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Monthly Archives: outubro 2015

FoRC usa gelatina para produzir filmes biodegradáveis

Pesquisadores já chegaram a um material com características semelhantes aos polímeros sintéticos (plásticos), mas ele é sensível à umidade do ambiente; solução pode estar no uso de nanotecnologia

O desenvolvimento de embalagens menos nocivas ao ambiente – e que de quebra agreguem novas funcionalidades para manter as características dos alimentos ou possibilitar o controle de mudanças fisiológicas, microbiológicas e bioquímicas – é uma tendência no mundo todo. No FoRC, pesquisadores como os professores Paulo José do Amaral Sobral e Carmen Tadini se dedicam a investigar novos materiais para embalagens, baseados em biopolímeros de fontes renováveis. Sobral trabalha atualmente com gelatina, substância obtida a partir de resíduos da indústria do abate de bovinos (ossos, couro, cartilagem) e suínos (pele), por meio da separação e do tratamento do colágeno (tecido conjuntivo que segura a estrutura muscular nos ossos).
“É uma proteína produzida no mundo inteiro, pois se origina de matéria prima abundante e, no geral, de custo reduzido; por isso escolhemos a gelatina. Além disso, ela tem boas propriedades, como a de formar filmes, por exemplo” salienta.
Sobral está desenvolvendo filmes e recobrimentos comestíveis e biodegradáveis (chama-se recobrimento à embalagem aplicada ao alimento, como se estivesse colada). “Usamos plastificantes, como a glicerina, ou seja, polióis, que são equivalentes aos açúcares, embora não sejam calóricos. O professor alerta que o adjetivo “comestível aqui se refere a uma possibilidade, e não a um hábito ou obrigatoriedade. “Depende muito da higiene, do local onde o alimento foi guardado” diz.
O maior apelo desse material, segundo o engenheiro de alimentos, é que como proteína de origem animal, ele é naturalmente biodegradável. “Se a pessoa não consumir e descartar, ele vai desaparecer em cerca de seis semanas, em contato com o solo. Os microrganismos do solo, sobretudo os fungos, consomem o material e transformam tudo nos componentes mais elementares possíveis: gás carbônico, óxidos,…” explica.
Contudo, ainda há algumas limitações para que o produto seja considerado apto a ser utilizado sem ressalvas. “Tanto a gelatina quanto os plastificantes que usamos, como o glicerol, um subproduto da indústria de biocombustível, são de origem natural e têm grande capacidade de absorver o vapor de água contido no ar. Quando o produto absorve vapor de água, suas características mudam. Ele fica grudento e se destrói facilmente. Hoje, ele teria uma aplicação limitada a regiões muito secas. Mas as pesquisas para melhorá-lo continuam” relata Sobral.
Ele afirma que, além de tentar modificar as proteínas utilizadas e de testar novos aditivos, está usando também a nanotecnologia para dar conta do problema. “Estamos testando a aplicação de nanopartículas de argila, que têm capacidade de diminuir um pouco essa sensibilidade do material à umidade. Usamos a montmorinollita – que é uma argila natural encontrada pela primeira vez no solo de uma região francesa chamada Montmorillon – e a laponita, que é sintética.
Sobral conta também que vem tentando acrescentar mais características funcionais ao material, além daquelas básicas (que são conter e proteger o alimento do ambiente). “Estamos buscando dar atividades a esse material, notadamente duas: antioxidante e antimicrobiana, adicionando à estrutura do material óleos essenciais e outros produtos naturais. Os óleos essenciais de orégano e de alecrim, por exemplo, são excelentes conservantes.
O engenheiro de alimentos revela ainda que, além da gelatina, vem trabalhando com amidos, como o amido de milho e a fécula de mandioca. “Também são de certa forma baratos em relação a alguns polímeros sintéticos. Também são biodegradáveis e comestíveis. No Brasil, em minha opinião, os mais vantajosos para se trabalhar são a gelatina e a fécula de mandioca, porque são abundantes e de baixo custo” resume.

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Por Acadêmica
Livro aborda processos da indústria de alimentos

Organizada por professores da USP, Unicamp e Unesp, obra é voltada para estudantes de graduação em Engenharia de Alimentos

“Operações Unitárias na Indústria de Alimentos – Vol. 1” livro organizado por professores da USP, Unesp e Unicamp, será lançado com sessão de autógrafos no próximo dia 10 de novembro, as 16h, no Centro de Convenções e Ginásio Multidisciplinar da Unicamp. A obra é voltada para estudantes (graduandos) de Engenharia de Alimentos, campo relativamente novo quando comparado a outros ramos da engenharia, e tem como objetivo a expansão dos estudos da indústria de alimentos no Brasil, cujo desenvolvimento vem acompanhando o crescimento do agronegócio.

O livro, composto por dois volumes, foi pensado pedagogicamente para estudantes universitários. Organizada por Carmen Cecilia Tadini, professora da Poli e pesquisadora do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC), Pedro de Alcântara Pessoa Filho, também da Poli, Vânia Regina Nicoletti Telis, da Unesp, e Antonio José de Almeida Meirelles, da Unicamp, a obra traz fundamentos teóricos, descrições dos principais equipamentos envolvidos nos processos de transformação e manipulação de alimentos pela indústria, além de exemplos das situações mais frequentes da atividade industrial. Traz, ainda, uma lista de exercícios. O segundo volume do livro será lançado no início de 2016.

Título: Operações Unitárias na Indústria de Alimentos – Vol. 1 São Paulo, LTC Editora/Grupo GEN, 2015.
Data/horário do Lançamento: 10/11/2015 (3ª feira), às 16h
Local: Centro de Convenções e Ginásio Multidisciplinar da Unicamp – Rua Elis Regina, 131, Cidade Universitária “Zeferino Vaz – Barão Geraldo – Campinas/SP
Autores (organizadores): Carmen Cecilia Tadini, Vânia Regina Nicoletti Telis, Antonio José de Almeida Meirelles e Pedro de Alcântara Pessoa Filho

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Por Acadêmica
Abranet lança grupo de trabalho sobre governança

O anúncio da formação do grupo será feito durante a FutureNet,

encontro focado no segmento da Internet, que abrirá a Futurecom 2015.

Nunca se discutiu tanto assuntos referentes à governança da Internet. Temas como privacidade na rede, segurança, neutralidade, e-commerce, conectividade e outros estão na pauta do dia. Por isso, a Associação Brasileira de Internet (Abranet) anuncia a formação de um grupo de trabalho que vai discutir os aspectos mais relevantes nesse campo. Ele será composto por associados e seus resultados serão compartilhados com a sociedade, por meio dos canais de comunicação da entidade. O lançamento será no dia 26 de outubro, às 18h30, na FutureNet, evento realizado antes da abertura da Futurecom 2015, que acontece no Transamérica Expo, em São Paulo, entre os dias 26 e 29 de outubro.

A FutureNet é um encontro dedicado exclusivamente à discussões e apresentações focadas no segmento de Internet e reúne provedores e fornecedores para discutir as tendências tecnológicas. A participação na FutureNet é gratuita e aberta a todos, mesmo para quem não está inscrito na Futurecom. Para se inscrever, basta preencher os dados no formulário disponível no endereço http://pt.futurecom.com.br/pre-eventos#incricoes_abranet.

Outro destaque da programação da FutureNet é a apresentação de Antonio Moreiras, gerente de desenvolvimento e projetos do NIC.br. Ele falará às 13h30 sobre como o uso correto do IX.br pode trazer redução de custos e aumento de qualidade e confiabilidade para os provedores de serviços na Internet. Os Internet Exchanges foram concebidos para facilitar a troca de tráfego Internet local entre diferentes redes. Promove e cria a infraestrutura necessária para a interligação direta entre as redes que compõem a internet brasileira.

Futurenet, a Abranet na Futurecom

A FutureNet tem programada, ainda, apresentações de diversas empresas. A China Telecom falará sobre sua presença no Brasil na abertura do encontro, às 11h. Após o brunch, às 13h, a Kerax Telecom apresentará um de seus produtos, as antenas Multi-Beam. Às 14h30, a Telecall vai falar sobre como provedores de internet podem incrementar receita e fidelizar clientes oferecendo telefonia móvel fixa com Serviço de Valor Adicionado (SVA) para seus assinantes.

A Alcatel-Lucent Enterprise apresentará às 15h a nova linha de Switches para Data Center com o recurso avançado Intelligent Fabric, recentemente premiada com o Best of INTEROP 2015, principal evento do setor de redes. A tecnologia, aplicada na automação de data centers, está sendo lançada na Futurecom pela One Linea e a Alcatel.

Às 15h30, a Cambium Networks vai falar sobre suas tecnologias para conexão, como os rádios, e suas aplicações, com destaque para o cnPilot, um conjunto de rádios Wi-Fi com gerenciamento na nuvem que será lançado pela empresa na Futurecom. Às 16h, será a vez da apresentação da Huawey, que vai mostrar soluções voltadas para provedores de internet, seguida pela da Wztech, com o tema “Soluções Juniper para backbones e datacenters”

A companhia irlandesa Openet vai ministrar uma palestra às 17h sobre como a plataforma o Sponsored Data, ou Dados Patrocinados, pode contribuir para geração de novas receitas, reduzição de custos operacionais e fidelização de clientes.

Na palestra das 17h30, o Sindicato de Empresas de Internet do Estado de São Paulo (Seinesp) vai discutir a importância do sindicato patronal. Na última palestra técnica do dia, às 18h, a Sunrise Net irá mostrar as vantagens de se adicionar a TV por assinatura em favor do provedor de internet, especialmente na fidelização de assinantes, oferta de novos serviços e consequente impacto no aumento de faturamento. Também vai apresentar soluções para transmissão de dados em cabos elétrico e coaxial.

A FutureNet termina com o lançamento do grupo de trabalho sobre governança da Internet, seguido de duas palestras relacionadas ao assunto: “Desenvolvendo padrões, informando a rede será o tema de Diego Vicentin, doutorando em Sociologia na Unicamp; e “Como o Brasil está debatendo a proteção de dados pessoais na Internet? será apresentado por Francisco Brito Cruz, diretor do InternetLab.

 

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Por Acadêmica
Abranet discute marco regulatório na Futurecom 2015

Associados também apresentarão novas tecnologias no estande da entidade.

Além do maior estande da Futurecom 2015, a Associação Brasileira de Internet (Abranet) estará presente em três painéis de discussão no congresso do evento, que se realiza entre os dias 26 e 29 de outubro, no Transamérica Expo, em São Paulo.

No dia 28 de outubro, às 11h30, no Auditório México, o presidente da Abranet, Eduardo Parajo, integrará o painel que discute a evolução do marco regulatório em países da América Latina. “A Abranet tem defendido que a melhor postura para se acompanhar a evolução da tecnologia é dar mais liberdade para o mercado. Precisamos de menos regulação” destaca Parajo.

Eduardo Neger, presidente do Conselho Consultivo Superior da Abranet, participará de outros dois painéis, no mesmo dia. Em um deles, às 14h40, Auditório México, ele falará sobre as oportunidades de negócios para companhias de telecomunicações e para empresas Application Service Provider (ASP), com foco no atendimento às pequenas e microempresas.

A ideia é apresentar nesse painel aspectos relevantes para as empresas do segmento, como as aplicações em nuvem e o software com serviço, que são alternativas interessantes para PMEs que não têm estrutura de TI, por exemplo.

No mesmo dia 28, às 10h10, no Auditório Colômbia, Neger estará no painel que vai discutir o potencial de negócios de TV aberta a partir da evolução da tecnologia e do mercado de entretenimento.

Novas tecnologias – No estande da Abranet, com 225 metros quadrados de área, empresas associadas da entidade irão apresentar suas tecnologias para o mercado brasileiro. O Nic.br e o Sindicato de Empresas de Internet do Estado de São Paulo (Seinesp) também estarão presentes no espaço.

A Cambium Networks, por exemplo, lançará a solução cnPilot, equipamentos Wi-Fi gerenciados na nuvem. Também vai expor outras tecnologias, como os rádios ponto a ponto e ponto multiponto.

A One Linea, junto com a Alcatel Lucent Enterprise, apresentará a nova linha de switches para data center com o recurso avançado Intelligent Fabric, uma tecnologia que permite a realização de operações simplificadas e melhor integração de aplicativos, e que foi vencedora do prêmio Best of INTEROP 2015 na categoria Networking.

Já a Openet, companhia irlandesa fornecedora de soluções BSS – Business Support System, que irá mostrar soluções em software para dados patrocinados (Sponsored data), ANDSF (solução de Wi-Fi Offload), PCRF (Policy and Charge Rules Function, do inglês, gestão de Funções e Regras de Política e Cobrança) e RTOM (plataforma de engajamento com os clientes em tempo real).

A Kerax levará algumas tecnologias do seu portfólio de produtos, como as antenas Bi-Sector e Multi-Beam e as Torres da Trylon, equipamentos para provedores de conexão. A Criarenet vai apresentar o WiFimax, uma solução de gerenciamento de acessos à rede Wi-Fi que oferece aos administradores o controle e monitoramento da rede, utilizando serviços em cloud computing.

Já a SOLiD, que desenvolve tecnologias para sistemas celulares e de radiocomunicação em ambientes indoor e outdoor, apresentará soluções em sistema de antenas distribuídas (DAS) e em C-RAN (ou Cloud RAN, rede de acesso via rádio).

A InterNetX, por sua vez, marcará presença no evento com o LTDA Startup Award, premiando ideias de negócios inovadores durante o evento. A empresa é responsável pelo gerenciamento dos novos domínios de internet .LTDA e .SRL. no Brasil e em outros países da América Latina.

Estarão no estande também as empresas China Telecom, Huawey, Wztech, Kathrein, , Telecall, e Ivision.

 

Serviço: O estande da Abranet é o D8 do Transamérica Expo (Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro – São Paulo).

 

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Por Acadêmica
Comissão para Poli Leste terá representante da região

O professor Waldir Augusti, líder comunitário da Zona Leste, será o representante da região na comissão da Escola Politécnica da USP que está elaborando o projeto de sua instalação no campus da USP Leste. A escolha do professor Waldir, como ele é conhecido, foi anunciada na noite da última sexta-feira, 9 de outubro, em reunião da comunidade na paróquia São Francisco, em Ermelino Matarazzo. Estavam presentes cerca de 200 pessoas.

“A participação de um líder comunitário na nossa comissão é coerente com os nossos objetivos de a Poli se fazer presente na região em conformidade com os anseios e necessidades das pessoas que residem na Zona Leste” explicou o diretor da Politécnica, José Roberto Castilho Piqueira.

Waldir Augusti é professor de Filosofia e faz trabalhos comunitários na Zona Leste há 30 anos, especialmente na área de educação. Esse disse que sua atuação na comissão da Poli será de trabalhar para a integração entre a comunidade e a Universidade e de garantir a representação dos cidadãos da Zona Leste na elaboração do projeto da Poli Leste.

“Somente agora, dez anos depois da chegada da USP Leste, a comunidade está começando a se sentir parte dessa Universidade” observou o professor Waldir. Ele disse que a população não quer mais “receber pacotes prontos, mas sim participar da construção dos projetos que serão implantados na região” e lamentou que a maioria dos estudantes de ensino médio que residem na Zona Leste “sequer pensam na possibilidade de ingressar na USP Leste”

A escolha do professor Waldir foi motivo de elogios por parte do padre Ticão, responsável pela paróquia São Francisco. “O professor Waldir é uma liderança muito importante, muito capaz” resumiu.

O grupo de trabalho do qual o professor Waldir fará parte foi instituído pela diretoria da Poli no último dia 1 de outubro, com a incumbência de elaborar o projeto de reimplantação da Escola na Zona Leste. O grupo é formado pelos docentes Alberto Hernandez Neto, Alexandre Kawano, André Hirakawa, Mauro Zilbovicius, Mercia Bottura de Barros e Paulo Sérgio Cugnasca.

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Por Acadêmica
Crianças fazem carrinho de rolimã na Poli-USP

Oficina com alunos da rede estadual será realizada nos dias 24 e 25 de outubro no Departamento de Engenharia Mecânica, no campus Butantã.

Nos dias 24 e 25 de outubro, 32 alunos do 6º ao 9º anos da Escola Estadual Emigdio de Barros, que atende crianças da comunidade São Remo, localizada na Zona Oeste de São Paulo, participam do projeto “Oficina de Carrinhos de Rolimã” desenvolvido por estudantes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), no âmbito do Programa Poli Cidadã. Esta é a quinta edição do evento, que já faz sucesso entre as crianças, empolgadas com a oportunidade de aprender a fabricar seus próprios carrinhos, contando com monitoria de alunos da Poli para a tarefa.

Segundo o professor Antonio Luis de Campos Mariani, coordenador do Programa Poli Cidadã, as crianças serão estimuladas pelos monitores a pensar em todas as etapas do projeto, como em um projeto de engenharia, da concepção e suas características básicas, dimensões até o processo de fabricação. “Com isso, queremos combinar um pouco de teoria e prática, despertando nas crianças o interesse pela área técnica. É uma forma de estimulá-las a optar por uma carreira profissional na área” aponta. “Ao participar de uma atividade lúdica e didática, as crianças aprendem com prazer e enxergam melhor o seu potencial” acrescenta.

Na sequência dessa atividade inicial, os alunos irão fabricar e decorar os carrinhos. A diversão não acaba aí porque em novembro, já com os carrinhos prontos, os alunos participarão de uma bateria especial a ser promovida no GP de Carrinhos de Rolimã da USP, uma competição já tradicional no calendário esportivo da capital paulista.

Neste ano, além da parceria do Centro Acadêmico Mecânica (CAM) da Poli, a “Oficina de Carrinhos de Rolimã contará com a participação de alunos da Faculdade de Odontologia da USP, que aproveitarão a ocasião para trabalhar, em uma atividade paralela, a questão de saúde bucal.

 

Serviço:

Oficina de Carrinhos de Rolimã

Data e horário: 24 e 25 de outubro, das 9h às 16h,

Local: Salas de aula do prédio da Engenharia Mecânica da Poli (Av. Prof. Mello Moraes, 2231, Cidade Universitária São Paulo).

 

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Embaixadora dos EUA visita a Escola Politécnica

A embaixadora dos Estados Unidos Liliana Ayalde visitou na última sexta-feira (16/10) a Escola Politécnica da USP, em São Paulo, para conhecer alguns projetos de pesquisa que vem sendo desenvolvidos pela instituição. Ela foi recebida pelo coordenador do Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas (CITI), Marcelo Zuffo, acompanhado da vice-diretora da Escola, Liedi Bernucci; do vice-reitor da USP, Vahan Agopyan; do presidente da Comissão de Pesquisa da Escola, Antonio Mauro Saraiva, além de diversos docentes e pesquisadores da USP

A visita ocorreu no contexto das parceiras que a USP já mantém com o Departamento de Pesquisa Naval da Marinha Americana – uma delas realizadas em conjunto com o CITI. Na ocasião, Ayalde pode ter uma visão geral do que vem sendo feito pelos pesquisadores do CITI – um centro de pesquisa e difusão multidisciplinar, que atua na área de interação homem-computador com foco no desenvolvimento tecnológico e na inovação.

“Com linhas de pesquisa que abrangem desde novos materiais até tecnologias imersivas, o CITI atua em projetos com aplicação em várias áreas, como educação, saúde e defesa, de forma interdisciplinar” explicou Zuffo. Na prática, exemplificou ele, isso resulta em projetos com grandes desafios científicos e tecnológicos e de alto impacto econômico e social.

Um dos projetos, por exemplo, visa simular o comportamento de milhares de pessoas em aglomerações, de forma a prevenir fenômenos turbulentos. A tecnologia seria útil, por exemplo, para evitar tragédias como a morte de centenas de pessoas na Arábia Saudita causada por um tumulto de peregrinos à Meca. Outro exemplo é o desenvolvimento de um novo sistema operacional, baseado em conceitos de internet das coisas e computação de enxame, que promete ser uma tecnologia disruptiva para interconectar os 25 bilhões de coisas inteligentes que estarão disponíveis até 2020. Podemos exemplificar como coisas inteligentes desde eletrodomésticos, computadores, smart phones, televisores, medidores de energia elétrica e carros conectados até dispositivos vestíveis (Google class, fit bit, nike plus).

No primeiro caso, a demanda está sendo puxada pela companhia norte-americana Boeing. No segundo, pela multinacional sul-coreana LG Eletronics, em parceria com a UC Berkeley, dos EUA. “Hoje, o CITI mantém parceria com oito instituições e empresas dos Estados Unidos” destacou Zuffo. A embaixadora mostrou especial interesse em saber como são estabelecidas essas parcerias e quais são os mecanismos de fomento e transferência de tecnologia para a sociedade.

Após a apresentação de Zuffo, a embaixadora assistiu a algumas demonstrações das tecnologias desenvolvidas no CITI, como uma cadeira de rodas comandada pelo celular. Para Zuffo, a visita representa uma sinalização positiva para o estreitamento das relações com os Estados Unidos. “Esperamos consolidar ainda mais nossa parceria com as universidades dos EUA, não só em termos de intercâmbio, mas também de projetos conjuntos.

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Por Acadêmica
Soluções no Porto de Santos devem envolver região metropolitana

Recomendação é do professor do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Poli, Alex Abiko, um dos palestrantes do PUL 2015.

Para resolver os gargalos em torno das operações do Porto de Santos e os impactos que suas atividades geram na população e região, não adianta apenas estudar o próprio porto ou a cidade de Santos. “Precisamos incluir as questões de urbanização de toda a região metropolitana se quisermos realmente resolver os problemas” alertou Alex Abiko, professor do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da USP, em palestra apresentada na Reunião Anual da Liga das Universidades de Cidades Portuárias (PUL’2015 – Port-city Universities League Meeting), encontro que reuniu em São Paulo, nos dias 5 e 6 de outubro, uma rede internacional de universidades envolvidas com estudos sobre cidades portuárias.

A Região Metropolitana de Santos engloba nove cidades – além de Santos, Cubatão, Guarujá e Bertioga, também os municípios de São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe. De acordo com o docente, essa é uma das regiões de maior concentração populacional do País. “O Brasil não tem um nível administrativo equivalente para as regiões metropolitanas, como temos para Estados e municípios, mas atualmente grande parte dos problemas urbanos está relacionado a esse tipo de região” disse. Segundo o docente, as soluções para os problemas relacionados ao Porto de Santos devem envolver os demais municípios, já que suas atividades afetam a população da região, e não apenas Santos, Guarujá e Cubatão, onde estão as instalações portuárias.

O foco da palestra do professor Alex Abiko foram os problemas relacionados à urbanização de Santos, com exemplos de duas pesquisas: uma relacionada à atuação da Defesa Civil em casos de desastres naturais e outra sobre a remoção da população de uma favela da Serra do Mar para um condomínio do CDHU, em Cubatão.

Poli em Santos – Além de Abiko, outros docentes apresentaram as atividades dos projetos, centros de pesquisa e laboratórios da Poli voltadas para o Porto e a cidade, a exemplo do Centro de Simulações do Tanque Numérico de Provas (TPN), do Centro de Inovação em Logística e Infraestrutura Portuária (CILIP) e do Centro de Estudos em Gestão Naval (CEGN). Algumas pesquisas também foram apresentadas, como o estudo liderado pelo professor Paolo Alfredini, do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental (PHA), sobre o impacto do aumento do nível do mar na região.

No dia anterior, na abertura do evento, o reitor da USP, Marco Antonio Zago; e o diretor da Escola Politécnica, José Roberto Castilho Piqueira; deixaram claro que a USP e a Poli pretendem ter um papel decisivo no desenvolvimento sustentável da região. “Foi por isso que há três anos decidimos abrir um campus na cidade” frisou Zago. “Uma das minhas prioridades como diretor da Poli é transformar a unidade de Santos em um campus de excelência internacional em Engenharia” acrescentou Piqueira

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Por Acadêmica
Começam em casa surtos de doenças de origem alimentar

Falta de higiene dos manipuladores do alimento, vegetais mal lavados, porte assintomático de patógenos e contaminação cruzada são alguns vilões das síndromes alimentares no Brasil

A expressão é bem conhecida dos brasileiros: “nada como comer em casa” Isso porque, reza a lenda, além do alimento preparado em casa ser do jeito que a gente gosta, acredita-se que seja mais saudável e preparado de forma mais higiênica. Mas, de acordo com o professor Uelinton Pinto, pesquisador do FoRC (Centro de Pesquisa em Alimentos) e professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, isso pode ser um mito.

“Estatísticas de doenças de origem alimentar entre os anos de 2000 e 2014 dão conta de que, no Brasil, os domicílios ocupam o primeiro lugar no ranking dos locais onde acontecem surtos desse tipo de patologia, respondendo por 39%. Os restaurantes e padarias ocupam o segundo lugar, com 15,4% e as escolas e creches aparecem em terceiro, com 8,6%” esclarece, citando dados do Departamento de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde. Segundo ele, muitas vezes, as doenças de origem alimentar não são notificadas, e por isso, esses números são subdimensionados. Na prática, o número de surtos é muito maior do que o reportado nos dados epidemiológicos.

Ele afirma que os problemas de origem alimentar acontecem em maior grau com alimentos crus, seja de origem animal ou vegetal. “Os alimentos processados vêm com a garantia da indústria, então existem poucos surtos originados por alimentos processados. O problema acontece, em geral, quando o alimento chega em casa e a embalagem é aberta, uma vez que há o risco de recontaminação.

Segundo o professor, a contaminação pode ocorrer por vários vetores e diferentes motivos. “Entre eles destaco as mãos do manipulador, que podem estar mal higienizadas, por exemplo. Ou ele pode, ainda, ser portador assintomático de patógenos, como o Staphylococcus aureus. Nessa condição, o micro-organismo não faz mal ao portador. Mas a toxina que essa bactéria pode produzir quando presente no alimento pode fazer mal a muitas pessoas. Trata-se de uma bactéria encontrada na pele, nos cabelos, nas unhas ou na mucosa nasal de cerca de 30% da população mundial” afirma. Uelinton diz que é muito comum a contaminação dos alimentos pelo S. aureus não somente em casa, mas também em estabelecimentos diversos e em eventos que envolvem grande número de manipuladores de alimentos, principalmente em situações em que, já tendo preparado o alimento, o manipulador entra novamente em contato com ele e o deixa em temperatura inadequada. “É a condição ideal para a produção da toxina.

O próprio alimento cru pode também estar contaminado com micro-organismos patogênicos. “Não que necessariamente todo alimento cru apresente micro-organismos patogênicos, porém existe um risco associado a esses produtos. Sendo assim, o consumidor manuseia esse alimento cru, uma carne, por exemplo em cima de uma tábua, e coloca para cozinhar. O cozimento mata os micro-organismos. Aí ele tira aquela carne pronta da panela e volta a manuseá-la em cima da mesma tábua em que cortou o alimento cru, sem lavá-la. E assim, contamina o alimento novamente. É o que chamamos de contaminação cruzada: o contato do alimento cozido com o alimento cru” resume.

Uelinton também chama atenção para os vegetais. “Apesar de serem ricos em nutrientes e fazerem muito bem à saúde, muitos são cultivados em contato direto com o solo, expostos ao ambiente. Podem ter sido adubados com esterco que não passou por processo adequado de compostagem, regados com água cuja qualidade não conhecemos, enfim, respeitadas as boas práticas agrícolas, isso não seria um problema. Portanto, se esse vegetal cru não for bem higienizado, pode veicular patógenos também. Temos visto vários surtos provocados por vegetais contaminados com patógenos, no exterior, com consequências dramáticas à saúde e a economia de vários países. É preciso lavar os vegetais com água de boa qualidade, e depois aplicar algum desinfetante. Vinagre é muito efetivo por conter o ácido acético que é um bom antimicrobiano. Ou o hipoclorito, naturalmente” afirma.

Um outro problema é a manutenção do prato à temperatura inadequada. “É um dos principais motivos de ocorrência de doenças causadas por alimentos dentro de casa, e em eventos como casamentos, grandes banquetes. É aquele almoço deixado sobre o fogão ou, no caso dos eventos, a comida feita com muita antecedência, sem o devido cuidado com a refrigeração. Tem de colocar na geladeira. E não precisa esperar o prato esfriar, isso é mito também. A temperatura ideal para manter a geladeira é em torno de 4ºC. E pratos quentes teriam de ser mantidos acima de 62ºC até o momento do consumo” explica ele.

Segundo Uelinton, no Brasil, entre as bactérias, a maior causadora de doença de origem alimentar (normalmente classificada como intoxicação ou infecção alimentar) é a Salmonella spp., seguida do Staphylococcus aureus e do Bacillus cereus. Há ainda um elevado número de surtos por Clostridium perfringens e pela Shiguella spp. nas nossas estatísticas. Entre os vírus, ele destaca o da Hepatite A, o Rotavírus, e o Norovírus.

O pesquisador lembra que, em países em desenvolvimento, as doenças de origem alimentar são algumas das principais causas de mortalidade, especialmente em crianças menores que cinco anos de idade. E esclarece: “A Salmonella é um problema porque causa muitos surtos, embora a taxa de mortalidade seja baixa: menos de 0,1% daqueles que adquirem Salmonella morrem por conta da infecção alimentar. Parece pouco, mas depende do número absoluto. Só nos EUA, estima-se que 1 milhão de pessoas por ano contraiam Salmonella, que leva mais de 300 pessoas a óbito, segundo estudo do CDC (Center for Disease Control and Prevention). No Brasil, a Salmonella foi responsável por 39% dos surtos documentados entre 2000 a 2014. “Ela não é tão virulenta, mas as pessoas morrem porque já estão em condições vulneráveis, frágeis. Idosos, crianças muito pequenas, pessoas com problemas imunológicos, portadores de HIV. São o grupo de risco” alerta.

Entre os micro-organismos mais virulentos e letais, o pesquisador destaca o Clostridium botulinum. “Ele causa o botulismo. Felizmente são poucos os casos no mundo. Mas a toxina dele é uma das substâncias mais venenosas do planeta. A ingestão de apenas 30 nanogramas dessa toxina pode levar à morte” alerta.

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Por Acadêmica
Medicina personalizada a partir da Microbiota intestinal

Novas tecnologias permitem sequenciamento de bactérias presentes no intestino de centenas pessoas; estudos sugerem que dieta muito industrializada é capaz de modificar os padrões de microbiota

A manipulação da microbiota intestinal é um tema relativamente novo na academia, mas sua interface com a alimentação e a saúde leva a crer que esse campo de estudo pode ser uma ferramenta valiosa para a viabilização de tendências como, por exemplo, a personalização da medicina. Novas pesquisas sugerem diversas formas de manejo da microbiota, desde o uso de pré e probióticos, até a manipulação da dieta e o transplante de bactérias presentes nas fezes humanas.

“Um dos interesses da comunidade científica é essa interface entre dieta e microbiota, porque a modulação da dieta seria um ponto de acesso bem fácil e com menos efeitos colaterais do que a administração de medicamentos ou afins” afirma Chris Hoffmann, pesquisador do FoRC e professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP.

Segundo ele, é sabido que existe um padrão de relação entre dieta e microbioma, a longo prazo. “Esse efeito dos hábitos alimentares da pessoa a longo prazo é muito mais forte do que o efeito daquilo que ela comeu ‘ontem’. O que ela ingeriu ontem tem um impacto momentâneo. Mas como tudo no corpo humano tende a buscar a homeostase, a tendência é uma volta ao equilíbrio” diz ele.

Hoffmann explica que ao menos dois padrões de alimentação estão claramente conectados com microbiomas intestinais distintos: a dieta rica em carboidratos e a dieta rica em proteínas de origem animal. “Nós sabemos, por exemplo, que uma dieta com muita carne vermelha rica em gordura dá propensão a arteriosclerose, risco cardiovascular, aumenta o colesterol. Entretanto ainda existiam algumas lacunas em como tais dietas causavam estas doenças. Agora, algumas dessas lacunas estão sendo preenchidas por esse link do microbioma intestinal” resume.

A ascensão do tema coincidiu com o surgimento de novas tecnologias de sequenciamento de DNA, mais baratas e rápidas. “O desenvolvimento de novas tecnologias de sequenciamento permitiu estudos com centenas de pessoas ao mesmo tempo, sequenciando milhares de bactérias dessas pessoas. E com esses grandes estudos alguns padrões emergiram” esclarece Hoffmann.

Segundo ele, uma pessoa normal tem uma composição definida de microorganismos. “A gente sabe, de maneira geral, quais os microorganismos que devem povoar o intestino grosso. Estudos indicam que a dieta mais industrializada está modificando a microbiota. Nos EUA e Europa, onde as dietas são muito manipuladas, percebemos que o padrão da microbiota não é o mesmo, se comparado a locais na América do Sul e África, onde a dieta não é tão processada.

Formas de manipulação – De acordo com Hoffmann, a manipulação da microbiota pode se dar por diversos acessos. Um deles é o uso de probióticos, algo que já se faz há algum tempo. “O que há de novo é que a próxima geração de probióticos que chegará ao mercado é completamente distinta do que já existe. O que temos hoje são produtos que, muitas vezes, levam em consideração grupos bacterianos que a gente não tem como adulto no nosso intestino. Fazem efeito? Em algumas pessoas sim, em outras não. Um bom exemplo são as bifidobactérias, presentes nos probióticos mais famosos que conhecemos. As crianças as têm, mas os adultos geralmente têm poucas.

Segundo ele, hoje em dia os cientistas estão re-isolando bactérias e tentando encontrar aquelas que são realmente interessantes para um adulto. A outra ideia é utilizar os prebióticos. “Em vez de alimentar as pessoas com as bactérias, a ideia aqui é alimentar as bactérias que estão precisando ser incentivadas, com compostos criados exclusivamente para isso. É outra via de manipulação de microbiota” aponta Hoffmann.

O transplante fecal é mais uma ferramenta, utilizada para repovoar o intestino com as bactérias que deveriam estar lá e que, por algum motivo, perderam espaço para um patógeno qualquer. “Isso está sendo muito usado para tratar pessoas que pegam infecção hospitalar. São bactérias super resistentes, agressivas, imunes à última linha de antibióticos. A pessoa vai morrer de sepsis, o que é medieval. Elas destroem a mucosa intestinal, a impermeabilidade, podem passar para a corrente sanguínea… Reintroduzir as bactérias que não estavam mais ali pode fazer com que o organismo pare de reconhecer simplesmente o patógeno”

Hoffmann explica que, geralmente, o procedimento só é usado quando nada mais funcionou. “Porque há um risco, a gente não sabe exatamente o que está lá dentro, pode haver, por exemplo, um vírus que não se conseguiu detectar…” Segundo ele, já existem empresas trabalhando para criar uma comunidade padronizada de bactérias, isoladas e sequenciadas, e que teriam os mesmos efeitos do transplante.

“Uma grande tendência hoje é a chamada personalização da medicina. Com o acesso ao genoma humano, a gente sabe qual é a fisiologia básica. Mas existem condições e características que são bem específicas de cada pessoa, ou grupo. A personalização da medicina tem de levar em conta toda a fisiologia do organismo e o estudo da microbiota intestinal certamente poderá contribuir para isso.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Por Acadêmica