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Monthly Archives: dezembro 2019

ABRANET é contra a discussão e regulação do vídeo sob demanda pela Ancine

Entidade alerta também que a intenção da Ancine de implementar regulamentação similar ao modelo utilizado para a TV por assinatura e definir tributação sobre esse segmento parte de premissa equivocada.

As empresas de internet, representadas pela Associação Brasileira de Internet (Abranet), alertam para o risco de ampliação da regulação do mercado de audiovisual, especialmente no caso dos vídeos sob demanda. Segundo aponta a entidade, a intenção da Agência Nacional de Cinema (Ancine) de regular a atividade em modelo similar ao utilizado para TV por assinatura e definir uma nova tributação sobre esse segmento parte de uma premissa equivocada: o vídeo sob demanda não é um novo elemento no contexto do audiovisual, mas, sim, o mesmo mercado de ‘locação de vídeos’ ou de ‘vídeo doméstico’ que já existia. O que mudou foi a plataforma tecnológica. Não há necessidade de regulação ou de nova tributação.

A Abranet também questiona o papel da Ancine em levantar essa discussão, sem as determinações legais oriundas dos poderes Executivo e Legislativo. “A proteção aos direitos autorais de obras audiovisuais são o foco da legislação vigente e este também deveria ser o foco da Ancine”, diz o documento enviado como contribuição à consulta pública da Ancine sobre o tema.

Para a Abranet, o texto erroneamente infere que, por se tratar de dados transferidos por meio de redes de dados, o VOD se caracteriza um serviço de comunicação. “Certamente a afirmação não merece prosperar, ainda mais porque evolui em sua inferência para sugerir que as plataformas de Internet – YouTube, Vimeo, DailyMotion, FacebookWatch – seriam abarcadas pelo conceito de serviço de comunicação”, destaca a entidade.

A Abranet questiona a premissa que é necessário regular o que a Ancine trata como “conjunto complexo de serviços com organização flexível e sofisticada e forte presença internacional, que desafia os modelos regulatórios estruturados”.

Afinal, sustentam as empresas de internet, a presença internacional é uma característica conhecida do setor audiovisual. “Essa indústria funciona há dezenas de anos e nunca desafiou modelos regulatórios, porque estes nunca foram necessários”, diz a Abranet.

Para a entidade, “a proteção ao direito autoral é a base legal que tem possibilitado o funcionamento deste segmento com segurança para os produtores. A organização da disponibilização de obras audiovisuais sempre foi flexível para possibilitar que ao mercado acompanhar a evolução dos processos de disponibilização das obras audiovisuais”.

Vale lembrar que a evolução esperada para a TV por Assinatura seria a possibilidade de cada assinante criar sua própria seleção de canais e conteúdos, que é exatamente o que ocorre no vídeo sob demanda. Interferir no poder de escolha do cidadão nesse segmento é um desrespeito a nossa Constituição.

Dessa forma, a Abranet ressalta que “a ampliação dos meios para acesso a obras audiovisuais, entre outras aplicações, não pode ser justificativa para tentar regular esse mercado, sob o risco de estarmos tratando em breve dos audiovisuais ‘domésticos’ produzidos pelas pessoas e de contratar plataformas como o ‘YouTube’”.

Ao fim da contribuição, a Abranet adverte que o ‘caminho apontado pelo documento se assemelha ao engessamento promovido pela Lei do SeAC aos serviços de TV por assinatura, responsáveis por conflitos entre produtoras e distribuidores e que servem de desculpa para a interferência na atividade privada proposta no documento apresentado”. Também defende que a proposta da Ancine seja reformulada, após uma ampla discussão dos conceitos e premissas utilizados, discussão que deve ser pautada pelo Executivo.

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RCGI testa gás natural veicular em carro híbrido

Dados preliminares mostram que com o preço de um litro de gasolina o motorista rodaria quase o dobro da distância se usasse o GNV; equipe ainda vai testar o biometano no veículo.

Um grupo de pesquisadores do Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) está testando gás natural veicular (GNV) em um veículo híbrido movido a gasolina – os híbridos, além do motor a combustão, também possuem motor elétrico. Foram instalados dois tanques de gás, cada um com 7,5 m³, em um Toyota Prius. Um carro convencional faz 10 ou 11 km por litro de gasolina. Nos testes preliminares, o híbrido modificado pelos engenheiros fez 22 km por litro de gasolina. Já com o GNV, em circuito urbano, o veículo rodou cerca de 28 km com 1 m³ de gás natural.

“O Prius já tem um consumo muito baixo de gasolina, mas o consumo de GNV foi ainda menor”, comemorou o professor Julio Meneghini, diretor científico do RCGI e um dos integrantes do projeto. A economia para o motorista é grande.

O preço médio da gasolina na cidade de São Paulo atualmente é de R$ 4,15 por litro, segundo dados da ANP para o período entre 10 e 16 de novembro de 2019. O preço do GNV, para o mesmo período, é R$ 2,86 por m³. Ou seja: se o carro modificado pelos engenheiros for abastecido com gasolina, é possível fazer 22 quilômetros com R$ 4,15. Se ele for abastecido com GNV, o motorista pode chegar a 40 quilômetros rodados com os mesmos R$ 4,15 – quase o dobro da distância.

“Mas isso é na cidade, ambiente em que ele é mais eficiente. Na estrada ainda não testamos, mas sabemos que se exige muito do motor a combustão nesta condição, e o carro híbrido acaba tendo um rendimento mais parecido com o convencional”, ressalva o engenheiro Renato Romio, chefe do laboratório de motores de veículos do Instituto Mauá de Tecnologia e um dos responsáveis pelo projeto no RCGI.

“Um híbrido já tem uma eficiência geral melhor que o convencional”, complementa o engenheiro. Ele explica que a cada vez que se freia um carro convencional em uma descida, por exemplo, essa energia é desperdiçada. No híbrido, é possível recuperar a energia para ser usada em outro momento.

Romio afirma que, com o uso do GNV, na comparação com a gasolina, ganha-se duplamente. “Primeiro, por conta da eficiência do híbrido; e segundo, porque emite-se menos CO2 com o uso do GNV. Isso porque o metano, ao ser queimado, emite 15% menos CO2 do que a gasolina.” O metano é o principal componente do gás natural.

Já Meneghini chama a atenção para a autonomia do veículo modificad”, em circuito urbano. “Abastecendo os dois tanques de gás do veículo, mais o tanque de gasolina, que comporta cerca de 40 litros, é possível ter uma autonomia de mais de 1.100 km na cidade”, afirmou ele.

Os próximos testes envolverão ensaios mais robustos da medição do consumo de combustível, além da medição das emissões de CO2 e outros gases-estufa, e de poluentes. Os integrantes do projeto testarão ainda o uso do biometano nos tanques de gás, e de etanol no lugar da gasolina.

“O etanol emite 6% a menos de gases de efeito estufa do que a gasolina, para a mesma potência gerada. Recentemente, a Toyota lançou um Corolla híbrido flex. Arrisco dizer que este modelo, se abastecido com etanol, é o mais próximo que temos do ‘carro mais limpo do mundo’ atualmente, em termos de emissões de gases-estufa, considerando o ciclo de vida”, diz ele.

A equipe do projeto conta ainda com a participação dos professores Guenther C. Krieger Filho e Celma de Oliveira Ribeiro, ambos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP); Suani Coelho, do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE-USP); e, indiretamente, pesquisadores da equipe do Centro de Pesquisa em Engenharia Prof. Urbano Ernesto Stumpf, com sede no Instituto Mauá de Tecnologia, associado à da Poli/USP e ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

 

Sobre o RCGI: O FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI) é um centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Shell. Conta com mais de 320 pesquisadores que atuam em 46 projetos de pesquisa, divididos em cinco programas: Engenharia; Físico/Química; Políticas de Energia e Economia; Abatimento de CO2; e Geofísica. O Centro desenvolve estudos avançados no uso sustentável do gás natural, biogás, hidrogénio, gestão, transporte, armazenamento e uso de CO2. Saiba mais em: https://www.rcgi.poli.usp.br/pt-br/

 

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Conheça as 20 tecnologias mais promissoras do Instituto de Ciências Biomédicas da USP

Sensor para rastreamento de câncer de mama, biofármaco para tratamento de doenças autoimunes e nova terapia para melanoma são algumas das soluções que serão apresentadas no dia 12 de dezembro, em São Paulo.

Uma parceria entre o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e a Emerge, organização que apoia cientistas empreendedores no Brasil, resultou em um mapeamento das 20 tecnologias mais promissoras desenvolvidas por pesquisadores do instituto. Os trabalhos selecionados serão apresentados durante o Showcase de Biotechs dos Laboratórios do ICB-USP, no dia 12 de dezembro, às 17 horas, no Inovabra (Av. Angélica, 2529, Bela Vista – São Paulo). As inscrições são obrigatórias e gratuitas e podem ser realizadas neste site.

Voltado para empresas, o evento busca promover a cooperação entre academia e indústria. Foram selecionados projetos de pesquisa com base na maturidade tecnológica e no potencial de mercado. Grande parte dos estudos envolve novas perspectivas de diagnóstico e tratamento de doenças.

Entre as tecnologias que serão apresentadas, estão um sensor para rastreamento e diagnóstico de câncer de mama; um novo teste de diagnóstico da dengue; uma nova terapia alvo direcionada para melanoma, mama e sarcoma; um potencial biofármaco para tratamento de doenças autoimunes e uma estratégia para “ensinar” o sistema imune a reconhecer e combater células tumorais.

Serviço:

Showcase de Biotechs dos Laboratórios do ICB-USP

12 de dezembro, das 17h às 21h

Auditório do Inovabra (Av. Angélica, 2529, 10º andar , Bela Vista – São Paulo, SP). Inscreva-se aqui

Sobre o ICB-USP: Considerado uma das melhores instituições de nível superior do Brasil em sua área, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) é referência internacional em pesquisa básica e translacional. Nos seus mais de 150 laboratórios são desenvolvidos projetos de pesquisa de alta qualidade e impacto social em saúde humana e animal. Com seis programas de pós-graduação próprios e outros três programas multi-institucionais, o ICB tem uma equipe de 167 docentes e 266 técnicos administrativos e de laboratório, em associação com 113 pesquisadores pós-doutores e 819 alunos de pós-graduação. Seus docentes têm alta produtividade científica com cerca de 600 publicações anuais em periódicos com alto fator de impacto. O ICB representa a sexta unidade da USP em número de pedidos de patente depositados no INPI e está entre as três primeiras unidades de pesquisa no Estado de São Paulo com mais recursos captados junto à FAPESP.

Sobre a Emerge – Criada em 2017, a Emerge é uma organização cujo objetivo é fomentar a inovação de base científica no Brasil, impulsionando projetos da bancada até o mercado. Para isso, proporciona o acesso de grandes corporações à tecnologia desenvolvida em universidades e centros de pesquisa, oferecendo um mapeamento estratégico das pesquisas mais promissoras e apresentando-as em eventos para empresas.

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ATENDIMENTO À IMPRENSA Acadêmica Agência de Comunicação Assessoria de imprensa do Instituto de Ciências Biomédicas da USP (11) 5549-1863 / 5081-5237 Angela Trabbold – angela@academica.jor.br / (11) 99912-8331 Aline Tavares – aline@academica.jor.br (11) 3091-0874

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FoRC estuda transformar subprodutos da produção de alimentos em insumos de alto valor agregado

Pesquisadores buscam extrair ingredientes funcionais de resíduos da indústria alimentícia para enriquecer formulações já existentes ou gerar novos suplementos alimentares.

Resíduos da indústria de alimentos, geralmente destinados a atividades como adubação ou nutrição animal, podem ser transformados em ingredientes de alto valor agregado para acréscimo em diversas formulações de alimentos. Cientistas ligados ao Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC – Food Research Center) estão desenvolvendo pesquisas para aproveitar e agregar valor de diversos subprodutos e resíduos industriais, como os da laranja, maçã, uva, mamão, manga, papaia, chuchu e trigo. Trata-se de um material rico em compostos bioativos e substâncias benéficas ao organismo humano.

Outra linha de pesquisa dos pesquisadores é o aproveitamento de ingredientes oriundos de alimentos injuriados mecanicamente e rejeitados pelo mercado por sua aparência, mas que estejam em boas condições fitossanitárias. Neste caso são alimentos que possuem vitaminas, minerais e, também, fibras alimentares que podem diminuir a incidência de doenças crônicas não transmissíveis, por exemplo. “Quando armazenados de forma incorreta ou processados, e havendo subprodutos desse processamento, pode ocorrer perda de vitaminas e de compostos fenólicos, mas o mais importante é que as fibras alimentares continuam lá, porque elas dão estrutura aos vegetais. E podemos aproveitá-las”, explica o professor João Paulo Fabi, lembrando que os efeitos benéficos das fibras são reconhecidos por diversos estudos no mundo todo.

Segundo ele, durante o beneficiamento do trigo, 75% do que entra no processo se transforma em farinha e 25% em farelo, geralmente utilizado para ração animal. “O farelo é fonte de fibras alimentares, compostos fenólicos e proteínas. Todos estão fortemente interligados, fazendo com que ele seja bastante duro e dificultando a extração das substâncias com tratamento em água. Destaco dois polissacarídeos – os arabinoxilanos, que têm reconhecida ação probiótica; e

os betaglicanos, que têm ação imunomoduladora. No laboratório, fizemos modelos de tratamento usando alta temperatura, alguns tipos de ácidos e compostos básicos, e conseguimos extrair ambas as substâncias cinco vezes mais do que com o tratamento aquoso. Esses polissacarídeos poderiam ser acrescentados em formulações já existentes ou até mesmo vendidos como suplementos alimentares.”

A equipe de Fabi estuda, ainda, as pectinas do papaia e do chuchu, e também o albedo do maracujá, aquela parte branquinha que abriga as sementes e também é rica em pectinas. “Os benefícios biológicos das pectinas são a imunomodulação e a diminuição do risco de câncer, por conta da fermentação e da produção de butirato. Esses efeitos ocorrem com as estruturas em sua forma natural. Mas existem alguns tipos de modificações químicas que podemos fazer nas pectinas e que podem aumentar determinados efeitos biológicos”, revela Fabi, lembrando que as pectinas modificadas de citros já são comercializadas no mercado americano.

“Queríamos saber se as pectinas modificadas dos resíduos de maracujá e das porções não aproveitadas de papaia e chuchu poderiam ter os mesmos efeitos das que já existem no mercado.” Em modelos in vitro, a equipe conseguiu fazer com que as pectinas extraídas levassem à diminuição da proliferação de células de câncer colo-retal. Também conseguiu fazer com que, na presença das pectinas, essas células cancerígenas se auto reprogramassem para aumentar a apoptose (morte celular programada).

A professora Neuza Mariko Aymoto Hassimotto, que se dedica a estudos de reaproveitamento de resíduos da produção de suco de maçã, explica que de 20% a 40% do total de frutas que entra no processamento do suco se transforma em resíduos, ricas fontes de compostos fenólicos. “Na extração do suco, parte dos compostos fenólicos vai para a bebida, mas alguns, como a quercetina, permanecem no bagaço, fazendo dele uma matéria prima rica para a obtenção deste flavonoide. A quercetina é reconhecida por apresentar diversas propriedades biológicas: é antioxidante e possui propriedades anti-inflamatórias, o que poderia impactar a saúde de maneira positiva”, diz Neuza.

Outra maneira de aproveitar os subprodutos da indústria alimentícia é utilizá-los como substrato para estimular o crescimento de microrganismos, como estratégia para bioenriquecer alimentos. A pesquisadora Marcela Albuquerque

criou uma bebida fermentada à base de soja, bioenriquecida com uma combinação de cepas de microrganismos benéficos produtores de folato (vitamina B9). Para estimular a multiplicação desses microrganismos ela testou subprodutos de diversos alimentos, como o okara (oriundo do processamento da soja), e ainda subprodutos de acerola, maracujá, laranja e manga.

“Testei vários resíduos de fruta. O da laranja foi o que mais estimulou a multiplicação e a produção da vitamina pelos microrganismos benéficos. Entretanto, ele tem sabor residual amargo, o que inviabiliza sua utilização para o desenvolvimento de novos alimentos. Acabei optando pelo resíduo do maracujá, porque era o que tinha o menor teor de folato. Por ter pouca quantidade da vitamina, a probabilidade do resíduo do maracujá inibir a produção da vitamina pelas bactérias testadas nos experimentos seria reduzida.”

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RCGI ganha Prêmio ANP de Inovação Tecnológica

Trata-se de uma inovação disruptiva, em nível mundial, que possibilitará monetizar o gás natural oriundo das reservas do pré-sal, além de evitar mais emissões de CO2 na atmosfera.

 O Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) foi um dos vencedores do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2019, com um projeto de pesquisa que possibilitará ao Brasil monetizar o gás natural explorado nas reservas do pré-sal, sem um dos seus principais contaminantes: o dióxido de carbono (CO2). O projeto do RCGI venceu na Categoria II da área temática “Exploração e Produção de Petróleo e Gás”. Ao todo, concorreram 147 projetos de pesquisa, em cinco categorias.

O projeto do RCGI prevê a abertura de cavernas na camada de sal, onde o gás natural seria confinado para posterior separação do metano e do CO2. Isso ocorreria por meio de uma tecnologia de separação gravitacional, desenvolvida e encaminhada para patente pelo RCGI. “A caverna é mantida em alta pressão até que o CO2 passe para um estado supercrítico e decante. O metano, que se manteve em estado gasoso no processo, seria então retirado, aliviando a pressão na caverna e fazendo com que o CO2 voltasse ao estado gasoso. Esse ciclo seria repetido até o total preenchimento da caverna com CO2, quando, então, esta seria lacrada”, explica o diretor científico do RCGI, Júlio Meneghini, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (poli-USP).

Embora já existam cavernas com esta finalidade, é a primeira vez que se desenvolve uma tecnologia para águas ultraprofundas. “Além de separar o metano do CO2, em quantidades enormes, a um custo relativamente baixo, poderemos estocar carbono e vender créditos para o mundo”, ressalta Meneghini, acrescentando trata-se de uma inovação disruptiva, em nível mundial.

Ele destaca que o prêmio é um exemplo da importância de um centro de pesquisa como o RCGI, essencialmente multidisciplinar. “Ideias como essa só são concebidas por equipes multidisciplinares, compostas por engenheiros mecânicos, químicos, navais, economistas, advogados, entre outros profissionais.”

Projeto piloto – A equipe estuda agora a construção de um projeto piloto em uma caverna, para estudar in loco as condições de separação dos dois gases. Segundo o coordenador do projeto, Gustavo Assi, também professor da Poli-USP, a meta é concluir o plano da caverna piloto nos próximos 24 meses. “A construção e operação de uma caverna piloto é um grande experimento científico e tecnológico em campo, capaz de fornecer informações detalhadas dos processos físicos que ocorrem nas grandes cavernas de armazenamento e separação”, adianta.

Além de Assi, a equipe é composta pelos professores Kazuo Nishimoto, Julio Meneghini, Claudio Sampaio, Marcelo Martins e André Bergsten – todos da Poli-USP – e pelos pesquisadores Leandro Grandin, Carlos Bittencourt, Alvaro Maia da Costa, Pedro Maia da Costa, Edgard Malta, Felipe Ruggeri e Guilherme Rosetti, entre outros pós-doutorandos e pesquisadores associados. Além da Shell e da USP, o projeto tem como parceiras as empresas Modecom, Technomar, Agronautica e Granper.

 

 

 

 

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Professora da UUniversidade de Oklahoma fala sobre Direito Internacional da Energia no IEE/USP

Palestra é aberta ao público, gratuita e marca o lançamento da terceira edição de Revista Energia, Ambiente e Regulação.

 

“Direito Internacional da Energia: Admirável Mundo Novo?” é o tema da palestra que a professora visitante da Faculdade de Direito da Universidade de Oklahoma, Carolina Arlota, fará no próximo dia 27 de novembro (quarta-feira) no Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP), na Cidade Universitária, em São Paulo. O evento é gratuito. Inscreva-se pelo e-mail rcgi.lex@usp.br

O Direito Internacional da Energia pode ser entendido como um novo ramo do Direito. Na palestra, será possível entender essa nova área a partir de recentes mudanças, como a modernização do Tratado Energy Charter (ECT) e a saída dos EUA do Acordo de Paris.

A palestrante, Carolina Arlota, atua na área de Direito Internacional, Arbitragem Internacional de Comércio e Investimento, Transações Comerciais Internacionais, Direito Comparado e Direito da União Europeia.

O evento faz parte das atividades do Projeto 21 do Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI), intitulado Serviço Jurídico Brasileiro de Normas do Gás e coordenado pela professora Hirdan Katarina de Medeiros Costa, com a participação do professor Edmilson Moutinho dos Santos, ambos vinculados ao Programa de Políticas de Energia e Economia do RCGI.

Durante a palestra também será lançada a terceira edição da Revista Energia, Ambiente e Regulação. Edições anteriores da Revista estão disponíveis no site http://rcgilex.com.br/

 

Serviço:

Direito Internacional da Energia: Admirável Mundo Novo?

Data: 27/11, das 14h às 16h

 

Local: Anfiteatro do prédio R do IEE (Av. Prof. Luciano Gualberto, 1289 – Cidade Universitária, Butantã, São Paulo)

Programação:

  • 14:00 – 15:00 Palestra Professora Carolina Arlota
  • 15:00 – 15:30 Mediação Professora Hirdan K Medeiros Costa
  • 15:30 – 15:45 Discussão e Perguntas
  • 15:45 – 16:00 Lançamento da 3ª Edição da Revista Energia, Ambiente e Regulação

 

 

Sobre o RCGI: O FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI) é um centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Shell. Conta com mais de 320 pesquisadores que atuam em 46 projetos de pesquisa, divididos em cinco programas: Engenharia; Físico/Química; Políticas de Energia e Economia; Abatimento de CO2; e Geofísica. O Centro desenvolve estudos avançados no uso sustentável do gás natural, biogás, hidrogénio, gestão, transporte, armazenamento e uso de CO2. Saiba mais em: https://www.rcgi.poli.usp.br/pt-br/

 

 

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RCGI busca bolsista de Engenharia Química para atuar na área de abatimento de carbono

O Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) e a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) estão com uma chamada aberta para bolsista de pós-doutorado na área Engenharia Química. A bolsa, no valor de R$ 6.819,30 mensais, tem duração de 18 meses e é concedida pela FUSP (Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo). As inscrições podem ser feitas até o dia 10 de novembro, clicando aqui.

Os candidatos devem estar familiarizados com técnicas de simulação, modelagem e otimização e devem ter concluído o doutorado após 2013. Atributos como inglês fluente, boa capacidade de comunicação e de realização de trabalho em equipe são necessários. Para mais informações, acesse a chamada.

O bolsista irá trabalhar na área de Abatimento e Utilização de CO2 junto ao projeto nº 32 do RCGI, que trata da utilização de dióxido de carbono como matéria-prima para gerar produtos de alto valor agregado com base em processos de conversão química. Os principais objetivos são estudar profundamente os processos de conversão de CO2, incluindo a modelagem, a simulação e a otimização desses processos de modo a avaliar novas rotas tecnológicas de processo e realizar posterior elaboração de projeto conceitual.

O projeto 32 do RCGI é coordenado pela professora Rita Maria de Brito Alves e pelo professor Cláudio Oller, ambos do departamento de Engenharia Química da Poli (PQI/POLI/USP).

 

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Assim como a febre, hipotermia é defesa natural do organismo durante infecção

Pesquisas do Instituto de Ciências Biomédicas da USP demonstraram que a hipotermia durante a sepse é uma resposta de tolerância ao patógeno e que, em certos casos, pode ser benéfica ao paciente.

 

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) propôs uma nova forma de pensar na sepse, inflamação sistêmica potencialmente fatal que pode ocorrer em decorrência de infecções. O artigo, publicado recentemente na revista Trends Endocrinol Metab, aborda a existência de duas estratégias de defesa contra infecções que são opostas, porém, complementares. Em uma dessas estratégias, a febre nos ajuda a eliminar patógenos (resistência); na outra, uma redução na temperatura corpórea, denominada hipotermia, nos ajuda a tolerar os danos causados pelos microrganismos (tolerância). É como se houvesse um yin-yang na defesa contra patógenos. Em estudos realizados com pacientes sépticos no Hospital Universitário da USP, foi observado que ambas são resposta naturais, transitórias e autolimitantes do corpo – ou seja, assim como a febre, a hipotermia também é regulada e coordenada pelo sistema nervoso central.

Alexandre Steiner, docente responsável pela pesquisa, estuda o tema há quase 20 anos e afirma que toda resposta imune de ataque tem um dano colateral. “Se o custo desse dano colateral é muito alto, o organismo acaba optando por tolerar temporariamente o patógeno com o auxílio da hipotermia, enquanto cria condições para voltar a combatê-lo com o auxílio da febre”. Por esse motivo, os pacientes analisados apresentaram variações de temperatura, mas geralmente de forma regulada. Em humanos, a febre costuma ser limitada a 39 ou 39,5ºC, e a hipotermia se estabiliza entre 34 e 35ºC. O paciente volta à temperatura ‘normal’ sozinho.

O conceito de valores “normais” também foi questionado durante os estudos. Segundo Steiner, no caso de pacientes com infecção, estamos lidando com “novos normais” –valores de referência de temperatura que o indivíduo infectado precisa para lidar com mudanças no funcionamento do seu organismo. Em outras palavras, manter a temperatura a 36,5ºC não é normal para um indivíduo infectado; o “novo normal” é ter febre inicialmente e, se a condição se agravar, hipotermia.

Uma série de testes realizada pelo grupo em ratos e camundongos demonstrou que, quando a infecção era gravíssima e havia desenvolvimento de hipotermia, o aquecimento forçado aumentava a mortalidade. Por outro lado, se a infecção é menos grave e há febre, existem evidências de que o resfriamento pode aumentar a mortalidade. “É um equívoco achar que a eliminação da febre ou da hipotermia melhora o quadro infeccioso, mesmo que dê a falsa impressão de um retorno à normalidade”, explica o pesquisador.

O caráter regulador da febre se apresenta no próprio comportamento do indivíduo – quando estamos com febre, sentimos frio e procuramos um ambiente mais quente. Em outros testes, quando os ratos vão desenvolver hipotermia durante a infecção, eles buscam um ambiente frio para ajudar a diminuir a temperatura. “Como a febre, a hipotermia nesses casos parece ser um processo ativo do sistema nervoso central, que faz com que a temperatura caia naturalmente”.

Para Steiner, o trabalho representa um importante ganho conceitual, que aborda o sistema imune como uma parte inseparável dos sistemas fisiológicos e não como um sistema independente. Além disso, muda a forma de entender as doenças infecciosas graves, propondo uma visão individualizada para cada paciente. “Pacientes em situações diferentes poderão se beneficiar mais da febre (resistência) ou da hipotermia (tolerância), ou ainda de uma alternância entre um estado e outro. Se continuarmos a procurar terapias que funcionem para todos em um grupo heterogêneo de pacientes, nossas opções ficam muito limitadas”.

 

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