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Monthly Archives: agosto 2019

Pesquisadores desenvolvem suco de uva com mais resveratrol

Substância, que até então só era encontrada em maiores quantidades no vinho, pode prevenir doenças.

Os benefícios do resveratrol, substância presente no vinho, já são amplamente conhecidos: prevenção de doenças coronárias, redução dos níveis de colesterol ruim (LDL); ação anti-inflamatória e fortalecimento do sistema muscular. Já no suco de uva, a concentração de resveratrol é muito menor. Um estudo realizado no Centro de Pesquisa em Alimentos (Food Research Center – FoRC), ainda em andamento, pode trazer uma solução para esse problema: um suco de uva integral com 70% mais resveratrol do que os sucos comuns.

A pesquisadora Laís Moro, doutoranda em Ciência dos Alimentos na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP), desenvolveu uma técnica para estimular a produção de resveratrol naturalmente nas plantas. “Os resultados preliminares indicam que, com o tratamento, houve um aumento de 70% desse composto no suco – que se manteve mesmo após armazenamento de seis meses”, explica. O estudo foi coordenado pelo professor Eduardo Purgatto, pesquisador do FoRC.

Os testes foram realizados no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais com duas variedades de uva, totalizando 240 litros por região, sendo que parte das videiras era tratada e a outra não. Além do resveratrol, os pesquisadores observaram um aumento significativo de outras substâncias, como antocianinas e flavonoides, que também são aliadas na promoção da saúde.

Segundo Laís Moro, o próximo passo é avaliar se os resultados se reproduzem em um segundo ano de estudo, para comprovar o potencial do tratamento.

Diferencial – A pesquisadora explica que, para ingerir a mesma quantidade de resveratrol de um copo de suco ou vinho apenas consumindo as uvas, seria necessário consumir uma grande quantidade, incluindo a casca e a semente. São essas partes que possuem a maior concentração da substância, mas nem sempre são consumidas.

O processo de fabricação do vinho, que envolve fermentação, favorece a extração de resveratrol e de outros compostos bioativos da uva, mas nem todos podem consumi-lo. “O novo suco é direcionado a crianças, idosos e pessoas que não podem ou não gostam de consumir vinho. Seria uma alternativa que une o prazer do sabor aos componentes terapêuticos”.

Os efeitos benéficos da substância também têm sido analisados por outras perspectivas. Um estudo recentemente publicado na revista Frontiers in Physiology, realizado por pesquisadores de Harvard em parceria com a NASA, demonstrou que o resveratrol é capaz de reduzir a perda de massa muscular – problema enfrentado por astronautas quando estão em ambientes de baixa gravidade.

Os testes foram realizados em animais, divididos em grupos que receberam ou não o tratamento com resveratrol. Os pesquisadores simularam uma microgravidade nas gaiolas e mediram o diâmetro da tíbia e a força da pata desses animais, antes e depois do teste. No final, o grupo que foi submetido à microgravidade e que recebeu resveratrol tinha o músculo preservado e com mais força em relação àquele que não recebeu o tratamento. Embora ainda seja um estudo preliminar, os resultados promissores indicam novas possibilidades de aplicação do resveratrol.

 

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RCGI lança mapas interativos com o potencial  de geração de energia do biogás em SP

Dividido em três grandes fontes para obtenção do gás – resíduos urbanos, resíduos de criação animal e setor sucroalcooleiro – o conjunto de mapas é uma ferramenta valiosa para o planejamento energético local.

 

O Fapesp-Shell-Research Center for Gas Innovation (RCGI) lançou um conjunto inédito de mapas interativos, disponível na internet, com o tema Biogás, Biometano e Potência Elétrica em São Paulo. Os mapas estimam o potencial de produção de biogás e biometano no Estado, e o potencial elétrico a partir do biogás, por município, de acordo com três grandes fontes de obtenção do gás: resíduos de criação animal, resíduos urbanos e setor sucroalcooleiro.

Os dados mostram que o potencial de energia elétrica gerada anualmente a partir de biogás em São Paulo é de 36.197 GWh, o que corresponde a 93% do consumo residencial no estado. O potencial anual de biometano poderia exceder em 3,87 bilhões de Nm3 o volume anual de gás natural comercializado ou substituir 72% do diesel comercializado.

“O setor sucroalcooleiro é o que apresenta o maior potencial de aproveitamento de biogás. Em dez municípios com maior concentração de resíduos, o potencial de biogás é de mais de 3 bilhões Nm3 na safra. Se fossem transformados em biometano, isso corresponderia a 65% do consumo de gás natural no estado. Ou 32.000 GWh, se fossem aproveitados na geração de eletricidade com biogás”, afirma a coordenadora do projeto, Suani Coelho, professora do Instituto de Energia e Ambiente da USP e integrante do RCGI.

Os mapas foram elaborados com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), da Associação Brasileira do Biogás (Abiogás), do Datagro, do Centro Internacional de Energias Renováveis (Cibiogás), da Sabesp e da Gasbrasiliano. Podem ser acessados em português ou inglês, e a manipulação deles é fácil e intuitiva.

Dados abrangentes – Além de informações relacionadas ao potencial de biogás e biometano no Estado, é possível saber onde estão os gasodutos, as linhas de transmissão de energia elétrica, as unidades de conservação, os pontos de entrega de gás existentes, entre outras informações importantes para o planejamento energético dos municípios.

O potencial total das três grandes fontes de obtenção do gás também se desdobra em outros mapas mais específicos. Por exemplo: o grupo “resíduos de criação animal” tem mapas específicos para suinocultura, bovinocultura e avicultura. O grupo “resíduos urbanos” também tem mapas distintos para o potencial dos aterros sanitários e o das estações de tratamento de esgoto. “E o setor sucroalcooleiro traz um mapa para a totalidade dos resíduos – vinhaça, torta de filtro e palha de cana –, e um somente para a vinhaça, que representa grande parte do potencial de obtenção de biogás, biometano e de geração de energia elétrica em São Paulo”, explica a professora Suani.

O projeto é fruto de longo trabalho da professora Suani na área, cujo primeiro fruto foi a publicação, em 2009, do Atlas de Bioenergia do Brasil, com informações sobre o potencial de aproveitamento de biomassa no Brasil por município e tipo de biomassa. O avanço para mapas interativos, com diversas camadas de informações, teve o suporte do RCGI, no qual a professora Suani é líder de um dos projetos. Além dela, integram a equipe do projeto atual as engenheiras Marilin Mariano dos Santos e Vanessa Pecora Garcilasso, com a colaboração do mestrando, Diego Bonfim de Souza.

Novas informações – O grupo de pesquisa pretende inserir novas bases de dados nos mapas. “Estamos realizando simulações com relação à injeção do biometano na rede para saber, por exemplo, qual seria o impacto na tarifa para os consumidores, o quanto se evitaria de emissões de gases de efeito estufa. Também estamos simulando qual seria o impacto da substituição do diesel por biometano na indústria sucroalcooleira.”, conta a professora.

Também está em andamento um projeto P&D com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Companhia Energética de São Paulo (Cesp). “O objetivo é elaborar o Atlas de Bioenergia para São Paulo, que não será focado apenas em biogás e biometano, mas também em biomassa sólida: bagaço de cana, resíduo florestal etc. Será elaborado um mapa interativo com os potenciais de geração de eletricidade, que deverá ser lançado no início de 2020.”

 

Os mapas interativos estão disponíveis em português e inglês.

 

Sobre o RCGI: O FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI) é um centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Shell. Conta com mais de 320 pesquisadores que atuam em 46 projetos de pesquisa, divididos em cinco programas: Engenharia; Físico/Química; Políticas de Energia e Economia; Abatimento de CO2; e Geofísica. O Centro desenvolve estudos avançados no uso sustentável do gás natural, biogás, hidrogénio, gestão, transporte, armazenamento e uso de CO2. Saiba mais em: https://www.rcgi.poli.usp.br/pt-br/

 

 

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Possíveis mutações no vírus complicam a proteção ao sarampo em São Paulo  

Por Larissa Albuquerque

O virologista do Instituto de Ciências Biomédicas da USP (ICB-USP), Edison Durigon, explica as consequências do distanciamento genético entre o vírus da vacina contra o sarampo e o vírus do atual surto.

 

O estado de São Paulo está em alerta devido ao surto de sarampo, 90% dos casos da doença no Brasil são da região paulista. Segundo o virologista do ICB-USP, Edison Durigon, a volta do sarampo foi provocada por dois fatores: a mutação genética do vírus ao decorrer do tempo, que possui oito genótipos conhecidos, e a queda da produção de anticorpos. “Esse vírus apresenta vários tipos e subtipos. A vacina que usamos hoje foi feita com o tipo A (o primeiro, captado em 1960). Na epidemia atual o vírus que estamos enfrentando é do tipo D-8, vindo da Venezuela, que está muito distante do da vacina”.

Segundo Durigon, a vacina atual ainda é efetiva contra o novo tipo de vírus, mas não 100%: protege contra a doença, mas o indivíduo ainda pode contrair e transmitir o vírus. O problema é que as vacinas disponíveis no Brasil são importadas, o que dificulta imunizar toda a população. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Paulo priorizou uma faixa etária para o reforço da vacina. Essa proteção extra é destinada para quem tem de 15 a 29 anos, pessoas consideradas grupo de risco porque estão mais suscetíveis ao vírus. A SMS também baixou para seis meses a idade recomendada para se tomar a primeira dose da tríplice viral, vacina contra rubéola, sarampo e caxumba.

Na verdade, o reforço da vacina sempre foi recomendado. A quantidade de anticorpos depois de aproximadamente 15 anos começa a cair em quem se vacinou, o que torna a proteção insuficiente contra o vírus atual (D8). Pessoas na faixa etária do grupo de risco devem tomar a vacina novamente, mesmo tendo tomado a dupla dose, justamente para reforçar a quantidade de anticorpos. Segundo o virologista, se todos se vacinassem e tomassem o reforço recomendado, esse surto poderia ter sido evitado, mesmo com o vírus sofrendo mutação.

Mas e as pessoas acima de 30 anos, devem tomar? Segundo Durigon, já se admite que a maioria das pessoas nessa idade contraiu o sarampo na infância (uma doença comum antigamente) e por isso desenvolveu anticorpos naturais. Quem já teve sarampo não precisa tomar a vacina novamente. Entretanto, se alguém acima de 30 anos nunca contraiu a doença, deve tomar a vacina.

Pesquisas do ICB – As mutações do vírus ainda estão sendo estudadas. Durigon comanda um dos estudos no ICB-USP. “Estamos fazendo o isolamento do vírus para verificar a variabilidade genética, o genoma de cada vírus de cada paciente. Para analisar o quanto o vírus está sofrendo mutação de uma pessoa para outra”. O objetivo é verificar se os anticorpos do paciente estimulados pela vacina atual o protegem o bastante do vírus D8.

Para conseguir esse vírus eles contam com a colaboração de hospitais como o da Santa Casa e o Albert Einstein. Quando há uma suspeita de sarampo os hospitais enviam materiais (sangue, urina e saliva) dos pacientes para o instituto. A equipe do ICB-USP fornece o diagnóstico rapidamente em troca do acesso ao vírus e aos dados clínicos do paciente.

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Por Acadêmica
Doenças crônicas podem ter origem no desenvolvimento do feto


Além de doenças cardiovasculares, uma gama de enfermidades da vida adulta pode estar conectada a condições enfrentadas pelo feto durante a gestação; cientistas sugerem que intervir na dieta pode minimizar esses riscos.

 

O risco de desenvolvimento de doenças crônicas é um reflexo de fenômenos que acontecem durante toda a vida de uma pessoa. Obviamente, o risco aumenta com a idade. Mas, ao contrário do que se poderia imaginar, no momento do nascimento, esse risco não é igual a zero. Isso porque o organismo do recém-nascido pode carregar uma programação metabólica que já o predispõe, quando adulto, a desenvolver determinados tipos de enfermidade. Quem explica é Thomas Ong, do Centro de pesquisa em Alimentos (FoRC – Food Research Center), professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP)

“O que acontece na barriga da mãe durante aqueles nove meses tem repercussões profundas na forma como o feto se desenvolve, e isso pode ficar registrado no organismo. Na vida adulta, pode modificar o metabolismo dos filhos e das filhas, e também influenciar os riscos prováveis de doenças crônicas. Estamos falando de doenças cardiovasculares, mas também de diabetes, obesidade e alguns tipos de câncer, como o de mama, que é foco do nosso grupo de pesquisa.”

Segundo Ong, a relação entre o desenvolvimento do feto e a predisposição a determinados tipos de doenças foi chamada por algum tempo de ‘programação fetal’, mas hoje há outro termo para designá-la: Origens Desenvolvimentistas da Saúde e Doença. “O termo deixa claro que o desenvolvimento do indivíduo tem conexão com as doenças crônicas. E desenvolvimento, nos seres humanos, pressupõe janelas importantes: a vida fetal é uma delas.”

Ele acrescenta que também a vida neonatal, a infância, a puberdade e as experiências da mãe durante a lactação são etapas importantes. “Eu considero, ainda, a pré-concepção como uma janela de desenvolvimento relevante: ou seja, a saúde da mãe e do pai antes da concepção.”

O preço da adaptação – O professor explica que, na década de 80, o epidemiologista David Barker aventou a possibilidade de que a ausência de nutrientes, durante a gestação, pudesse estar conectada a doenças cardiovasculares. Mais tarde, na década de 90, junto com o colega Nick Hales, sustentou que a adaptação do feto a condições adversas tinha um preço, que seria cobrado mais tarde, na vida adulta do indivíduo. A hipótese ficou conhecida como “hipótese do fenótipo econômico”.

“Nosso organismo é uma máquina fabulosa pois, mesmo que falte energia, a gente dá um jeito, e os bebês nascem. Mas esse “jeito” tem um custo, porque o cobertor de calorias, de energia e de nutrientes é curto. Então, prioriza-se o desenvolvimento do sistema nervoso central: do cérebro, que é o órgão mais nobre. Às custas do desenvolvimento de órgãos periféricos: fígado, coração, tecido adiposo…”

Existe também outro nível de adaptação, que ajuda a explicar enfermidades como a obesidade, por exemplo. “Na barriga da mãe, o feto que passa por algum tipo de condição adversa está recebendo a seguinte mensagem: ‘você vai enfrentar um mundo hostil lá fora, com falta de nutrientes.’ O feto, então, se adapta no sentido de maximizar a sobrevida num ambiente em que ele prevê que vai faltar comida, e se torna mais econômico com o pouco de energia que encontra.”

Mas, segundo Ong, quando a vida pós-natal é diferente do que foi previsto, acontece um descompasso metabólico. “O indivíduo se tornou mais eficiente metabolicamente, e está mais propenso a armazenar gordura, o que permite que ele sobreviva. Só que, quando nasce, ele encontra uma quantidade adequada de comida, às vezes até excesso. Então se infere que parte do risco de obesidade tenha a ver com esse tipo de situação.”

Pai e ambiente – O peso do ambiente no desenvolvimento de doenças crônicas foi algo reconhecido muito recentemente pela comunidade científica. Até a década de 80 acreditava-se que elas tinham origem estritamente genética. Assim, também, o peso do pai no desenvolvimento do feto foi algo tardiamente endereçado. A maioria dos estudos a esse respeito começou a ser publicada em 2010.

Ong, que vem estudando o impacto da herança paterna na incidência de câncer de mama em mulheres adultas, lembra que no pai, a importância do ambiente se evidencia, pois o homem produz espermatozoides durante toda a sua vida fértil, que dura décadas.

“Os espermatozoides são muito expostos ao ambiente. Fatores como nutrição, estado metabólico, nível de obesidade, tabagismo, etc. podem afetar a qualidade dos espermatozoides, e até a quantidade. Há maior nível de infertilidade em indivíduos obesos, por exemplo, os estudos mostram. Mas a qualidade do espermatozoide também é afetada e isso é muito importante porque, dependendo do estado do espermatozoide na hora da fecundação, essas informações podem ser transmitidas para o embrião e fixadas ali. E podem programar o desenvolvimento do feto e o risco para doenças crônicas na idade adulta.”

Neste momento, Ong se dedica a desenhar estudos para tentar verificar que intervenções podem ser feitas, na dieta do pai, para reverter uma programação fetal que venha a “cobrar” do indivíduo um alto preço mais tarde. “Outros grupos verificaram que uma intervenção com um mix de compostos bioativos, como licopeno, polifenóis do chá verde, zinco etc. ajuda nesse sentido. No nosso grupo está estudando a suplementação com selênio, porque no primeiro estudo que fizemos, vimos que a deficiência de selênio nos pais aumentou o risco de câncer de mama nas filhas. Chegamos a testar esse caminho, mas a suplementação não teve o impacto positivo que esperávamos. Deduzimos que o contexto metabólico do indivíduo que recebe a suplementação é muito importante, e vamos realizar novo experimento, agora com pais estressados metabolicamente”, adianta o professor.

Epigenética – Ong chama a atenção para a importância dos fenômenos epigenéticos. Segundo o pesquisador, em nosso organismo há o “hardware”, que é o nosso genoma (a sequência mesmo), e o “software”, que controla como nosso hardware funciona. E esse software são os fenômenos epigenéticos. “Cada tipo celular tem uma programação epigenética. Lembrando que nosso organismo tem vários tipos de célula, mas todas com o mesmo genoma, que foi determinado quando houve a fusão dos gametas. No entanto, em termos de morfologia e funcionalidade, uma célula do fígado e uma célula adiposa, por exemplo, são completamente diferentes. Parte dessa diferença tem a ver os programas epigenéticos, que são estabelecidos também no início da vida.”

A epigenética se refere a modificações acessórias à molécula de DNA, transmitidas por divisão celular, que não modificam a sequência de bases, mas podem regular a forma como e gene é expresso. “Um bom exemplo é a metilação do DNA, o mecanismo epigenético mais bem caracterizado: é uma modificação química que, entre outras coisas, pode suprimir a transcrição de determinados genes.”

Nutrientes demais – Hoje o mundo atravessa uma transição nutricional, e mais de 30% da população está obesa. “A ironia foi que percebemos que o excesso nutricional na origem da vida também resulta nas mesmas doenças: obesidade, diabetes, cardiovasculares… O excesso de nutrientes no início da vida também cobra seu preço, mesmo que a pessoa tenha uma dieta normal para o resto da vida.”

Seja como for, lembra Ong, os fenômenos epigenéticos são potencialmente reversíveis e há muitos grupos estudando isso, principalmente via manipulação da dieta. “No início da vida, o epigenoma é mais plástico, mas quando vamos envelhecendo, ele ‘endurece’ e é mais difícil manipular. ”

Enquanto os cientistas tentam responder se, por meio de intervenções alimentares, conseguirão modular os fenômenos epigenéticos e minimizar os riscos de doenças induzidas por eles nos adultos, o conselho de fundo não muda: ter uma dieta equilibrada e saudável, fazer exercícios regularmente, beber pouco e não fumar. Mais do que garantir bem-estar, essas atitudes prometem uma herança mais interessante para os pimpolhos.

 

Sobre o FoRC – Criado em 2013, o FoRC é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Reúne equipes multidisciplinares de diferentes instituições de pesquisa do Estado de São Paulo: USP, UNICAMP, UNESP, Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). Suas linhas de pesquisa estão estruturadas em quatro pilares: Sistemas Biológicos em Alimentos; Alimentos, Nutrição e Saúde; Qualidade e Segurança de Alimentos e Novas Tecnologias e Inovação. Além de realizar pesquisas e promover a transferência de tecnologias e novos conhecimentos para a sociedade, o FoRC também realiza atividade de difusão do conhecimento científico.

 

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RCGI promove Workshop sobre aumento do uso de gás natural e bem estar social

Produção mundial de gás natural vem crescendo desde a crise de 2009, segundo a International Energy Agency; no Brasil, governo tenta fomentar o mercado de GN

No dia 12 de agosto, a partir das 14h, o FAPESP Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) promove o Workshop “Perspectivas de aumento de uso de gás e impactos no bem estar social”. Os palestrantes serão Luis Antônio Bittar Venturi, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciência Humanas da USP e coordenador de um dos projetos do RCGI; Diogo Martins Teixeira, advogado associado ao esctitório Machado Meyer, especialista em direito aduaneiro e tributação indireta. O Professor Edmilson Moutinho dos Santos, coordenador do Programa de Políticas de Energia e Economia do RCGI será o mediador.

O evento é organizado pela equipe do RCGILex, coordenada pela professora Hirdan Medeiros Costa, e acontece na sede do RCGI, que fica no 1º andar do prédio da Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da USP (Av. Professor Mello Moraes, 2231 – Butantã, São Paulo). É gratuito e aberto ao público em geral. Para se inscrever, basta enviar email para rcgi.lex@usp.br.

“A exposição será dividida em duas partes: a primeira se refere às evidências concretas da perspectiva de aumento do uso do gás natural, em nível mundial e nacional. A segunda alude aos possíveis efeitos desse aumento no nível de bem estar social, com base em alguns parâmetros como segurança energética, qualidade do ar e custos”, resume Venturi.

De acordo com a International Energy Agency (IEA), a produção global de gás natural vem aumentando desde a crise econômica de 2009. Em 2017, bateu um novo recorde de 3.768 bilhões de metros cúbicos, um aumento de 3,6% em relação a 2016 e o maior desde 2010. Enquanto isso, no Brasil, com o advento das reservas do pré-sal, o governo tenta mais uma vez estabelecer diretrizes para um mercado mais pujante e competitivo. Recentemente, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) publicou a Resolução 16 visando a implementação do Novo Mercado de Gás, programa de nível federal com o objetivo de expandir a indústria de gás no País, com a adesão dos Estados.

O evento faz parte de uma série de palestras e workshops desenvolvidos há quase dois anos pela equipe mantenedora do RCGILex – um conjunto de produtos editoriais digitais usados para compilar e analisar os marcos legais e regulatórios aplicados ao setor brasileiro de gás natural, desenvolvido no âmbito do Projeto 21 do RCGI.

“Os workshops e palestras geram conteúdo que retroalimentam a ferramenta RCGILex, onde aglutinamos as normas e as comentamos. E também nos proporcionam o aumento de nossa rede de contatos, a interação com outros projetos do RCGI e a constante atualização de nossos conhecimentos”, afirma a professora Hirdan K. Medeiros Costa.

 

Sobre o RCGI: O FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI) é um centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Shell. Conta com 320 pesquisadores que atuam em 46 projetos de pesquisa, divididos em quatro programas: Engenharia; Físico/Química; Políticas de Energia e Economia; e Abatimento de CO2. São projetos que visam reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa (GEEs), em especial o CO2.

 

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