntariamente no incentivo à empatia e à comunicação entre professores, alunos e funcionários, e na prevenção e preocupação com pessoas com conflitos.

A CAC é coordenada pelo professor Paulo Abrahamsohn e pelas professoras Silvana Chiavegatto e Dânia Emi Hamassaki. Atualmente, conta com 11 membros – entre eles, a psicóloga Margareth Labate, que realiza a maior parte dos atendimentos com a psicanalista Nancy Rebouças. Um dos compromissos principais da comissão é manter sigilo sobre os agendamentos efetuados pelas pessoas interessadas, de modo a garantir sua segurança e privacidade. “As consultas podem ser agendadas por e-mail e apenas um membro da CAC possui a senha de acesso”, garante o coordenador Abrahamsohn.

De janeiro de 2018 a junho de 2019, foram atendidas 200 pessoas, sendo 148 do ICB, 34 de outras unidades e 18 pessoas externas à USP. A maioria (65%) foi atendida em até três sessões, 20% realizou entre quatro e seis sessões, 6% entre sete e nove sessões e 9% a partir de 10 sessões. Entre os atendidos do ICB, 27% são alunos de Doutorado, 24% alunos de Mestrado, 19% da graduação, 18% funcionários, 7% pós-doutorandos e 5% docentes. Entre os alunos de graduação, 75% estão no 1º ou 2º ano de seu curso.

Em uma pesquisa realizada com 32 indivíduos atendidos, todos confirmaram que recomendariam o atendimento da CAC a outras pessoas e 31 descreveram as atividades da CAC como muito importantes para a comunidade.

Suporte coletivo – Além dos atendimentos, a CAC também visa incentivar a comunicação entre as pessoas e já realizou uma série de ações com essa finalidade, como palestras de desenvolvimento pessoal. Em 2018, a comissão promoveu uma grande campanha dentro do ICB para o Setembro Amarelo e, durante todo o mês, a psicóloga Margareth Labate realizou plantão na unidade.

Segundo o professor Paulo Abrahamsohn, a constante pressão e as múltiplas atividades presentes no ambiente universitário, tanto para os alunos quanto para os docentes, dificulta a comunicação entre os indivíduos. “Uma frase que eu sempre digo para os alunos é: ‘existe vida fora dos laboratórios e fora das salas de aula’. É importante aprender a gerenciar as atividades do dia a dia e promover o convívio social”, ressalta.

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